04
Mar

 Cardiomiopatia

Categoria(s): Dicionário

  Dicionário

O termo cardiomiopatia é utilizado para as doenças isoladas do miocárdio, de causa desconhecida. Como proposto pela Organização Mundial de Saúde.

Do ponto de vista anatomo-funcional, as cardiomiopatias são classificadas em restritivas, hipertróficas e dilatadas ou congestivas. Em algumas situações, as características anatômicas e/ou funcionais não permitem classificar em nenhum desses tipos; como exemplo, das formas denominadas disritmogênicas que aparentemente acometem de modo exclusivo o sistema excito-condutor.

Referência:

Almeida DR, Carvalho AC, Azevedo JER, Martinez EE - Dificuldades no diagnóstico diferencial das cardiomiopatias .Arq.Bras Cardiol,1994;62(2):131-137.

Report of the WHO/ISFC task force on the definition and classification of cardiomyopathies. Br Heart J.1980;44:672.

Veja Também:
Beribéri
Íon Cobalto - Papel no organismo humano
Síndrome da Restrição Diastólica

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



03
Mar

 Diabetes - Papel educacional

Categoria(s): DNT, Demografia, Endocrinogeriatria, Programa de saúde

Editorial

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a condição epidêmica da diabetes. As estatísticas apontam que o número de casos registrados em 2006, cerca de171 milhões, deve se multiplicar, chegando aos 366 milhões em 2030. No Brasil acredita-se que existam 4,553 milhões de diabéticos em tratamento, com previsão de 11,305 milhões em 2030.

exerciciosEstudo recente divulgado pela Organização Mundial de Saúde, OMS, revela que as principais causas de morte no mundo mudarão em 25 anos e a América Latina será uma das regiões onde esta mudança será mais evidente, por causa do maior impacto das afecções crônicas - cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais e diabetes. Segundo o trabalho, em 2030, o diabetes mellitus será a segunda causa de morte na América Latina, duplicando seu impacto e, em comparação aos 5% de mortes que provoca atualmente, passará a causar 10% dos óbitos.

De acordo com os indicadores da OMS, o mundo já vive uma epidemia de diabetes. Em 1985, a doença atingia aproximadamente 30 milhões de pessoas. O número aumentou para 135 milhões em 1995 e para 177 milhões em 2000. A entidade estima que a prevalência do diabetes deva alcançar 366 milhões de pessoas em 2030. Estes fatos, mobilizaram o Ministério da Saúde do Brasil criar o HIPERDIA* - Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos.

A prevalência na faixa etária de 30 a 69 anos é de 7,5%, mas se eleva com a idade. Alguns dos fatores que favorecem esse crescimento alarmante de casos, todos relacionados mudança do estilo de vida, outrora saudável e atualmente sedentário e rico em alimentos industrializados, e muito carbohidratos.

A diabetes, por si só, já constitui um problema de saúde pública e perda de qualidade de vida pessoal, porém, mais alarmante são suas complicações. Ela é hoje a principal causa de cegueira em pessoas de 20 a 74 anos; 40% dos pacientes que entram em programa dialítico o fazem como conseqüência de insuficiência renal crônica secundária nefropatia diabética; o risco de doença arterial coronariana é duas a quatro vezes maior que nos não diabéticos e o diabetes, também, é a principal causa de amputação não traumática de membros inferiores, tendo como causa a insuficiência arterial periférica.

O crescimento socioeconômico, geralmente, está ligado melhora do padrão nutricional e a longevidade, porém, nas últimas décadas têm surgido algumas tecnologias, como a televisão e, posteriormente, do computador e dos jogos eletrônicos, deixando as pessoas, especialmente as crianças e jovens mais sedentários e, portanto, alvos fáceis da obesidade e do diabetes. Caso não ocorram mudanças significativas no atual estilo de vida, em 2050 o risco das pessoas nascidas em 2000 (que terão 50 anos de idade) apresentarem distúrbios metabólicos, sobretudo diabetes será estarrecedor, aproximadamente 35% para o sexo masculino e 40% para o sexo feminino.

Como citamos acima, as pessoas portadoras de diabetes mellitus são vítimas de sérias complicações decorrentes da evolução natural da doença e, a falta tratamento e o tratamento inadequado são fatores determinantes para o aparecimento e aceleração dessas complicações.

A educação é pedra angular para obtenção de bons resultados no seguimento da doença e de suas complicações. Na verdade, sem uma efetiva compreensão e adesão do paciente, todo o esforço terapêutico será inútil. Os pacientes precisam estar convencidos de que vale a pena seguir as orientações da equipe de saúde, para o sucesso no tratamento. No entanto, para aprenderem a mudar seu estilo de vida é necessário que isso lhes seja ensinado. Este ensino é de responsabilidade de toda a equipe médica e paramédica que tem contato com ele. Vários projetos de educação têm sido criados, um deles é o “Diabetes Weekend”, que baseando-se nos modelos utilizados para o diabetes tipo, desenvolveu projetos de educação para os grupos de diabéticos e portadores de síndrome metabólica.

O desconhecimento ou descrença nessas diretrizes (consensos) e programas para o controle do diabético por parte dos profissionais, tem sido um dos entraves ao sucesso terapêutico, pois é certo que, o tratamento do diabetes, sofre uma melhora notável quando médicos de todas as especialidades têm um maior conhecimento da relação ao diabetes, as complicações e quando estão familiarizados com os passos para implementação de um programa de tratamento intensivo, ou seja, estão conscientes da própria participação no que concerne saúde do diabético.

* HIPERDIA - O Ministério da Saúde, com o propósito de reduzir a morbimortalidade associada a essas doenças, assumiu o compromisso de executar ações em parceria com estados, municípios e Sociedade Brasileiras de Cardiologia, hipertensão, Nefrologia e Diabetes, Federações Nacionais de Portadores de hipertensão arterial e Diabetes, Conass e Conasems para apoiar a reorganização da rede de saúde, com melhoria da atenção aos portadores dessas patologias através do Plano de Reorganização da Atenção Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus. Veja o site do HIPERDIA [on line]

Referências:

WHO - Diabetes Programme [on line]

Mesquita PC - A realidade sobre o conhecimento e o comprometimento de médicos clínicos e especialistas não diabetologistas no tratamento do diabetes. Rev. Bras. Med. Vol. 63 n.8 Ago 2006:383-391.

Maia FFR, Araujo LR - Projeto “Diabetes Weekend” Proposta de educação em diabetes mellitus tipo 1. Arq Bras Endocrinol Metab vol.46 no.5:568-573 São Paulo Oct. 2002. [on line]

Veja Também:
Relacionamento médico e paciente
Diabetes Mellitus - Prevalência no Brasil
Estudo de caso - Hipoglicemiante nos diabéticos obesos

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



03
Mar

 Desaferentação

Categoria(s): Dicionário

Dicionário

A dor por desaferentação é uma divisão da dor neuropática, decorrente de algum tipo de lesão no sistema somatossensorial em qualquer ponto ao longo do seu percurso até o sistema nervoso centeal. São exemplos as dores precipitadas por lesões periféricas (dor fantasma), e as dores precipitadas por lesões no SNC, como: dor talâmica, acidente vascular cerebral, secundária a tumores.

Ver mais

Veja Também:
Sem artigos relacionados.

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



03
Mar

 Canais de cálcio

Categoria(s): Conceitos

Existe um enorme gradiente da concentração de cálcio entre o meio extra e intracelular, cerca de 5.000 a 10.000 vezes, sendo mantido em grande parte pela baixa permeabilidade natural da membrana citoplasmática ao cálcio.

O influxo de cálcio para a célula esta sob controle do potencial da membrana citoplasmática e de substâncias vasoativas (neurotransmissores, hormonais e auta-cóides) que regulam o funcionamento dos canais de cálcio. Por tanto, a permeabilidade da membrana citoplas-mática ao cálcio é regulada pelos canais de cálcio voltagem-dependentes (CVD) e pelos canais de cálcio receptor-dependentes (CRD).

Os canais de cálcio voltagem-dependentes são sensíveis ao bloqueio pelas didropiridinas, por isso fármacos com esta estrutura química recebem o nome de bloqueadores de canais de cálcio.

Os canais de cálcio voltagem-dependentes e os receptores-dependentes são acoplados funcionalmente, havendo interação entre estes dois tipos na entrada de cálcio para o meio intracelular.

Referência:

Rasmussen H - Cellular calcium metabolism. Ann Int Med,1983;98:809-16.

Veja Também:
GLUTs - Transportadores de glicose
Causas de desnutrição do Idoso
Hipertireoidismo e fibrilação atrial

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



02
Mar

 Lóbulos hepáticos

Categoria(s): Dicionário

  Dicionário

Hepatócitos são as células do fígado, dispostas em unidades estruturais chamadas lóbulos hepáticos. Na periferia dos lóbulos, existe uma massa de tecido conjuntivo rico em ductos biliares, vasos biliares, nervos e vasos biliares. Assim, entre cada lóbulo, existe uma área chamada de espaço porta. Em cada um deles existe um ramo da artéria hepática, um ducto (que se liga ao ducto biliar) e vasos linfáticos. Estas estruturas compõe a unidade funcional do fígado.

Lóbulo hepático

Os ductos biliares são revestidos por um epitélio cubóide, e transporta, até a vesícula biliar, passando pelo ducto hepático, a bile, sintetizada pelos hepatócitos.

Os hepatócitos estão dispostos ao redor dos lóbulos hepáticos, formando placas celulares; estas placas possuem capilares, chamados de sinusóides, que se caracterizam pelas suas dilatações irregulares. As células endoteliais desses capilares estão separados dos hepatócitos apenas por uma lâmina basal. Portanto, o sangue passa pelos capilares, e os seus metabólitos atravessam rapidamente as células endoteliais, chegando rapidamente aos hepatócitos, devido ao seu íntimo contato. Esta rápida troca metabólica é importante não somente para a absorção de nutrientes provenientes da dieta, mas também para a secreção de metabólitos sintetizados nos hepatócitos.

Os sinusóides possuem macrófagos, denominados Células de Kupfer, encontrados na luz dos capilares. Essas células atuam metabolizando hemáceas velhas, digerindo suas hemoglobinas, secretando imunosubstâncias e destruindo possíveis bactérias que tenham penetrado pelo sistema porta.

Veja Também:
Sem artigos relacionados.

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



Paginas (204): « First ... « 159 160 161 162 163 164 165 [166] 167 168 169 170 171 172 173 » ... Ultima »