Arquivo de Psicogeriatria

29
Mai

 Valeriana - Valeriana officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais, Psicogeriatria

Fitoterápicos

Valeriana officinalis

Planta possuindo uma enorme raiz e um curto rizoma, que dá origem a um caule anguloso com folhas opostas e penatissectas. O caule termina num corimbo de pequenas flores brancas ou avermelhadas. O fruto é um aquênio com coroa. A espécie está difundida na Europa, Ásia e América. É uma planta medicinal muito antiga, como é recordado pelo seu nome científico, derivado do latim valere, ter saúde.

A valeriana é cultivada nos campos. No segundo ano, são arrancadas as raízes, que são limpas, lavadas rapidamente (sem pelar nem raspar), cortadas, se necessário, e postas a secar brevemente, a 35°C no máximo. É somente ao secar que a raiz adquire o seu odor penetrante, que perturba os gatos mesmo à distância.

A raiz seca contém 0,5 % a 1 % de óleo essencial rico em pineno e canfeno, alcalóides, ésteres de ácidos orgânicos, ácido valérico e isovalérico, taninos e sucos amargos.

Os remédios à base de valeriana atenuam a irritabilidade nervosa, as perturbações cardíacas de origem nervosa e as cãibras. São usados em caso de depressão nervosa, fadiga, esgotamento intelectual e insônia crônica. Emprega-se freqüentemente o extrato alcoólico que é um sedativo do sistema nervoso.

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23
Mai

 O estress as doenças cardiovasculares

Categoria(s): Psicogeriatria, Sociologia

O homem, a máquina geradora de estresse.

O estresse é definido como sendo uma reação desencadeada por qualquer evento que confunda, amedronte ou emocione profundamente a pessoa, podendo ser um evento positivo ou negativo. Coloca o estresse como um termo que pode ser utilizado em dois sentidos, tanto para descrever uma situação de muita tensão, quanto para definir nossa reação a tal situação. Utiliza a palavra estresse para expressar esse último sentido e a palavra estressor para definir o evento que causa o estresse.

Lipp esclarece que o fator estressante pode ser um evento positivo ou não, mas que emocione de forma marcante. Deixa claro que alguns eventos são intrinsicamente estressantes em virtude da sua natureza, tais como o frio ou o calor excessivo, a fome, a dor ou a morte de alguém querido. Outros eventos tornam-se estressantes de acordo com a interpretação que damos a eles. E essa interpretação é o resultado da aprendizagem que ocorre durante o curso de nossa vida. Pode-se aprender a dar interpretações menos estressantes a uma série de problemas que se tem na vida. Quando se consegue isso, em geral, nosso nível de estresse passa a ser infinitamente menor.

O estresse é concebido em três fases distintas. A primeira, a fase de alerta ou alarme, é a que ocorre no momento que o estressor é percebido pela pessoa; nesta fase prevalecem os efeitos imediatos da adrenalina. A segunda fase, chamada de resistência, ocorre quando o estressor continua presente por períodos muito prolongados ou quando a dimensão é muito grande, onde prevalecem os efeitos protetores dos corticosteróides. É a fase em que a pessoa tenta instintivamente se adaptar ao que está se passando, usando suas reservas de energia. A terceira fase é a de exaustão. Este estágio ocorre quando o estresse se tornou intenso demais e há uma queda da resistência geral e o organismo sucumbe aos agentes agressores.

As pesquisas têm se voltado para a importância da interpretação subjetiva do estresse e em suas repercussões no nosso organimso, de forma aguda e crônica. Em especial no sistema cardiovascular.
O sistema cardiovascular está sujeito às influências neuro-humorais e participa ativamente na resposta aguda ao estresse. Esta resposta consiste principalmente em um aumento da frequência cardíaca, da contratrilidade, débito cardíaco e elevação da pressão arterial sistêmica.

A relação entre a doença hipertensiva e o estresse mental, embora proposta há anos, só recentemente foi estabelecida, com os estudos de Folkow (1988), ao demonstrar que diante de situações crônicas de estresse, o organismo promovia ajustes fisiológicos e estruturais que poderiam desenvolver ahipertensão arterial sistêmica e outras doenças cardiovasculares. Evidenciou-se ainda que níveis elevados de PA, mesmo de curta duração, promoviam alterações estruturais no sistema cardiovascular, especialmente nas camadas média e íntima da vasculatura.

Os estudos hemodinâmicos realizados durante testes de esforço ergométrico demonstraram que nas fases iniciais da hiperetensão arterial sistêmica se observava um padrão circulatório hipercinético caracterizado pelo aumento da freqüência e do débito cardíaco, permanecendo a resistência vascular periférica relativamente normal. Faz referência ainda à teoria da reatividade pressórica em que indivíduos que apresentam respostas pressóricas ou cronotrópicas mais elevadas diante de estímulos mais estressantes da vida diária, teriam risco mais elevado de desenvolver doenças cardiovascular, particularmente a doença hipertensiva.

Um grande número de trabalhos têm voltado a atenção sobre o estudo da reatividade pressórica ao estresse, com o objetivo de determinar o envolvimento do mesmo no diagnóstico e prognóstico da doença hipertensiva.Testes de estresse laboratoriais têm sido desenvolvidos e podem contribuir decisivamente para desenhar os perfis hemodinâmicos e sugerir o curso fisiopatológico da hipertensão arterial sistêmica.
Ugljesic e cols(1996) analisaram o comportamento pressórico de 42 motoristas profissionais e 30 não profissionais submetidos a testes de esforço ergométrico, concluindo que 35% dos profissionais e 10% dos não profissionais apresentaram níveis pressóricos elevados (média de 170/115mmHg). Atribuiram ao estresse do trânsito, a maior incidência de hipertensão entre os profissionais.

Atualmente os estudos científicos têm associado testes de estresse, MAPA. e Ecodoppler visando elucidar as relações entre o comportamento a curto, médio e longo prazo da PA e as alterações estruturais e funcionais ligadas a ela.

Referências:

Nacarato AECB - Stress no idoso - efeitos diferenciais da ocupação profissional. Dissertação de Mestrado, Instituto de Psicologia da PUCCampinas 1995.

Neri AL (Org) Qualidade de Vida e Idade Madura. Campinas: Papirus, 1993.

Lipp MEN Relaxamento para todos: Controle o seu stress. Campinas: Papirus, 1997.

Lipp MEN O (Org) stress está dentro de você. Campinas: Editora Contexto, 1999.

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09
Mai

 Hipericina - Hypericum perforatum

Categoria(s): Plantas medicinais, Psicogeriatria, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Hypericum perforatum

hypericum perforatum

O Hypericum perforatum, pertencente à família das Híperícaceae, é uma espécie nativa da Europa, Ásia e África, aclimatada nos Estados Unidos.

O gênero Hypericum conta aproximadamente com 370 espécies anuais, arbustivas e semi-arbustivas perenes e semi-perenes, encontradas principalmente nas regiões temperadas. Uma grande variedade de grupos provê muitas plantas finas de jardinagem para a maioria das aplicações. Hypericum pode derivar do grego hyper, “acima”, e eikon, “pintura”. de vez que as flores eram colocadas sobre imagens religiosas para afastar o mal no Dia de Solstício de verão do norte (24 de Junho, Dia de São João).

Para fins medicinais colhe-se a planta inteira e particularmente as cimeiras, na época da plena floração e com tempo ensolarado. São secadas à sombra, sob corrente de ar, ou num secador, a temperatura de 35°C no máximo. Os antigos alegavam que as propriedades mágicas do Hypericum perforatum eram, em parte, devidas ao pigmento vermelho fluorescente, um flavonóide denominado hipericina que escoa como sangue das flores esmagadas. Além da hipericina, contêm taninos (as flores até 16%), glicosídeos: rutina, hiperina, ocatecol peflavite (vitamina P), flavonóides, xantonas, ácidos carboxílicos fenólicos, óleos essenciais, carotenóides, alcanos, derivado de floroglucinol, fitosteróis, e ácidos gordurosos alcoólicos de cadeia média. O Tanino, em uma concentração média aproximada de 10%, é provavelmente o responsável pela ação adstringente da Erva de São João e o efeito precipitador de proteína, contribuindo para o tradicional uso tópico da planta como um agente curador de feridas.

Propriedades químicas

Quimicamente contém derivados antraquinônicos (hypericina, isohypericina, prothypericina); flavonóides (kaempferol, quercetina, Iuteolina); glicosídeos (hyperosídeos, isoquercetrina, quercitrina, rutina); bifiavonóides (biapigenina e amentofiavona) e catequinas; contém ainda 8 a 9 % de taninos não-identificados, fenóis (ácido cafêico, ciorogênico, p-cumárico, ferúlico, hidroxibenzóico, vaníiico-1 éster 3,5 - dinitrobenzoato) e derivados floroglucinóis premiados; ainda contém óleos essenciais na proporção de 0,05 a 0,9 %, cujos maiores constituintes são metil-2-octano, n-nonano, a-e-b-pinenos, a-terpineol, geraniol, mirceno, limoneno, cariofileno e humuleno; apresenta por fim carotenóides, colina, nicotinamida, pectina, beta-sitosterol, ácidos isovaleriânico, nicotínico, misístico, paimítico e eseárico.

Propriedades medicinais

O Hypericum é ligeiramente sedativo e nitidamente colagogo (secreção biliar). Os seus efeitos anti-inflamatórios fazem dele um bom produto para tratamento de inflamações crônicas do estômago, do fígado, da vesícula, dos rins; é igualmente eficaz nas afecções ginecológicas. A erva é usada interiormente para enurese (especialmente em crianças), ansiedade, tensão nervosa, perturbações na menopausa, síndrome pré-menstrual, cobreiro, ciática, e fibrosites. Não deve ser dado aos pacientes com depressão crônica. Externamente para queimaduras, contusões, danos (feridas especialmente profundas ou dolorosas que envolvem danos em nervos), chagas, ciática, neuralgia. convulsão, deslocamentos, e contusões. Trabalha bem com Hamamelis virginiana ou Calêndula officinalis para contusões. Usado em homeopatia para dores e inflamações causadas nervos danificados.

O óleo do Hypericum é preparado por maceração das cimeiras floridas, em azeite ou óleo de girassol. Deixando-se o recipiente durante quinze dias ao sol, sacudindo-o de tempos em tempos. Este óleo é bom contra as queimaduras (incluindo as do sol) e as hemorróidas. Um consumo exagerado de produtos à base de milfurada pode provocar uma alergia que se agrava sob o efeito da luz solar (foto-sensibilização).

O Hypericum perforatum demonstrou melhorar muitos sintomas psicológicos, sendo seu uso indicado como auxiliar no tratamento de depressão leve a moderada, agitação nervosa, distúrbios do sono e distúrbios emocionais leves, particularmente os da menopausa. Seu campo de ação tem sido os casos de depressões sintomáticas, as chamadas depressões reativas ou neuróticas.

O Hyperícum perforatum demonstrou experimentalmente ser um inibidor da monoaminoxidase. Demonstrou também suprimir a liberação de interleucina - 6, bem como inibir a receptação de noradrenalina e serotonina.

O Hypericum perforatum possui uma ação farmacológica análoga aos tricíclicos, porém sem os efeitos anticolinérgicos, pois não interfere com os receptores muscarínicos.

A posologia usual é de 300 mg em três tomadas diárias.

Referências

1. Bombardelli, E. et ai. Hypericum perforaturn. Fitoterapia, 1995; 1: 43-68.

2. Demisch, L. et ai. Pharmacopsychlatry, 1989; 22: 194, 7.

3. Perovic, S. et ai. Arzneimittel-Forschung, 1985, 45(11):1 145-1 148.

4. Suzuki, 0. et al. Planta Med., 1984; 272.

5. Thicie, B. et ai. Modulation of the cytokine expression by Hypericum extract. Nervenhellkunde, 1993; 12: 353-356.

6. Siegers, C. R et al. Phototoxicity caused by Hypericum’. Nervenheilkunde, 1993-, 12: 320- 322.

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Alergia alimentar
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25
Abr

 Memória do Idoso - Parte 3. Papel da Terapia Ocupacional

Categoria(s): Gerontologia, Programa de saúde, Psicogeriatria

Resenha

Colaboradora : Sandra Regina Marques Secchi

* Terapêuta Ocupacional, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica - METROCAMP

Preservação da Memória - Técnicas utilizadas pela Terapia Ocupacional.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a idéia de envelhecimento com qualidade de vida é um bom funcionamento físico e mental. A manutenção da memória em um idoso saudável é uma preocupação de alta prioridade para geriatras e gerontologos, pois ela ajuda a manter o idoso ativo e independente. Existem alguns mecanismos internos e externos que possibilitam o funcionamento da memória, tais como técnicas para melhorar habilidades e para manter a preservação da mesma.
Estudos demonstram resultados positivos da utilização da técnica de estimulação, como estratégia de treinamento de memória para idosos conforme figuras em anexas. A Terapia Ocupacional utiliza a atividade como recurso terapêutico a fim de proporcionar ao indivíduo idoso um melhor desempenho funcional, mental e social. No que diz respeito à perda da memória ela trabalha na prevenção e estimulação, proporcionando independência e participação social.

O terapeuta ocupacional busca resgatar e estimular o idoso nas atividades cognitivas e atuar na organização do seu cotidiano. Na estimulação cognitiva usam-se atividades que mantenham ativos a concentração, a seqüência do pensamento, a atenção e a capacidade de fazer escolhas. Segundo Ferrari (1997) reverter o processo da doença ainda não é possível, mas o fato do paciente realizar atividades, estimula-o a usar suas capacidades remanescentes e ajuda-o a mantê-las, é um trabalho de manutenção e prevenção. Para isso podem ser utilizadas técnicas de acordo com Lasca e Gasparetto (2002), mostradas abaixo.

Estratégias Externas:

· A contínua atividade intelectual como a leitura, exercícios de memória, palavras cruzadas e jogos de xadrez auxiliam a manutenção da memória.
· O estilo de vida ativo com atividade física feito com regularidade e uma boa dieta saudável são básicas para a preservação da memória.
· A diminuição da memória que ocorre na terceira idade, na maioria das vezes é benigno, mas frequentemente por falta de informação, o idoso tem dificuldade de aceita-la como um fato normal.
· A participação em grupos educativos e terapêuticos contribui para o resgate e desenvolvimento de potencialidades presentes na terceira idade.
· Planejamento dos compromissos: fazer um plano das atividades ajuda o idoso a se orientar e se organizar quanto aos horários e datas dos compromissos. Deve-ser feito um planejamento de forma que se adapte ao seu estilo de vida. Faça um plano dos compromissos da semana e tente segui-lo.
· Organização do ambiente: facilita encontrar objetos que você precisa, bem como a utilização desses objetos. Adquira o hábito de organizar não só o objetos, mas também informações. Quando nos organizamos nos tornamos mais produtivos.
· Anotações: atualmente, existem diversas formas de fazer anotações. Podem ser feitas com adesivos, papeis autocolantes, uso de agendas, cadernos, blocos, calendários servem como lembretes.
· Listas de afazeres: crie o hábito de fazer listas do que precisa realizar no dia, listas de compras, lista das pessoas que vai telefonar, dos lugares que precisa ir, a lista ajuda o idoso a se orientar no tempo e espaço, facilitando o cumprimento das atividades.
· Uso de recursos eletrônicos: atualmente, com o avanço da tecnologia os aparelhos como relógio, celular, rádio relógio auxiliam nas recordações de informações facilitando os compromissos.
· Uso de pastas e caixas: alguns objetos como documentos, remédios e contas, dentre outros objetos de valor que devem permanecer guardados, precisam ser organizados como se fossem em arquivos. Deve-se colar adesivos nas pastas e caixas para localizar o que está guardado. Caso o idoso não seja alfabetizado deve-se recorrer ao uso de figuras e cores.

Estratégias internas:
· Estratégias de estimulação: são usadas para estimular a memória e todo sistema cognitivo por meio de exercícios e jogos. Estas técnicas de aprimoramento de memória favorecem o caminho da informação pelas redes neurais.
· Estratégias de codificação: a codificação é o momento de registro da informação, da aprendizagem. Existem estratégias usadas para fortalecer a codificação e o registro da memória.

Segundo Katz (2000), exercícios cerebrais feitos de maneira rotineira apresentam efeitos positivos sobre a memória, semelhante ao que ocorre com exercícios musculares realizados para manter a forma física, atividade cerebral também deve ser realizada com freqüência, sempre procurando estimular os sentidos: olfato, paladar, tato, visão e audição bem como músicas, diferentes cores, cheiros e texturas.

Ainda segundo, Katz (2000) esse tipo de exercício pode ser denominado “Fitiness Cerebral”, que é capacidade de se manter um estado adequado da memória em forma.

Referências:

Ferrari,MAC.Estimulação cognitiva na terceira idade. Revista de terapia ocupacional v.8, n° 2/3, p. 62 – 66, 1997.

Katz,L. C. Mantenha seu cérebro vivo: exercícios neuróbicos para ajudar a prevenir a perda da memória e aumentar a capacidade mental. Rio de Janeiro, Sextante, 2000.

Lasca,V.;Gasparetto,EV. Exercite sua mente.São Paulo: Prestigio, 2002.

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Memória do Idoso - Parte 1. Funcionamento da memória

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22
Abr

 Atenção Psiquiátrica ao Idoso - Parte 4. Residências Terapêuticas

Categoria(s): Gerontologia, Programa de saúde, Psicogeriatria

Resenha

Colaboradora : Roberta Inacio Couto

* Enfermeira - Pós-graduanda em Saúde e Medicina Geriátrica - Metrocamp

Residências Terapêuticas

Residências Terapêuticas (RT), são casas localizadas no espaço urbano, construídas para responder as necessidades de moradia de pessoas portadoras de transtornos mentais graves, egressas de hospitais psiquiátricos ou não.

Estes novos projetos tentam produzir conexões com diversos setores de habitação, lazer, cultura, trabalho, enfim projetos que possam cada vez mais produzir vida para essas pessoas, que por tanto tempo foram marginalizadas e segregadas da sociedade, e tem sido um dispositivo importante para disparar loucos geradores de vida.

A RT é um dispositivo que viabiliza um dispositivo para outras modalidades de cuidado e acolhimento à ex-moradores de hospitais, que além de proporcionar um espaço de reintegração psicossocial do paciente na sociedade, e antes de qualquer coisa trata-se de um lugar de moradia, que por si só atua como potencializados de produção de vida e saúde, é um modo singular de operar novas práticas com essas pessoas (Freire 2006).

É fato de que os números não nos dizem sobre o caráter de substitutividade dessa modelagem de cuidado aos loucos desospitalizados, para que haja de fato uma transição tecnológica é nescessário que a reestruturação da lógica de operar o cuidado, caso contrário corre se o risco de se produzir na casa RT a lógica manicomial. Criar uma RT não quer dizer redes substituivas, mas operar o cuidado pela via da lógica antimanicomial parece ser o caminho para a inversão do modelo assistencial, para a legitimação de uma rede efetivamente substitutiva em saúde mental, tal almejada pela reforma psiquiátrica (Freire 2006).

A equipe que trabalha nas RT apresentam um programa estruturado, cujos objetivos são o desenvolvimento da autonomia da pessoa, do grupo e a ressocialização. Para que possa alcançar este objetivo, são nescessário reuniões periódicas entre os profissonais da equipe, essas reuniões servem para os levantamentos de problemas e conflitos que surgem nas relações e nas tarefas cotidianas para ajudar a superá-los (Souza 2006).

Referências:

BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa de volta para casa. Brasília:MS 2006.

BRASIL,MINISTÉRIO DA SAÚDE. Residências Terapêuticas. Brasília: MS 2004.

Brasileiro, M; Enfermagem na Saúde do Idoso; In: a organização da Unidade de Saúde e Domiciliar para o idoso; Ed. Cultura Brasileira; Goiânia-GO; pág 15-18; ano 2005.

Freire, F H M A; Residência Terapêutica:Inventando novos lugares para se viver, Dissertação (Mestrado, curso de mestrado em enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro) pág 17-52. Rio de Janeiro, 2006.

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