Arquivo de Sexualidade e DST





10 - mar

Síndrome pré-menstrual – Fatores agravantes

Categoria(s): Gerontologia, Ginecologia geriátrica, Sexualidade e DST

Síndrome Pré-menstrual

 

Fatores agravantes

 

Causas ambientais podem também estar relacionadas à TPM. Entre elas, ressalta-se o papel da dieta. Alguns alimentos parecem ter importante implicação no desenvolvimento dos sintomas, como chocolate, cafeína, sucos de frutas e álcool. As deficiências de vitamina B6 e de magnésio também, devem consideradas na piora dos sintomas.

 

<< Sintomas
  Diagnóstico>>

Referências:

Silva CML, Gigante DP, Carret MLV, Fassa AG. Population study of premenstrual syndrome. Rev. Saúde Pública. 2006;40(1):47-56.

Valadares GC, Ferreira LV, Correa Filho H, Silva MAR. Transtorno disfórico pré-menstrual revisão: conceito, história, epidemiologia e etiologia. Rev. psiquiatr. clín. 2006;33(3):117-23.

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09 - mar

Síndrome pré-menstrual – Síntomas

Categoria(s): Ginecologia geriátrica, Psicologia geriátrica, Semiologia Médica, Sexualidade e DST

Síndrome Pré-menstrual

 

Síntomas

Os sintomas da síndrome pré-menstrual são diversos e podem ser confundidos com doenças de ordem emocional, psicológica ou orgânica como, ansiedade, transtornos depressivos,  psicoses,  crises epilépticas,  bulimia, transtornos de personalidade, enxaqueca, asma e algumas alergias.

Conforme a manifestação principal, a SPM pode ser definida em quatro grupos:

Grupo 1. predomina ansiedade, irritabilidade ou tensão nervosa;
Grupo 2. predomina edema, dores abdominais, mastalgia e ganho de peso;
Grupo 3. predomina cefaleia, podendo ser acompanhada por aumento de apetite, desejo de doces, fadiga, palpitação e tremores;
Grupo 4. predomina quadro depressivo é preponderante, com insônia, choro fácil, esquecimento e confusão.

Sintomas da endometriose, da síndrome dos ovários micropolicísticos, das alterações tireoidianas, do sistema adrenal, da hiperprolactinemia e do panhipopituitarismo podem simular os sintomas da SPM.

 

<< Definição
  Fatores agravantes>>

Referências:

Silva CML, Gigante DP, Carret MLV, Fassa AG. Population study of premenstrual syndrome. Rev. Saúde Pública. 2006;40(1):47-56.

Valadares GC, Ferreira LV, Correa Filho H, Silva MAR. Transtorno disfórico pré-menstrual revisão: conceito, história, epidemiologia e etiologia. Rev. psiquiatr. clín. 2006;33(3):117-23.

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13 - fev

HPV – Lesão exuberante em pênis: Seguimento de um caso

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Ginecologia geriátrica, Infectologia, Sexualidade e DST, Urologia geriátrica

HPV – Lesão exuberante em pênis: Seguimento de um caso

DADOS DO PACIENTE: Paciente jovem, 30 anos, masculino, casado, compareceu ao consultório, encaminhado por colega Urologista. Apresentava erupção pápulo-vegetante, disseminada, em toda a glande, com evolução de 15 dias (figura A0. Referia que no início, surgiu apenas uma irritação na região da glande e prepúcio (Bálanopostite), com eritema e recebido na ocasião o diagnóstico de Bálano-Postite inespecífico. Recebeu então prescrição de 01 frasco-ampola de Corticóide de Depósito e orientação para fazer uso de corticóide oral por 30 dias.

Este paciente acha-se sendo acompanhado em nosso consultório privado há aproximadamente 1 ano.  Apresentava grave quadro de hpv região pênis (figura A) . Na ocasião, foi realizado biópsia, exames complementares de imunidade (hiv , cd4 , cd8  e outros), orientação para a esposa realizar avaliação na ginecologia, etc.

EXAME OBJETIVO/DERMATOLÓGICO: Paciente hígido, fácies de sofrimento psicológico (ansiedade) e apresentava quadro exuberante em toda a glande de lesões pápulo-vegetantes, com lesões isoladas e agrupadas, cor de sua mucosa genital, indolores. Apenas, causava sofrimento ao ato de retração do prepúcio, pois o mesmo era portador de grande excesso de Prepúcio. (Figura C). Aventada a impressão diagnóstica de DST (o mesmo havia tido relação fora do casamento) e principal suspeita de HPV (Human Papiloma Virus). Na ocasião, foram solicitados exames complementares: Exame histopatológico da biópsia da lesão; Sorologias para Lues (VDRL , FTA-ABS) e para HIV 1 e 2 , HTLV 1 e 2 , hemograma completo, contagem de CD4 e CD8.

CONDUTA: O Histopatológico exibiu resultado de verruga genital (HPV). Os exames sanguíneos mostravam-se todos Normais/Negativos, inclusive as taxas de CD4 e CD8 (Linfócitos de Defesa Celular do organismo). Foi instituído então a conduta de: a) Estimulantes da Imunidade Celular (Imunoglucan* , 1 cc IM 1 vez por semana por 5 semanas, Vitamina A 100.000 unid/dia por 1 mês, água Boricada a 1,0 % (compressas frias para melhorar o desconforto) e o uso de Imiquimod ** creme , 3 vezes por semana, durante 4 a 5 semanas.

EVOLUÇÃO: paciente apresentou ao exame objetivo dermatológico, sem nenhuma recidiva das lesões. Foi solicitado peniscopia e o resultado também foi normal – negativo para lesões de hpv.  Sua esposa , idem; também sem lesões. Ambos fizeram o uso de vacina para hpv ( cepas dos virus 6, 11, 16 e 18) em 3 tomadas ( 0 ; 2 meses e 6 meses).  Além disso foi orientado para o paciente a postectomia ( cirurgia para ressecção de excesso de prepúcio).

COMENTÁRIOS: O paciente acha-se muito bem, hígido, bom estado imunitário, sorologias negativas para HIV e HTLV e altamente bem emocionalmente.  Mais, uma vez, reforço que sua imunodepressão foi induzida por uso abusivo de (corticoesteróides) via oral por período de 1 mes e em doses exageradas (iatrogenia médica). 

O HPV é um papovavirus de DNA , que se multiplica nos núcleos das células epitelias infectadas. Há mais de 20 cepas de HPV que podem infectar o trato genital, sendo as mais comuns os tipos 6, 11, 16, 18, 31 e 33. Sendo os tipos 16,18, 31, 33 e 35 fortemente associados a displasia genital e transformações carcinomatosas.

* Imunoglucan – Medicamento obtido da parede celular do Saccharomyces cerevisiae, através de hidrólise e digestão. É um polímero de ß-1,3-D-glicopiranose, sem ramificações laterais. Não possui ação tóxica primária, nem atividade imunogênica. Seu peso molecular é de 6.500 Dalton. A glucana tem como funções: estimular a imunocompetência do Sistema Fagocítico Mononuclear (SFM, ex SRE), no combate às infecções por vírus, bactérias, protozoários e fungos patogênicos; aumentar, de modo inespecífico, a atividade dos macrófagos na modulação da resposta imune.

** Imiquimod – O imiquimod (1-(2-metilpropil)-1H-imidazol[4,5-c]quinolina-amina) é uma imidazoquinolina amina com propriedade de modificar a resposta imune e foi aprovada no tratamento tópico de verrugas genitais externas e perianais. Tem seu mecanismo de ação, através da liberação local de citocinas (interferon, fator de necrose tumoral e interleucinas). Não há nenhuma atividade antiviral direta ou seja atua estimulando a imunidade celular do paciente.

Referências:

- Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.

Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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11 - fev

Disfunção erétil – Índice Internacional de Função Erétil (IIFE-5)

Categoria(s): Psicologia geriátrica, Sexualidade e DST, Urologia geriátrica

Disfunção erétil – Índice Internacional de Função Erétil (IIFE-5)

 

sexualidade

Uma das principais funções do sexo em qualquer idade é preservar a auto-estima do ser humano. “Aí nós temos que nos reportar para o erotismo. Do ponto de vista erótico, o sexo acontece primeiro no cérebro e depois no físico. O sexo em si tem um papel mecânico, físico e fisiológico. Para isso depende de hormônios, da capacidade física, circulatória e sem isso não é possível ter um bom sexo”. Na maior parte das pessoas o erotismo fica mascarado e reprimido e nos idosos ela acaba sendo levada a um segundo plano porque é confundida com algo pornográfico. Há uma linha muito tênue que separa as duas coisas.

No consultório do geriatra o assunto é bastante comentado e discutido com os pacientes, pois várias doenças crônicas adquiridas na terceira idade também influenciam nesta ausência de sexo.

As principais reclamações tanto dos homens quanto das mulheres são que o parceiro pára de procurar, que estão com falta de vontade, impotência e até por não querer incomodar o parceiro por ele estar doente.

 

Índice Internacional de Função Erétil (IIFE)

A presença e a gravidade da disfunção erétil podem ser analisadas por meio do Índice Internacional de Função Erétil (IIFE), questionário aplicado pelo médico, composto por 15 questões que abrangem diferentes áreas relacionadas à função sexual. Rosen e Cols desenvolveram uma versão simplificada com apenas 5  itens ( erectile function, orgasmic function, sexual desire, intercourse satisfaction, and overall satisfaction), que tem se mostrado suficiente para o diagnóstico e classificação da disfunção erétil.

PERGUNTAS
1 – Com que freqüência você consegue uma ereção durante a atividade sexual?
2 – Quando você tem ereções após estímulo sexual, com que freqüência suas ereções são suficientemente rígidas para penetração?
3 – Quando você tentou ter uma relação sexual, com que freqüência você conseguiu penetrar sua companheira?
4 – Durante a relação sexual, com que freqüência você consegue manter a ereção depois de ter penetrado sua companheira?

 

RESPOSTAS
0 = Não tentei ter relação sexual
1 = Quase nunca / Nunca
2 = Poucas vezes (muito menos que a metade das vezes)
3 = Algumas vezes (aproximadamente metade das vezes)
4 = Na maioria das vezes (muito mais que a metade das vezes)
5 = Quase sempre / Sempre

 

5 – Durante a relação sexual, qual seu grau de dificuldade para manter a ereção até completar a relação sexual?
 
0 = Não tentei ter relação sexual
1 = Extremamente difícil
2 = Muito difícil
3 = Difícil
4 = Um pouco difícil
5 = Não é difícil

 

6 – Qual seu grau de confiança de que você pode conseguir manter uma ereção?
 
1 = Muito baixo
2 = Baixo
3 = Moderado
4 = Alto
5 = Muito alto

 

Resultado do teste: Normal = 26-30 Leve = 22-25 Leve a moderada = 17-21 Moderada = 11-16 Grave = 1-10

 

Referências:

Rosen RC, Riley A, Wagner G, Osterloh IH, Kirkpatrick J, Mishra A. The International index oferectile dysfunction (IIFE): a mulitdimensional scalefor assessment of erectile dysfunciton. Urology 1997;49(6);822-830.

Rosen RC, Cappelleri JC, Smith MD, Lipsky J, Pena BM. Development and evaluation of an abridged, 5-item version of the international index of Erectile Function (IIEF-5) as a diagnostic tool for erectile dysfunction. Int J Import Res. 1999;11(6):319-326.

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Índice de Katz
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25 - nov

Reações emocionais e amnésia – Locais no Hipotálamo

Categoria(s): Biologia, Neurologia geriátrica, Psicologia geriátrica, Sexualidade e DST, Sociologia

Reações emocionais e amnésia – Locais no Hipotálamo

A perda da memória (amnésia) para fato recentes ou antigos ocorre quando o cérebro perde a capacidade de processar e armazenar informações obtidas a curto, seja por mau funcionamento das células nervosas causada por um traumatismo craniano, um tumor cerebral, uso indevido de medicações ou deficiência de vitamina B, seja devido a um trauma psicológico que inibe as lembranças, como nos casos de luto por perda de um familiar muito querido.

A perda da memória pode ser transitória ou permanente. No primeiro caso, o paciente perde a noção de quem é, o que faz, o que aconteceu, mas aos poucos – ou até imediatamente – retoma as lembranças. No segundo, mais comum em casos pós-traumáticos, os efeitos são irreversíveis. O tratamento, quando possível e se necessário, é feito com base na psicoterapia.

Nas porções mais interna do lobo temporal, o seu córtex se contorce em uma sinuosidade chamada de hipocampo, sede das memórias mais duradouras e fundamentais para o relacionamento com o mundo que nos cerca. Quando está região sofre uma lesão, como aconteceu com o paciente citado, a pessoa fica incapaz de lembrar os nomes das pessoas com quem está conversando e fica perguntando repetidas vezes o nome dessa pessoa.

Centros da memória – A hipófise; hipotálamo; sistema límbico; locus coeruleus e córtex cerebral são áreas do cérebro envolvidas tanto na memória como nas atividades emocionais. Nesta áreas foram encontrados grande quantidades de receptores celulares de esteróides sexuais, e evidentemente, a natureza não distribuiria estes receptores se eles não exercessem ações específicas nestas áreas.

Estudos têm demonstrado que a adição de estrogênio a culturas in vitro de neurônios diferenciados da amígdala e do hipotálamo prolongam as suas sobrevidas. Assim, os estrogênios podem atuar diretamente no neurônio, promovendo a sua sobrevida ou estimulando a produção neuronal de um fator neurotrófico. Um destes fatores é o fator de crescimento neuronal (NGF), produzido por neurônios colinérgicos que originam-se nos núcleos do prosencéfalo basal. Estes núcleos são as principais fontes de inervação colinérgica do hipotálamo, hipocampo, sistema límbico e córtex cerebral. Este sistema colinérgico está envolvido na maioria das funções da memória.

Área comportamentais do cérebro – As áreas grísea periaquedutal e a tegmentar ventral estão relacionada com as manifestações comportamentais. A amigdala (também chamada de complexo amigdalóide é o “botão de disparo” das reações emocionais. O hipotálamo e o troncoencefálico respondem pelas manifestações fisiológicas.

Sistema límbico

Diante das ações estrogênicas sobre o SNC, podemos imaginar que o climatério, caracterizado pela falência progressiva da função ovariana, acarretará várias e, às vezes, profundas alterações, num espectro que vai desde depressão e diminuição da capacidade cognitiva até quadros que envolvemos reflexos sensomotores, o equilíbrio, o parkinsonismo e a demência senil do tipo Alzheimer.

Os neurônios deste sistema colinérgico são os que sofrem as primeiras e mais pronunciadas alterações degenerativas vistas no desenvolvimento da doença de Alzheimer.

As pacientes obesas são menos propensas a desenvolver a doença de Alzheimer, e este fato pode estar relacionado com a maior produção extra-ovariana de estrogênios que ocorre no tecido adiposo.

Veja – Memória: Aspectos anatômicos e fisiológicos

Referências:

Kaster S, Ungerleider LG – Mechanisms of visual attention in the human cortex. Annual Reviews of Neuroscience 2000,23:315-341.

Lent R – Cem Bilhões de Neurônios: Conceitos Fundamentais de Neurociência. São Paulo, Editora Atheneu 2001

Purves D, Augustine GJ, Fitzpatrick D, Katz LC, et al Cap 24. Cognition. In LaMantia AS & McNamara JO – Neuroscience Sinauer Associates, Sunderland, EUA 1997,p.465-482.

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