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06
Set

 Síndrome de fadiga crônica - Como diagnósticar

Categoria(s): Fisioterapia, Neurogeriatria, Publicações, Reumatogeriatria

Resenha

A Síndrome de fadiga crônica (SFC) é uma enfermidade debilitante que afeta tanto os adultos, como as crianças. A enfermidade também é conhecida como Síndrome de deficiência orgânica imune e fadiga crônica (CFIDS) ou encefalomielite miálgica. Apesar de não haver nenhuma causa conhecida da enfermidade existem algumas estratégias de tratamento estão disponíveis aliviar sintomas.

A Fadiga crônica é só um sintoma da síndrome, da mesma maneira que sede crônica podem ser um sintoma de diabete não controlado. Porém, SFC difere do sentimento mais típico de fadiga; é uma doença debilitante que interfere com a habilidade de uma pessoa para participar na atividade de vida diária, s vezes por longos períodos de tempo. Até mesmo as tarefas mais simples pode se tornar um obstáculo a superar, e gasto de uma pequena quantidade de energia pode obrigar a pessoa a repousar-se na cama.

Qualquer um pode adquirir síndrome de fadiga crônico, i.e. crianças, adolescentes, adultos, idosos, e afeta as pessoas de todos as idades e não tem nenhuma relação com o social ou econômico.

No momento, não há nenhum etiologia conhecida, e a SFC é diagnosticada por exclusão das outras enfermidades conhecida a ciência de moderna, como esclerose múltipla, lupus, certos canceres, depressão, SIDA, patologias da tiróide, etc.

PERGUNTAS COMUNS

1. Como se faz o diagnóstico de SFC? Quando avalia-se os pacientes com fadiga crônico origem desconhecida, os clínicos podem utilizam-se da definição para a SFC proposta pelo “Center for Disease Control” dos EUA com foi publicado no Annals of internal Medicine em dezembro de 1994. Apesar da doença ser ainda pouco conhecida, alguns critérios pode ser considerado:

Primeiro, muitos aspectos clínicos tem que ser valorizado como, inexplicável fadiga persistente de um novo ou definido ataque que nem não é o resultado de esforço contínuo nem alivia através de repouso. Esta fadiga resulta em redução significativa de atividades.

Em complementação, 4 ou mais dos seguinte sintomas, que tem persistido durante 6 meses e não tenha precedido de fadiga:

1. Relato de perda de memória a curto prazo ou concentração severo bastante comprometida a ponto de causar redução significativa dos prévios níveis de atividade.

2. Orofaringe dolorida

3. Congestão dos linfonódios cervicais e/ou axilares

4. Rores musculares.

5. Dores multiarticulares sem sinais flogísticos.

6. Enxaqueca de um tipo novo, persistente ou intensa.

7. Sono agitado

8. Mal estar pós-exercício que dura mais de 24 horas.

2. Qual a diferença entre “fadiga crônica” e “síndrome da fadiga crônica ? fadiga Crônico é fadiga que freqüentemente acontece. Síndrome de fadiga crônico é uma disfunção orgânica sistêmica, com uma ampla variedade de sintomas. A fadiga que os pacientes com SFC experimentam é tão intensa que se torna o elemento que define a doença. Lembre-se que a SFC tem um componente viral.

3. Como a SFC relaciona-se com a síndrome da fibromialgia? A Síndrome da fibromialgia é uma dor tipo inflamatória do tecido conjuntivo, e uma grande porcentagem de pacientes portadores de SFC crônicos recebeu uma diagnose sobrepondo-se a síndrome de fibromialgia.

4. A SFC pode ser diagnosticada por um teste de sangue, “scan cerebral”, biópsia de cérebro ou qualquer teste diagnóstico? Não há nenhum teste sangüíneo, radiológico ou laboratórial que são diagnóstico para SFC. A SFC é diagnosticada através de história de médica completa, exame de registro médico prévio, exclusão de certas enfermidades, exclusão de depressão e seguimento atento aos outros numerosos sintomas comum a muitas outras enfermidades.

5. Quanto tempo fica-se doente? Sintomas exacerbam e minguam. Alguns médicos acreditam que os sintomas tem pico em 1-3 anos em alguns pacientes, enquanto outros parecem ter sintomas consistentes que podem ter a duração de vários anos. Alguns pacientes tem sido acompanhados por 2O anos ou mais.

6. Tem contagio? A maioria dos profissionais médicos não sente aquele síndrome de fadiga crônico é contagiosa porque poucas pessoas que entram em contato com um paciente de SFC também ficam doentes.

7. Relaciona-se com a SIDA? Não. SFC parece envolver um sistema imune super ativo, considerando que SIDA envolve um sistema imune suprimido. Porém, ambos SIDA e SFC envolvem inflamação causada por organismos não-patogênicos.

8. É fatal? Alguns pacientes melhoram com o passar do tempo, mas um número muito pequeno morreu. A SFC é uma enfermidade misteriosa, mas em alguns casos raros, um desarranjo geral em Sistema imune que funciona resultados na inabilidade batalhar doença secundária. Depressão severa, relacionada a SFC, resultou em alguns suicídios.

9. Qual o tipo de tratamento está disponível? Médicos respeitáveis tratam sintomas como também inflamação subjacente. Quando a inflamação pode ser reduzida, sintomas tendem a melhorar. Suplementos nutricionais como também repouso pode ser benéfico. Também, grupos de apoio podem prover materiais de educação para ajudar os pacientes a aprende a lutar contra a SFC.

10. Como esta relacionada a CFIDS com a SFC? Alguns pacientes e consultores destes intitulam a SFC, como uma enfermidade trivial. Assim, estes grupos usam o nome CFIDS, deficiência orgânica imune da síndrome da fadiga crônica.

Porém, a literatura de científica se refere enfermidade como “síndrome’ de fadiga crônica” (SFC). A SFC foi designado por uns grupos de investigadores para cercar o sintoma principal do síndrome sem implicar um agente causativo. Os Médicos aconselham que o nome permanecerá ‘ síndrome de fadiga crônico, até que pesquisa identifica o mecanismo anormal básico.

11.Como importante é a comunicação está entre os pacientes e o médico? A saúde ótima de um paciente pode depender da qualidade da relação de funcionamento com o médico. Pacientes bem tratados têm um médico que é honrado, curioso e disposto ter os pacientes se tornado os sócios na própria saúde deles/delas se preocupa.

Se os pacientes não seguem nutrição formal, adquirem repouso adequado e conservam que 0 seu nível de energia, eles podem estar diminuindo a energia deles/delas. Um médico não pode observar tudo. Porém, um médico que é ignorante ou informa mal não poderá o ajudar nada.

12. O que podem fazer individualmente os pacientes? Pacientes podem se juntar a um grupo de apoio respeitável, que eduque-os sobre os fatos de SFC, se torne parceiro na sua saúde se preocupa com o médico, escreva seu local, estado e representantes governamentais federais que pedem consolidação de dívida flutuante adicional para pesquisa em síndrome de fadiga crônico.

Referências:

Bell DS: Chronic fatigue syndrome update. Postgrad Med 96:73-81,1994.

Behan PO, Behan WMH: Postviral fatigue syndrome. Crit Rey Neurobiol 4:2157-2178,1988.

Sigler AT- Chronic fatigue syndrome: Fact or fiction? Contemp Pediatr 7:22-50, 1990.

Holmes GP. Kaplan JE, Ganiz NM, et al: Chronic fatigue syndrome: A working case definition. Anni intern Med 108:387-389,1998.

Schleuderberg A, Straus S, Perterson P, et al: Chronic fatigue syndrome research: Definition and medical outcome assessment: NIH Conference. Ann lntern Med 117:325-331, 1992.

Fukuda K, Straus SE, Hickie I. et &I: The chronic fatigue syndrome: A comprehensive approach to its definition and study. Ann Intern Med 121:953-959, 1994.

Lane TJ. Manu P. Matthews DA: Depression and somatization in the chronic toligue syndrome. Am J Med 91:335-344. 1991.

Manu P, Lane TJ, Matthew-, DA: The frequency of chronic fatigue syndrome in patients with persistent fatigue. Ann lntem Med 109:554-556, 1988.

Abhey S, Garfinkel PE: Neurasthenia and chronic fatigue syndrome: The role of culture in making of a diagnosis. Am J Psychiatry 148: 1638-1646, 1991.

Bates DW. Schmill W, Buchwald D. et at: Prevalence of fatigue and chronic fatigue syndrome in a primary care practice. Arch Intern Med 153:2759-2765, 1993.

Smith MS, Mitchell J, Corey L, et al: Chronic fatigue in adolecents. Pediatrics 88:195-202, 1991.

Carter BD. Edwards JF, Marshall GS: Chronic fatigue in children: Illness or disease ? (letter). Pediatrics 91:163-164. 1993.

Vercker MI: Chronic fatigue syndrome: A joint pediatric-psychiatric approach. Arch Dis Child 67:550-555, 1992.

Walford GA, Nelson WM, McCluskey DR: Fatigue, depression, and social adjustmem in chronic fatigue syndrome. Arch Dist Child 68:384-388.1993.

Sturtz GS: Depression and chronic fatigue in children. Prim Care 18:247-257. 1991.

Strickland MC: Depression, chronic fatigue syndrome and the adolescent. Prim Care 18:259.-270,1991.

Harris F. Taitz LS: Damaging diagnosis of myalgic encephalomyelitis in children. BMJ 299:790,1999.

MacDonald TM: Myalgic encephalomyelitis by proxy. BMJ 299:1030,1989.

Blondel-Hill E, Shafran SD: Treatment fo the chronic fatigue syndrome: A review and practical guide. Drugs 46:639-651-1993.

Veja Também:
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01
Ago

 Síndrome da fadiga crônica

Categoria(s): Fisioterapia, Infectologia, Neurogeriatria, Nutrição, Publicações

Terapia Ortomolecular

A Síndrome de fadiga crônica (SFC) é uma enfermidade debilitante que afeta tanto os adultos, como as crianças. A enfermidade também é conhecida como Síndrome de deficiência orgânica imune e fadiga crônica (CFIDS) ou encefalomielite miálgica. Apesar de não haver nenhuma causa conhecida da enfermidade existem algumas estratégias de tratamento estão disponíveis aliviar sintomas.

A Fadiga crônica é só um sintoma da síndrome, da mesma maneira que sede crônica podem ser um sintoma de diabete não controlado. Porém, SFC difere do sentimento mais típico de fadiga; é uma doença debilitante que interfere com a habilidade de uma pessoa para participar na atividade de vida diária, às vezes por longos períodos de tempo. Até mesmo as tarefas mais simples pode se tornar um obstáculo a superar, e gasto de uma pequena quantidade de energia pode obrigar a pessoa a repousar-se na cama.

Qualquer um pode adquirir síndrome de fadiga crônica, i.e. crianças, adolescentes, adultos, idosos, e afeta as pessoas de todos as idades e não tem nenhuma relação com o social ou econômico. No momento, não há nenhum etiologia conhecida, e a SFC é diagnosticada por exclusão das outras enfermidades conhecida a ciência de moderna, como esclerose múltipla, lupus, certos canceres, depressão, SIDA, patologias da tiróide, etc.

Tratamento – O tratamento depende do componente etiológico relacionado com a síndrome de fadiga crônica, porém alguns nutrientes são basicamente necessários no protocolo do tratamento.

Coenzima Q10 ou ubiquinona, toma parte dos ciclos metabólicos do organismo formadores de energia, e como a síntese de ATP é feito, primordialmente, a nível da mitocondria, denota-se a importância da suplementação da ubiquinona, nestas circunstâncias em doses que variam de 10 a 50 mg 3 vezes ao dia, por via oral.

L-carnitina é um aminoácido não essencial importante no metabolismo protéico muscular, seja liso ou estriado, e como o termo fibromialgia inclue o músculo como componente essencial da síndrome, nutrientes que possam favorecer a homeostasia muscular têm indicação no tratamento da síndrome de fadiga crônica. É administrada em doses de 500 mg até três vezes ao dia, por via oral, de preferência antes das refeições.

Complexos antioxidantes, são de vital importância no tratamento da síndrome de fadiga crônica, principalmente por estarem relacionados à miopatia mitocondrial, fonte primária de formação de energia, e evidentemente dos radicais livres.

A combinação dos antioxidantes dependerá da experiência de cada um, porém uma combinação de vitaminas lipo e hidrossolúveis, associadas a minerais que participam como cofatores de enzimas antioxidantes endógenas pode cobrir o espectro de inibição dos radicais livres.

Referencias:

Shafran S: The chronic fatigue syndrome. Am J Med 90:730-739. 1991.

Komaroff AL. Buchwald D: Symptoms and signs of chronic fatigue syndrome. Rev. Infect Dis 13(S 1):9S-I2S, 1991.

Krupp LB, Mendelson WB, Friedman R: An overview of chronic fatigue syndrome. J Clin Psychiatry 52:403-410,1991.

Bell DS: Chronic fatigue syndrome: Recent advances in diagnosis and treatment. Postgrad Med 91:245-252,1992

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21
Jun

 Audição humana

Categoria(s): Otogeriatria, Publicações

Conceitos

Colaboradores : Ruy Barbosa Oliveira Neto * & Sandra Chiavegato Perossi **

* Biólogo e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

** Fisioterapeuta e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

O som é produzido por ondas de compressão e descompressão alternadas do ar.
As ondas sonoras propagam-se através do ar exatamente da mesma forma que as ondas propagam-se na superfície da água. Assim, a compressão do ar adjacente de uma corda de violino cria uma pressão extra nessa região, e isso, por sua vez, faz com que o ar um pouco mais afastado se torne pressionado também. A pressão nessa segunda região comprime o ar ainda mais distante, e esse processo repete-se continuamente até que a onda finalmente alcança a orelha.

audição

A orelha humana é um órgão altamente sensível que nos capacita a perceber e interpretar ondas sonoras em uma gama muito ampla de freqüências (16 a 20.000 Hz – Hertz).
A captação do som até sua percepção e interpretação é uma seqüência de transformações de energia, iniciando pela sonora, passando pela mecânica, hidráulica e finalizando com a energia elétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro.1. Energia sonora - Orelha externa

O pavilhão auditivo capta e canaliza as ondas para o canal auditivo e para o tímpano. O canal auditivo serve como proteção e como amplificador de pressão.

Quando se choca com a membrana timpânica, a pressão e a descompressão alternadas do ar adjacente membrana provocam o deslocamento do tímpano para trás e para frente. Logo, o tímpano vibra com a mesma freqüência da onda. Dessa forma, o tímpano transforma as vibrações sonoras em vibrações mecânicas que são comunicadas aos ossículos (martelo, bigorna e estribo).

2. Energia mecânica - Orelha média

O centro da membrana timpânica conecta-se com o cabo do martelo. Este, por sua vez, conecta-se com a bigorna, e a bigorna com o estribo. Essas estruturas (ver anatomia da orelha humana), encontram-se suspensas através de ligamentos, razão pela qual oscilam para trás e para frente.

A movimentação do cabo do martelo determina também, no estribo, um movimento de vaivém, de encontro janela oval da cóclea, transmitindo assim o som para o líquido coclear. Dessa forma, a energia mecânica é convertida em energia hidráulica.

Os ossículos funcionam como alavancas, aumentando a força das vibrações mecânicas e por isso, agindo como amplificadores das vibrações da onda sonora.

Se as ondas sonoras colidissem diretamente na janela oval, não teriam pressão suficiente para mover o líquido coclear para frente e para trás, a fim de produzir a audição adequada, pois o líquido possui inércia muito maior que o ar, e uma intensidade maior de pressão seria necessária para movimentá-lo.

A membrana timpânica e o sistema ossicular convertem a pressão das ondas sonoras em uma forma útil, da seguinte maneira:

1 - As ondas sonoras são coletadas pelo tímpano, cuja área é 22 vezes maior que a área da janela oval.
2 - Portanto, uma energia 22 vezes maior do que aquela que a janela oval coletaria sozinha é captada e transmitida, através dos ossículos, janela oval.
3 - Da mesma forma, a pressão de movimento da base do estribo apresenta-se 22 vezes maior do que aquela que seria obtida aplicando-se ondas sonoras diretamente janela oval.
4 - Essa pressão é, então, suficiente para mover o líquido coclear para frente e para trás.

3. Energia hidráulica - Orelha interna

À medida que cada vibração sonora penetra na cóclea, a janela oval move-se para dentro, lançando o líquido da escala vestibular numa profundidade maior dentro da cóclea.
A pressão aumentada na escala vestibular desloca a membrana basilar para dentro da escala timpânica; isso faz com que o líquido dessa câmara seja empurrado na direção da janela oval, provocando, por sua vez, o arqueamento dela para fora. Assim, quando as vibrações sonoras provocam a movimentação do estribo para trás, o processo é invertido, e o líquido, então, move-se na direção oposta através do mesmo caminho, e a membrana basilar desloca-se para dentro da escala vestibular.

A vibração da membrana basilar faz com que as células ciliares do órgão de Corti se agitem para frente e para trás; isso flexiona os cílios nos pontos de contato com a membrana tectórica. A flexão dos cílios excita as células sensoriais e gera impulsos nas pequenas terminações nervosas filamentares da cóclea que enlaçam essas células.
Esses impulsos são então transmitidos através do nervo coclear até os centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral.

Dessa forma, a energia hidráulica é convertida em energia elétrica.

Percepção da altura de um som

Um fenômeno chamado ressonância ocorre na cóclea para permitir que cada freqüência sonora faça vibrar uma secção diferente da membrana basilar. Quando sons de alta freqüência penetram na janela oval, sua propagação faz-se apenas num pequeno trecho da membrana basilar, antes que um ponto de ressonância seja alcançado. Como resultado, a membrana move-se forçosamente nesse ponto, enquanto o movimento de vibração é mínimo por toda a membrana.

Quando um som de média freqüência penetra na janela oval, a onda propaga-se numa maior extensão ao longo da membrana basilar antes da área de ressonância ser atingida.
Finalmente, uma baixa freqüência sonora propaga-se ao longo de quase toda a membrana antes de atingir seu ponto de ressonância.

Dessa forma, quando as células ciliares próximas base da cóclea são estimuladas, o cérebro interpreta o som como sendo de alta freqüência (agudo), quando as células da porção média da cóclea são estimuladas, o cérebro interpreta o som como de altura intermediária, e a estimulação da porção superior da cóclea é interpretada como som de baixa freqüência (grave).

A intensidade de um som é determinada pela intensidade de movimento das fibras basilares. Quanto maior o deslocamento para frente e para trás, mais intensamente as células ciliares sensitivas são estimuladas e maior é o número de estímulos transmitidos ao cérebro para indicar o grau de intensidade. Por exemplo, se uma única célula ciliar próxima da base da cóclea transmite um único estímulo por segundo, a altura do som será interpretada como sendo de um som agudo, porém de intensidade quase zero.
Se essa mesma célula ciliar é estimulada 1.000 vezes por segundo, a altura do som permanecerá a mesma (continuará agudo), mas a sua intensidade será extrema (a potência do som será maior devido intensidade de movimento das fibras basilares).

4. Energia elétrica - Da orelha interna aos centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral

Após atravessarem o nervo coclear, os estímulos são transmitidos, aos centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral, onde são processados. Os centros auditivos do tronco encefálico relacionam-se com a localização da direção da qual o som emana e com a produção reflexa de movimentos rápidos da cabeça, dos olhos ou mesmo de todo o corpo, em resposta a estímulos auditivos. O córtex auditivo, localizado na porção média do giro superior do lobo temporal, recebe os estímulos auditivos e interpreta-os como sons diferentes.

Entendendo - Ressonância

Ressonância é o fenômeno físico em que se registra a transferência de energia de um sistema oscilante para outro, quando a freqüência do primeiro coincide com uma das freqüências próprias do segundo.

Este fenômeno tem aplicações importantes em todas as áreas da ciência, sempre que há a possibilidade de troca de energia entre sistemas oscilantes. A aplicação mais palpável é na área das telecomunicações, onde as ondas eletromagnéticas atuam como intermediárias na transmissão das informações do transmissor até o(s) receptor(es), constituindo-se o que se chama sinal.

Também se pode destacar a área da espectroscopia, onde a energia radiante incidente é absorvida, refletida ou ainda transmitida pela amostra, fornecendo como resultado um espectro que é a informação da energia absorvida em função do comprimento de onda (ou da freqüência) em forma de um gráfico.

Na área médica, a técnica espectroscópica chamada de Ressonância Magnética Nuclear é chamada de Tomografia de ressonância magnética nuclear ou, mais comumente, de Ressonância magnética. Consiste em aplicar em um paciente submetido a um campo magnético intenso, ondas com freqüências iguais s dos núcleos (geralmente do 1H da água) dos tecidos do corpo que se quer examinar. Tais tecidos, absorvem a energia em função da quantidade de água do tecido. Entretanto, para se localizar espacialmente o grupo de núcleos de hidrogênio, é mister se empregar um meio de se diferenciar o campo, impondo-lhe gradientes segundo certas direções.

Referências:

Piteira,M.R. e col. – Sistema Nervoso Periférico – Universidade Nova de Lisboa –Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2006 [on line]

Neves V.T., Feitosa M.A. – Envelhecimento do processamento temporal auditivo – 2002 – [on line]

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17
Jun

 Anatomia do ouvido humano

Categoria(s): Otogeriatria, Publicações

Revisão

Colaboradores : Ruy Barbosa Oliveira Neto * & Sandra Chiavegato Perossi **

* Biólogo e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

** Fisioterapeuta e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

ouvido

O órgão responsável pela audição é a orelha (antigamente denominado ouvido), também chamada órgão vestíbulo-coclear ou estato-acústico.

A maior parte da orelha fica no osso temporal, que se localiza na caixa craniana. Além da função de ouvir, o ouvido também é responsável pelo equilíbrio.

A orelha está dividida em três partes: orelhas externa, média e interna (antigamente denominadas ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno).

A orelha externa é formada pelo pavilhão auditivo (antigamente denominado orelha) e pelo canal auditivo externo ou meato auditivo. Todo o pavilhão auditivo (exceto o lobo ou lóbulo) é constituído por tecido cartilaginoso recoberto por pele, tendo como função captar e canalizar os sons para a orelha média.

O canal auditivo externo estabelece a comunicação entre a orelha média e o meio externo, tem cerca de três centímetros de comprimento e está escavado em nosso osso temporal. É revestido internamente por pêlos e glândulas, que fabricam uma substância gordurosa e amarelada, denominada cerume ou cera. Tanto os pêlos como o cerume retêm poeira e micróbios que normalmente existem no ar e eventualmente entram nos ouvidos.

O canal auditivo externo termina numa delicada membrana - tímpano ou membrana timpânica - firmemente fixada ao conduto auditivo externo por um anel de tecido fibroso, chamado anel timpânico.

A orelha média começa na membrana timpânica e consiste, em sua totalidade, de um espaço aéreo – a cavidade timpânica – no osso temporal. Dentro dela estão três ossículos articulados entre si, cujos nomes descrevem sua forma: martelo, bigorna e estribo.
Esses ossículos encontram-se suspensos na orelha média, através de ligamentos.
O cabo do martelo está encostado no tímpano; o estribo apóia-se na janela oval, um dos orifícios dotados de membrana da orelha interna que estabelecem comunicação com a orelha média. O outro orifício é a janela redonda.

A orelha média comunica-se também com a faringe, através de um canal denominado tuba auditiva (antigamente denominada trompa de Eustáquio). Esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio. Dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão do ar atmosférico é igual. Quando essas pressões ficam diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja restabelecido.

A orelha interna, chamada labirinto, é formada por escavações no osso temporal, revestidas por membrana e preenchidas por líquido. Limita-se com a orelha média pelas janelas oval e redonda. O labirinto apresenta uma parte anterior, a cóclea ou caracol - relacionada com a audição, e uma parte posterior - relacionada com o equilíbrio e constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares.

Referências:

Piteira,M.R. e col. – Sistema Nervoso Periférico – Universidade Nova de Lisboa –Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2006 [on line]

Neves V.T., Feitosa M.A. – Envelhecimento do processamento temporal auditivo – 2002 – [on line]

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01
Mai

 Reabilitação cardiovascular no Idoso - Aspectos gerais

Categoria(s): Cardiogeriatria, Fisioterapia, Publicações

Revisão
_______________________________________________________

Reabilitação cardiovascular no Idoso: Aspectos gerais

Autores:
Antonio Carlos Leitão de Campos Castro
Armando Miguel Junior

Resumo

A população com idade superior a 80 anos e o grupo que mais cresce, e a reabilitação preventiva é muito importante no sentido de melhorar a qualidade de vida destas pessoas. Porém a reabilitação mal feita, ou mal orientada pode gerar mais problemas, que soluções para estas pessoas
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