23
Jan

 Iatrogenia medicamentosa em idosos

Categoria(s): Emergências

  Resenha

Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jove Motti*

 * Médica Geriátra

O uso indiscriminado e excessivo de medicamentos em idosos, podem levar a efeitos colaterais e interações perigosas.Com o envelhecimento, aumenta a probabilidade de ocorrência de doenças crônicas e os idosos tomam mais medicamentos que adultos jovens. Em média uma pessoa idosa toma de quatro a cinco medicamentos de receita e mais dois de venda livre.

Alterações fisiológicas do envelhecimento, seja no sistema cardiocirculatório, respiratório, renal ou no próprio sistema nervoso central, são as responsáveis pela maior predisposição dos idosos à complicações durante a hospitalização. Essas complicações se dão tanto nos tratamentos clínicos, quanto durante e após cirurgias, inclusive determinando maior mortalidade.

À medida que as pessoas envelhecem, a quantidade de água no organismo diminui, como certas drogas se dissolvem na água, com essa diminuição essas drogas ficam mais concentradas; com a alteração dos rins e da função do fígado, as drogas ficam mais tempo no organismo, aumentando com isso sua concentração, toxicidade e efeitos colaterais.

O que observamos nos diversos trabalhos é a escassez de dados do Brasil referente a idosos, encontramos alguns dados de Fortaleza e RJ , onde uma porcentagem grande de pacientes utilizavam pelo menos uma medicação inadequada para a idade, e uma porcentagem apresentavam efeitos adversos das drogas. Outro artigo da Santa Casa de São Paulo, observou-se no estudo retrospectivo de pacientes idosos internados em um determinado período, que vários erros durante os tratamentos provavelmente pioraram a saúde do paciente, prolongando o tempo de internação e com isso aumentaram o risco de mortalidade. Este estudo poderia ter sido feito em qualquer hospital com os mesmos resultados, do nosso país , pois acredito que os profissionais da saúde não estão preparados para lidar com essa gama de medicamentos que surgem diariamente, nem com sua interação medicamentosa, em relação a população idosa que aumenta significativamente. Outros trabalhos encontrados visam apenas nos elucidar a respeito dos fármacos, sua distribuicão e avaliação de acordo com o seu uso, ou seja farmacoterapia.

Segundo estudo de Carvalho-Filho e colaboradores 43,7% dos idosos internados apresentaram uma ou mais complicações iatrogênicas; 17,9% relacionadas aos procedimentos diagnósticos; 58,9% relacionadas às medidas terapêuticas, sendo 32,1% referentes à terapêutica farmacológica e 26,8% a outros procedimentos terapêuticos; 23,2% das manifestações iatrogênicas não se relacionaram diretamente às afecções que originou a internação como: úlceras de decúbito, quedas e fraturas.

O importante é termos consciência da nossa prescrição, diminuir a quantidade de medicamentos, melhorar a qualidade, explicar tanto para o idosos quanto para o cuidador as dosagens, os efeitos a observar e com isso melhorar a qualidade de vida, evitando a Iatrogenia.

Referência:

CARVALHO-FILHO, Eurico T., SAPORETTI, Luís, SOUZA, Maria Alice R. et al. Iatrogenia em pacientes idosos hospitalizados. Revista Saúde Pública, fev. 1998, vol.32, no.1, p.36-4

www.Merck.com.br-medicacões em envelhecimento.

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23
Jan

 Osteoblastos

Categoria(s): Dicionário

 Dicionário

Os osteoblastos são células de revestimento responsáveis pelos constituintes da matriz, como o  colágeno e a camada básica de proteoglicanos e glicoproteinas e se originam do tecido mesenquimal.

O principal produto dos osteoblastos é o colágeno tipo 1, o qual forma cerca de 95% da matriz óssea não mineral extracelular. O colágeno tipo 1 é formado no osso pela combinação de dois polipetídeos alfa1 e alfa 2, com resíduos de lisina e prolina hidroxilada. Esta estrutura é conhecida como pró-colágeno.

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22
Jan

 Ventilação e Oxigenação

Categoria(s): Cardiogeriatria, Emergências, Fisioterapia, Nefrogeriatria, Pneumogeriatria

Conceitos

Ventilação

Ventilação é um fenômeno “extra-corpóreo”= corresponde ao ar que entra e sai do pulmão. É o ar que ocupa, pois, os canais que o levam do exterior até o alvéolo e o fazem retornar ao exterior, proporcionando condições para, no alvéolo, haver troca de O2 por CO2. Desta maneira, o CO2 que é produzido no organismo é eliminado para esse “ar corrente” (ventilação) que entra até o alvéolo e sai para o meio ambiente. Se esse CO2, oriundo do metabolismo celular, encontrar um “ar corrente” exagerado (hiperventilação), sairá mais facilmente do organismo e, assim, a quantidade de CO2 (e sua correspondente pressão, pois é um gas - PaCO2) no sangue diminuirá. Já, se a pessoa “fabricar” muito CO2, acima da possibilidade de eliminação alveolar (200 ml/min), irá acumulá-lo no plasma (e elevará a sua pressão) = PaCO2 elevada, acima do normal, que é por volta de 40 mmHg.
Passando isso para uma fórmula, resultará na equação
PaCO2 = VCO2 X 0.863 / VA , onde
VCO2 = CO2 produzido no corpo (a PaCO2 é diretamente proporcional);
0.863 = unidade de conversão para PaCO2 (mmHg);
VA = ventilação alveolar.

VA = VE (ventilação efetiva) - VD (dead space, ou espaço morto)

Mas a interpretação, acalme-se !, da PaCO2 se baseia na relação e não nos números de seus componentes (a PaCO2 é inversamente proporcional à ventilação !). Assim, PaCO2 significa VENTILAÇÃO pulmonar, e não indica o estado de oxigenação da pessoa. Se você quiser saber a ventilação do paciente, só a determinação da PaCO2 é que lhe dirá, não a clínica (taquipnéia, dispnéia, etc…).

Oxigenação

hematose

Oxigenação: A pressão do gás O2 no sangue , não é sinônimo de quantidade de oxigênio presente no organismo (uma parte, combinada, não exerce pressão). A pressão máxima de PaCO2 nunca pode, obviamente, ser maior do que a PAO2 (pressão de oxigênio alveolar), mas no máximo igual, isto quando todo o O2 for absorvido. A equação seguinte mostra como podemos calcular a PaO2, baseando-se na idade da pessoa, pois a criança pode ter uma PaO2 de 100 mmHg, enquanto que no velho ela cai até para 70 mmHg
PaO2 = 109 - 0.43 x (idade em anos)
Essa queda se deve ao disequilíbrio ventilação - perfusão. Abaixo, o cálculo da PAO2, que depende do O2 que entra no alvéolo (menos o CO2 que sai)
PAO2 = FiO2 (Pb-47) - 1.2 (PaO2) , onde FiO2 é a fração de O2 inspirada, constante, de O2 existente no ar ambiente que respiramos = 21% de O2, ou 0.21, e 78% de nitrogênio.
A PAO2 é calculada pela fórmula. Já a PaO2, é determinada no laboratório.
P (A-a) O2
A diferença indica se o O2 está passando pelo alvéolo. Assim, todas as patologias (respiratórias ou não) que afetem a passagem do O2 do ar ambiente para o sangue (e ser distribuído pelo organismo), através do alvéolo, provocam alterações da pressão do O2 sanguíneo.
Mas como dissemos, tanto a PaO2 com, agora, o estado de saturação das hemácias pelo O2 (SaO2) informam quanto de O2 possui o sangue. Quem revela isto é o conteúdo de O2 (ml O2 / dL).
Ca O2 = quantidade de O2 ligado a hemoglobina + quantidade de O2 dissolvida no plasma, ou
CaO2 = (Hb x 1.34 x SaO2) + (0.003 x PaO2)
Depende, então, da quantidade de Hb, da capacidade carregadora de O2 da Hb (1.34), e da saturação da Hb pelo O2. Também do O2
dissolvido no plasma (PaO2 x 0.003, que é a constante de solubilidade do O2). Pouco O2 no sangue e teremos o estado de hipoxemia.
A saturação dessa Hb pelo O2 é afetada pela “concorrência” dos 4 pontos de ligação do heme com O2: carboxihemoglobina (monóxido de carbono) e metemoglobina (Fe+++). A PaO2 pode não se alterar nesses casos, razão pela qual a SaO2 deve sempre ser determinada e não calculada.

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22
Jan

 Osteoclastos

Categoria(s): Dicionário

 Dicionário

Os osteoclastos são células multinucleadas (células móveis) que têm origem comum com a linhagem de células sangüíneas e, em princípio, a hematopoiese e a osteoclastogênese podem estar sob as mesmas influências de substâncias moduladoras chamadas citocinas.

Os osteoclastos promovem erosão óssea, pelo que formam uma cavidade, ao longo de duas a três semanas, conhecida no osso trabécular como “lacuna de Howship”, reabsorvendo um volume de osso aparentemente determinado geneticamente. Tendo completado esta tarefa, desaparecem, sendo seu destino incerto.

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Osteoprotegerina - OPG
Paratormônio - PTH
Doença óssea de Paget

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21
Jan

 Fibromialgia

Categoria(s): Publicações, Reumatogeriatria

 Revisão

Fibromialgia - aspectos gerais

fibromialgia

Autores:

Alyne Daniela de Almeida
Priscilla Job Meira
Samira Martines Ciarrocchi

Local da realização
Pontifícia Universidade Católica de Campinas PUC-Campinas
2002

Resumo
A fibromialgia é uma síndrome que acomete preferivelmente as mulheres, correspondendo a 80% dos casos. A idade de seu início varia entre 29 e 37 anos, sendo a idade de seu diagnóstico entre 34 e 57 anos.
A rápida caracterização clínica e o início imediato de tratamento fisioterápico é de suma importância no controle desta doença como poderemos notar neste estudo de revisão.

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