04 - jul

Ansiedade nos idosos – Parte 4. Depressão reativa

Categoria(s): Psicologia geriátrica

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Depressão refere-se a uma síndrome psiquiátrica por humor deprimido, perda do interesse ou prazer, alterações do funcionamento biológico, com repercussões importantes na vida do indivíduo e com uma duração, sem tratamento, de meses a anos.

A doença depressiva abrange os sentimentos, o pensamento, a capacidade de lidar com as decisões e pressões do dia-a-dia. Envolve o ser humano em todas as suas dimensões: psicológica, biológica e social.

A depressão apresenta sintomas psíquicos e somáticos:
Tristeza patológica: qualidade negativa, desagradável, às vezes com sensação profunda de vazio. Em casos mais graves, pode haver a sensação de “astenia” dos sentimentos, uma sensação de que tudo é igual, que nada faz diferença.
Anedonia: redução da capacidade de sentir prazer frente aquelas situações que antes proporcionavam satisfação, bem estar e alegria.
Lentificação do pensamento: O raciocínio fica lento, as idéias negativas, pessimismo e baixa auto- estima. A pessoa pode pensar em morte e algumas vezes tentam suicídio.
Distorção da realidade: em casos mais graves.
Choro imotivado
Distúrbios do sono: Insônia ou excesso de sono.
Redução: energia, rendimento, apetite e perda do interesse sexual.
A sintomatológica no idoso é semelhante à sintomatologia em outras faixas etárias, o idoso queixa-se menos frequentemente de se sentir deprimido e há menor ocorrência de sentimentos de desvalia ou culpa.
O deprimido idoso focaliza a sua atenção em sintomas corporais e apresenta mais queixas físicas. As queixas relativas à memória são mais freqüentes.
Muitas vezes a depressão no idoso pode manifestar-se através de formas atípicas: pseudodemência, síndromes dolorosas (depressão associada a artrite, fibrosite, fibromialgia), somatizações ( fadiga, queixas gastrointestinais), ansiedade e abuso de álcool.

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03 - jul

Ansiedade nos idosos – Parte 3. Ansiedade generalizada

Categoria(s): Psicologia geriátrica

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A caracterização da ansiedade crônica generalizada é feita quando esta mais de um mês. Uma das maneiras de diferenciar a ansiedade generalizada com a ansiedade normal é a duração do tempo. Uma vez eliminada a ocorrências de outros transtornos mentais assim como eliminada a possibilidade do estado estar sendo caudado por alguma substância ou doença física, podemos admitir o diagnóstico.
Respeitadas essas condições, os sintomas que precisam estar presentes são:
- Dificuldade para relaxar;
- Cansar-se com facilidade;
- Irritabilidade;
- Dificuldade de concentração e esquecimento;
- Insônia ou sono insatisfatório.

A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos que causam sofrimentos clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo (idoso).  A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral, ex: hipotiroidismo.

Conclusão: Ansiedade e preocupação excessivas, ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos 6 meses, com diversos eventos e atividades.

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02 - jul

Ansiedade nos idosos – Parte 2. Transtorno do pânico e agorafobia

Categoria(s): Dicionário, Psicologia geriátrica

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Caracterizado por ataques espontâneos de pânico, podendo estar associado com agorafobia (medo de permanecer em lugares abertos, fora de casa, sozinho ou no meio de uma multidão).

Agorafobia pode ocorrer isolada sozinha, embora os pacientes em geral tenham ataques de pânico associados.
As crises de pânico, consistem em períodos de Ansiedade intensa e são acompanhados de alguns sintomas específicos como : taquicardia, perda do foco visual, dificuldade de respirar e sensação de irrealidade.

A freqüência da crise,varia de pessoa para pessoa e a duração é variável. A pessoa costuma apresentar alguns pensamentos catastróficos: perdendo o controle, desmaio ou morte. A ansiedade antecipatória caracteriza-se pela sensação da iminência de pânico, impotência ou humilhação.

A Síndrome do Pânico é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e estando presente na Classificação Internacional de Doenças (CID 10).

Sinais e sintomas

Palpitações e sudoreses;
Tremores;
Sensação de dispnéia ou sufocamento;
Sensações de asfixia;
Dor e desconforto torácico;
Náuseas e desconforto abdominal;
Sensação de tontura, vertigens e desmaios;
Desrealização;
Medo de perder o controle;
Medo de morrer;
Parestesias (torpor ou sensação de formigamento);
Calafrios e ondas de calor.

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01 - jul

Ansiedade nos idosos – Parte 1. Aspectos gerais

Categoria(s): Psicologia geriátrica

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A velhice é um período normal no ciclo vital, caracterizados por algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas. Existem algumas alterações que não são classificadas como doenças, mas há alguns transtornos que são mais comuns em idosos como: Transtornos depressivos, transtornos cognitivos, fobias e transtornos por uso de álcool.

Fatores psico- sociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais:
- Perda de papéis sociais;
- Perda da autonomia;
- Morte de amigos e parentes;
- Saúde em declínio;
- Isolamento social;
- Restrições financeiras e
- Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica) com prejuízo na memória.

Transtornos psiquiátricos mais comuns no idosos

- Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
- Transtorno bipolar (humor)
- Transtornos somatoformes
- Transtornos de ansiedade
- Demência
- Demência tipo Alzheimer
- Demência Vascular
- Transtornos depressivos
- Transtorno Delirante
- Esquizofrenia

Transtorno de ansiedade – O transtorno de ansiedade é um termo que cobre várias formas de ansiedade patológica, medos e fobias e condições nervosas que podem surgir rapidamente ou lentamente durante um período de muitos anos que interferem na rotina diária do indivíduo. É em geral desencadeada por aborrecimentos sofrimentos ou perdas. Há também preocupação com o dinheiro, saúde e segurança, a falta de adaptação à aposentadoria é um fator de desequilíbrio emocional no idoso.

A ansiedade é um estado patológico caracterizado por um sentimento de temor acompanhado por sinais somáticos de hiperatividade do sistema nervoso autônomo, ela é diferenciada do medo, que é uma resposta a uma causa conhecida. Os transtornos de ansiedade começam no início ou no período intermediário da idade adulta, mas alguns aparecem pela primeira vez após dos 60 anos. Em idosos a fragilidade do sistema nervoso autônomo pode explicar o desenvolvimento de ansiedade após um estressor importante. O comportamento fica modificado e com características ligadas a personalidade de casa um, podendo ocorrer manifestações agressivas, depressão e etc. Algumas vezes podem se confundir com demência. Não podemos nos esquecer que os idosos apresentam risco de suicídio e risco de desenvolver sintomas psiquiátricos induzidos por medicamentos.

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30 - jun

Colostomia 100 perguntas a respeito – Parte 5. Socialização

Categoria(s): Conceitos, Gastroenterologia

Esclarecimentos

O planejamento da assistência ao colostomizado/ileostomizado não requer somente cuidados físicos ou ensinar-se ao paciente os cuidados de higiene e troca de bolsas de colostomia. É necessário um planejamento da assistência ao longo do período perioperatório com vistas ao ensino pré-operatório, demarcação de estoma, preparo físico pré-operatório propriamente dito, integração das intervenções com a equipe do bloco cirúrgico (centro cirúrgico e centro de recuperação). Requer ainda a retomada do ensino pré-operatório para o autocuidado, envolvendo paciente/família, visando à reabilitação e ao encaminhamento ao Programa de Ostomizados, que é mantido pelo serviço público, para aquisição dos dispositivos e seguimento ambulatorial.

Veja informações sobre colostomia no site da Associação Brasileira de Estomoterapia – http://www.sobest.org.br/ [on line]

81. Quando o colostomizado pode voltar as suas atividades normais?

  • O retorno ao trabalho ou suas atividades normais depende do tipo de cirurgia realizada. O período de afastamento do trabalho é determinado pelo médico. Quando retornar ao trabalho lembrar sempre de levar equipamento para troca de emergência.

82. O que o colostomizado deve fazer quando sair de casa?

  • O ideal é programar a saida de casa após a troca da bolsa de colostomia ou da irrigação da colostomia. Mesmo assim, é bom levar um  material para troca: lenços ou pano limpo, placa, bolsa e grampo. O ideal é levar a placa já cortada para facilitar possível troca.

83. O colostomizado deve usar roupas especiais?

  • Não. Após a cirurgia muitas pessoas se preocupam com a possibilidade de que a bolsa seja notada por baixo da roupa. O fato é que as bolsas são finas e ficam bem ajustadas ao corpo. Ao escolher roupas deve-se tomar cuidado para que elas não façam pressão sobre o estoma. Porém use as roupas que estava habituado. Haja naturalmente como se não tivesse a bolsa de colostomia.

84. Quando o colostomizado poderá viajar?

  • Após a liberação médica não há impedimento quanto a viagens.

85. Como o colostomizado deverá agir no preparo para a viagem?

  • Para facilitar o cuidado com o estoma alguns pontos devem ser mencionados: determine a quantidade de equipamentos necessários de acordo com a duração da viagem. O ideal é que a quantidade inicialmente determinada seja multiplicada por dois, pois podem ocorrer imprevistos como aumento nos movimentos intestinais ou dificuldade de aquisição de equipamentos. Na viagem leve pelo menos material para uma troca na bagagem de mão, mantendo-o sempre acessível. Evite exposição do material a temperaturas elevadas, pois pode alterar a qualidade da placa.

86. O colostomizado pode praticar esportes?

  • Sim. É importante destacar que cada pessoa recupera-se de forma diferente, então o retorno a prática esportiva dependerá da cicatrização. As restrições ao esporte não são muitas, porém esportes de contato devem ser evitados pelo risco de agressão ao estoma. Além disso, o levantamento de peso excessivo também deve ser evitado para prevenção de hérnias. Os exercícios devem ser moderados e de curta duração.

87. Quais os cuidados com a colostomia antes da prática esportiva?

  • Durante a prática esportiva é recomendável a utilização de um cinto ou cinta para manter a bolsa mais segura.

88. O colostomizado pode praticar natação?

  • Sim. a prática da natação, assim como, hidroginática pode ser feita sem nenhuma restrição, pois a bolsa e a placa são impermeáveis à água. Antes de nadar deve-se esvaziar a bolsa. Durante a prática da natação é recomendável a utilização de um cinto ou cinta para manter a bolsa mais segura. As mulheres devem usar um maio peça única e para os homens uma camiseta para evitar olhares e comentários a respeito da bolsa de colostomia. Estanhos não devem saber sobre a sua condição física, pois isto só diz respeito ao paciente e os profissionais que estão cuidando da sua saúde.

89. O paciente ostomizado pode tomar banho de banheira?

  • Sim, desde que siga as recomendações dadas no item anterior, ou seja, esvaziar a bolsa e utilizar um cinto ou cinta para manter a bolsa mais segura. Lembre-se que a a bolsa e placa são feitas de material impermeáveis à água.

90. Os ostomizados podem participar de jantares e frequentar restaurantes?

  • Sim, desde que tenha a noção de um cardápio elaborado por uma nutricionista em acordo com a sua doença e tipo de ostomia realizada. Seguindo as informações poderá alimenta-se com a escolha ideal para sua condição física.

91. Os ostomizados podem ingerir bebidas alcoólicas?

  • Em princípio a ingestão eventual e regrada de bebidas alcoólicas não causa malefício e serve para melhora a socialização do ostomizado.

92. Como evitar o surgimento de odores desagradáveis que inibem a socialização?

  • Alguns alimentos como: aspargos, ovos, brocoli, peixe, couve-de-bruxelas, alho, repolho, cebola,  couve-flor, alguns temperos, devem ser evitados por produzir odores desagradáveis.

93. Que alimentos e bebidas que podem aumentar os gases?

  • Alimentos como, feijão, couve-flor, milho, brocoli, pepino, couve-de-bruxelas, cogumelo, repolho, ervilha, e espinafre, assim como, cerveja e bebidas gaseificadas podem aumentar os gases.

94. Qual a dieta ideal para o colostomizado?

  • Ter uma ostomia não significa tem que manter uma dieta especial. De fato, muitas pessoas que sofrem de doenças do intestino mantêm uma dieta restrita por causa da doença. Em muitos casos, uma ostomia permite que a pessoa retorne a uma dieta normal. Imediatamente após a sua cirurgia, o médico pode receitar uma dieta especial; no entanto, depois do seu período de recuperação,  poderá voltar à sua dieta de costume.
  • Orientações – Comer uma dieta balanceda. • Comer bem devagar e mastigar bem os alimentos. • Adicionar gradualmente os alimentos à dieta, para poder observar como o organismo responde aos alimentos. Nos portadores de ileostomia, beber bastante água, sucos e outros líquidos diariamente.

95. Quando poderá retomar a atividade sexual?

  • Uma vez que ocorreu a cicatrização da cirurgia você poderá retornar à atividade sexual. É natural que logo após a cirurgia o desejo sexual diminua, portanto você e seu (ua) parceiro (a) devem discutir o momento ideal de retorno a atividade sexual. Antes da atividade sexual esvazie a bolsa.

96. Como se preparar para a atividade sexual?

  • As mulheres podem utilizar um espartilho, e os homens podem utilizar faixa/tensor abdominal para deixar a bolsa menos aparente e mais segura durante o ato sexual. Utilizar uma bolsa fechada (não drenável) de menor capacidade pode ser mais confortável. Para aumentar o conforto pode ser utilizada uma bolsa de tecido para evitar o atrito da bolsa plástica e a visualização do conteúdo da bolsa.

97. Os hospitais brasileiros estão preparados para receber pacientes ostomizados?

  • Infelizmente não. São poucos os hospitais que treinam equipes especializadas no tratamento desses paciente, mesmo quando internados por outros motivos não relacionados com os problemas intestinais ou da colostomia.

98. Como deve ser a equipe de atenção aos ostomizados?

  • A peça chave no grupo de atenção aos ostomizados é a enfermagem especializada em estomaterapia, porém a equipe deve contrar com psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas,  terapêutas ocupacionais e educadores, além dos médicos que assistem ao paciente.

99. Qual o futuro das pessoas ostomizadas?

  • As pessoas com estomias provisórias, que aguardam a cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, e as com estomias definitavas estão se benificiando das novas tecnologias dos materiais e das novas técnicas utilizadas neste tipo de procedimento. Mas, fundamentalmente, estnao se benficiando com os treinamentos das equipes que prestam assistência aos ostomizados.

100. Como entrar em contato com grupos de ostomizados?

  • Existem vários serviços oficiais e particulares de apoio aos ostomizados. Veja no site da Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) informações a este respeito.

Referências:

Shellito PC. Complications of abdominal stoma surgery. Dis Colon Rectum 1998;41:1562-72.

Corman ML; Intestinal stoma. In: Colon and Rectal Surgery. 4-ed., Los Angeles, 1998. pp.1264-1319.

Silva R, Teixeira R. Aspectos psíquicos sociais dos estomizados. In: Crema E, Silva R, organizadores. Estomas: uma abordagem interdisciplinar. Uberaba: Piruti; 1997. p. 193-204.

Petuco VM. A bolsa ou a morte: estratégias de enfrentamento utilizadas pelos ostomizados de Passo Fundo-RS. Rev Esc Enf USP 1999; 33:42-9.

Tejido VM, Vargas LM – El rol de enfermaría frente a paciente ostomizados. 3a ed. Barcelona: Rol;1988.

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