12 - abr

Dieta – Labirintite

Categoria(s): Gerontologia, Nutrição, Otorrinolaringologia geriátrica, Terapias Alternativas

Dieta – Labirintite

 

Orientação alimentar


Como deve ser o hábito alimentar para os pacientes com labirintite?

Os hábitos alimentares da civilização urbana atual, a tendência de importar modelos de consumo têm levado ao abandono de importantes componentes da dieta, com a presença progressiva das chamada refeições rápidas, ricas em carbohidratos e gorduras. O sedentarísmo agrava a situação. O desjejum é negligenciado, o almoço é rápido (não tem tempo a perder) e o jantar farto e copioso, geralmente na altas horas da noite e logo seguido de sentar-se em frente o televisor ou deitar-se.

 

Algumas recomendações dietéticas são importantes não só para as pessoas com labirintopatia, mas de um forma geral a todos nós.

  1. Procure comer bem pela manhã, menos no almoço e muito menos à noite. Evite jantar muito tarde e logo ir dormir. “Noitadas” freqüentes não faz bem para nínguem.
  2. Durante o dia, procure não ficar mais que três horas sem se alimentar.
  3. Evite o uso de carboidratos de absorção rápida (açúcar refinado, mascavo ou cristal). Dê preferência para adoçantes e dietéticos.
  4. Massas e comidas gordurosas (especialmente carnes e frituras) devem ser limitadas a pequenas quantidades.
  5. Coma frutas e legumes.
  6. Procure comer devagar e mastigar bem os alimentos.
  7. Lembre-se os alimentos são os melhores remédios.
  8. Beba de quatro a seis copos de água por dia.
  9. Evite a ingestão de bebidas alcoólicas.
  10. Procure beber pouco café, no máximo 3 xícaras por dia.

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11 - abr

Lesões de pele pré-cancerígenas – Criocirurgia

Categoria(s): Dermatologia geriátrica

Lesões de pele pré-cancerígenas


Dermatoses no idoso – parte 3

Tratamento de excelência – Criocirurgia

capeleinsituAs lesões pré-cancerígenas da pele, representam o resultado da displasia (células alteradas) dos queratinócitos (células da camada inferior da epiderme ou basal ou de outras camadas), resultando em lesões morfológicas, tipo pápulas ou placas ásperas, conhecidas clinicamente como “queratoses “ Figura A.

Tratamento

 O tratamento de escolha ou padrão ouro, nestes casos ou até em casos de carcinoma espinocelular (CEC) in situ localizado de até 1,0 cm, é a criocirugia ou seja a destruição por aplicação de nitrogênio liquido. O importante é o tempo de congelamento da lesão (60 segundos ou para mais ou para menos) e a experiência do especialista executante.

Observem as imagens da evolução da lesão pós aplicação (que causam um processo inflamatório, até com bolha) e após 10 a 15 dias, há a formação de crosta, que se desprende naturalmente nos banhos e a completa restitutio ad integrum ( a normalidade) da pele.

crioterapia

Modo de ação da terapêutica

A criocirugia age através da introdução de cristais de gelo dentro das células alteradas da pele, causando a apoptose ou morte das mesmas. Melhor dezendo, atua só por ação ou princípio físico ou seja destruição pelo frio (180 graus celsius negativo).

Contra-indicação

Não há nenhuma contra-indicação; não há perigo de reações alérgicas e nem necessidade de anestesia local (apenas leve dor ou incômodo local, perfeitamente suportável). Só nos casos em que se exige a aplicação por 2 minutos, é que faz-se necessário a infiltração de anestésico local.

Imagem A –  Lesão pré-câncer de pele, úlcerada e sangrante na região dorsal do paciente.
Imagem B  –  Após aplicação do nitrogênio líquido, com inflamação e formação de bolha.
Imagem C  – Após 10 dias completa involução da lesão com cura clínica.

Concluindo, a criocirugia é realmente um grande método de eleição para cura das “queratoses”; a realizamos quase diariamente na clínica privada e com excelentes resultados de cura, daí considerarmos tratamento “padrão ouro”.

Referências:

– Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.
– Anais Brasileiros de Dermatologia, vol. 70, nº 6

Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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10 - abr

Lesões de pele pré-cancerígenas

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Dermatologia geriátrica, Gerontologia, Semiologia Médica

Lesões de pele pré-cancerígenas


Dermatoses no idoso – parte 3

Tratamento de excelência  –   criocirurgia

 capeleinsituAs lesões pré-cancerígenas da pele, representam o resultado da displasia (células alteradas) dos queratinócitos (células da camada inferior da epiderme ou basal ou de outras camadas), resultando em lesões morfológicas, tipo pápulas ou placas ásperas, conhecidas clinicamente como “queratoses “.

Estas queratoses são lesões aderentes, secas, bem demarcadas, isoladas ou múltiplas, ocorrendo muito comumente na pele de pessoas idosas e em áreas foto-expostas, como face, antebraços e área do decote ou colo. Muitas vezes, estas lesões se ulceram (tornam-se feridas) e podem até sangrar com facilidade (figura A). Quando não tratadas, podem evoluir para carcinoma espinocelular (CEC) in situ (carcinoma espino celular localizado na epiderme ou seja não invasivo) e em muitos casos podem evoluir para CEC invasivos e agressivos, podendo causar até metástases (lesões à distância).  

    Tratamento >>

 

Referências:

– Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.
– Anais Brasileiros de Dermatologia, vol. 70, nº 6

Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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09 - abr

Iatrogenia – Farmacologia: Depuração dos fármacos

Categoria(s): Bioquímica, Farmacologia e Farmácia, Genética médica

Iatrogenia – Farmacologia: Depuração dos fármacos

 

Gene da Farmacodinâmica

 

prescrevendo

O objetivo final da prática médica é a boa terapia, neste sentido o conhecimento, por parte do médico e profissionais da área da saúde, de todas as etapas que o medicamento passa pelo organismo humano é fundamental, ou seja o processo farmacocinético, que compreende a absorção, a circulação, a chegada aos locais afetados, o metabolismo e a eliminação da droga; e o processo farmacodinâmico ou mecanismo intrínseco de ação da droga. Nos idosos, estes mecanismos têm aspectos peculiares, resultantes do envelhecimento dos diversos orgãos e sistemas, assim como alterações dos sistemas enzimáticos.

Farmacocinética: Fase de eliminação do fármaco

A última etapa farmacocinética é a de eliminação ou excreção da droga inatura ou inativada como produtos do metabolísmo. A grande maioria dos fármacos tem eliminação renal, porém, existem eliminação, pelo trato gastrointestinal, pelos pulmões e pelas secreções da pele (sudorese). O conhecimento da vida média das substâncias, especialmente, com ação no sistema cardiocirculatório é fundamental. Os fármacos com vida médica curta atingem o estado de equilíbrio rapidamente e podem ser mais facilmente interrompidos, ex. diuréticos. Os medicamentos de vida média longa, tem maior possibilidade de acumular no organismo e causar intoxicações, Ex. digital.

Considerando, que o idoso apresenta normalmente uma diminuição da função renal, sempre que vamos utilizar um ou mais medicamentos com eliminação via renal, devemos fazer um estudo do clearence renal. Com isso, podemos prever e quantificar as doses ideais para cada paciente. Esta prática contribuirá para a diminuição dos graves riscos da iatrogenia, reponsável pela 3 causa de óbito nos EUA.

Depuração hepática – Papel da MRP2

ABCC2O gene ABCC2* fornece instruções para fazer uma proteína chamada proteína de resistência a múltiplas drogas 2 (MRP2). MRP2 transporta uma variedade de substâncias para fora das células. Por exemplo, certas drogas MRP2 limpa de órgãos e tecidos, desempenhando um papel no metabolismo de drogas. Metabolismo de fármacos envolve a quebra de drogas em componentes químicos diferentes, permitindo as drogas para ter os efeitos pretendidos e, eventualmente, ser eliminados do corpo. Assim, esta proteína atua como uma bomba para o transporte de substâncias para fora do fígado, rins, intestino, placenta.

As mutações do gene ABCC2 podem produzir a uma versão do MRP2 que não pode bombear eficazmente substâncias para fora das células, causando intoxicações. Existem mais de 30 mutações do gene ABCC2 estudadas  e estudos citogenéticos determinaram estes gene no cromosso 10. Localização: 10q24 – Pares de base 101,542,462 to 101,611,661

MRP2 transporta uma variedade de substâncias para fora das células, limpa de órgãos e tecidos, desempenhando um papel no metabolismo de drogas. Metabolismo de fármacos envolve a quebra de drogas em componentes químicos diferentes, permitindo as drogas para ter os efeitos pretendidos e, eventualmente, ser eliminados do corpo.

* O gene ABCC2 fornece instruções para a produção de uma proteína denominada proteína de resistência a múltiplas drogas 2 (MRP2). Esta proteína é uma de uma família de proteínas de resistência a múltiplas drogas envolvidas no transporte de substâncias para fora das células. MRP2 é encontrado principalmente no fígado, com quantidades menores nos rins, intestino, e placenta.

Referências:

Rau, T., et al. – High-dose methotrexate in pediatric acute lymphoblastic leukemia: impact of ABCC2 polymorphisms on plasma concentrations. Clin Pharmacol Ther, 2006. 80(5): p. 468-76.

Allevato M – O tratamento de Polimedicados. XXIV Congresso Brasileiro de Psiquiatria- Out 2006. Curitiba, PR.

Beers MH – Explicit criteria for determining potentially inappropriate medication use by the elderly. Arch intern Med 157:1531-1536,1997.

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08 - abr

Pele amarelada – Icterícia: Síndrome de Rotor

Categoria(s): Doença de causa desconhecida, Gastroenterologia, Genética médica

Pele amarelada – Icterícia: Síndrome de Rotor

 

Hiperbilirrubinemias Indiretas hereditárias

A síndrome de Rotor (RT) é uma doença hereditária muito rara do fígado caracterizada por hiperbilirrubinemia, com os testes hematológicos (incluindo as quantificações das atividades das enzimas hepáticas) e a histologia hepática estão normais. O paciente apresenta icterícia leve, com síntomas vagos e inconstante como dores abdominais, mal-estar geral  e febre.

 

A síndrome de Rotor (RT) é uma doença hereditária habitualmente diagnosticada em crianças e adolescentes, sendo observada icterícia ligeira desde o nascimento. Os principais sintomas consistem em icterícia ligeira a moderada recorrente sem prurido. Podem ocorrer ataques de dor abdominal e febre baixa, mas são raros. A bilirrubina sérica total (principalmente na forma conjugada: 50-80%) está elevada, normalmente entre 2 e 5 mg/dl. Os testes hematológicos (incluindo as quantificações das atividades das enzimas hepáticas) e a histologia hepática estão normais.

Contudo, as concentrações absolutas e relativas da coproporfirina I urinária estão elevadas. A hemólise não é uma característica da síndrome; contudo, foi descrita a co-hereditariedade de patologias hemolíticas, como a deficiência da G-6-PD e beta thalassemia .

Diagnóstico

A RT deve ser considerada em todos os doentes que exibem predominantemente hiperbilirrubinemia conjugada sem alteração concominante nas atividades das enzimas hepáticas (i.e. aminotransferases, fosfatase alcalina e gama-glutamil transpeptidase) e na ausência de qualquer condição séptica, anomalia ecográfica do fígado ou uso de medicamento hepatotóxico.

O principal diagnóstico diferencial é com a síndrome de Dubin-Johnson, que  podem ser distinguidas com base nas quantificações da excreção urinária de coproporfirina (os níveis de excreção de coproporfirina total são normais na DJS) e histologia hepática (a pigmentação preta-acastanhada no hepatócito é específica de DJS).

Tratamento

Como a Síndrome de Rotor é uma patologia que não traz consequencias, não é recomendado nenhum tratamento específico. Os indivíduos afetados são aconselhados a evitar álcool e medicamentos hepatotóxicos.

Prognóstico

O prognóstico para os doentes com RT é favorável, salientando a necessidade de um diagnóstico correto para evitar procedimentos de diagnóstico, tratamento e seguimento desnecessários. A não ser que exista uma patologia hepática concominante, não é observada progressão para insuficiência hepática, cirrose ou fibrose hepática.

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