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19 - abr
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Câncer: Radioterapia – Indicações da braquiterapia |
Categoria(s): Avanços da Medicina, Câncer - Oncogeriatria, Gastroenterologia, Ginecologia geriátrica, Urologia geriátrica |
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Radioterapia
Indicações da braquiterapia
Braquiterapia
A braquiterapia envolve a colocação de fontes radioativas no tumor ou intra-cavitária, como útero, esôfago ou intersticial (dentro do próprio tumor) no caso do carcinoma de próstata.
Características radioativas
Nas braquiterapias são utilizadas fontes radioativas emissores de radiação gama de baixa e média energia, encapsuladas em aço inox ou em platina, com atividade da ordem de dezenas de Curies. Os isótopos mais utilizados são Iridium-192, Césio-137, Radio-226. As fontes são colocadas próximas aos tumores, por meio de aplicadores, durante cada sessão de tratamento. Sua vantagem é afetar mais fortemente o tumor, devido à proximidade da fonte radioativa, e danificar menos os tecidos e órgãos próximos.
Cuidados na aplicação
Devem ser manipuladas por técnicos bem treinados e oferecem menor risco que a Bomba de Cobalto-60. Os pacientes não podem se deslocar da clínica, portando estas fontes, pois podem causar acidentes em outras pessoas. Assim, a manipulação e a guarda destas fontes devem ser seguras e cuidadosas. Durante a aplicação, a fonte emite radiação de dentro do paciente e, assim, o operador e outras pessoas não devem permanecer por muito tempo, próximas. Após a retirada da fonte, nada fica radioativo.
Braquiterapia Intracavitária
A braquiterapia intracavitária é a colocação de fontes radioativas em cavidades naturais do corpo como útero, vagina, cavidade nasal, rinofaringe, através de aplicadores especiais. Esse porcedimento é feito ambutarorialmente, usando alta taxa de radiação (Iridium-192), aplicada em minutos, não necessitando do paciente ficar internado. Esse tipo de tratamento é indicado para tumores endobronquiais recorrentes, tumores do duto biliar e câncer do esôfago.
Braquiterapia por implantes permanentes
Essa braquiterapia é a inserção de fontes radioativas diretamente dentro dos tecidos tumorais. Esta técnica é muito utilizada nos tumores da próstata (figura), com o uso de sementes radioativas de Iodo-125, Paladio-103. Também pode ser utilizada em associação com a radioterapia externa nos tumores não operáveis.
Efeitos colaterais
Os efeitos colaterais associados a braquiterapia incluem contusões no local da aplicação, inchaço, sangramento, corrimento ou desconforto na região implantada. Estes geralmente desaparecem dentro de poucos dias após a conclusão do tratamento. Os pacientes também podem se sentir cansado após o tratamento.
Tratamento de braquiterapia de colo do útero ou câncer de próstata pode causar sintomas urinários agudos e transitórios, tais como retenção urinária, incontinência urinária ou dor ao urinar (disúria). Também podem ocorrer aumento de freqüência de evacuações, diarréia, constipação ou pequeno sangramento retal.
A maioria dos efeitos secundários a braquiterapia pode ser tratada com medicamentos ou através de mudanças na dieta, e geralmente desaparecem com o tempo (normalmente uma questão de semanas).
Referência:
Ministério da Ciência e Tecnologia. CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), CNEN NN -3.01. Diretrizes básicas de proteção radiológica, Brasilia; 2005.
Tags: Braquiterapia, Braquiterapia Intracavitária, Braquiterapia por implantes permanentes, Carcinoma de próstata, Câncer de próstata, Câncer do colo do útero, Radioterapia, Saúde do Homem
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