Arquivo de Saúde Geriátrica

31
Dez

 Íon Cobalto - Papel no organismo humano

Categoria(s): Bioquímica, Saúde Geriátrica

Ortomolecular

O cobalto é um mineral que faz parte da vitamina. B12 (cianocobalamina). É
essencial para a função normal de todas as células, particularmente das células da medula óssea, sistemas nervoso e gastrointestinal.

Fontes naturais - Carne, rins, fígado, leite, ostras e mexilhões, ovos, queijos.

Doenças causadas por carência de cobalto - Anemia e retardo no crescimento.

Doenças causadas pela toxicidade - O cobalto em excesso pode causar disfunção da glândula tireóide, dermatites, cardiomiopatia, hepatoxicidade, nefrotoxicidade e policitemia.

Terapia
- Indicação, apresentação e dosagem:

O cobalto é pouco usado sob a forma de suplemento alimentar.

Não foi estabelecida dose diária necessária, mas é conveniente uma quantidade mínima em sua dieta (não mais que 8mg).

Orientações higieno-dietéticas - alimentação vegetariana carece deste mineral

Veja Também:
Linfedema - Drenagem Linfática
Minerais nutritivos
O cromo no organismo humano
O estresse e o envelhecimento
Poemas da Eneida - Limites
Vitaminas - O que são?

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28
Dez

 Vertigem - 200 dúvidas a respeito: Parte 5

Categoria(s): Fisioterapia, Otogeriatria, Saúde Geriátrica

Esclarecimentos

81. Qual a composição anatômica do sistema vestibular?

A base da otoneurologia é constituída pelo oitavo nervo craniano (vestibulococlear). Em vista disso, os otologistas e os otoneurologistas devem se ocupar no estudo do órgão receptor periférico (labirinto), do nervo condutor, das conexões e centros de projeção cortical, como ilustra a figura acima.

O topodiagnóstico de processos que acometem as vias vestibulares centrais é difícil. A existência de quatro núcleos vestibulares bulbo protuberanciais primários e de intrincada conexões desses núcleos com o cerebelo, com a medula espinhal, com os núcleos dos nervos motores oculares, com agupamentos celulares da substância reticular e com núcleos secundários do mesodiencéfalo, colículos inferiores e corpo geniculados mediais, explicam as dificuldades diagnósicas das síndromes vestibulares centrais.

Devemos lembrar que ambos os territórios (periférico=labirinto e central = núcleos vestibulares e suas conexões) dependem de um sistema arterial comum, a artéria vertebral, assim, sua obstrução pode causar vertigem por isquemia do labirinto, artéria auditiva interna, como por lesão dos núcleos vestibulares, artéria cerebelosa posterior e inferior.

Sistema vestibular

82. O labirinto é a estrutura responsável pelo controle do equilíbrio?

Em parte. Quem controla todas as informações que chegam de todos os receptores situados no sistema visual, no sistema proprioceptivo e no próprio labirinto são os núcleos vestibulares (veja figura). Devemos recordar que o sistema proprioceptivo é composto pelos exterorreceptores (situados na pele e que dão consciência da posição do corpo no espaço) e os enterorreceptores (situados profundamente nos tendões, articulações e músculos, que nos informam a posição em que se encontram as diversas partes do corpo).

83. Se temos dois sistemas vestibulares, um em cada ouvido, por que sentimos tonturas?

Em verdade existem dois sistemas vestibulares, o da orelha direito e o da esquerda. Estes dois sistemas devem enviar ao sistema nervoso central dados compatíveis uns com os outros. Quando um lado é afetado, ocorre uma diferença de tônus entre os dois lados do sistema e surge a vertigem.

Sem as lesões ocorrem iguais em ambos os lados, não haverá diferença de tônus, a pessoa tem instabilidade, ou sensação de não pisar firme no chão, como se estivesse andando sobre espuma, mas não sente vertigens.

84. Por que em alguns tipos de vertigens a pessoa melhora, quase que expontâneamente, em outras não?

O sistema nervoso central é capaz de adapta-se, gradativamente, fazendo uma perfeita compensação da diferença de tônus entre os dois sistemas labirínticos, deixando o paciente sem sintomas. Porém, para isso correr é preciso que a diferença de tônus entre os dois lados seja sempre a mesma, pois, caso exista flutuações, a compensação é impossível e o paciente apresenta episódios vertiginosos nos momentos em que a diferença se manifesta mais intensamente.

85. Como funciona os nervos vestibulares?

Existem dois nervos vestibulares, em cada sistema vestibular, que correm junto com nervo coclear formando o nervos vestibulo-coclear (VIII par craniano). O nervo vestibular superior recebe os estímulos dos canais semicirculares lateral e superior, e do sáculo. Já, o nervo vestibular inferior recebe os estímulos do canal semicircular posterior e útriculo. Os dois nervos vestibulares enviam as informações para os núcleos ventral e dorsal localizados no tronco cerebral. Veja a figura.

86. Que tipos de doenças podem afetar estes nervos?

Estes nervos podem ser afetados por processos infecciosos (neurites), tóxicos, degenerativos e neoplásicos (neurinomas).

87. O que é o Schwanoma vestibular?

O schwanoma vestibular é um tumor benigno que origina-se primariamente das células de revestimento do nervo vestibular e representa de 6 a 8 % dos tumores intracranianos. O schwanoma vestibular cresce no ponto onde a bainha glial central do nervo encontra a bainha periférica, células de Schwann, transição esta que, geralmente, situa-se dentro do canal auditivo interno.

Os sintomas do schwanoma são desequilíbrio e vertigem. Mesmo que o nervo vestibular seja totalmente destruído, o tronco cerebral e o aparelho vestibular contralateral compensam a perda e os sintomas diminuem.

88. Por que algumas pessoas que fizeram a cirurgia de redução de estômago para obesidade mórbida apresentam crises de vertigem?

A causa mais comum parece ser a hipoglicemia reativa, provocada por hiperinsulinemia e má absorção intestinal de açúcar. Nesses casos, o diagnóstico é de labirintopatia metabólica e o tratamento é orientação dietética. Podemos confirmar a suspeita diagnostica com a dosagem da insulina sangüínea.

89. As doenças da tireóide podem causar vertigens?

Sim, tanto o hipertireoidísmo (aumento do funcionamento da tireoide) como o hipotireoidísmo (diminuição do funcionamento da tireoide) podem apresentar labirintopatia metabólica. O hormônio da tireóide regula a nossa taxa de metabolísmo, aumentando e diminuindo o fluxo sangüíneo para todo o organismo, atuando no sistema adrenérgico. Nesse casos o tratamento da tireóide contra as crises vertiginosas. Não devem ser empregadas substâncias vasoativas, que costumam agravar o distúrbio hormonal.

90. O que é a reabilitação vestibular?

A reabilitação vestibular (RV) é uma terapia utilizada no combate aos sintomas e sinais clínicos relacionados às disfunções vestibulares. A RV inclui exercícios específicos de olhos, cabeça e/ou corpo que estimulam a compensação vestibular e manobras físicas realizadas por especialista ou próprio paciente. Os especialistas, geralmente, são fisioterapêutas com formação nos exercícios de RV.

91. Como age no organismo a RV?

A RV visa atingir a compensação vestibular pela estimulação fisiológica da neuroplasticidade (adaptações do sistema nervoso central) relacionada ao sistema vestibular. Os principais fenômenos dessa adaptação são: a) adaptação vestibular - ajuste das informações sensoriais relacionadas ao equilíbrio corporal às novas condições de funcionamento do vestibular; b) substituição vestibular - reposição da função vestibular diminuida ou ausente por outra informação sensorial (visual ou somastossensorial); c) habituação vestibular - diminuição ou abolição dos sintomas e/ou sinais vestibulares, mediada por exposição repetitiva aos estímulos sensoriais.

92. Quais as vestibulopatias que se beneficiam com a RV?

Praticamente todas as vestibulopatias se beneficiam com a RV, especialmente as que cursam com inseguraça física, medo, falta de confiança no equilíbrio corporal. As principais indicações de RV são: vestibulopatias não compensadas, vertigem posturais, hipofunção labiríntica, cinetose e mal do desembarque (viajem de navios), oscilopsia, vestibulopatias em idosos.

93. Como se indica um tipo de RV para o paciente?

Existem inúmeros exercícios e protocolos de RV, porém devem ser feito por especialistas treinados e experiente em reabilitação dos distúrbios do equilíbrio corporal e baseada sempre no diagnóstico otoneurológico e nas particularidades de cada paciente.

94. O que é o protocolo de Cawthorne & Cooksey?

O uso de exercícios para o tratamento de indivíduos com doenças vestibulares começou na década de 1940 quando Cawthorne (Otorrinolaringologista) e Cooksey (Fisioterapeuta) introduziram exercícios físicos no tratamento de pacientes com doença de Ménière que haviam sido operados, tendo observado uma aceleração na recuperação destes pacientes.

Exercícios vestibulares de Cawthorne e Cooksey implementam subsídios para que novos rearranjos das informações sensoriais periféricas aconteçam, permitindo-se que novos padrões de estimulação vestibular necessários em novas experiências, passem a serem a ser realizados de forma automática. Este treino do equilíbrio promove melhoras nas reações de equilíbrio com conseqüente diminuição na possibilidade de quedas.

Veja mais a respeito

95. Os medicamentos ajudam ou atrapalham a RV?

Alguns medicamentos têm ação inibitória sobre o sistema vestibular, podendo retardar o processo fisiológico de compensação vestibular. Outros, como a betaistina, não prejudicam.

Alguns pacientes necessitam de medicamentos que melhorem os sintomas, aliviem as condições emocionais e físicas para poderem fazer o programa de RV.

96. A RV pode ser feita em casa?

Pode. Mas, os exercícios de RV, quando realizados sob supervisão, com retornos e avaliações periódicas, proporcionam resultados melhores quando comparados aos exercícios que são feitos em casa sem a presença de um especialista.

97. Qual a seqüencia de possíveis tratamento indicados para Doença de Ménière?

A escala hierárquica das alternativas terapêuticas mais utilizadas é: 1. Mudança de hábitos; 2. Orientações dietéticas; 3. Seguimento clínico; 4. Tratamento medicamentoso; 5. Tratamento etiológico; 6. Pulsos de pressão positiva; 7. labirintectomia química (gentamicina); 8. Descompressão do saco endolinfático; 9. Neurectomia vestibular; 10. Labirintectomia.

98. Quando está indicado o tratamento cirúrgico?

As cirurgias para o controle da vertigem só devem ser indicadas quando persistirem as crises de vertigens de forma incapacitantes, após exaustivas tentativas de controle clínico bem direcionado. As labirintopatias de origem periféricas unilaterais são as principais causas de indicação e cujos resultados são melhores.

99. Como podemos ter idéia do labirinto lesado?

A perda da audição, zumbido, plenitude aural (sensação de ouvido tapado) e/ou a presença de nistagmo característico de lesão periférica auxiliam na identificação do lado acometido.

100. Como é feita a terapia química com gentamicina?

A terapia química com a gentamicina (antibiótico) visa lesar as células ciliadas vestibulares (equilíbrio), sem afetar as células ciliadas colcleares (auditivas). Visa, também desativas as células negras vestibulares responsáveis pela produção da endolinfa na área vestibular da orelha interna, para reduzir a hidropsia endolinfática que existe na doença de Mélière.

Esta terapia, também chamada de labirintectomia química, desconecta o sistema labirintico do lado lesado, como se fosse um corte cirúrgico. preserva a audição, e é feito com injeções transtimpânicas diárias de gentamicina tamponada, até o máximo de seis aplicações.

Na próxima semana (04/01/2008) a sexta parte.

Semanalmente, serão apresentadas 20 dúvidas, até completar 10 semanas com 200 dúvidas e respostas.

Referências:

No final da série das 200 dúvidas.

Veja Também:
Estudo de caso - Vertigem postural fóbica
Estudo de caso - Vertigens posturais
Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)
Vertigem - Síndrome de Ménière
Vertigem - Tonturas - Labirintopatia
Vertigem - 200 dúvidas a respeito: Parte 2

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26
Dez

 Flavanóides - quercetina

Categoria(s): Bioquímica, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Colaborador : Dr Luiz Antonio Schaffhausser *

* Médico geriatra

molécula quercetinaOs flavonóides são compostos polifenóicos que apresentam estrutura química de
15 átomos de carbono, ou seja, 2 anéis de benzeno (anéis A e B) ligados por um grupo
pirano (anel C), cuja representação da fórmula é C6-C3-C6. A estrutura química dos flavonóides favorece sua ação antioxidante. Os hidrogênios dos grupos hidroxilas adjacentes (orto-difenóis), localizados em várias posições dos anéis A,B e C, as duplas ligações dos anéis benzênicos e a dupla ligação dafunção oxo (-C=O) de algumas moléculas de flavonóides fornecem a esses compostos,alta atividade antioxidante.

Os flavonóides do vinho foram divididos em três grupos: flavonóis, flavanóis ou flavan-3-óis, e antocianinas.

Flavonóis: na classe dos flavonóis pode-se encontrar a quercetina, o campferol e a miricetina, todos originários da uva.

Flavanóis: Pertencem ao grupo dos flavanóis a catequina a epigalocatequina, as procianidinas e os polímeros de taninos. Esses compostos são encontrados em maior quantidade nas sementes e no engaço da uva.

• Antocianinas:
O grupo das antocianinas foi dividido em seis classes de compostos, responsáveis pelas diferentes pigmentações: vermelho (cianidina), vermelho escuro (peonidina), azul (delfinidina), púrpura (malvidina) e vermelho escuro (petunidina).

A quercetina é o flavonóide do vinho que apresenta a maior atividade antioxidante.

NÃO-FLAVONÓIDES (Ácidos Fenólicos)

QuercetinaNa classe dos ácidos fenólicos estão os derivados dos ácidos hidroxidocinâmicos e hidroxibenzóico. Os ácidos fenólicos encontram-se distribuídos na casca e na polpa da uva.
Os ácidos derivados do ácido benzóico sofrem substituições nas posições meta e para dando origem, por exemplo, ao ácido gálico. Alguns vinhos que sofrem envelhecimento em barril apresentam altos níveis de ácido gálico. A atividade
antioxidante dos não flavonóides está relacionada com a posição dos grupos hidroxilas e também com a proximidade do grupo -CO2H com o grupo fenil. Em geral, a atividadeantioxidante dos derivados dos ácidos hidrocinâmicos é maior do que a dos ácidoshidrobenzóicos. Deve-se destacar que o ácido gálico apresenta atividade antioxidantemaior do que a catequina (flavonóide), que conta com cinco grupos hidroxilas em sua estrutura.

Referências:

Bianchi MLP e Antunes, LMG. Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta. Rev. Nutr., maio/ago. 1999, vol.12,no.2, p.123-130.

Da Luz, PL. e Coimbra, SR. Alcohol and atherosclerosis. An. Acad. Bras. Ciênc., mar. 2001, vol.73, no.1, p.51-55.

Ferreira, A.L.A. e Matsubara, L.S. - Radicais livres: conceitos, doenças relacionadas, sistema de defesa e estresse oxidativo. Rev. Assoc. Med. Bras., jan./mar. 1997, vol.43, no.1, p.61-68.

Lima, VLAG, Melo, EA, Maciel, MIS et al. - Fenólicos totais e atividade antioxidante do extrato aquoso de broto de feijão-mungo (Vigna radiata L.). Rev. Nutr., jan./mar. 2004, vol.17, no.1, p.53-57. ISSN 1415-5273.

Mamede, MEOP, Gláucia M. Compostos Fenólicos do Vinho: Estrutura e Ação Antioxidante.B.CEPPA, Curitiba, v.22, n.2, p.233-252,jul./dez.2004.

Veja Também:
Vertigem - 200 dúvidas a respeito - Parte 7

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21
Dez

 Vertigem - 200 dúvidas a respeito: Parte 4

Categoria(s): Fisioterapia, Otogeriatria, Saúde Geriátrica

Esclarecimentos

61. O que é a Vertigem Posicional Benigna (VPPB)?

A VPPB é uma vertigem à mudança de posição da cabeça, ao levantar-se ou olhar para cima. Os sintomas aparecem dias, meses ou anos depois em quadro clínico como doença de Ménière e outras formas de hidropsia endolinfática, equivalentes de migrânea, neurite vestibular ou insuficiência vértebro-basilar.

A VPPB está relacionada com a disfunção ovariana, hiperlipidemia, hipoglicemia, hiperglicemia, hiperinsulinismo, distúrbios vasculares, trauma craniano, pós cirurgia otológica, etc.

O substrato fisiopatológico é a presença de acúmulos de pedaços de estatolitos (cálculos) utriculares na corrente endolinfática de um ou mais ductos semicirculares (ductolitíase), ou sobre a cúpula da crista ampular de um ou mais dos ductos (cupulolitíase).

Ver mais

ouvido

62. O que é o sistema vestíbulo-coclear?

O sistema vestibulo-coclear é o sistema composto pelos canais semi-circulares (responsável pelo equilíbrio) e coclear (responsável pela audição). Este sistema está envolto por uma membrana (veja estrutura em destaque amarelo na figura), com líquido em seu interior banhando estas estruturas, externamente (perilinfa) e internamente (endolínfa).

63. Como este sistema linfático regula o equilíbrio?

A redução da pressão perilinfática, decorrente de fístulas perilinfáticas, ou o aumento da pressão na endolínfa, como na doença de Ménière, podem gerar tonturas. Por tanto, a pressão da perilinfa e da endolinfa devem permanecer um níveis semelhantes, para que não ocorra distúrbios de equilíbrio.

64. Por que uma pessoa que faça um grande esforço físico, pode ficar com tonturas e problemas de audição por algum tempo?

O esforço físico demasiado, a tensão interna (via explosiva), ou os mergulhos submarinos, a hiperventilação anestésica (via implosiva) podem ocasionar a fístula perilinfática, causando graus variados de perda auditiva e vertigens.

65. O espaço perilinfático pode ficar hipertenso?

Quando existe um defeito no medíolo, ou o aqueduto coclear é excessivamente amplo, pode ocorrer um aumento da pressão da perilinfa, provocando a chamada Síndrome de Hipertensão Perilinfática.

Veja na figura a relação entre o osso estribo (os três ossos que conduzem o son são; martelo, bigorna e estribo) e saco perilinfático pela chamada janela oval. O son que ouvimos é aplificado pelo conjunto desses três ossículo, transmitido ao sistema de endolinfa através da janela oval, que conduzirá até a cóclea, ao nervo auditivo até o cérebro.

O quadro clínico da Síndrome de Hipertensão Perilinfática é de surdez. raramente distúrbios vestibulares.

66. A vertigem pode levar a perda da audição?

Não, a audição pode ser normal. Há pessoas que sentem-se incomodadas com sons altos. Algumas pessoas sentem pressão nos ouvidos, distorção auditiva, diplacusia (sensação de ouvir o mesmo som com diferentes sensações nos dois ouvidos). A perda auditiva durante a crise labiríntica deve ser estudada.

67. O zumbido faz parte da labirintite?

Os zumbidos podem estar presentes. É muito significativa o zumbido ou a alteração da perda auditiva durante a crise de vertigem.

68. O que é o teste do equilíbrio ou teste de Romberg?

O teste de Romberg é feito com a pessoa em pé, de pés juntos, com os olhos fechados, durante um minuto. Em caso de lesão vestibular recente, não compensada, o corpo se inclina, com tendência a queda para o lado do labirinto lesado.

69. Como avaliar a marcha da pessoa com distúrbio do labirinto?

A marcha é testada, inicialmente com a pessoa com os olhos abertos, depois com os olhos fechados. O médico acompanha o paciente de perto, pois pode ocorrer queda durante o teste. O paciente que tem distúrbio do labirinto anda com os pés afastados, abre a base de sustentação do corpo.

70. O que é a Doença de Ménière?

A doença foi descrita por Ménière, em 1861, por tanto, a mais de 140 anos, e representa 20% das doenças que afetam o sistema vestibular. A pessoa apresenta crises vertiginosas freqüentes, perda auditiva e zumbidos. Os sintomas agravam-se com a progressão da doença, sendo que as vertigens podem tornar-se incapacitantes e a perda auditiva pode tornar-se intensa. Veja mais.

71. A doença pode acometer os dois ouvidos?

A doença atinge os dois ouvidos em 50% dos casos, mas pode permanecer unilateral durante anos.

72. Por que ocorre a doença de Ménière?

O substrato fisiopatológico da doença de Ménière é a hipertensão da endolinfa, líquido que irriga as estruturas sensoriais auditivas e vestibulares do labirinto (desenho de cor amarela na figura). A hipertensão endolinfática pode ser ocasionada pela deficiência de reabsorção da endolinfa no saco endolinfático, pelo excesso de sua produção ou por ambos os mecanismos.

73. O uso de diurético pode diminuir o volume de líquido do saco endolinfático?

Não, já tentou-se “esvaziar” o espaço endolinfático utilizando-se diuréticos e recomendando dietas com restrição de líquidos e sal. Mas, na verdade, o volume da endolinfa, assim como da perilinfa, são sofre a menor influência, pelo contrário, pode intoxicar a área metabólica da orelha interna, agravando a audição do paciente.

74. Quais as causas que podem provocar a doença de Ménière?

A causa da doença de Ménière pode ser reconhecida em mais da metade dos casos e nesses o melhor tratamento é o da causa básica. As possíveis etiologias: diabetes, hipoadrenalismo, hipopituitarismo, hipotireoidismo, deficiências nutricionais, alergia por inalantes ou alimentos, doenças auto-imunes, viroses, lues, trauma craniano, cervical, acústico, barométrico ou cirúrgico, distúrbios cardiovasculares, osteodistrofias da cápsula ótica, estreitamento de meato acústico interno, senilidade labiríntica, distonias neurovegetativas ou distúrbios psicossomáticos.

75. A diabetes pode causar a Doença de Ménière?

Sim, doença de Ménière é decorrente da hipertensão da endolinfa, líquido que irriga as estruturas sensoriais auditivas e vestibulares do labirinto existem inúmeros fatores desencadeantes e agravantes, como o diabetes, sífilis, doenças reumáticas, doenças da tireoide, cardiopatias e medicamentos. No caso da diabetes, as crise de hiper e hipoglicemia são os fatores causadores das crises.

76. O que é o tremor do globo dos olhos na crise de labirintite?

O movimento ritmado dos olho, tanto lateralmente, como verticalmente, chama-se nistagmo e é a parte mais importante do exame do sistema vestibular.

77. Por que ocorre o nistagmo?

O nistagmo pode ocorrer no plano horizontal, que é o mais comum, ou vertical, ou oblíquo, ou ser rotatório, dependendo do canal semicircular do labirinto ou via vestibular afetada. Veja a figura.

78. Quais os medicamentos que podem ser utilizados nas vertigens?

Muitos tipos de medicamentos podem ser utilizados nas vertigens, mas não podemos esquecer que eles são apenas parte do tratamento. Mudanças no estilo de vida, hábitos alimentares, exercícios fisioterápicos específicos, apoio psicoterápico complementam o tratamento individualizado para cada caso.

Anticolinérgicos - escoplamina uso nos enjôos de transporte (via transdérmica)

Anticonvulsivantes - hidantoína e clonazepam - usado nas vertigens não vasculares

Antidopaminérgicos - clorpromazina, trifluoperazina, metaclopramida e domperidona - antieméicos usados nas fases agudas das afecções labirinticas

Anti-histamínicos - buclizina, ciclizina - usados na prevenção das cinetoses (vertigem de movimento)

Antagonistas de cálcio - cinarizina, flunarizina, benciclan e nimodipina - vertigem de origem vascular.

Outros medicamentos - substâncias vasoativas - diidroergocristina, nicergolina, papaverina, betaistina, ginkgo biloba, pentoxifilina.

79. O que é neuronite vestibular?

A neuronite vestibular são crises vertiginosas recidivantes (repetitivas), semelhante à doença de Ménière, mas sem os sintomas auditivos (surdez e zumbido). O exame otoneurológico, mostra hiporreflexia vestibular, uni ou bilateral, decorrente de atrofias de células receptoras labiríticas e/ou fibras nervosas. A causa pode ser tóxica, infecciosa, viral. ou desconhecida. O tratamento é sintomático até ocorrer a compensação labiríntica, ou seja um sistema labiríntico de um lado compensa o lado lesado.

80. O que nos informa o exame vestibular?

O exame vestibular nos informa: a) se existe uma doença no sistema vestibular; b) se o problema é central (cérebro) ou periférico (labirinto no ouvido) e c) se o problema é somente de um lado ou de ambos.

Na próxima semana (28/12/2007) a quinta parte.

Semanalmente, serão apresentadas 20 dúvidas, até completar 10 semanas com 200 dúvidas e respostas.

Referências:

No final da série das 200 dúvidas.

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19
Dez

 Melissa - Melissa officinalis

Categoria(s): Bioquímica, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Melissa officinalis

É interessante notarmos quantas labiatas trazem o epíteto “officinal”, pois há séculos são conhecidas pelos médicos e pelos farmacêuticos.

Melissa officinalisA Melissa é uma planta herbácea vivaz, com aspecto agradável. A parte mais representativa desta planta se acha no sistema de folhas. Em lugar de folhas muito estreitas, típicas das labiatas que possuem aroma e sabor apimentado, nós notamos nesta planta folhas largas, bem formadas e dispostas como que em andares, um par em cima do outro, sem modificação notável entre as folhas que estão em baixo e as de cima.

Ao perfume queimante se adiciona um odor de limão que é refrescante. A melissa é algumas vezes denominada “citronella”. Nas intersecções dos nós superiores nascem os falsos verticilos formados por algumas flores brancas, ricas em néctar.

A melissa é muito útil para as abelhas, daí o nome grego melissa. Como podemos deduzir de seu aspecto geral, esta planta tem preferência pelo calor moderado, por uma umidade branda, crescendo em locais onde existe um pouco de sombra.

Aquecedora, refrescante, mas sobretudo vivificante, a melissa age menos no metabolismo do que nos processos rítmicos, pois sua natureza é tipicamente foliar.

Ela possui também um efeito meio tônico, meio lenitivo, anti-espasmódico e combate as fermentações no trato digestivo: ela age contra as náuseas e o desejo de vomitar. Além disso, ela estende sua ação mais a fundo no sistema rítmico: ela atua nas palpitações do coração, neuroses cardíacas, e na angina de peito. Pertence à sua atividade o tratamento da insônia, da histeria, da melancolia e da tendência às síncopes que freqüentemente acompanham tais doenças.

A célebre “água das carmelitas”, contém em sua composição um destilado de melissa.

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