20
Jul

 Hipoglicemia nos idosos

Categoria(s): Bioquímica, DNT, Emergências, Endocrinogeriatria, Nutrição

Editorial

Colaboradora: Angela Terezinha Faveri Fornari *

* Nutricionista e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A hipoglicemia é um distúrbio em que a concentração de açúcar do sangue encontra-se anormalmente baixa. Quando a glicemia está abaixo de 60 mg%, com grandes variações de pessoa a pessoa, podem ocorrer sintomas de uma reação hipoglicêmica.

O quadro é assustador: fome súbita, fadiga, tremores, tontura, batedeira, suores, pele fria, pálida e úmida, turvação da vista, dor de cabeça, dormência nos lábios e língua, irritabilidade, desorientação, mudança de comportamento, convulsões e até perda de consciência. Tais sintomas podem ser observados isoladamente ou em grupo, mas a conduta é sempre a mesma para melhorar a taxa de açúcar no sangue, isto é, elevar rapidamente o nível. Caso não corrigida rapidamente, a glicemia pode ficar cada vez mais baixa. Hipoglicemia noturnas podem se manifestar com pesadelos e gritos, além dos sintomas mencionados.

O cérebro é particularmente sensível à concentração sérica baixa de glicose, pois a glicose é sua principal fonte energética. Hipoglicemias severas podem levar a danos neurológicos.
Os indivíduos com diabetes grave de longa duração são particularmente propensos à hipoglicemia grave. Isto ocorre porque as células das ilhotas pancreáticas não produzem glucagon normalmente e as adrenais não produzem epinefrina normalmente, os principais mecanismos imediatos através dos quais o organismo combate a concentração sérica baixa de açúcar.

Hipoglicemia no diabético

A hipoglicemia, que é um distúrbio evitável, pode ocorrer nas seguintes situações:
- quando o diabético omite refeições, atrasa suas refeições ou come muito pouco
- quando apresenta vômitos e diarréia
- quando pratica exercícios físicos excessivos (esportes ou trabalho pesado), principalmente não estando bem alimentado
- por doses excessivas de insulina ou hipoglicemiantes orais
- por excesso de bebidas alcoólicas, que impedem a liberação de glicose pelo fígado

Outras causas de hipoglicemia

Uma causa rara de hipoglicemia é uma doença auto-imune na qual o organismo produz anticorpos contra a insulina. A concentração sérica de insulina flutua anormalmente quando o pâncreas produz um excesso de insulina para fazer frente aos anticorpos. Este distúrbio pode ocorrer em indivíduos diabéticos ou não.

A hipoglicemia também pode ser decorrente de uma insuficiência renal ou cardíaca, de um câncer, da desnutrição, da disfunção hipofisária ou adrenal, do choque e de uma infecção grave. Uma doença hepática extensa (p.ex., hepatite viral, cirrose ou câncer) também pode produzir hipoglicemia.

O organismo de algumas pessoas apresentam uma alergia pouco comum: aversão a frutas, chamada de intolerância à frutose ou fructosemia. A frutose, açúcar presente em todas as frutas, encontra-se em maior quantidade na uva, no mel, na maçã e na pêra. Mas também está presente em alguns legumes, como a beterraba e é bastante utilizada para adoçar produtos alimentícios e bebidas. A frutose dentro do organismo tem a função de converter o açúcar em moléculas mais simples para que possam ser absorvidas pelo corpo. A doença pode se manifestar por herança genética ou na idade avançada, pois com o passar dos anos, ocorre o envelhecimento do intestino, que começa a perder as enzimas que convertem os açúcares em moléculas. Se não tratada, a fructosemia pode causar a hipoglicemia e distúrbios no fígado.

Tratamento

O tratamento da hipoglicemia deve iniciar-se o mais prontamente possível. O objetivo imediato do tratamento é elevar o açúcar no sangue, que se encontra muito baixo, restaurando o bem estar. Oferecer balas, açúcar ou líquidos com duas colheres de sopa de açúcar em meio copo do líquido. Se a pessoa estiver em coma ou se recusar a colaborar, coloque um lenço entre as arcadas dentárias e introduza colheres de café com açúcar entre a bochecha e a gengiva, massageando-a por fora.

Caso seja necessário, aplicar uma injeção de 1 mg de Glucagon subcutâneo, igual à aplicação de insulina; a consciência retorna aproximadamente em cinco minutos, permitindo um lanche repositor.

Os indivíduos não diabéticos com tendência à hipoglicemia geralmente conseguem evitar os episódios, consumindo freqüentemente pequenos lanches ao invés das três refeições diárias habituais.

Os indivíduos com tendência à hipoglicemia devem carregar consigo um cartão ou uma pulseira para informar à equipe de emergência sobre a sua condição. É importante que os amigos e parentes da pessoa com diabetes saibam que ela está em uso de insulina ou de hipoglicemiante oral. Assim, já poderão fazer o diagnóstico de hipoglicemia.

Monitoramento

Algumas pessoas com diabetes costumam manter suas glicemias mais elevadas para evitar as hipoglicemias. Porém, a glicemia alta leva, com o correr do tempo, a complicações degenerativas importantes. Portanto, o melhor é perder o medo das hipoglicemias, monitorando-se adequadamente a cada suspeita de estar hipoglicêmico.

Para obter um melhor controle dos níveis glicêmicos, não basta o paciente apenas acreditar que está fazendo tudo corretamente ou ter a sensação de estar sentindo-se “bemâ€. É necessário monitorar, no dia-a-dia, os níveis glicêmicos.

Quanto melhor o controle do diabetes, maior o risco de hipoglicemia, daí a importância também da monitorização da glicemia mais vezes tanto para evitar a hipo, como também para que não se coma em excesso na correção dela, o que invalidaria os esforços para manter o controle. A monitorização permite que o paciente, individualmente, avalie sua resposta aos alimentos, aos medicamentos (especialmente à insulina) e à atividade física praticada.

Para isso, existem modernos aparelhos. A concentração de açúcar no sangue pode ser dosada em casa, utilizando uma gota de sangue, obtida através da punção do dedo no momento em que os sintomas ocorrem, e um dispositivo que controla a concentração sérica de glicose, os glicosímetros, de fácil utilização e que nos fornecem o resultado da glicemia em alguns segundos. Siga as orientações do seu médico quanto ao número de testes que deve ser realizado.

Referências

ALBUQUERQUE Reginaldo. Hipoglicemia. Sociedade Brasileira de Diabetes.[on line]

Diabetes Mellitus. [on line]

FAJANS, Stefan S. Diabetes Mellitus; Hipoglicemias. Manual Merck, Seção 13 - Distúrbios Hormonais, Capítulo 148 – Hipoglicemia. [on line]

FELDMAN Jane. COMPLICAÇÕES AGUDAS DO DIABETES.[on line]

Folha Online. Seção equilíbrio. Intolerância a frutas pode causar hipoglicemia. [on line]

GOMES Mário C.O. Hipoglicemia - a queda de açúcar no sangue. [on line]

LIMA Josivan; MENDONÇA Deise R.B. Como Cuidar de uma Hipoglicemia? [on line]

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Seção Conteúdo Público. O que é Diabetes? [on line]

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Diabetes Mellitus. [on line]

Veja Também:
Estudo de caso - Diabetes com hipoglicemia pós-prandial
Estudo de caso - Hipoglicemia em não diabético
Diabetes: Crise de hipoglicemia

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19
Jul

 Osteoporose - Planejamento terapêutico

Categoria(s): Bioquímica, DNT, Fisioterapia, Reumatogeriatria

Resenha

Colaboradora : Sandra Chiavegato Perossi

* Fisioterapêuta, especializada no método Pilates, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica - METROCAMP

osteo

Do ponto de vista epidemiológico, a osteoporose pode apresentar um problema de difícil solução, com se trata de uma doença pouco sintomática os pacientes somente procuram auxílio médico quando surgem intercorrências, especialmente fraturas e, menos freqüentemente, dores ósseas ou diminuição da estatura.

A incidência e prevalência da osteoporose e fraturas aumentam com a idade. Aproximadamente 15% dos adultos jovens têm osteopenia e 0,6%, osteoporose. A osteoporose é tão comum quanto outras doenças, como a hipertensão arterial, o diabetes mellitus e a hipercolesterolemia. O risco de uma mulher apresentar fratura é maior do que o risco de apresentar câncer de mama e/ou útero.

Prevelência segundo o genero - A osteoporose pode acometer homens e mulheres. Em média, um em cada quatro mulheres após os 50 anos de idade tem osteoporose, comparados com um em cada oito homens na mesma faixa etária.

Considerando-se os aspectos pouco sintomático da osteoporose, o planejamento terapêutico é fundamental para a adesão do paciente ao tratamento.

Planejamento terapêutico

A orientação terapêutica deve levar em conta os seguintes elementos:

1. A osteoporose, quando diagnosticada, significa alteração metabólica que vem evoluindo por muitos anos;
2. As medidas corretivas, quando eficientes, trarão alteração da massa óssea, em geral lenta e de pequena monta;
3. Os métodos de avaliação de massa óssea, exclusão feita à densitometria óssea, são pouco precisos;
4. O envolvimento diferente da formação e reabsorção ósseas como elementos causais da osteoporose levantam a necessidade de caracterizar a situação predominante para que se planeje uma terapêutica racional;
5. Os marcadores biológicos do metabolismo ósseo permitem uma avaliação razoável da atividade metabólica predominante e devem ser os elementos mais importantes no planejamento terapêutico.

Estados de atividade metabólica

Uma esquematização didática que pode auxiliar na terapêutica deve incluir os seguintes estados de atividade metabólica:

1. Aumento global da atividade óssea, caracterizada por elevação da fosfatase alcalina e da excreção urinária de hidroxiprolina; o aumento da excreção urinária de AMP-c auxiliará na caracterização de atividade paratireoideana aumentada;
2. Elevação predominante da reabsorção óssea, avaliada por excreção urinária aumentada de hidroxiprolina;
3. Deficiência de mineralização, caracterizada por elevação da fosfatase alcalina e baixa excreção urinária de cálcio e hidroxiprolina;
4. Inatividade óssea, quando todos os índices de formação e reabsorção estiverem dentro dos limites da normalidade.

Referências:

Carvalho Filho, E.T.;Papaléo Neto, M. – Geriatria: Fundamentos, Clinica e Terapêutica –2. edição - Ed. Atheneu – São Paulo, SP, 2006.

Fernandes, C. E. e col. – Osteoporose: Como diagnosticar e tratar - Revista: Revista Brasileira de Medicina – Edição: Dez 00 V 57 N 12 – Osteoporose - Disponível em http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp acessado em 27/06/07 às 23:51 hs.

Frontera, W.R.; Dawson, D.M.; Slovik, D.M. – Exercício Físico e Reabilitação – Artmed – Porto alegre, RS, 1999.

Pinheiro, M.M.; Szejnfeld, V.L. - Osteoporose: noções gerais e epidemiologia – Revista: Sinopse em Reumatologia - Edição: Out 01 A 3 N 4 - Tema: Revisão Disponível em http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp acessado em 26/06/07 às 22:22 hs.

Veja Também:
Osteoporose
Fraturas nas mulheres na pós-menopausa
Osteoporose - Fraturas nos homens idosos

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18
Jul

 Inapetência alimentar em idosos

Categoria(s): Nutrição, Sociologia

Editorial

Colaboradora: Ana Cristina Tosta *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Todo corpo precisa estar em equilíbrio constante para seu funcionamento, o estado nutricional saudável leva a esse objetivo, desde que os nutrientes atendam as necessidades desse organismo. Portanto, o excesso ou a falta faz com que há um desequilíbrio nutricional.

Para um diagnóstico exato, o paciente deve ser avaliado através de uma triagem nutricional, ou seja, uma historia clinica, exame físico e alguns resultados laboratoriais, objetivando a uma correção dos desequilíbrios orgânicos e determinando prescrições eficazes para o tratamento.

“A nutrição refere-se à soma dos processos pelos quais, um ser vivo ingere, digere, absorve, transporta, utiliza e excreta os nutrientes.â€(1).

O envelhecimento por alterar funções corporais, fisiológicas, psicológicas e levar a uma redução de sua capacidade de se adaptar ao meio ambiente, contribui também na alteração do estado nutricional dos idosos.

O idoso por apresentar sua velocidade metabólica mais lenta e não praticar atividade física há uma diminuição da quantidade de calorias necessárias para manter o peso ideal assim começa a perder massa muscular e ganhar tecido adiposo, principalmente em regiões do tronco e abdômen.

Dentro da avaliação de uma história clínica, pode-se chegar a achados que determinam o estado nutricional do paciente ,seja por baixo peso ou inapetência, revelando problemas como: dentaduras mal adaptadas, provocando lesões na cavidade oral, diminuição da salivação, dificultando a mastigação e a deglutição, problemas com imobilidade, depressão, solidão, pobreza, conhecimento inadequado, falta de sensibilidade com os sentidos sensoriais (olfato, paladar, visão, tato, audição).

O idoso já se encontra com alguma dessas deficiências e ainda pode estar acometido por outras patologias de base que dificulta sua aceitação alimentar, como uma doença esofágica ou estomacal, ou simplesmente achar que certos alimentos podem fazer algum mal. Outras ainda, como aquelas pessoas que dependem de outra pessoa para praticar seus cuidados pessoais, inclusive o preparo e manipulação dos alimentos. Tudo podendo gerar uma anorexia e uma inapetência.

A alimentação adequada contribui para o controle e prevenção de várias doenças, presentes na 3a idade. O convívio social também pode ajudar na satisfação e estimulação do apetite alimentar do idoso. Contudo, uma consulta com nutricionista, e com dentista regularmente proporciona uma qualidade de vida mais adequada ao estado nutricional dos idosos, seguido de exames laboratoriais e clínicos.

Referências:

Semiologia. Bases para a prática assistencial. Deborah A.Andris et al. Ed.Guanabara Koogan,R.J,2006.

Revista eletrônica,site:www.nutrinfo.com.br/idoso.htm.

Veja Também:
Atividade de Vida Diária
Vitamina B1 (Tiamina) - deficiência nos idosos
Diabetes Mellitus - Terapia nutricional no idoso

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17
Jul

 Hidroginástica: Vantagens e desvantagens nos idosos

Categoria(s): Fisioterapia, Gerontologia, Programa de saúde, Sociologia

Editorial

Colaboradora: Vanessa Angeli *

* Professora de educação física e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A hidroginástica surgiu na Alemanha, para atender inicialmente um grupo de pessoas com mais idade, que precisava praticar uma atividade física, segura sem causar riscos ou lesões articulares e que lhes proporcionassem bem estar físico e mental. No Brasil, a hidroginástica chegou a 27 anos, sendo desenvolvida em vários locais como: clubes, academias, spa, etc.
È um programa de condicionamento, desenvolvido na água, que inclui exercícios do tipo aeróbios e exercícios para o desenvolvimento da resistência muscular localizada, força muscular e flexibilidade. São exercícios de aquecimento, alongamento, exercícios localizados e relaxamento muscular.

A resistência natural da água multiplica o esforço exigido em um movimento, por mais simples que seja. Por outro lado, segundo as leis da física, a água responde na mesma intensidade a uma força aplicada sobre ela, ou seja, a resistência oferecida pela água vai ser proporcional á força do movimento, seja ela grande ou pequena. Isso permite que qualquer pessoa possa fazer, independente do seu nível de condicionamento físico.

Propriedades Físicas da Ãgua

È importante para todo professor que deseje trabalhar com hidroginástica, entender essas propriedades, podendo desenvolver um programa adequado as seus alunos.

• Flutuação: è considerada a primeira força física que percebemos ao entrar na piscina. È a força que atua em sentido contrário à ação da gravidade.

• Pressão Hidrostática: é a força exercida igualmente, em todas as direções. O efeito da pressão hidrostática depende da profundidade a que o corpo é submerso e quanto maior a profundidade, maior será a pressão exercida. Essa pressão é a primeira para o exercício, havendo uma estimulação imediata da circulação periférica.

• Viscosidade: é um termo científico, usado para medir o atrito que ocorre entre as moléculas de um determinado elemento. O líquido é considerado de alta viscosidade quando flui lentamente e de baixa viscosidade, quando flui mais rapidamente, variando também com a temperatura deste líquido. A viscosidade da água quente é maior que a água fria e a resistência que a água oferece é 12 vezes maior que a fora da água.

• Densidade: a densidade de uma substância é a relação entre a massa e seu volume. A densidade relativa da água pura é 1, um corpo com densidade menor que 1 flutuará. Alguma pessoa de acordo com seu biótipo tem maior flutuabilidade, isto faz com que sintam maior facilidade em executar exercícios de flexibilidade.

A turbulência pode ser usada como forma de resistência nos exercícios na piscina, quanto mais rápido o movimento, maior a turbulência, portanto, um exercício pode ser progredido aumentando-se a velocidade à qual é efetuado.

• Temperatura: influencia em algumas alterações cardiorespiratórias, quanto maior a temperatura maior a FC para qualquer aumento de O2. O ideal é 27 a 29 graus.
A prática da hidroginástica, freqüente na terceira idade, é capaz de promover modificações morfológicas, sociais e fisiológicas, melhorando as funções orgânicas e psíquicas.

Várias modificações ocorrem com as pessoas da terceira idade, dentre elas: Atrofia muscular, Sarcopenia, Fraqueza funcional da musculatura das pernas, Osteoporose, Perda da elasticidade muscular, Diminuição da capacidade de coordenação motora, Equilíbrio, Deficiência auditiva e visual, Hipertensão arterial, Insuficiência cardíaca, Lesões vasculares, Desvios da coluna, Problemas de ordem articular. Esses processos poderão ser retardados ou aliviados, mediante a prática da hidroginástica.

Nesta fase da vida, a atividade física constante é necessária para manter a vitalidade e disposição necessária para a execução das tarefas do dia a dia, a atividade mental e intelectual para entender e avaliar o mundo ao nosso redor e o convívio social para exercitar com prazer todas essas habilidades. A hidroginástica propicia e colabora para o alcance dessas metas.

Vantagens da Hidroginástica

• Aquece simultaneamente as diversas articulações e músculos durante os exercícios, o que auxilia o tratamento de problemas articulares;
• Melhora a execução de exercícios sem sobrecarregar as articulações de base e eixo do movimento;
• Ganho de estabilidade e equilíbrio;
• Facilita o aumento gradativo da amplitude articular;
• Fortalece a musculatura sem risco;
• Melhora a condição da pele devido à ativação do suprimento sanguíneo e trabalho circulatório;
• Facilidade do retorno venoso pelo efeito da pressão hidrostática, auxiliando quem tem varizes;
• Reeducação respiratória aumentando o trabalho respiratório em 60%, melhorando assim a capacidade respiratória do corpo;
• Performance global, qualquer movimento que será feito na água terá que ter resistência na ida e na volta, sendo uma sobrecarga natural;
• O coração funciona com maior eficiência, quando nosso corpo está submerso na água, conseguindo bombear maior volume de sangue por batimento, resultando em maior eficiência e melhor condicionamento cardíaco;
• Massageamento dos músculos, a ondulação da água contra o tecido muscular cria um efeito de massagem no organismo, proporcionando um relaxamento;
• Freqüência cardíaca mais baixa;
• Redução da gordura corporal;
• Socialização e melhora da auto-estima;
• Sensação de bem estar.

Desvantagens e Contra Indicações

• Exercícios mal orientados;
• Avaliação não específica
• Profissionais incapacitados e leigos sobre a modalidade;
• Febre;
• Hipertensão arterial grave;
• Insuficiência cardíaca grave;
• Embolia pulmonar;
• Aneurisma.
• Diabéticos não controlados.

Referências:

FIGUEIREDO, Suely Aparecida, “Hidroginásticaâ€, Rio de Janeiro-RJ, ed. Sprint, 1996;

JÚNIOR, Antônio Michel, “Hidroesporte - treinamento complementarâ€, Londrina-PR, ed. Ãpice, 1997;

SOVA, Ruth, “Hidroginástica na terceira Idadeâ€, São Paulo-SP, ed. Manole Ltda, 1998;

MANUAL DO PROFISSIONAL DE FITNESS AQUÃTICO/ AEA (Aquatic Exercise Association) tradução de Beatriz Caldas, Cinthia da Silva Cezar, Rio de Janeiro-RJ, ed. Shape, Ed. 2001.

Veja Também:
AGA avaliação geriátrica ampla: Estado funcional do idoso
Capacidade funcional
Capacidade funcional - Atividades de vida diária (AVDs)

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16
Jul

 Hipocondria no idoso

Categoria(s): Gerontologia, Psicogeriatria, Sociologia

Editorial

Colaborador: Antonio Cesar Antoniazzi *

* Médico e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

hipocondria
Antigamente, quando se pensava em saúde, significava que o indivíduo estava livre de doenças. A medicina na época, sem tantos recursos, ficava intrigada em conhecer os motivos da pessoa adoecer. Uma luz parecia ter surgido com a descoberta dos micróbios, que atacavam o organismo para nele viverem e tirar seus nutrientes. Com isto, a descoberta dos antibióticos parecia resolver este problema, mas o que se observava era que as pessoas continuavam adoecendo. Mais algumas décadas e viu-se que saúde não se traduzia em ausência de doença, e sim um conceito mais amplo, que leva em consideração o bem estar físico, psíquico e social da pessoa.

Hoje se encara a saúde como fruto de um bom funcionamento bio-psico-social, que produz a maior riqueza da vida: o bem estar.

Hipocondria

A hipocondria é um distúrbio psiquiátrico no qual o indivíduo refere sintomas físicos e mostra-se particularmente preocupado por acreditar firmemente que eles representam uma doença grave. Este sentimento não tem características de delírio. É persistente, tem um período mínimo de duração de 6 meses, e se mantém apesar da investigação médica clínica e laboratorial nada apontar como distúrbio ou desvio da normalidade. Estes sintomas muitas vezes causam significantes distúrbios clínicos e implicações na vida social e ocupacional.

Os hipocondríacos normalmente sentem-se injustiçados e incompreendidos pelos médicos e parentes que não acreditam em suas queixas: eles levam seus argumentos a sério e irritam-se com o descaso. Por outro lado resistem em ir ao psiquiatra sentindo-se até ofendidos com tal sugestão, quando não há suficiente diálogo com o clínico. Os hipocondríacos podem ser enfadonhos por repetirem constantemente suas queixas, além de serem prolixos nas suas explicações. Períodos remissivos e de crises, muito variáveis, permitem concluir que o médico não deve usar a palavra “curaâ€, substituindo-a por “alívioâ€.

Há alguns anos, modelos de explicação do cognitivo, tem sugerido a conceituação de que a Hipocondria seja uma manifestação da alteração do nível cognitivo. De acordo com Barsky (1992), o indivíduo hipocondríaco percebe de modo aumentado sintomas somáticos e viscerais fisiológicamente e anatomicamente normais, como a hipotensão postural ou alterações no rítimo cardíaco, doenças corriqueiras como gripe, ou distúrbios somáticos ou viscerias associados ao estado emocional (ansiedade, depressão).

Outro modelo de explicação, proposto por Salkovskis (1989), Warwick (19889), Warwick & Salkovskis (1989,1990) and Salkovskis & Clark (1993), diz que a mais importante característica da hipocondria é a interpretação incorreta de sintomas físicos não patológicos como sendo uma doença grave.

As diferentes situações de oposição da vida comum constituem autêntico estado de conflito, provocando tensões progressivas. O limiar de suportação dessas tensões é específico para cada pessoa. Quando essa capacidade defensiva se esgota, por deficiência de elaboração do processo mental, as cargas psíquicas transbordam desaguando no corpo.

O homem necessita enfrentar, operar e resolver fenômenos sucessivos em diferentes períodos. Ele só pode se desenvolver, estando em equilíbrio com suas estruturas psíquicas e somáticas, através do comando da mente.

Se o indivíduo ao ser frustrado é capaz de suportar a dor mental, seu afeto se conserva íntegro. Ao contrário, não suportando a dor mental com sofrimento imenso atingindo todo o seu ser, não circunscrito, sem ter manobras de alívio, opta pela dor física, controlável pela sua localização e susceptível de melhora por recursos os mais variados.

Hipocondria no idoso

O relacionamento do idoso com o mundo se caracteriza pelas dificuldades adaptativas, tanto emocionais quanto fisiológicas; sua performance ocupacional e social, o pragmatismo, a dificuldade de aceitação do novo, as alterações na escala de valores e a disposição geral para o relacionamento objectual. No relacionamento com sua história o idoso pode atribuir novos significados a fatos antigos, e os tons mais maduros de sua afetividade passam a colorir a existência com mais matizes; alegres ou tristes, culposas ou mentirosas, frustrantes ou gratificantes, satisfatórias ou sofríveis.

Ajuriaguerra, ao afirmar que “envelhece-se como se viveuâ€, certamente estava pensando nos traços pessoais de nossa constituição que acabam ficando mais marcantes com o envelhecimento.

Se os acontecimentos existenciais eram sentidos com alguma dificuldade ou sofrimento na idade adulta ou jovem, quando a própria fisiologia era mais favorável e as condições de vida mais satisfatórias e atraentes, no envelhecimento, então, quando as circunstâncias concorrem naturalmente para um decréscimo na qualidade geral de vida, a adaptação será muito mais problemática. Portanto, podemos dizer que quanto melhor tenha sido a adaptação da pessoa à vida em idades pregressas, melhor será sua adaptação no envelhecimento. Por ser velho, não deve ser obrigatoriamente doente.

O idoso, considerado um peso social, frustra-se com a subtração de seu espaço existencial, anteriormente vivido com plenitude e sucesso. Experimenta então, uma profunda reação de perda sem nada a substituir o objeto perdido: seu valor como pessoa. Desta maneira, mesmos indivíduos relativamente equilibrados emocionalmente durante a vida pregressa, com a velhice tendem a descompensar.

Tratamento

O tratamento é difícil, pois o hipocondríaco está convencido de que algo em seu organismo encontra- se gravemente alterado. A tranqüilização não reduz essas preocupações. Entretanto, uma relação de confiança com um médico atencioso é benéfica, sobretudo se as visitas regulares ao seu consultório forem acompanhadas por uma atitude tranqüilizadora. Igualmente, o relacionamento do idoso com seus familiares e cuidadores é de suma importância no atendimento global do problema. Se os sintomas não forem adequadamente aliviados, o indivíduo pode ser beneficiado pelo encaminhamento a um psiquiatra para uma nova avaliação e tratamento, concomitantemente com o atendimento médico primário.

Referências:

Ballone,G.J. – Alterações Emocionais no Envelhecimento, in. PsiqWeb, Internet, disponível em WWW.psiqweb.med.br, revisto em 2004.

Lima, J.P.C. – Saúde e Doença, in. Psicossomática, Internet, disponível em WWW.psicossomatica-sp.org.br/artigos

Capisano,H.F. – Somatização crônica, in. Psicossomática, Internet, disponível em WWW.psicossomatica-sp.org.br/artigos

Hipochondriasis – in. EITA, Internet, disponível em WWW.eita.es

Veja Também:
Hipocondria
Ãndice de Katz
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 5. TO e os Familiares

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