03 - jul

Ansiedade nos idosos – Parte 3. Ansiedade generalizada

Categoria(s): Psicologia geriátrica

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A caracterização da ansiedade crônica generalizada é feita quando esta mais de um mês. Uma das maneiras de diferenciar a ansiedade generalizada com a ansiedade normal é a duração do tempo. Uma vez eliminada a ocorrências de outros transtornos mentais assim como eliminada a possibilidade do estado estar sendo caudado por alguma substância ou doença física, podemos admitir o diagnóstico.
Respeitadas essas condições, os sintomas que precisam estar presentes são:
– Dificuldade para relaxar;
– Cansar-se com facilidade;
– Irritabilidade;
– Dificuldade de concentração e esquecimento;
– Insônia ou sono insatisfatório.

A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos que causam sofrimentos clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo (idoso).  A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral, ex: hipotiroidismo.

Conclusão: Ansiedade e preocupação excessivas, ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos 6 meses, com diversos eventos e atividades.

Veja as referências na página do dia 08 de julho 2009 - Ansiedade nos idosos – Parte 8. Comentários finais

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02 - jul

Ansiedade nos idosos – Parte 2. Transtorno do pânico e agorafobia

Categoria(s): Dicionário, Psicologia geriátrica

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Caracterizado por ataques espontâneos de pânico, podendo estar associado com agorafobia (medo de permanecer em lugares abertos, fora de casa, sozinho ou no meio de uma multidão).

Agorafobia pode ocorrer isolada sozinha, embora os pacientes em geral tenham ataques de pânico associados.
As crises de pânico, consistem em períodos de Ansiedade intensa e são acompanhados de alguns sintomas específicos como : taquicardia, perda do foco visual, dificuldade de respirar e sensação de irrealidade.

A freqüência da crise,varia de pessoa para pessoa e a duração é variável. A pessoa costuma apresentar alguns pensamentos catastróficos: perdendo o controle, desmaio ou morte. A ansiedade antecipatória caracteriza-se pela sensação da iminência de pânico, impotência ou humilhação.

A Síndrome do Pânico é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e estando presente na Classificação Internacional de Doenças (CID 10).

Sinais e sintomas

Palpitações e sudoreses;
Tremores;
Sensação de dispnéia ou sufocamento;
Sensações de asfixia;
Dor e desconforto torácico;
Náuseas e desconforto abdominal;
Sensação de tontura, vertigens e desmaios;
Desrealização;
Medo de perder o controle;
Medo de morrer;
Parestesias (torpor ou sensação de formigamento);
Calafrios e ondas de calor.

Veja as referências na página do dia 08 de julho 2009 - Ansiedade nos idosos – Parte 8. Comentários finais

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01 - jul

Ansiedade nos idosos – Parte 1. Aspectos gerais

Categoria(s): Psicologia geriátrica

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A velhice é um período normal no ciclo vital, caracterizados por algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas. Existem algumas alterações que não são classificadas como doenças, mas há alguns transtornos que são mais comuns em idosos como: Transtornos depressivos, transtornos cognitivos, fobias e transtornos por uso de álcool.

Fatores psico- sociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais:
– Perda de papéis sociais;
– Perda da autonomia;
– Morte de amigos e parentes;
– Saúde em declínio;
– Isolamento social;
– Restrições financeiras e
– Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica) com prejuízo na memória.

Transtornos psiquiátricos mais comuns no idosos

– Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
– Transtorno bipolar (humor)
– Transtornos somatoformes
– Transtornos de ansiedade
– Demência
– Demência tipo Alzheimer
– Demência Vascular
– Transtornos depressivos
– Transtorno Delirante
– Esquizofrenia

Transtorno de ansiedade – O transtorno de ansiedade é um termo que cobre várias formas de ansiedade patológica, medos e fobias e condições nervosas que podem surgir rapidamente ou lentamente durante um período de muitos anos que interferem na rotina diária do indivíduo. É em geral desencadeada por aborrecimentos sofrimentos ou perdas. Há também preocupação com o dinheiro, saúde e segurança, a falta de adaptação à aposentadoria é um fator de desequilíbrio emocional no idoso.

A ansiedade é um estado patológico caracterizado por um sentimento de temor acompanhado por sinais somáticos de hiperatividade do sistema nervoso autônomo, ela é diferenciada do medo, que é uma resposta a uma causa conhecida. Os transtornos de ansiedade começam no início ou no período intermediário da idade adulta, mas alguns aparecem pela primeira vez após dos 60 anos. Em idosos a fragilidade do sistema nervoso autônomo pode explicar o desenvolvimento de ansiedade após um estressor importante. O comportamento fica modificado e com características ligadas a personalidade de casa um, podendo ocorrer manifestações agressivas, depressão e etc. Algumas vezes podem se confundir com demência. Não podemos nos esquecer que os idosos apresentam risco de suicídio e risco de desenvolver sintomas psiquiátricos induzidos por medicamentos.

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30 - jun

Colostomia 100 perguntas a respeito – Parte 5. Socialização

Categoria(s): Conceitos, Gastroenterologia

Esclarecimentos

O planejamento da assistência ao colostomizado/ileostomizado não requer somente cuidados físicos ou ensinar-se ao paciente os cuidados de higiene e troca de bolsas de colostomia. É necessário um planejamento da assistência ao longo do período perioperatório com vistas ao ensino pré-operatório, demarcação de estoma, preparo físico pré-operatório propriamente dito, integração das intervenções com a equipe do bloco cirúrgico (centro cirúrgico e centro de recuperação). Requer ainda a retomada do ensino pré-operatório para o autocuidado, envolvendo paciente/família, visando à reabilitação e ao encaminhamento ao Programa de Ostomizados, que é mantido pelo serviço público, para aquisição dos dispositivos e seguimento ambulatorial.

Veja informações sobre colostomia no site da Associação Brasileira de Estomoterapia – http://www.sobest.org.br/ [on line]

81. Quando o colostomizado pode voltar as suas atividades normais?

  • O retorno ao trabalho ou suas atividades normais depende do tipo de cirurgia realizada. O período de afastamento do trabalho é determinado pelo médico. Quando retornar ao trabalho lembrar sempre de levar equipamento para troca de emergência.

82. O que o colostomizado deve fazer quando sair de casa?

  • O ideal é programar a saida de casa após a troca da bolsa de colostomia ou da irrigação da colostomia. Mesmo assim, é bom levar um  material para troca: lenços ou pano limpo, placa, bolsa e grampo. O ideal é levar a placa já cortada para facilitar possível troca.

83. O colostomizado deve usar roupas especiais?

  • Não. Após a cirurgia muitas pessoas se preocupam com a possibilidade de que a bolsa seja notada por baixo da roupa. O fato é que as bolsas são finas e ficam bem ajustadas ao corpo. Ao escolher roupas deve-se tomar cuidado para que elas não façam pressão sobre o estoma. Porém use as roupas que estava habituado. Haja naturalmente como se não tivesse a bolsa de colostomia.

84. Quando o colostomizado poderá viajar?

  • Após a liberação médica não há impedimento quanto a viagens.

85. Como o colostomizado deverá agir no preparo para a viagem?

  • Para facilitar o cuidado com o estoma alguns pontos devem ser mencionados: determine a quantidade de equipamentos necessários de acordo com a duração da viagem. O ideal é que a quantidade inicialmente determinada seja multiplicada por dois, pois podem ocorrer imprevistos como aumento nos movimentos intestinais ou dificuldade de aquisição de equipamentos. Na viagem leve pelo menos material para uma troca na bagagem de mão, mantendo-o sempre acessível. Evite exposição do material a temperaturas elevadas, pois pode alterar a qualidade da placa.

86. O colostomizado pode praticar esportes?

  • Sim. É importante destacar que cada pessoa recupera-se de forma diferente, então o retorno a prática esportiva dependerá da cicatrização. As restrições ao esporte não são muitas, porém esportes de contato devem ser evitados pelo risco de agressão ao estoma. Além disso, o levantamento de peso excessivo também deve ser evitado para prevenção de hérnias. Os exercícios devem ser moderados e de curta duração.

87. Quais os cuidados com a colostomia antes da prática esportiva?

  • Durante a prática esportiva é recomendável a utilização de um cinto ou cinta para manter a bolsa mais segura.

88. O colostomizado pode praticar natação?

  • Sim. a prática da natação, assim como, hidroginática pode ser feita sem nenhuma restrição, pois a bolsa e a placa são impermeáveis à água. Antes de nadar deve-se esvaziar a bolsa. Durante a prática da natação é recomendável a utilização de um cinto ou cinta para manter a bolsa mais segura. As mulheres devem usar um maio peça única e para os homens uma camiseta para evitar olhares e comentários a respeito da bolsa de colostomia. Estanhos não devem saber sobre a sua condição física, pois isto só diz respeito ao paciente e os profissionais que estão cuidando da sua saúde.

89. O paciente ostomizado pode tomar banho de banheira?

  • Sim, desde que siga as recomendações dadas no item anterior, ou seja, esvaziar a bolsa e utilizar um cinto ou cinta para manter a bolsa mais segura. Lembre-se que a a bolsa e placa são feitas de material impermeáveis à água.

90. Os ostomizados podem participar de jantares e frequentar restaurantes?

  • Sim, desde que tenha a noção de um cardápio elaborado por uma nutricionista em acordo com a sua doença e tipo de ostomia realizada. Seguindo as informações poderá alimenta-se com a escolha ideal para sua condição física.

91. Os ostomizados podem ingerir bebidas alcoólicas?

  • Em princípio a ingestão eventual e regrada de bebidas alcoólicas não causa malefício e serve para melhora a socialização do ostomizado.

92. Como evitar o surgimento de odores desagradáveis que inibem a socialização?

  • Alguns alimentos como: aspargos, ovos, brocoli, peixe, couve-de-bruxelas, alho, repolho, cebola,  couve-flor, alguns temperos, devem ser evitados por produzir odores desagradáveis.

93. Que alimentos e bebidas que podem aumentar os gases?

  • Alimentos como, feijão, couve-flor, milho, brocoli, pepino, couve-de-bruxelas, cogumelo, repolho, ervilha, e espinafre, assim como, cerveja e bebidas gaseificadas podem aumentar os gases.

94. Qual a dieta ideal para o colostomizado?

  • Ter uma ostomia não significa tem que manter uma dieta especial. De fato, muitas pessoas que sofrem de doenças do intestino mantêm uma dieta restrita por causa da doença. Em muitos casos, uma ostomia permite que a pessoa retorne a uma dieta normal. Imediatamente após a sua cirurgia, o médico pode receitar uma dieta especial; no entanto, depois do seu período de recuperação,  poderá voltar à sua dieta de costume.
  • Orientações – Comer uma dieta balanceda. • Comer bem devagar e mastigar bem os alimentos. • Adicionar gradualmente os alimentos à dieta, para poder observar como o organismo responde aos alimentos. Nos portadores de ileostomia, beber bastante água, sucos e outros líquidos diariamente.

95. Quando poderá retomar a atividade sexual?

  • Uma vez que ocorreu a cicatrização da cirurgia você poderá retornar à atividade sexual. É natural que logo após a cirurgia o desejo sexual diminua, portanto você e seu (ua) parceiro (a) devem discutir o momento ideal de retorno a atividade sexual. Antes da atividade sexual esvazie a bolsa.

96. Como se preparar para a atividade sexual?

  • As mulheres podem utilizar um espartilho, e os homens podem utilizar faixa/tensor abdominal para deixar a bolsa menos aparente e mais segura durante o ato sexual. Utilizar uma bolsa fechada (não drenável) de menor capacidade pode ser mais confortável. Para aumentar o conforto pode ser utilizada uma bolsa de tecido para evitar o atrito da bolsa plástica e a visualização do conteúdo da bolsa.

97. Os hospitais brasileiros estão preparados para receber pacientes ostomizados?

  • Infelizmente não. São poucos os hospitais que treinam equipes especializadas no tratamento desses paciente, mesmo quando internados por outros motivos não relacionados com os problemas intestinais ou da colostomia.

98. Como deve ser a equipe de atenção aos ostomizados?

  • A peça chave no grupo de atenção aos ostomizados é a enfermagem especializada em estomaterapia, porém a equipe deve contrar com psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas,  terapêutas ocupacionais e educadores, além dos médicos que assistem ao paciente.

99. Qual o futuro das pessoas ostomizadas?

  • As pessoas com estomias provisórias, que aguardam a cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, e as com estomias definitavas estão se benificiando das novas tecnologias dos materiais e das novas técnicas utilizadas neste tipo de procedimento. Mas, fundamentalmente, estnao se benficiando com os treinamentos das equipes que prestam assistência aos ostomizados.

100. Como entrar em contato com grupos de ostomizados?

  • Existem vários serviços oficiais e particulares de apoio aos ostomizados. Veja no site da Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) informações a este respeito.

Referências:

Shellito PC. Complications of abdominal stoma surgery. Dis Colon Rectum 1998;41:1562-72.

Corman ML; Intestinal stoma. In: Colon and Rectal Surgery. 4-ed., Los Angeles, 1998. pp.1264-1319.

Silva R, Teixeira R. Aspectos psíquicos sociais dos estomizados. In: Crema E, Silva R, organizadores. Estomas: uma abordagem interdisciplinar. Uberaba: Piruti; 1997. p. 193-204.

Petuco VM. A bolsa ou a morte: estratégias de enfrentamento utilizadas pelos ostomizados de Passo Fundo-RS. Rev Esc Enf USP 1999; 33:42-9.

Tejido VM, Vargas LM – El rol de enfermaría frente a paciente ostomizados. 3a ed. Barcelona: Rol;1988.

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29 - jun

Colostomia 100 perguntas a respeito – Parte 4. Higiene

Categoria(s): Conceitos, Gastroenterologia

Esclarecimentos

Uma pele sadia ao redor do estoma constitui um pré-requisito para que o paciente possa viver bem. Por isso é importantíssimo executar uma boa higiene no local e verificar a situação do local.

61. Como tomar banho?

  • Pode tomar banho usando a bolsa coletora, uma vez que esta é impermeável e basta limpá-la com uma toalha. Se preferir, pode tomar banho sem a bolsa, uma vez que a água não causa irritação para o estoma, no entanto, se tomar banho de emersão, tem que ter em atenção eventuais perdas involuntárias de fezes.

62. Qual sabonete usar no banho?

  • O banho e a higiene da colostomia deve ser feita com sabonete líquido e neutro com bastante água morna; este procedimento pode ser feito no chuveiro. Enxaguar abundantemente a pele e secar com tecido macio, exemplo algodão ou toalha.

63. Pode utilizar esponja sobre a colostomia?

  • Não, nunca utilize esponjas, pois pode causar traumas e sangramentos importantes. O estoma é insensível ao toque, assim não sabemos se estamos causando alguma lesão.

64. Como cuidar dos pelos no local?

  • Os pelos devem ser cortados com tesoura, nunca com aparelho de barbear, pois este pode lesar a pele ou o estoma. Os aparelhos depilatórios com lâmina podem provocar aparecimento de inflamação na raiz do pelo.

65. O que fazer se o saco aderir mal?

  • Este fato pode ser devido ao estado da pele em redor do estoma. Não deverá mudar o saco, mais vezes do que as necessárias, pois pode causar irritação da pele e dificultar a adesão ao saco. Se a pele estiver muito vermelha ou ferida, deverá aplicar clara de ovo não batida, no local e secar com um secador antes de aplicar novamente o saco.

66. Como cuidar com o excesso de pele junto do estoma?

  • A presença de excesso de pele, dobra abdominal, pregas cutâneas ou contorno irregular da pele junto do estoma, pode causar perda da aderência da bolsa coletora. Esse problema pode ser corrigido com a utilizaçnao de pasta protetora para nivelar a superfície. Deixe a pasta secar por aproximadamente dois minutos e coloque a bolsa coletora.

Kit de irrigação da colostomia

67. O que é irrigação da colostomia?

  • A irrigação da colostomia é um método de regulação da atividade intestinal do colostomizado, conseguida pela lavagem intestinal (enema), realizada através do estoma, na qual se utiliza um volume líquido planejado, mais comumente água, à temperatura corporal, para limpar o intestino grosso, e que possibilita controlar a eliminação de fezes pela colostomia por um período regular.

68. Quem pode se beneficiar da irrigação da colostomia?

  • Sistema de irrigação para colostomia: utilizado somente em indivíduos com estoma terminal do lado esquerdo, o sistema de irrigação realiza uma limpeza do intestino grosso, assim, o indivíduo pode ficar até 72 horas sem utilizar bolsa coletora.

69. Como é formado o sistema de irrigação da colostomia?

  • O sistema é formado por uma bolsa para colocar o líquido usado na irrigação, um cone de silicone para ser adaptado ao estoma e uma manga coletora para permitir a drenagem do líquido.

70. Quem pode utilizar a irrigação da colostomia?

  • A irrigação pode ser feita por indivíduos com colostomia terminal, em cólon descendente ou sigmóide. Ou seja, as demais formas de estomias (colostomia em cólon ascendente e transverso) não podem utilizar este procedimento.
  • Só deve ser utilizada sob orientação médica e treinamento realizado pela enfermeira estomaterapeuta.

71. Qual o mecanismo fisiológico de funcionamento da irrigação?

  • Fisiologicamente, a introdução de um volume de água no cólon causa dilatação do intestino grosso, o que estimula a contração (peristaltismo em massa) e, com isso, promove o esvaziamento do conteúdo fecal. A finalidade básica desse procedimento é treinar o intestino a evacuar o conteúdo fecal uma vez ao dia, ou a cada dois dias, em horário planejado, dando às pessoas colostomizadas um período isento de preocupação, com o funcionamento aleatório e em horário indesejável do intestino.

72. A irrigação da colostomia ajuda a diminuir os gazes intestinais?

  • Sim, ao remover os resíduos, ocorre diminuição quantitativa de microbiota bacteriana intestinal e, consequentemente, da produção de gases.

73. Quais as condições para realizar a irrigação da colostomia?

  • A pessoa colostomizada deve preencher alguns critérios: ter colostomia terminal, em cólon descendente ou sigmóide; ter destreza e habilidade física e mental para realiza-lo; não ter complicações no estoma como, prolapso de alça, estenose do estoma, retração ou hérnia paraestomal grande; não ser portadora de síndrome de cólon irritável, e ter boas instalações sanitárias na residência.

74. Qual o equipamento necessário para a realização da irrigação?

  • Para a realização da irrigação da colostomia, fz-se necessário ter em mãos um kit com os materiais necessários, como: recipiente do irrigador transparente, com escala de medida, termômetro para verificar a temperatura da água e capacidade de 2000 ml; cone de plástico maleável; tubo ou extensnao de plástico, transparente, para acoplar o irrigador ao cone; uma pinca pra controle do fluxo de água; bolsa de drenagem (manga), transparente, aberta nas duas extremidades tendo, na mais larga, adesivo ou suporte para cinto elástico; presilha para fechamento da manga e cinto elástico.
  • Outros acessórios – suporte para pendurar o recipiente de água; luvas para o procedimento; jarra de plástico com água morna; lubrificante; material de higiene habitual e o equipamento coletor ou o sistema oclusor, para uso após o procedimento.

75. Quanto tempo depois da realização da colostomia pode-se fazer a irrigação?

  • O início do treinamento para a irrigação da colostomia é muito variável de cinco dias a seis meses de pós-operatório, porém a maioria dos pesquisadores indicam um período inferior a trinta dias. A discussão do início do procedimento leva em consideração, de um lado, na possibilidade de ocorrência de dor e desconforto à pessoa recém-operada e, de outro, no fato de que a irrigação da colostomia evitaria o uso do equipamento coletor, amenizando o estigma da alteração da imagem corporal do paciente.

76. Qual o volume de líquido que deve ser utilizado na irrigação?

  • O volume ideal é de 500 ml de água morna, podendo também ser utilizado solução eletrolítica de polietilenoglico (PEG) ou solução de trinitrato de gliceril. Com esse volume de líquido de irrigação o tempo de irrigação e a retenção de água são menores e as fezes mais consistentes dos cólons são removidas completamente. O PEG é melhor do que a água no esvasiamento dos cólons, sendo indicado como alternativa futura a ser usada na irrigação da colostomia.

77. Qual o melhor horário para a realização da irrigação?

  • A própria pessoa deve escolher aquele que é o melhor horário que se adapta ao seu estilo de vida, sendo importante a constância no horário e no uso do método.

78. Quanto tempo demora a realização da irrigação?

  • O tempo dispendido na realização da irrigação da colostomia varia de 20 a 90 minutos. De acordo com a prática adquirida pela pessoa. Segundo os diversos estudos sobre o assunto esse tempo gasto é compensado pelo conforto da ausência de exoneração pela colostomia.

79. A pessoa deve permanecer no banheiro no período da irrigação da colostomia?

  • Não, a pessoa pode preencher o tempo com atividades diversas de acordo com seu estilo.

80. A irrigação da colostomia pode trazer algum malefício para o paciente?

  • Não, a irrigação da colostomia é um método seguro e eficaz, trazendo um esvaziamento total dos cólons transverso e descendente e de 35% do cólon ascendente e ceco. Para a eficácia e segurança do procedimento deve-se respeitar as normas técnicas e o uso de equipamento adequado.
  • Nos últimos anos, os resultados alcançados pelas pessoas colostomizadas com o uso da irrigação da colostomia têm sido responsáveis pela ampliação de sua utilização, principalmente quanto ao impacto positivo sobre a qualidade de vida.

Veja mais - Colostomia – Lavagem intestinal pelo estoma (irrigação)

  • Existem vários serviços oficiais e particulares de apoio aos ostomizados. Veja no site da Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) informações a este respeito.

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