22
Mar

 Feminização do envelhecimento

Categoria(s): Conceitos

Editorial

Nós sabemos que as mulheres vivem mais que os homens em quase todos os lugares. Ocorrendo em países como o Japão, 55 homens para cada 100 mulheres octogenárias; 35 homens para cada 100 mulheres nonagenárias; e somente 26 homens para 100 mulheres centenárias. Este fenômeno recebe o nome de “feminização do envelhecimento”.

Veja mais

Veja Também:
O estresse e o envelhecimento
Feminização do envelhecimento - Desigualdade econômica
Envelhecimento Ativo

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21
Mar

 Fraturas vertebrais - Preenchimento vertebral

Categoria(s): DNT, Fisioterapia, Reumatogeriatria

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Atualização

Dentre as fraturas osteoporóticas, destacam-se, as vertebrais, por sua freqüencia. Porém, ao longo da história, têm sido desprezadas na abordagem médica em relação ao envelhecimento humano. Geralmente, no adulto jovem, as fraturas vertebrais ocorrem de forma pouco sintomática ou confundida com outras causas de dores na coluna, passando a ser sintomática com aumento linear da sua freqüência a partir da sexta década. Estimando-se que ao menos três vezes mais fraturas vertebrais ocorram a partir dessas idades. Essas fraturas têm sido identificadas como achados radiológicos.

Em muitos casos os pacientes procuram o médico geriatra com queixas do aparelho digestivo, tais como, inapetência, saciedade precoce, distensão abdominal, refluxo gastroesofágico, perda de peso e conseqüente debilidade física. Muitos consideram a cifose (curvatura acentuada da coluna torácica) e perda da altura como conseqüência da idade, e nem se dão conta de sua importância para os sintomas digestivos.

A medida que a cifose progride, maior é o desequilíbrio mecânico sobre a coluna e mais força é transmitida s demais vértebras também fragilizadas. A ocorrência de novas fraturas nos 12 meses subseqüentes e até 5 vezes maior, agravando o quadro.

A cifose acentuada, não afeta apenas o aparelho digestivo, mas o respiratório também, com restrição da capacidade vital (capacidade de encher os pulmões com ar), predisposição infecções e ao óbito.

Do ponto de vista psicológico, a depressão atinge em até 40% dos casos e está geralmente associada dor crônica, alterações da imagem corporal, declínio na habilidade de realizar seus cuidados pessoais (AVDs - Atividades da vida diária). Quanto mais fraturas vertebrais, maior o risco de desenvolver depressão.

Existem várias terapêuticas medicamentos preventivas para o risco de fraturas, porém o tratamento das vertebras fraturadas são bastante traumáticas para os idosos, com alto risco cirúrgico. Uma forma de recompor a altura da vertebra e impedir a seqüelas da cifose é a técnica de preenchimento do corpo vertebral com ilustrado na figura.

Referências:

Kyphon [on line]

Cooper C, Melton LJ 3 ed. Epidemiology of osteoporosis. Trends Endocrinol Metab 1992;3:224-229.

Veja Também:
Osteoporose
Fraturas osteoporóticas vertebrais - Prevenção
Fraturas nos idosos - Causas e conseqüencias

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21
Mar

 Transição epidemiológica

Categoria(s): Conceitos

Conceito

O conceito de “transição epidemiológica” refere-se às modificações, a longo prazo, dos padrões de morbidade, invalidez e morte que caracterizam uma população específica e que, em geral, ocorrem em conjunto com outras transformações demográficas, sociais e econômicas.

Na população brasileira o processo engloba três mudanças básicas: 1) substituição, entre as primeiras causas de morte, das doenças transmissíveis (doenças infecciosas) por doenças não transmissíveis; 2) deslocamento da maior carga de morbi-mortalidade dos grupos mais jovens (mortalidade infantil) aos grupos mais idosos; e 3) transformação de uma situação em que predomina a mortalidade para outra em que a morbidade (doenças crônicas) é dominante.

Ver mais 

Referência:

IBGE. Informações estatísticas e geocientíficas. ” http://www.ibge.gov.br/pnad “

Veja Também:
Transição epidemiológica da população brasileira
Transição demográfica

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20
Mar

 Climatério - Falência ovariana

Categoria(s): Biogeriatria, Endocrinogeriatria, Ginecogeriatria

 Recordando

No período do climatério feminino, usualmente começam a surgir alterações no ciclo menstrual, como hipermenorréia, ou oligomenorréia e amenorréia. Nessa fase, as ovulações tornam-se menos freqüentes e, em decorrência das alterações funcionais do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, poderão ocorrer cistos foliculares. Ao aproximar-se da menopausa, os ovários vão reduzindo de volume, não respondendo à estimulação das gonodotrofinas e apresentando redução progressiva na síntese estrogênica, associada à elevação dos pulsos e níveis de hormônio folículo estimulantes (FSH) e Luteinizante (LH) produzidos pela hipófise.

Fisiopatogênese da falência ovariana


ovario
O folículo ovariano é a unidade funcional dos ovários. São agrupados no decorrer da embriogênese na região cortical dos ovários entre 6 a 8 milhões, e contém em seu interior o ovócito em divisão meiótica. Além do ovócito, estão presentes grupos celulares diferenciados, chamados de células da teca e da granulosa, e são responsáveis pela esteroidogênese, que se inicia nas células da teca, pela ação do hormônio luteinizante que converte o colesterol em androgênios (androstenediona e testosterona), que por sua vez, se difundem nas células da granulosa onde, por ação do hormônio folículo estimulante, se convertem em estrogênios. (principalmente estradiol - E2). Os androgênios que atingem a circulação são convertidos perifericamente em estrona (E1) .

O número de folículos envolvidos neste processo vai diminuindo a medida que avança a idade da mulher, provocando um declínio da fertilidade e nas taxas de estrogênios, entre outros hormônios, provocando assim uma elevação nos níveis de séricos de FSH, antes ainda do instalação da menopausa.

Com o esgotamento desta população, observa-se o desaparecimento das células da granulosa e consequentemente da conversão dos androgênios em estrogênios, e a incorporação das células da teca ao estroma ovariano, o que sob ação do LH mantém a produção de androgênios, principalmente a androstenediona.

Com a falência ovariana, a esteroidogênese acontece por conversão periférica (principalmente no tecido gorduroso) dos androgênios em estrona, que apresenta uma resposta biológica bem inferior ao estradiol, e em níveis insuficientes para manter a homeostase endócrina feminina.

Esta queda repercute de maneira importante sobre os tecidos e órgãos que contenham receptores para os estrogênios, provocando alterações funcionais e anatômicas dos mesmos, como também, influenciando inúmeros processos metabólicos que necessitem de sua presença para a sua realização. Levando ao aparecimento e/ou agravamento de obesidade, dislipidemia, doenças cardiovasculares, osteoporose e perda da função cognitiva.

Referência:

Fernandes CE, Pereira Filho AS - Climatério: Manual de Orientação Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasco)

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Veja Também:
Menopausa - Falência Ovariana Prematura
Menopausa - Doença arterial coronária: Papel hormonal
Estudo de caso - Falência estrogênica e a memória

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19
Mar

 Apoptose - Morte celular programada

Categoria(s): Biogeriatria, Bioquímica, Conceitos, Dicionário, Oncogeriatria

Entendendo o assunto

A apoptose é a via pela qual o organismo multicelular remove células desnecessárias. Fisiologicamente a apoptose é um dos participantes ativos da homeostase no controle do equilíbrio entre a taxa de proliferação e morte em um tecido, o que auxilia na manutenção do tamanho e forma dos tecidos e órgãos adultos e em desenvolvimento. O conhecimento da atuação dos proto-oncogenes, dos genes supressores de tumor e agentes extracelulares, que levam a morte celular programada, será muito importante para o conhecimento da senescência (envelhecimento natural do indivíduo) e como retarda-la.

Apoptose

Existem muitos agentes que podem induzir o processo apoptótico, dentre eles podem ser citados alguns ativadores fisiológicos como fatores de crescimento, neurotransmissores, glicocorticóides e o cálcio, e outros. Fatores ambientais também podem ser considerados indutores de apoptose, como, por exemplo, os choques de temperatura, toxinas bacterianas, radicais livres, agentes oxidantes, agentes genéticos, dentre outros. Muitos agentes farmacológicos podem também induzir a apoptose, como, por exemplo, os quimioterápicos, antibióticos, radiações, peptídeos beta-amilóide e o etanol.

Inibidores da apoptose
Dos agentes que inibem a apoptose, citam-se principalmente os hormônios esteroides, zinco, fatores da matriz extracelular, alguns aminoácidos.

O conhecimento da biologia celular moderna tem revelado a cada dia que a morte celular programada e seus indutores e inibidores podem ser a chave da compreensão e entendimento de muitas doenças. Nos cânceres, a quebra do mecanismo que regula a população celular pode levar a um acúmulo de células neoplásicas. Quase todas as drogas quimioterápicas levam à morte da célula tumoral através da ativação do programa de morte celular apoptótica. Nas doenças auto-imunes, a morte celular programada, um dos mecanismos utilizados para deletar linfócitos auto-reativos e para limitar o dano tecidual causado por infecções virais e pela resposta imune, está debilitado.

O entendimento dos processos bioquímicos e genéticos da apoptose será de extrema importância na geriatria, na cura e prevenção de muitas doenças e compreensão do envelhecimento celular.

Referência:

Thompson CB. Apoptosis in the pathogenesis and treatment of disease. Science, 1995; 267:1456-62.

Molina FD et al - Apoptose em otorrinolaringologia e cabeça e pescoço. Rev. Bras. Med . V.60 N.6 Julho de 2003: 365-369.

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Veja Também:
Apoptose
Câncer e Morte celular programada
Longevidade - Fatores bioquímicos

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