Arquivo de Saúde Geriátrica

11
Mai

 Carnitina

Categoria(s): Bioquímica, Nutrição, Saúde Geriátrica

Ortomolecular

CARNITINA

A carnitina é um dipeptídeo, formado por dois aminoácidos a metionina e a lisina, essencial e importante para a oxidação de ácidos graxos. Também facilita o metabolismo aeróbico de carboidratos aumenta a velocidade da fosforilação oxidativa e promove a excreção de alguns ácidos orgânicos, pois sendo aceptor de grupamentos acil (vindos da acilCoA) aumenta a disponibilidade de CoA e conseqüentemente promove o fluxo de substratos através do ciclo do ácido tricarboxílico.

A carnitina forma complexo com ácidos graxos–cil-carnitido, permitindo a sua entrada na mitocôndria e conseqüente metabolização, sendo, portanto, uma substância coadjuvante no tratamento da obesidade.

Normalmente a carnitina é sintetizada no fígado, cérebro e rins em quantidades suficientes par suprir as necessidades nutricionais do ser humano.
Propriedades funcionais

Arteriosclerose, fraqueza muscular, obesidade, alcoolismo, infertilidade masculina (aumenta a mobilidade dos espermatozóides), baixa colesterol total e aumenta HDL, e diminui o triglicerideo sangüíneo.

*No hipotireoidísmo o uso de carnitina aumenta a massa muscular.

Dosagem: 500 a 1000 mg de 2 a 3 vezes/dia.

Fontes naturais de carnitina

Carnes vermelhas, ovos, laticíneos

Toxicidade

Não existem relatos sobre intoxicações com megadose de carnitina. Nas dosagens terapêuticas tem sido comentado aparecimento de distúrbios gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarréias e cólicas abdominais.

Referência:

1.Décombaz JE, Reffet B, Bloemhard T – Effects of L-carnitine and stimulated lipolysis on muscles substrates in the exercising rat. Experientia, 46:457-458,1990.

2.  Brady LJ, Knoeber CM, Hoppel CL – Pharmacologic action of L-carnitine on hypertriglyceridemia in obese Zucker rats. Metabolism 35(6):555-562,1986.

3.Simura S, Hasegawa T – Changes of lipid concentrations in liver and serum by administration of carnitine added diets in rats. J. Vet. Med . Sci 55(5): 845-847,1993.

4.Siliprandi N, Di Lisa F, Pieralisi G et al – Metabolic changes induced by macimal exercise in human subjects following L-carnitine administration. Biochimica et Biophysica Acta. 1034:17-21,1990.

Tags: , , ,

Veja Também:
Uso da creatina, L-carnitina e aminoácidos de cadeia ramificada nos idosos
Doença Pulmonar e a perda da força muscular
Síndrome da fadiga crônica
Vitaminas e sais minerais - Toxicidade
Obesidade - Tratamento ortomolecular
Estudo de caso - Cetoacidose diabética: Corpos cetônicos

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



09
Mai

 Hipericina - Hypericum perforatum

Categoria(s): Plantas medicinais, Psicogeriatria, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Hypericum perforatum

hypericum perforatum

O Hypericum perforatum, pertencente à família das Híperícaceae, é uma espécie nativa da Europa, Ásia e África, aclimatada nos Estados Unidos.

O gênero Hypericum conta aproximadamente com 370 espécies anuais, arbustivas e semi-arbustivas perenes e semi-perenes, encontradas principalmente nas regiões temperadas. Uma grande variedade de grupos provê muitas plantas finas de jardinagem para a maioria das aplicações. Hypericum pode derivar do grego hyper, “acima”, e eikon, “pintura”. de vez que as flores eram colocadas sobre imagens religiosas para afastar o mal no Dia de Solstício de verão do norte (24 de Junho, Dia de São João).

Para fins medicinais colhe-se a planta inteira e particularmente as cimeiras, na época da plena floração e com tempo ensolarado. São secadas à sombra, sob corrente de ar, ou num secador, a temperatura de 35°C no máximo. Os antigos alegavam que as propriedades mágicas do Hypericum perforatum eram, em parte, devidas ao pigmento vermelho fluorescente, um flavonóide denominado hipericina que escoa como sangue das flores esmagadas. Além da hipericina, contêm taninos (as flores até 16%), glicosídeos: rutina, hiperina, ocatecol peflavite (vitamina P), flavonóides, xantonas, ácidos carboxílicos fenólicos, óleos essenciais, carotenóides, alcanos, derivado de floroglucinol, fitosteróis, e ácidos gordurosos alcoólicos de cadeia média. O Tanino, em uma concentração média aproximada de 10%, é provavelmente o responsável pela ação adstringente da Erva de São João e o efeito precipitador de proteína, contribuindo para o tradicional uso tópico da planta como um agente curador de feridas.

Propriedades químicas

Quimicamente contém derivados antraquinônicos (hypericina, isohypericina, prothypericina); flavonóides (kaempferol, quercetina, Iuteolina); glicosídeos (hyperosídeos, isoquercetrina, quercitrina, rutina); bifiavonóides (biapigenina e amentofiavona) e catequinas; contém ainda 8 a 9 % de taninos não-identificados, fenóis (ácido cafêico, ciorogênico, p-cumárico, ferúlico, hidroxibenzóico, vaníiico-1 éster 3,5 - dinitrobenzoato) e derivados floroglucinóis premiados; ainda contém óleos essenciais na proporção de 0,05 a 0,9 %, cujos maiores constituintes são metil-2-octano, n-nonano, a-e-b-pinenos, a-terpineol, geraniol, mirceno, limoneno, cariofileno e humuleno; apresenta por fim carotenóides, colina, nicotinamida, pectina, beta-sitosterol, ácidos isovaleriânico, nicotínico, misístico, paimítico e eseárico.

Propriedades medicinais

O Hypericum é ligeiramente sedativo e nitidamente colagogo (secreção biliar). Os seus efeitos anti-inflamatórios fazem dele um bom produto para tratamento de inflamações crônicas do estômago, do fígado, da vesícula, dos rins; é igualmente eficaz nas afecções ginecológicas. A erva é usada interiormente para enurese (especialmente em crianças), ansiedade, tensão nervosa, perturbações na menopausa, síndrome pré-menstrual, cobreiro, ciática, e fibrosites. Não deve ser dado aos pacientes com depressão crônica. Externamente para queimaduras, contusões, danos (feridas especialmente profundas ou dolorosas que envolvem danos em nervos), chagas, ciática, neuralgia. convulsão, deslocamentos, e contusões. Trabalha bem com Hamamelis virginiana ou Calêndula officinalis para contusões. Usado em homeopatia para dores e inflamações causadas nervos danificados.

O óleo do Hypericum é preparado por maceração das cimeiras floridas, em azeite ou óleo de girassol. Deixando-se o recipiente durante quinze dias ao sol, sacudindo-o de tempos em tempos. Este óleo é bom contra as queimaduras (incluindo as do sol) e as hemorróidas. Um consumo exagerado de produtos à base de milfurada pode provocar uma alergia que se agrava sob o efeito da luz solar (foto-sensibilização).

O Hypericum perforatum demonstrou melhorar muitos sintomas psicológicos, sendo seu uso indicado como auxiliar no tratamento de depressão leve a moderada, agitação nervosa, distúrbios do sono e distúrbios emocionais leves, particularmente os da menopausa. Seu campo de ação tem sido os casos de depressões sintomáticas, as chamadas depressões reativas ou neuróticas.

O Hyperícum perforatum demonstrou experimentalmente ser um inibidor da monoaminoxidase. Demonstrou também suprimir a liberação de interleucina - 6, bem como inibir a receptação de noradrenalina e serotonina.

O Hypericum perforatum possui uma ação farmacológica análoga aos tricíclicos, porém sem os efeitos anticolinérgicos, pois não interfere com os receptores muscarínicos.

A posologia usual é de 300 mg em três tomadas diárias.

Referências

1. Bombardelli, E. et ai. Hypericum perforaturn. Fitoterapia, 1995; 1: 43-68.

2. Demisch, L. et ai. Pharmacopsychlatry, 1989; 22: 194, 7.

3. Perovic, S. et ai. Arzneimittel-Forschung, 1985, 45(11):1 145-1 148.

4. Suzuki, 0. et al. Planta Med., 1984; 272.

5. Thicie, B. et ai. Modulation of the cytokine expression by Hypericum extract. Nervenhellkunde, 1993; 12: 353-356.

6. Siegers, C. R et al. Phototoxicity caused by Hypericum’. Nervenheilkunde, 1993-, 12: 320- 322.

Tags: , , , ,

Veja Também:
Echinacea purpurea
Centella asiática
Licopódio - Lycopodium clavatum
Alergia alimentar
Calêndula ou Malmequer - Calendula officinalis
Contos da Silvia Trevisani - O sonho de João

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



08
Mai

 Goma-Guar - Cyamopsis tetragonolobus

Categoria(s): Nutrição, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

O Goma-guar é um produto obtido da semente triturada da planta Cyamopsis tetragonolobus, que é originária da Índia e Paquistão, onde é usada como alimento há mais de 1000 anos.

O Guar quando ingerido com líquidos proporciona uma sensação de plenitude gástrica, inibindo naturalmente a fome. Por ser um alimento rico em fibras (pectina e gomas) promove uma diminuição da absorção do colesterol e dos carboidratos, auxiliando no controle da hipercolesterolemia e diabéticos.

Pelo exposto concluísse que este fitoterápico pode ser utilizado no controle da obesidade, da hipercolesterolemia e do diabetes.

Dosagem: cápsulas de 500 mg.

Iniciar com 2 cápsulas, com líquidos, 1 hora antes das refeições. Caso não seja suficiente pode-se utilizar 5 cápsulas com 2 copos de águas 1 hora antes das refeições.

Como reação adversa pode ocorrer flatulência, diarréia e constipação se a quantidade de água ingerida com o Guar for insuficiente.

Referência:

Frias ACD – Efeitos do goma guar (Cyamopsis tetragonoloba) sobre a ingestão de alimentos, lipidemia e glicemia em ratos normais e diabéticos. Campinas 1994 Tese (Doutor).

Tags: ,

Veja Também:
Terminalidade - Parte 8. Cuidando da Obstipação intestinal
Fontes Escondidas de Alergia Alimentar
Aneurisma da aorta: Mesoaortite sifilítica
Contos do Bié - O Tabuleiro
Contos do Bié - Primeiro dia de aula

Comentários (2)     Indique esse artigo Indique esse artigo



07
Mai

 Alcachofra

Categoria(s): Gastrogeriatria, Nutrição, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápico


A alcachofra é originária das regiões mediterrâneas e cultivada desde a antiguidade como alimento e produto dietético. Seu cardo tem propriedades terapêuticas para o fígado.

Na raiz e na folha da alcachofra se encontra uma substância amarga (cinarina), com fracos princípios aromáticos, mucilagens, taninos, relativamente muita pró-vitamina A, um pouco de B1, uma enzima (cinarase) que coalha o leite: ela começa a digestão das proteínas do leite, mesmo na proporção 1:150.000, e é utilizada nos países meridionais, na fabricação de queijos. Além disso, graças às substâncias amargas e carboidratos, essa planta age energicamente nos órgãos digestivos, principalmente no fígado; ela favorece a formação da bile e seu escoamento, mas igualmente os processos construtivos do fígado; ela estimula a ação desintoxicante desse órgão; abaixa a taxa de açúcar no sangue e aumenta a diurese.

Ele forma, de início, quando sai da semente, uma raiz e uma roseta de folhas. Depois ascendem do rizoma vivaz folhas grandes, longas, profundamente e muitas vezes divididas, que se curvam em forma de arcos, com extremidades espinhosas. No começo do verão, vemos amadurecer de seu bouquet uma haste floral relativamente curta, que contém grandes capítulos azuis ou violáceos. As pequenas flores tubulares têm um odor fino, mas forte, suave e seco. A base das folhas do invólucro, assim como o receptáculo, se tornam carnudos, inchados. A variedade próxima, denominada cardo, desenvolve e torna carnosas as nervuras das folhas.

Tags: , , ,

Veja Também:
Probióticos (lactobacillus) - Bactérias intestinais

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



03
Mai

 Aromaterapia - Tratamento da insônia nos idosos

Categoria(s): Bioquímica, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Resenha

Colaboradora : Maíra Silva Mamana

* Naturologa, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica - METROCAMP

AROMATERAPIA
Aroma: palavra de origem grega que designa “fragrância”; terapia significa tratamento. Assim, temos um tratamento curativo através do sentido do olfato. Os aromas são percebidos pelo sistema límbico, parte do cérebro conectado à emoção.

Aromaterapia - Aromaterapia é a arte e a ciência do uso de óleos essenciais para promover ou restabelecer a saúde e o bem-estar físico, mental e emocional. É uma terapia não convencional, complementar (Tisserand,2003). Fundamentada no conhecimento tradicional de várias culturas desde tempos remotos, atingiu uma nova etapa de desenvolvimento graças aos resultados que estão sendo obtidos com as investigações na área aromacológica.

O foco de tratamento aromaterápico está tanto na área física, cuidando de desordens menstruais, problemas digestivos, como também na área psicológica, tratando por exemplo, insônia, ansiedade e depressão.

A aromaterapia não atua somente de forma emocional; sua atuação química é extremamente intensa e valiosa, sendo fundamental conhecer profundamente os efeitos químicos dos óleos essenciais e seus componentes no organismo humano. Aromaterapia não é apenas o uso de aromas agradáveis, que muitas vezes são sintéticos ou adulterados, usados de forma aleatória sem atender as necessidades físicas e/ou psicológicas que visam o equilíbrio geral do ser humano.

Aromacologia - Aromacologia é um termo criado e registrado como AROMACHOLOGY ®, em 1989, pelo Sense of Smell Institute, formalmente conhecido como Fundação para Pesquisa do Olfato, para descrever o conceito desenvolvido para o estudo das inter-relações entre psicologia e tecnologia de fragrâncias.

A aromacologia busca alcançar os efeitos positivos causados pelos aromas nas emoções e no humor, para trazer bem-estar e melhorar a qualidade de vida humana. Seus estudos referem-se tanto às substâncias naturais quanto sintéticas, isoladas ou combinadas. Portanto, não é uma terapia, mas sim uma ciência em fase e desenvolvimento, que pesquisa os usos e efeitos psicológicos e fisiológicos das fragrâncias e odores, estudando e explorando as relações existentes entre os compostos aromáticos e os estados de espírito que eles estimulam.

Óleos essenciais - São substâncias extraídas de plantas por destilação, expressão á frio ou enfloragem que possuem certas características que as tornam únicas: devem ser puras - sem adição de solventes ou outras substâncias químicas - naturais, aromáticas, curativas, de consistência oleosa e voláteis, ou seja, evaporam à temperatura ambiente. Podem ser extraídas de raízes (vetiver, gengibre - rizoma), folhas (eucalipto, hortelã, patchouli, alecrim, tea-tree, lemongrass, citronela, cipreste), tronco (cedro, sâmdalo, pau rosa), resinas (olíbano e mirra), frutos (laranja, limão, mandarina, bergamota, tangerina, lima), flores (lavanda, gerânio, rosa, néroli, jasmim).

O valor terapêutico dos óleos essenciais deve-se à sua complexidade química, já que eles atuam de diversas maneiras, ao contrário dos produtos quimicamente sintéticos, que atuam de um único modo, relativo ao composto químico ativo. Além disso, um produto sintético jamais terá a variedade de compostos químicos que os óleos naturais contêm, perdendo a sinergia específica advinda da fusão molecular desses elementos, que atuam de maneira bem específica na cura. Essa é a explicação para o fato de obtermos propriedades diferentes e muito mais abrangentes quando usamos os óleos essenciais do que quando extraímos determinada substância dele.

Óleo essencial de Lavanda
- Nome científico: Lavandula officinallis
O termo “lavândula” é derivado do latim “ Lavare”, limpar. É empregado na medicina popular como um sedativo suave.

Método de extração: Destilação a vapor d’água
Indicação terapêutica: Insônia, eczema, queimaduras, edemas.
Aplicação do óleo essencial: extremamente versátil, suas ações incluem a normalização, ação analgésica, anti-séptica, antidepressiva e sedativo.

Referências:

Corazza, S. Aromacologia: Uma ciência de muitos cheiros. 2ª edição, São Paulo: SENAC, 2008.

Motta, L.B. Insônia: Prevalência e fatores de risco relacionados em população de idosos acompanhados em ambulatório. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 10, n°2. Rio de Janeiro, 2007.

Junemann, M.; Tisserand, M. A Magia e o Poder da Lavanda: Seus Segredos e Aplicações. 1ª edição, São Paulo: Madras, 1999.

Reimão, R. Medicina do Sono. 1ª edição, São Paulo: Lemos Editorial, 1999.
Tisserand, R. A Arte daAromaterapia. 13ª edição, São Paulo: Editora Roca, 2003

Tags: ,

Veja Também:
Iatrogenia - Insônia causada por medicamentos
Insônia nos idosos - Centro cerebral do Sono
Insônia nos idosos
Insônia nos idosos - Tratamento farmacológico
Fisiologia do sono do idoso
Insônia nas idosas - Papel da Menopausa

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



Paginas (19): « 1 2 [3] 4 5 6 7 8 9 10 » ... Ultima »