27
Abr

 Fraturas osteoporóticas vertebrais - Prevenção

Categoria(s): Demografia, Programa de saúde, Reumatogeriatria

Resenha

Colaboradora : Angela Terezinha Favari Fornari

* Nutricionista - Pós-Graduanda em Gerontologia - Metrocamp

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a osteoporose é o segundo maior problema de saúde pública, sendo uma doença silenciosa e mal diagnosticada, apesar de afetar milhões de pessoas no mundo. Com o aumento da incidência do envelhecimento a osteoporose tem aumentado significativamente em todos os países.

A osteoporose é caracterizada por um distúrbio metabólico que provoca a diminuição da densidade mineral óssea (DMO) e a redução da massa óssea, provocando a fragilidade dos ossos. Em sua fase inicial, a doença não apresenta sintomas, porém em 50% dos casos provoca fraturas dolorosas e é quando a doença vem a ser diagnosticada. As fraturas mais comuns são as de coluna, fêmur, costelas e punhos, podendo ocasionar incapacidade física.

Até os 40 anos o indivíduo atinge o pico de massa óssea, decrescendo de maneira lenta a partir dessa idade, contudo 25% das mulheres terão uma perda rápida em 10 a 15 nos de menopausa. Com o passar do tempo, as mulheres com osteoporose podem perder até metade de sua massa óssea. Segundo o Ministério da Saúde, o sexo masculino é afetado em 4 a 6% daqueles com mais de 50 anos. Existem duas formas primárias de osteoporose: a pós-menopáusica e a senil. Devido a características genéticas, as mulheres negras ou mulatas raramente apresentam a doença, que se manifesta mais intensamente entre as mulheres brancas na fase pós-menopáusica.

Estima-se que 75% das fraturas em homens e mulheres com mais de 45 anos tenham relação com a osteoporose. Com relação às mulheres com mais de 75 anos, calcula-se que 20% apresentem fraturas vertebrais. Estudos demonstram o aumento do risco de fraturas vertebrais quando há uma perda de 10% da massa óssea na coluna.

Os cálculos de freqüência em relação às fraturas vertebrais são subestimados porque essas fraturas são assintomáticas. Estudos recentes das deformidades compressivas da coluna vertebral indicam que um terço das mulheres com mais de 65 anos têm uma ou mais fraturas vertebrais, com cerca de 33% devido a quedas; de 10 a 20% seriam por levantar um peso; e 50% teriam causa espontânea. A estimativa é de que na coluna ocorram 30% das fraturas osteoporóticas. A incidência de fraturas aumenta 10 vezes nos homens e 20 vezes nas mulheres com idades entre 60 e 90 anos. Para cada 7 mulheres com fraturas vertebrais, apenas um homem apresenta a lesão, enquanto que para as fraturas de quadril a proporção é de apenas 2/1.

As fraturas vertebrais causam fortes dores nas costas, diminuição da altura e posição corcunda. A mortalidade por fraturas vertebrais é bastante baixa, porém essas fraturas ou deformidades crônicas se arrastam por muitos anos e oferecem um grande risco tanto para novas fraturas, como também para a saúde geral dos idosos.

Diagnóstico

O diagnóstico e acompanhamento da osteoporose é feito através da densitometria óssea, que é um método sensível, preciso, não invasivo, rápido e seguro. O exame das áreas centrais é o mais indicado e permite determinar os riscos de fraturas, identificar os pacientes que precisem de tratamento e avaliar mudanças na massa óssea com o passar do tempo.

Segundo os critérios da OMS o exame é realizado através de avaliação da coluna lombar, pois o melhor local para se avaliar risco de fratura da coluna é a própria coluna. Para acompanhamento dos resultados dos tratamentos, recomenda-se a realização da densitometria em intervalos de 12 a 24 meses.

Os exames de Raio-X não são indicados para o diagnóstico da osteoporose. Radiografias das colunas lombar e dorsal são indicadas para avaliar fraturas ou redução inesperada da estatura e também são úteis para identificar outras doenças que podem atingir os ossos.
Reduções vertebrais de mais de 50% requerem avaliação por tomografia computadorizada.

Caso existam sinais de problemas neurológicos, deve-se realizar ressonância magnética.
A maioria das fraturas vertebrais não necessita de cirurgia, mas se o paciente apresentar deficiência neurológica, instabilidade, progressão da deformidade ou dor intensa e refratária, é necessário considerar a intervenção, que pode ser convencional ou por vertebroplastia percutânea (VP). A VP é o reforço ósseo vertebral com cimento acrílico, usando polimetilmetacrilato (PMMA).

Tratamento e prevenção

No tratamento com medicamentos a maioria são anti-reabsortivos, que atuam sobre a reabsorção óssea; outros atuam sobre a formação do osso.

O melhor tratamento para a osteoporose é a prevenção, é muito importante que as mulheres conheçam, não só os fatores que aumentam o risco de desenvolver a osteoporose, mas também as formas de prevenção. Caso a mulher desconfie que corre esse risco, deve consultar um médico para uma avaliação e diagnóstico e, se necessário, receber orientação sobre o tratamento mais adequado ao seu caso.

Além dos fatores genéticos, a utilização do fumo, o consumo excessivo de álcool e café, o sedentarismo e a escassez de cálcio na dieta, podem aumentar o risco de osteoporose. Por isso, algumas mudanças saudáveis, no estilo de vida, podem ser úteis para retardar a perda de massa óssea.

Os exercícios físicos diários ajudam a manter os ossos firmes e saudáveis. Exercícios simples podem ser feitos por quem já tem a osteoporose, porém é necessário o acompanhamento médico.

O consumo regular de alimentos fontes naturais de cálcio é importante na prevenção da osteoporose, mas suplementos somente devem ser consumidos sob orientação médica.

Referências:

ARAÚJO, D.V.; OLIVEIRA, J.H.A.; BRACCO, O.L. Custo da Fratura Osteoporótica de Fêmur no Sistema Suplementar de Saúde Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, v. 49, n. 6, Dezembro/2005. [on line]

BRASIL. Ministério da Saúde estuda incidência da osteoporose masculina. acesso em 29/01/2004. [on line]

FARIAS, F. A. B. Prevalência de Osteoporose, Fraturas Vertebrais, Ingestão de Cálcio, e Deficiência de Vitamina D em Mulheres na Pós-Menopausa. 2003. Tese [Doutorado em Ciências]. Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública - Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. [on line]

FERNANDES, C.E.; MELO, N.R.; WEHBA, S.; MACHADO, R.B. Osteoporose Pós-Menopáusica. [on line]
SOBRAC – Sociedade Brasileira do Climatério – Climatério Assuntos Científicos – Metabolismo Ósseo Osteoporose

MARQUES NETO, J.F. Epidemia da Osteoporose no Brasil. Nutrição em Pauta – Entrevistas. Dezembro/2001. [on line]

PINTO NETO, A.M.; SOARES, A.; URBANETZ, A.A.; SOUZA, A.C.A. et al. Consenso Brasileiro de Osteoporose. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 42, n. 6, nov./dez. 2002. [on line]

STOLNICKI, B.; ARONSON, D. Avaliação densitométrica em portadores de fraturas osteoporóticas. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 28, n. 5, Maio, 1993. [on line]

Revista Brasileira de Reumatologia [on line]

Tags:

Veja Também:
Osteoporose
Fraturas vertebrais - Preenchimento vertebral
Osteoporose - Fraturas nos homens idosos

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



26
Abr

 Acidentes domésticos: Queimaduras em crianças

Categoria(s): Emergências, Gerontologia, Publicações

Resenha

Acidentes domésticos: Queimaduras em crianças, papel do terapeuta ocupacional

Débora dos Santos Aguera
Gisele Brides Prieto
Mariana Marin
Mônica Bazuco
Rosemar Cristiane Theodoro

As crianças geralmente ficam sob os cuidados dos avós e um dos acidentes mais grave é a queimadura. Neste artigo aborda-se os cuidados gerais no tratamento de crianças queimadas, hospitalizadas, e algumas medidas de prevenção de seqüelas.

Este acidente doméstico é muito importante devido ao alto índice de crianças que se queimam, e dos cuidados que se deve ter em razão da gravidade das seqüelas deixadas na vida destas crianças. A criança encontra-se em estado de estresse tanto fisiológico quanto psicológico, estando muito deprimida e fragilizada, tendo dores intensas e muito medo da desfiguração.

Existem vários graus de queimadura, conforme a profundidade das feridas. Assim sendo, as queimaduras de primeiro grau são aquelas em que há comprometimento apenas da camada externa da pele, provocando uma intensa coloração vermelha no local afetado. Também pode aparecer um inchaço local. Em geral, não se formam bolhas e a pele se mantém íntegra. Um bom exemplo desse tipo de queimadura é aquela causada pelo sol, quando há exposição exagerada sem proteção.

As queimaduras de segundo grau atingem uma porção mais profunda da pele, causando bolhas e rachaduras na pele, além de intensa dor e vermelhidão no local afetado Pode haver também sangramento pelas feridas. As bolhas podem aparecer até12 horas após a queimadura e elas devem ser deixadas intactas, a não ser nos casos em que se tornem amareladas, com grande quantidade de líquido turvo, o que indica infecção.

As queimaduras de terceiro grau são aquelas bem mais profundas, atingindo todas as camadas da pele, deixando a pele com uma cor acinzentada ou esbranquiçada, podendo-se ver até as camadas mais profundas como os músculos e ossos. Apesar das lesões serem bem piores, não há sangramento nem o paciente se queixa de dor. Essas queimaduras são as mais perigosas e necessitam cuidados médicos urgentes.

Papel da terapêuta ocupacional

A terapeuta ocupacional age “tentando†minimizar o sofrimento da criança, satisfazendo as suas necessidades emergentes, expressão de sentimentos, medos e fantasias. O objetivo é apoiar a criança face às dificuldades que ela enfrenta, atuando como “figura de apoio†numa primeira fase.

A terapeuta ocupacional auxilia a elaborar e compreender melhor a situação que está passando, amenizando seu sofrimento e favorecendo melhores condições de evolução do quadro. Para tanto, Utiliza das atividades como instrumento de intervenção, que permite que a criança elabore de maneira menos aflitiva o momento que está vivendo, permitindo a expressão de sentimentos, medos, fantasias. A atividade, será para a criança, o trabalhar com situações do seu dia-a-dia, e através da “brincadeira†conseguir elaborar as dificuldades que está passando, pois é brincando que a criança se expressa.

A hospitalização em si é um fator negativo e angustiante para a criança, sendo a presença da família extremamente importante para ele, pois a família é um “ponto de apoio†uma referência, pois está num lugar extremamente estranho e numa situação desagradável e incomoda onde fica sendo “manipulada†o tempo todo.

A reabilitação física dessas crianças é muito importante, fazendo um posicionamento adequado, para evitar contraturas; massagem cicatricial e retrógrada, para diminuir aderência da cicatriz e reduzir edema respectivamente, etc.

Outra área de atuação da terapeuta ocupacional é na imagem corporal da criança que sofre grandes modificações, passando por fases de aceitação ou não dessas modificações.

Conclusão

Prevenção de queimaduras em crianças

fogosAs crianças mais atingidas por queimaduras estão na faixa de 0 a 4 anos. Nesta idade, a curiosidade leva à exploração do meio, mas a criança não tem desenvolvimento motor e intelectual suficiente para evitar o perigo. Os meninos estão mais sujeitos às queimaduras, devido a suas brincadeiras mais agitadas e bruscas, em especial em idades acima de 5 anos, quando desperta o interesse por fogo, pólvora e foguetes. A situação econômica precária de grande parte da população brasileira e a necessidade de morar em apartamentos minúsculos, com conseqüente falta de espaço para brincadeiras, faz com que as crianças pequenas se aglomerem na cozinha, junto à mãe; isso pode explicar a grande incidência de queimaduras que acontecem nos horários de preparo das refeições.

Outro fator próprio do nosso meio é o uso de ÃLCOOL: tem preço baixo, o que faz com que, muitas vezes, seja usado nas brincadeiras de crianças e adolescentes e provoque queimaduras por fogo. Fios elétricos expostos ou descascados, materiais químicos colocados em locais acessíveis e banhos muito quentes são causas de queimaduras por descuido de adultos. Embora existam normas rígidas para adultos em ambiente de trabalho, pouco se tem feito em relação à s crianças, exceto algumas campanhas na época das festas juninas. É muito importante a participação da família, da escola e da comunidade na prevenção desses acidentes.

Veja Também:
Queimaduras nos idosos - cuidados
Vitamina E - Tocoferóis
Hipericina - Hypericum perforatum

Comentários (6)     Indique esse artigo Indique esse artigo



25
Abr

 Osteoartrose do joelho - Aspectos fisioterápicos

Categoria(s): DNT, Fisioterapia, Reumatogeriatria

Resenha

Colaboradora : Sandra Chiavegato Perossi

* Fisioterapêuta, especializada no método Pilates, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica - METROCAMP

No tratamento fisioterapêutico é importante aliviarmos a dor, melhorar a função muscular e a qualidade de vida. A perda na força muscular acarreta limitações e interferem nas AVD (atividades de vida diária), assim os exercícios para os indivíduos que se encontram em processo de envelhecimento são importantes, pois proporcionam bem estar físico, auto confiança, sensação de auto avaliação, melhora da força muscular e da amplitude de movimentos, além de atuar de forma positiva no emocional do indivíduo (1).

Alguns autores anteriores a 1980 apresentam os exercícios como inapropriados para os pacientes com processos inflamatórios, pois podem causar estresse e esforço indevido na articulação lesionada, piorando a inflamação; mas predomina autores que dão muita importância aos exercícios, acreditando que estes melhoram e mantem a força muscular, a mobilidade muscular, a endurance, a funcionalidade, aumentam a densidade óssea e diminuem a dor.

Um trabalho fisioterapêutico bem elaborado promove a melhora da coordenação, da postura e do desempenho muscular, que são os fatores levam o idoso a hipofuncionalidade e conseqüentemente a exclusão e ao sentimento de incapacidade, levando-os a depressão.

Marques, (1) em 1998, propôs os seguintes procedimentos para o tratamento fisioterápico da osteoartrose:

Tratamento pelo frio: Para casos de dor, inflamação e espasmos musculares. É um grande agente analgésico e nos processos inflamatórios reduz a hiperemia e o edema por seu efeito vasoconstritor.

Tratamento pelo calor: Alivia a dor, aumenta a extensibilidade do tecido colágeno e reduz a rigidez articular.

Eletroterapia (Ultra som, ondas curtas,microondas e estimulação elétrica transcutânea - TENS): São usados para a analgesia.

Exercícios: Principal recurso para recuperar a força muscular e quando utilizados com a eletroterapia aliviam a dor.

Tipos de exercícios:

Globais: subir escadas, levantar-se da cadeira, treino de marchas, etc.

Isométrico
: São os indicados inicialmente por serem mais tolerados pelos pacientes com dor.

Isotônicos progressivos: quando a dor e a inflamação estão mais controladas para fortalecimento muscular e melhora da funcionalidade.

Fisioterapia Pós-Cirurgia de Artroplastia do Joelho.

O objetivo da fisioterpia é o retorno precoce as funções associadas com a amplitude de movimento do joelho. O método proposto por Marques (2) é de exercícios isotônicos nos primeiros sete dias pós cirurgia e exercícios para restaurar a flexão da articulação.

Fisioterapia preventiva:

Durante muito tempo a fisioterapia deu muito ênfase a terapia curadora (prevenção terciária), hoje este quadro mudou, e temos muitos profissionais atuando nos fatores etiológicos da doença a fim de evitar que ela venha a se instalar. Atualmente, o papel do fisioterapeuta, junto com outros profissionais da saúde, baseia-se na proposta de estabelecer propostas de um tratamento adequado, visando prevenir danos, deformidades e perda da capacidade funcional.

Um programa de exercícios bem definido pode evitar perda da força muscular e as suas conseqüências. Os idosos fisicamente ativos parecem mais concentrados e se distraem com menos facilidades que os idosos sedentários.

Referências:

1. Silva, F. B. e Batista, C. S. - Tratamento fisioterápico no paciente portador de osteoartrose de joelho – [on line]

2. Marques A.P., Kondo, A - Rev Bras Reumatol, 1998 - A fisioterapia na osteoartrose: uma revisão da literatura. [on line]

3. Meirelles, E.A. Morgana – Atividades físicas na terceira idade – Rio de Janeiro: Sprint,1997.

Veja Também:
Estudo de caso - Compressão medular
Estudo de caso - dor no joelho: gonartrose
Osteoartrose de joelho - Gonartrose

Comentários (3)     Indique esse artigo Indique esse artigo



24
Abr

 Reabilitação pós-queda: papel da enfermagem.

Categoria(s): DNT, Gerontologia, Programa de saúde

Resenha
Colaboradora : Larissa Franceschetti Lopes Cunhai

* Enfermeira, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica da METROCAMP

Queda pode ser definida como “um evento não intencional que tem como resultado a mudança de posição do indivíduo para um nível mais baixo, em relação a sua posição inicial” (1) . Pessoas de todas as idades apresentam risco de sofrer queda. Porém, para os idosos, elas possuem um significado muito relevante, pois podem levá-lo à incapacidade, injúria e morte. Seu custo social é imenso e torna-se maior quando o idoso tem diminuição da autonomia e da independência ou passa a necessitar de institucionalização.

As principais causas de quedas são: sexo feminino, morar só, depressão, medo, acidente vasculara encefálico prévio, queixas de tontura, hipotensão postural, anemia, insônia, incontinência ou urgência miccional, história prévia de quedas e fraturas, comprometimento em Atividades da Vida Diária (AVD), comprometimento visual e auditivo, fraqueza muscular nas pernas, problemas nos pés, uso de medicações, hospitalizações, entre outras (2). Há no entanto, uma grande dificuldade em estabelecer uma única causa, visto que a etiologia das quedas nos idosos é em geral multifatorial, particularmente nos idosos frágeis. Mas, a busca ativa de causas que levaram o idoso a cair é fundamental para que uma intervenção apropriada seja realizada.

As intervenções pós-queda nos idosos são realizadas por uma equipe multidisciplinar com o objetivo de reabilitar o idoso. Com a reabilitação o idoso começa a readquirir algumas capacidades funcionais perdidas após a queda tornando-se mais independente e autônomo. A enfermagem tem um papel fundamental na reabilitação pós-queda, capacitando o idoso a realizar as atividades básicas da vida diária e as atividades instrumentais da vida diária.

As formas de reabilitação pós-queda mais usadas de acordo com a causa são(3):

- Fraqueza de membros inferiores: programa de fortalecimento muscular de quadríceps e dorsi-flexores de tornozelo. Exercícios excêntricos são recomendados. A eficácia é maior se forem realizados para grupos de idosos de alto risco e se forem supervisionados por fisioterapeuta.

- Distúrbio de equilíbrio: treino de equilíbrio em relação à integração das informações sensoriais, ao controle dos limites de estabilidade, ao controle da rotação de tronco e na eficácia das estratégias motoras.Recomenda-se a prática de Tai Chi. Podem ser realizados em casa.

- Distúrbios de marcha: adequação e ou prescrição de dispositivos de auxílio à marcha. O treino de uso adequado é recomendável. Deve realizar visitas regulares ao podólogo.

- Déficit visual: adequação de lentes corretivas. Visita anual ao oftalmologista.Evitar o uso de lentes bifocais. Acompanhamento cuidadoso do equilíbrio corporal após cirurgia de catarata.

- Déficit auditivo: prescrição e uso adequados do aparelho de amplificação sonora.

- Hipotensão Postural: realizar revisão das medicações, elevação da cabeceira da cama, orientação de movimentos de MMII antes de se levantar.

- Uso de medicações psicotrópicas: rever a necessidade de uso de anti-psicóticos, anti-depressivos e benzodiazepínicos (curta e longa duração). Prescrever um número reduzido de medicações e levantar o uso de medicações sem prescrição médica.

- Presença de riscos ambientais: modificação ambiental só foi eficaz na redução das quedas quando realizada após avaliação feita por profissional de terapia ocupacional e fornecido as adaptações necessárias.

- Presença de queixa de tontura: se presença de quadro de tontura (vertigem, cabeça oca, flutuação, afundamento, etc) encaminhamento ao otoneurologista. Se diagnosticada síndrome vestibular, implementar Reabilitação Vestibular.

- Necessidades específicas nas eliminações: evitar ingesta hídrica antes de dormir. Acender luz ao ir ao banheiro durante a noite ou deixar luz noturna acesa. Utilização de fraldas noturnas.Realizar reabilitação funcional do assoalho pélvico.

- Distúrbios de comportamento, agitação psicomotora, confusão mental: avaliar se há presença de quadro de estado confusional agudo.Adequar o ciclo vigília-sono. Implementar medidas de higiene do sono. Evitar eventos estressores. Usar terapia de validação. Evitar restrição física ou medicamentosa. Vigilância contínua.

- Doença de Parkinson, acidente vascular encefálico, artrite, neuropatias, demência: manejo farmacológico específico. Fisioterapia especializada.
Concluindo, a reabilitação após uma queda é considerada longa, exigindo tempo e paciência dos profissionais e dos idosos.

Referências:

1. Moura RN, Santos FC dos, Driemeier M, Santos LM dos, Ramos LR. Quedas em idosos: fatores de risco associados. Gerontologia 1999;7(2):15-21

2. Cryer C, Patel S - Falls, Fragility,Fractures. National Service Frameword for Older People. London, November 2001. [on line]
3. Site: Portal equilíbrio e queda nos idosos.[on line]

Veja Também:
Atenção ao idoso: Papel da enfermagem - Parte 1.
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 5. TO e os Familiares
Quedas nos idosos

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



23
Abr

 Conhecendo os diuréticos

Categoria(s): Cardiogeriatria, Emergências, Nefrogeriatria, Publicações

Artigo de Revisão
_______________________________________________________
Conhecendo os diuréticos
Autores:
Antonio Carlos Leitão de Campos Castro
Armando Miguel Junior

Resumo

Entre os medicamentos que são prescritos no dia a dia, sem dúvida estão os diuréticos entre os mais freqüentes. Mas saberiam os que os prescrevem – Médicos, paramédicos e até leigos - os riscos que eles podem levar aos que os recebem ?
Veja mais aqui »

Veja Também:
Acetilcolina
Contos da Silvia Trevisani - Sonho de papel
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 5. TO e os Familiares

Comentários (5)     Indique esse artigo Indique esse artigo



Paginas (204): « First ... « 145 146 147 148 149 150 151 [152] 153 154 155 156 157 158 159 » ... Ultima »