05
Fev

 Teorias do envelhecimento

Categoria(s): Conceitos

 Conceitos

1. Teoria dos radicais livres
Os radicais livres, gerados durante o processo de fosforilação de oxidativa, podem modificar macromolecules, principalmente por oxidação.
2. Teoria da taxa metabólica -  O apoio desta teoria se baseia que mamíferos menores tendem a ter taxas metabólicas altas e assim tender a morrer a uma idade mais cedo que mamíferos maiores.
3. Teoria do sistema vunerável - O pilar desta teoria é que um sistema fisiológico específico–normalmente o neuroendocrine ou sistema imune–é particularmente vulnerável (presumivelmente para processos de entropicos) durante a velhice. Fracasso do sistema vunerável apressa deficiência orgânica do organismo inteiro.
4. Teoria do erro catastrófico: Essa teoria, que erros na transcrição de DNA ou tradução de RNA conduzem eventualmente a erros genéticos que promovem envelhecimento.
5. Teoria do relógio biológico - Exatamente o que controla a taxa de envelhecer é desconhecido. Poderia ser um gene que controla telomero ou algum outro processo de divisão de célular.

Veja Também:
Envelhecimento do sistema imunológico
Feminização do envelhecimento
Genética do envelhecimento - Telomerase

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04
Fev

 Infecção urinária nos idosos

Categoria(s): Infectologia, Nefrogeriatria, Urogeriatria

 Resenha

As doenças infecciosas constituem importante intercorrência clínica, motivo que internações e óbito na população geriátrica. Esta alta taxa de mortalidade, associada ao envelhecimento, se deve a inúmeros fatôres, destacando-se as alterações nos mecanismos de defesa (imunocompetência) contra os agentes patogênicos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (1995), as infecções, em geral, constituem
a maior causa de morte e destaca, ainda, a crescente resistência bacteriana, determina pelo uso indevido de antibióticos.

O trato urinário é o local de infecção mais comumente acometido na população geriátrica e a fonte mais freqüente de bacteriemia. Com o avançar da idade, a sua prevalência aumenta de forma significante tanto entre os homens como na mulheres.

Diagnóstico: Os profissionais da área da saúde devem ficar atento para os sinais e sintomas clínicos da infecção do trato urinário (ITU). Embora, os sintomas típicos como disúria (dor para urinar), polaciúria (urinar pouca quantidade muitas vezes) e urgência urinária, possam ocorrer, manifestações atípicas são encontradas nos idosos fragilizados, como confusão mental, adinamia, prostação, perda do apetite, febrícula, desconforto, fraqueza. O exame de úrina confirma a presença da bactéria (bacteriúria) e a cultura da urina define o agente causador. A complementação diagnóstica deve ser feita com exame ginecológico nas mulheres e prostático nos homens. O exame de ecografia abdominal deve sempre ser indicado, permitindo-se estudar a anatomia do sistema urinário.

Agente biológico: O agente bacteriano mais comum nas ITUs é a E. coli (90%). Outras bactérias representadas com maior freqüência nos idosos são: Proteus, Klebisiella, Enterobacter cloacal, Citrobacter fecundii, Providenciae stuantii e Pseudomonas aeruginosa. Entre os organismos gram-positivos, os estafilococos, enterococos e o estreptococo grupo B são os mais freqüentemente isolados.

Tratamento: Como norma geral, pacientes idosos com bacteriúria assintomática não devem ser tratados com antibióticos, pois existe o risco desnecessário de seleção de bactérias mais resistentes, da interação e reação alérgica às drogas, além dos custos do tratamento.

Cuidados gerais: Aumento de hidratação e deambulação dos enfermos é recomendável.
Essa regra não deve ser seguida em algumas situações, como nos casos de obstruções do trato urinário, quando houver necessidade de procedimento invasivo e em doenças com potencial de interferir com a resposta orgânica, como o diabete não compensado.

Nos homens, merece destaque o aumento prostático que dificulta o esvaziamento vesical, favorecendo a estase e a aderência bacteriana.
Na mulher, o enfraquecimento do assoalho pélvico, a redução da capacidade vesical, a secreção vaginal, a contaminação fecal e as alterações tróficas do epitélio pela queda dos níveis hormonais facilitam sobremaneira a ITU e devem receber atenção dos médicos. Destaque-se, ainda, que o uso prévio de antibióticos possa favorecer o aparecimento de infecções causadas por germes mais resistentes. ITU mal curada tem alto risco de óbito.

Referência:

Infecção do Trato Urinário no Idoso - Projeto Diretrizes do Conselho Federal de Medicina [on line]

Veja Também:
Incontinência urinária no idoso
Uso do cateter vesical em idosos
Estudo de caso - Infecção por mordida

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04
Fev

 Síndrome de má absorção

Categoria(s): Dicionário

 Dicionário

Um bom estado nutricional depende de uma boa ingestão de alimentos e sua degradação. Para a transferência meio interno, isto é a absorção. Se uma pessoa tiver um quadro clínico com perda de massa corpórea existe há hipótese de uma disfunção digestiva.

Com uma anamnese mais detalhada observando, alguns sinais como características da evacuação, freqüência, volume, aspecto e com alguns exames físicos para identificar carência nutricional.

Alguns exames laboratoriais também ajuda a detectar a possível disfunção.

a) Coprologia funcional- avalia perda de gordura e proteína
b) Dosagem quantitativa de gordura fecal.
c) Teste de absorção da D- Xilose- a absorção deste açúcar depende da integridade da parede do intestino delgado.

Veja Também:
Síndrome de má absorção
Síndrome de Hutchinson-Gilford
Síndrome de Wiedemann-Rautenstrauch

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03
Fev

 Fraturas nas mulheres na pós-menopausa

Categoria(s): Emergências, Programa de saúde, Reumatogeriatria

 Editorial

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), registram-se um milhão de fraturas de punho por ano em decorrência de osteoporose, de vértebra são 400 mil e de fêmur 200 mil. Esta última é uma das responsáveis por levar os pacientes à cirurgia e também à invalidez. “Uma em cada cinco mulheres acima dos 50 anos é vítima deste tipo de fratura e a incidência aumenta à medida que a idade avança. De cada três mulheres acima dos 80 anos, uma terá fratura e destas, metade morrerá em conseqüência dessa fraturaâ€. Aos 50 anos de cada seis mulheres, um homem tem osteoporose e aos 70 anos, de cada duas mulheres, um homem será portador da doença.

fratura femuralSegundo dados estatísticos, de uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Reumatologia com 6256 mulheres na Região Metropolitana de Campinas acima dos 50 anos, 35,6% não tinham problemas de Osteoporose, 40,2% apresentavam osteopenia (diminuição da massa óssea), que é a fase inicial da Osteoporose e 24,2% já estavam com a doença, mostrando a gravidade do problema.

Definida pela OMS, como a “década do ossoâ€, por uma série de estratégias adotadas para o desenvolvimento de estudos para assistência e pesquisa em relação a doenças de ossos, músculos e articulação, a partir dela, a osteoporose começou a ganhar maior importância em tratamentos e controle da doença.

Só nos últimos tempos que os médicos adquiriram informações consistentes para o diagnóstico precoce da doença. Antes ela só era detectada por raios-X e quando já se estava em estágio muito avançado.

O que vai determinar se uma pessoa terá ou não de osteoporose depende de diversos aspectos, entre eles, da quantidade de cálcio, sol, prática de exercícios físicos, hormônios e do pico de massa óssea, que é a quantidade de massa que se adquire até os 30 anos.

As pessoas que tem mais propensão a osteoporose e fraturas são as que já tem casos na família, problemas hormonais, renais, baixa ingestão de cálcio e carência de vitamina D (encontrada na maioria das frutas, verduras e legumes).

A prevenção é baseada na prática de atividades físicas, alimentação equilibrada, tomar sol e consumir alimentos como sardinha, couve flor, brócolis e queijos. A orientação como sempre é fazer acompanhamentos médicos constantes, seja com geriatra, ortopedista, porque a osteoporose não dói e ao contrário do que se pensa as pessoas caem porque os ossos se quebram e não quebram os ossos porque caem.

Referências:

Quedas em idosos - Projeto Diretrizes do Conselho Federal de Medicina - Brasil [on line]

Veja Também:
Osteoporose
Osteoporose - Fraturas nos homens idosos
Estudo de caso - Osteoporose

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03
Fev

 Síndrome de Wiedemann-Rautenstrauch

Categoria(s): Dicionário

 Dicionário

Síndrome de Wiedemann-Rautenstrauch  produz escleroderma prematuro, calvície, e outras patologias senis em crianças. A base genética desta síndrome é desconhecida.

Veja Também:
Síndrome de Hutchinson-Gilford
Síndrome de Caplan
Síndrome de Mallory-Weiss

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