19
Fev

 Artrite Reumatóide

Categoria(s): DNT, Gerontotecnologia, Reumatogeriatria

 Resenha

A artrite reumatóide é uma doença crônica (etiologia autoimune) que promove dor, inchaço, limitação dos movimentos (rigidez) e das funções das articulações (juntas) especialmente das mãos. A rigidez articular é pior pela manhã e pode durar de uma a duas horas. Além, dos sintomas articulares, a pessoa pode sentir fadiga, queda da pressão, diminuição do apetite, olhos e boca seca.

Artrite ReumatóideA inflamação da artrite reumatóide ocorre na chamada membrana sinovial, que é o tecido que reveste a articulação. Neste local, são liberadas pelas células imunológicas (linfócitos, macrófagos) substâncias químicas inflamatórias que causam inchaço, dor e deformidade articular.

Várias pesquisas têm proporcionado uma melhor compreensão dos fatores imunológicos e genéticos na artrite reumatóide. Como resultado desses estudos, tem sido desenvolvido medicamentos que bloqueiam especificamente determinadas etapas da atividade do sistema imunológico, impedindo o perpetuação da função inflamatória auto-agressiva, que caracteriza as doenças auto-imunes.

O diagnóstico da artrite reumatóide pode ser difícil, uma vez que a doença pode ter início lento com poucos sintomas, confundindo com outras doenças. Quando se apresenta como na figura, o diagnóstico é extremamente fácil. Exames laboratoriais, podem dar pistas para o diagnóstico, porém não há um teste único que “confirme” a suspeita clínica. Os raios-X (especialmente de mãos e pés) são muito úteis no diagnóstico, e podem ajudar na evolução e prognóstico da doença.

Uma vez que não existe cura para a artrite reumatóide, o objetivo é minimizar os sintomas e deformidades articulares. O tratamento “agressivo” deve ser feito tão logo se tenha o diagnóstico, com isso, evitando-se a deformidade articular e a perda de movimentos, que leva a invalidez, isolamento e perda da auto-estima (ninguém gosta de ver as próprias mãos próprias e com pouca função).

Além dos medicamentos antiinflamatórias clássicas, o tratamento envolve as drogas anti-reumáticas modificadoras do curso da doença (metrotrexato, leflunomida, hidroxicloroquina, sulfasalazina, azatioprina, ciclosporina) e, uma nova classe de medicamentos, chamados de medicamentos biológicos (adalimumabe,etanercepte, infliximabe e rituximabe), que tem especificamente como alvo as estruturas do sistema imunológico responsável pela inflamação.

A pessoa portadora de artrite reumatóide deve se manter em atividade e, uma consulta com fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional pode ajudar a determinar os tipos de atividades mais indicadas e evitar a invalidez que causa ansiedade, isolamento e depressão. O emprego de instrumentos do dia a dia, talheres, andadores, etc (gerontotecnologia) ajuda a vencer estas barreiras.

Referência:

Artrithis Fundation [on line]

Artrite Reumatóide - Diagnóstico e Tratamento. Projeto Diretrizes do Conselho Federal de Medicina [on line]

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Veja Também:
Artrite reumatóide
Estudo de caso - Artrite das mãos
Artrite psoriática

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19
Fev

 Apraxia

Categoria(s): Dicionário

Dicionário

Apraxia - impossibilidade de executar, correta e apropriadamente, atos voluntários, embora não apresente qualquer paralisia ou desordem de tipo sensitivo, atáxico, hipercinético, gnósico ou mental.

(sinônimo - dispraxia).

Veja Também:
Hipoestesia
Acidente vascular cerebral - Aspectos clínicos

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18
Fev

 Perda do olfato nos idosos

Categoria(s): Nutrição, Otogeriatria, Saúde Geriátrica

Resenha

O órgão olfativo é a mucosa que forra a parte superior das fossas nasais - chamada mucosa olfativa. Esta mucosa é muito rica em terminações nervosas do nervo olfativo. Os dendritos das células olfativas possuem prolongamentos sensíveis (epitélio olfatório), que ficam mergulhados na camada de muco que recobre as cavidades nasais.

Nariz - anatomia

O epitélio olfativo humano contém cerca de 20 milhões de células sensoriais, cada qual com seis pêlos sensoriais (um cachorro tem mais de 100 milhões de células sensoriais, cada qual com pelo menos 100 pêlos sensoriais). Os receptores olfativos são neurônios genuínos, com receptores próprios que penetram no sistema nervoso central.O epitélio olfatório é o único que apresenta uma renovação contínua, o que torna o sistema olfatório um bom modelo de estudo de como a neurogênese e a apoptose se interagem para regular o número de neurônios durante o desenvolvimento e o processo de regeneração. Quando ocorre uma obstrução unilateral de uma das fossa nasais, observa-se no epitélio olfatório um grande número de células em apoptose, com redução da percepção dos odores.
Os produtos voláteis ou de gases perfumados ou ainda de substâncias lipossolúveis que se desprendem das diversas substâncias, ao serem inspirados, entram nas fossas nasais e se dissolvem no muco que impregna a mucosa olfativa, atingindo os prolongamentos sensoriais. A perda completa do olfato recebe o nome de anosmia.

Como o olfato afeta o paladar, os indivíduos resfriados freqüentemente acham que os alimentos não possuem o mesmo sabor. As células que detectam o odor podem ser lesadas temporariamente pelo vírus da gripe. Alguns indivíduos não conseguem sentir cheiros ou sabores durante vários dias ou mesmo semanas após um episódio de gripe.

Ocasionalmente, a perda do olfato ou do paladar persiste durante meses ou pode inclusive tornar-se permanente. As células que detectam os odores podem ser lesadas ou destruídas por infecções sérias dos seios da face ou pela radioterapia no tratamento do câncer. Contudo, a causa mais comum de perda permanente do olfato é o traumatismo crânio-encefálico, produzido freqüentemente por um acidente automobilístico. As fibras do nervo olfatório (o nervo que contém os receptores do olfato) são seccionadas ao nível da lâmina cribriforme (osso da base do crânio que separa o espaço intracraniano da cavidade nasal).

A hipersensibilidade aos odores (hiperosmia) é muito menos comum que a anosmia. O sentido distorcido do olfato, o qual torna os odores inócuos desagradáveis (disosmia) pode ser conseqüência de infecções dos seios da face ou de uma lesão parcial do nervo olfatório. A disosmia também pode ser causada por uma higiene dental inadequada, a qual pode acarretar infecções bucais que produzem um mau odor que é detectado pelo nariz.

Algumas vezes, indivíduos com depressão apresentam disosmia. Alguns indivíduos que sofrem de epilepsia originária da parte do cérebro onde os odores são detectados (o centro olfatório) apresentam sensações de odores desagradáveis (alucinações olfatórias) que são muito fortes e de curta duração.

Referência:

Distúrbios do olfato e do paladar Cap. 72 - Manual Merck [on line]

Veja Também:
Aromaterapia - O olfato e os odores
Falta de apetite nos idosos
Inapetência alimentar em idosos

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18
Fev

 Hemianopsia

Categoria(s): Dicionário

Dicionário

Hemianopsia - perda da visão do objeto abrangendo a metade dos campos visuais, ou apenas de um só quadrante.

Veja Também:
Acidente vascular cerebral - Aspectos clínicos

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17
Fev

 Hiperplasia prostática benigna

Categoria(s): DNT, Nefrogeriatria, Urogeriatria

 Resenha

Dentre as doenças que afeta o idoso, a hiperplasia benigna da próstata (HPB) é uma das que causa maior desconforto e constrangimento, prejudicando a qualidade de vida.

Hiperplasia prostática

É importante ressaltar que a HPB sintomática apresenta um curso cíclico com períodos de melhora e piora espontâneo. A taxa de melhora é de cerca de 40% com o placebo ou conduta expectante. Além disso, complicações sérias (retenção urinária, infecções urinária graves ou insuficiência renal) se desenvolvem em percentual pequeno de pacientes. Dessa maneira, o objetivo principal dos pacientes portadores de HPB é o alívio sintomático e a melhora na qualidade de vida.

I-PSS- O questionário de avaliação dos sintomas prostáticos mais conhecido foi desenvolvido pela Associação Americana de Urologia e posteriormente modificado com o objetivo de avaliar o impacto dos sintomas sobre a qualidade de vida dos pacientes. Este questionário foi adotado pela Organização Mundial da Saúde e difundido internacionalmente como Escore Internacional de Sintomas Prostáticos (International Prostatic Symptom Score: I-PSS).

O I-PSS é composto de sete questões a respeito dos sintomas urinários mais comuns. Para cada pergunta há cinco alternativas possíveis, que variam de acordo com a intensidade subjetiva dos sintomas na avaliação do próprio paciente. Desta forma, a cada alternativa recebe uma pontuação, que varia de 0 até 5, determinando, ao final das sete questões, uma pontuação somatória mínima de 0 e máxima de 35. O questionário prevê que o paciente responda às questões sem o auxílio do médico assistente, utilizando-se de linguagem leiga e direta. As questões 2, 4 e 7 se referem aos sintomas que podem aparecer durante o enchimento vesical, chamados irritativos, ou seja, polaciúria (aumento do número de micções diurnas), urgência (vontade imperiosa de urinar, podendo até mesmo causar incontinência urinária) e noctúria (aumento do número de micções noturnas), enquanto as questões 1, 3, 5 e 6 se relacionam aos sintomas que podem ocorrer no esvaziamento vesical, ou seja, sensação de esvaziamento incompleto, intermitência (parar e recomeçar a urinar durante a micção), jato urinário fino e hesitação (fazer força para começar a urinar), respectivamente. A somatória final das respostas obtidas permite a classificação dos sintomas apresentados pelo paciente em leves (0 a 7), moderados (8 a 19) e intensos (20 a 35).

A história clínica deve incluir uma revisão do uso de medicamentos. Muitas drogas podem contribuir para os sintomas miccionais através de propriedades anticolinérgicas ou alfa-adrenérgicas. O exame físico deve incluir a palpação abdominal para excluir bexiga palpável e o toque retal fornece informações sobre o volume prostático e lesões suspeitas de malignidade. O fluxo urinário máximo (Qmáx) pode ser avaliado de forma rápida através medida eletrônica. O resíduo urinário pós-miccional pode ser medido por ultra-sonografia.

Tratamento

Existem várias opções para o tratamento da HPB. Apesar de a ressecção prostática transuretral (RTUP) ser o “tratamento padrão” nos casos avançados, nos estádios mais precoces uma abordagem livre de tratamento, somente de observação, é frequentemente defendida.

Quando os sintomas interferirem na qualidade de vida, um número expressivo de pacientes com HPB estádios I e II precisam de tratamento clínico. Para isto existem várias categorias de drogas disponíveis: os inibidores da 5-a-redutase (p. ex.: finasterida) que atuam sobre o metabolismo dos androgênios da próstata, inibindo significativamente a formação de diidrotestosterona (DHT). Sua desvantagem está na redução considerável dos níveis de PSA em 50% do seu valor, importante no diagnóstico de neoplasias prostáticas e no fato de poder causar prejuízo na ereção. Outra categoria é a dos a-1-bloqueadores seletivos da próstata (p. ex.: prazosim, terazosim, alfuzosina) que agem rápida e eficazmente nos receptores a-1-adrenérgicos prostáticos, mas em decorrência de seu efeito hipotensor, eles podem acarretar problemas, especialmente nos idosos. Em adição a estes agentes, extratos de plantas (Prunus africana, Populus tremulus, Pygeum africanum), particularmente o extrato lipidoesterólico da Serenoa repens, têm sido usados já há algum tempo no tratamento da HPB. Para estes produtos foram sugeridos vários mecanismos de ação, por exemplo, foi demonstrada inibição de ambos os tipos de 5-a-redutase, e um efeito sobre a formação do edema prostático. Presume-se que estes produtos tenham uma ação multifatorial.

Atualmente, existem várias opções de tratamento que são menos agressivas que a RTUP. Podemos citar a incisão transuretral da próstata que pode ser empregada em próstatas menores que 30g. A eletrovaporização da próstata consiste no uso de corrente de corte de maior intensidade que a normalmente empregada na RTUP. No entanto, sua restrição está no tratamento de próstatas muito volumosas. O uso do laser para tratar HPB foi recebido com grande entusiasmo. No entanto, os custos envolvidos, o uso prolongado de sonda vesical e a presença de sintomas miccionais pós-operatórios persistentes por longos períodos inibiram sua aceitação mais ampla.

Referência:

Barry HJ, Fowler FJ Jr, O’Leary MP: The American Urological Association symptom index for benign prostatic hyperplasia. The Measurement Committee of the American Urological Association. J Urol 1992; 148(5): 1549-57.

Hollander JB, Diokno AC: Prostatism: Benign prostatic hyperplasia. Urol Clin North Am; 1996; 23(1), 75-86.

Veja Também:
Estudo de caso - Retenção urinária
Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)
Hipertensão do jaleco branco: benigna ou maligna

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