Arquivo de Programa de saúde pública





15 - abr

Obesidade – Síndrome do Comer Noturno

Categoria(s): Endocrinologia geriátrica, Nutrição, Programa de saúde pública, Psicologia geriátrica

Obesidade – Síndrome do Comer Noturno

 

Stunkar, na década de 1950 descreveu um transtorno alimentar-comportamental caracterizado por três componentes principais: pouco apetite de manhã, comer excessivamente à tardinha ou à noite e insônia. Stunkard observou também que a Síndrome do Comer Noturno tendia a ser desencadeada pelo estresse e que seus sintomas diminuíam quando o estresse era aliviado.

Em estudos posteriores e muito detalhados (Birketvedt et al, 1999) mostraram que a Síndrome do Comer Noturno aparece em 10% das pessoas que se tratam de obesidade e em 27% daquelas submetidas à cirurgia para obesidade.

Os episódios compulsivos de comer (Binge Eating) aparecem apenas na Compulsão Alimentar Periódica e não na Síndrome do Comer Noturno. Estes episódios de Binge Eating não são motivados apenas uma fome fisicamente determinada, mas por um impulso irrefreável de ingerir comida em grande quantidade. Pode se comer tudo que estiver disponível, durante esses episódios, mesmo sem tomar o paladar como critério, ou seja, são ingeridas comidas frias, alimentos doces misturados com salgados, alimentos vencidos, e assim por diante. O que interessa mesmo é a quantidade.

A Síndrome do Comer Noturno, por sua vez, se manifesta por comer excessivamente à tardinha ou à noite, mas não compulsivamente, apenas por aumento da vontade de comer. Entre as pessoas que sofrem de Compulsão Alimentar Periódica, 15% delas tem, concomitantemente, a Síndrome do Comer Noturno (Dobrow, 2002).

Um dado interessante na Síndrome do Comer Noturno é que, em média, esses pacientes consumem 56% de toda sua ingestão calórica diária no período noturno, entre as 22 e 6 horas, ao passo que a população geral consume aproximadamente apenas 15% da ingestão calórica diária nesse período.

Uma das características da Síndrome do Comer Noturno é sua associação com a obesidade, depressão, baixa auto-estima e diminuição da fome diurna. Os pacientes obesos com Síndrome do Comer Noturno têm menos êxito nos programas de redução de peso do que pacientes obesos sem a Síndrome do Comer Noturno.

 Tratamento

A etiologia da TCAP ainda não foi9 esclarecida, mas se supõe que as crises de compulsão alimentar ocorram por surtos, o que as colocaria próximo das crises epilépticas. Assim, o uso do anticonvulsivante topiramato tem sido o medicamento de escolha para o controle das crises de TCAP. O uso de antidepressivo pode ser usado concomitante, pois muitos pacientes com TCAP, também apresentaram quadro de depressão no passado.

Referências

Borges MBF, Jorge MR. Evolução histórica do conceito de compulsão alimentar. Psiq Prat Med 2000;33(4):113-8.

Gofin J, Abramson JH, Kark JD, Epstein L. The prevalence of obesity and its changes over time in middle-aged and elderly men and women in Jerusalem. Int J Obes 1996;20:260-6.

Euronut SENECA investigators. Nutritional status: anthropometry. Eur J Clin Nutr 1991;45(45s3):31-42.

Hudson JI, Carter WP, Pope HG-Jr. Antidepressant treatment of binge-eating disorder: research findings and clinical guidelines. J Clin Psychiatry 1996; 57(Suppl 8):73-9.

Chaimowicz F. A saúde dos idosos brasileiros às vésperas do século XXI: problemas, projeções e alternativas. Revista de Saúde Pública. Abr.1997;31(2):184-200. [on line]

Overweigh and Obesity – Centers for Desease Control and Prevention – EUA [on line]

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14 - abr

Obesidade – Transtorno compulsivo alimentar periódico (TCAP)

Categoria(s): Farmacologia e Farmácia, Nutrição, Programa de saúde pública, Psicologia geriátrica

Obesidade -Transtorno compulsivo alimentar periódico (TCAP)

 

O Transtorno baseia-se na presença de compulsão alimentar com subseqüente angústia devido à ausência de comportamentos regulares voltados para eliminação do excesso alimentar. A compulsão alimentar é definida atualmente como: ingestão, em um período limitado de tempo, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria num período similar, sob circunstâncias similares, com sentimento de falta de controle sobre o consumo alimentar durante o episódio. O TCAP foi descrito a partir de observações de pacientes obesos, porém, apesar de bastante freqüente nesse grupo, também acomete indivíduos de peso normal.

 

Diagnóstico

O critério de diagnóstico para TCAP proposto pelo DSM-IV requer a presença de:

a. Episódios recorrentes de compulsão alimentar.

Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado por ambos os seguintes critérios:
1. ingestão, em um período limitado de tempo (por exemplo, dentro de um período de duas horas), de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período similar, sob circunstâncias similares;
2. um sentimento de falta de controle sobre o episódio (por exemplo, um sentimento de não conseguir parar ou controlar o que ou quanto se come).

b. Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes critérios:

1. comer muito e mais rapidamente do que o normal;
2. comer até sentir-se incomodamente repleto;
3. comer grandes quantidades de alimentos, quando não está fisicamente faminto;
4. comer sozinho por embaraço devido à quantidade de alimentos que consome;
5. sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente.

c. Acentuada angústia relativa à compulsão alimentar.

d. A compulsão alimentar ocorre, pelo menos, dois dias por semana, durante seis meses.

e. A compulsão alimentar não está associada ao uso regular de comportamentos compensatórios inadequados. por exemplo, purgação, jejuns e exercícios excessivos, nem ocorre durante o curso de anorexia nervosa ou bulimia nervosa.

 Tratamento

 A etiologia da TCAP ainda não foi esclarecida, mas se supõe que as crises de compulsão alimentar ocorram por surtos, o que as colocaria próximo das crises epilépticas. Assim, o uso do anticonvulsivante topiramato tem sido o medicamento de escolha para o controle das crises de TCAP. O uso de antidepressivo pode ser usado concomitante, pois muitos pacientes com TCAP, também apresentaram quadro de depressão no passado.

Referências

Borges MBF, Jorge MR. Evolução histórica do conceito de compulsão alimentar. Psiq Prat Med 2000;33(4):113-8.

Gofin J, Abramson JH, Kark JD, Epstein L. The prevalence of obesity and its changes over time in middle-aged and elderly men and women in Jerusalem. Int J Obes 1996;20:260-6.

Euronut SENECA investigators. Nutritional status: anthropometry. Eur J Clin Nutr 1991;45(45s3):31-42.

Hudson JI, Carter WP, Pope HG-Jr. Antidepressant treatment of binge-eating disorder: research findings and clinical guidelines. J Clin Psychiatry 1996; 57(Suppl 8):73-9.

 Chaimowicz F. A saúde dos idosos brasileiros às vésperas do século XXI: problemas, projeções e alternativas. Revista de Saúde Pública. Abr.1997;31(2):184-200. [on line]

Overweigh and Obesity – Centers for Desease Control and Prevention – EUA [on line]

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05 - abr

Malária – Prevenção

Categoria(s): Cuidador de idosos, Infectologia, Programa de saúde pública

Malária

 

Como prevenir?

Prevenção para viajantes

Medidas de prevenção individual: uso de
mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas,
roupas que protejam pernas e braços, telas em
portas e janelas, uso de repelentes.

Medidas de prevenção coletiva: drenagem,
pequenas obras de saneamento para eliminação de
criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens  dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento  da moradia e das  condições de trabalho, uso racional da terra.

Programas coletivos de quimioprofilaxia não têm sido adotados devido à resistência do P. falciparum à cloroquina e outros antimaláricos, à toxicidade e custo mais elevado de novas drogas.

Quimioprofilaxia

Em situações especiais, como missões militares, religiosas, diplomáticas e outras, em que haja deslocamento para áreas maláricas dos continentes africano e asiático, recomenda-se entrar em contato, com os setores responsáveis pelo controle da malária,
nas secretarias municipais e estaduais de saúde, e do Ministério da Saúde, para uso de quimioprofilaxia con drogas antimaláricas.

Referência:

Portal da saude

 

<< Vacinação    

 

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01 - abr

Malária – Causa de Icterícia

Categoria(s): Gastroenterologia, Infectologia, Programa de saúde pública

Malária – Causa de Icterícia

 

Ciclo humano da parasitose

malaria ciclo-homemA malária pode produzir icterícia (pele e mucosas amareladas) por dois motivos, lesão dos hepatócitos e hemólise por parasitose das hemacias.  No momento da picada o mosquito infectado inocula os esporozoítos de Plasmodium. Alguns destes parasitos, através de um intenso movimento na derme, encontram vasos sangüíneos e linfáticos,  reduzem seu movimento. Carregados pela circulação do sangue, eles atingem o fígado e invadem os hepatócitos, onde se modificam dando origem a formas mais arredondadas do parasito. Através de um processo de reprodução assexuada são formados esquizontes hepáticos, com milhares de merozoítos. Este ciclo hepático recebe o nome de esquizogenia. Nesta fase ocorre lesão dos hepatócitos.

Na fase seguinte, ciclo eritrocitário, os merozoítos são liberados na corrente circulatória do hospedeiro e rapidamente invadem as hemácias, iniciando o ciclo intra-eritrocítico assexuado, responsável pela patologia da doença. Os parasitos se desenvolvem dentro do vacúolo parasitóforo, onde se alimentam de hemoglobina, passando por vários estágios, e causando grande hemólise.

Nos pacientes com icterícia deve-se pensar na forma grave da doença com grande parasitose e lesão hepática e hemólise.

 

<< Febre palúdica   Tratamento >>

 

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30 - mar

Malária – Sintomas

Categoria(s): Dicionário, Infectologia, Programa de saúde pública

Malária – Sintomas

 

Crise Palúdica

Alguns pacientes apresentam sintomas prodrômicos alguns dias antes do início da “crise palúdica”. O paciente sente-se incomodado, com cefaléia, dores musculares, astenia, anorexia, febre de pequena intensidade e ocasionalmente náuseas e vômitos. Tais sintomas são inespecíficos e surgem em inúmeras outras doenças infecciosas. Apenas a epidemiologia orienta no possível diagnóstico clínico que deve ser confirmado laboratorialmente.

Crise palúdica

O ataque agudo da malária caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam três períodos: frio, calor e suor. A duração total do paroxismo é de 6 a 12 horas.

Período de frio – Na maioria dos pacientes com malária os sintomas começam repentinamente, com período de frio que costuma durar de 15 a 60 minutos. Os sintomas estão relacionados ao brusco aumento de temperatura do corpo e caracterizam-se pela sensação de frio intenso e calafrios marcados por tremores generalizados. Podem aparecer cefaléia, náuseas e vômitos. O pulso está fino e acelerado, a pele seca e os lábios cianóticos.

Período de calor – O período de calor dura de 2 a 6 horas e tem início quando cessam os calafrios. O paciente começa a sentir calor que pode se tornar “insuportável” e a face fica hiperemiada, o pulso cheio e a pele seca e quente. Existe uma intensificação da cefaléia e persistência das náuseas e vômitos. Neste período o paciente pode delirar e surgem convulsões, principalmente em crianças.

Período de suor – O período de suor dura de 2 a 4 horas. A febre cede em “crise” (rapidamente) cessando o desconforto. Após cessar o suor, que é intenso, o paciente pode permanecer com discreta cefaléia, exausto, porém relativamente bem.

Regularidade das crises

Uma das características do paroxismo palúdico é que ocorre em períodos regulares, na dependência do tipo de plasmódio infectante. Assim o paroxismo por P. falciparum e P. vivax repete-se a cada 48 horas (febre terçã) e o por P. malariae a cada 72 horas (febre quartã). A regularidade só é válida no caso das infecções cujos parasitos terminam sincronicamente sua esquizogonia.

 

<< Ciclo do plasmodium   Febre palúdica >>

 

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