Arquivo de Ortopedia geriátrica





25 - mar

Dores nas mãos – Contratura de Dupuytren

Categoria(s): Ortopedia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Dores nas mãos – Contratura de Dupuytren

 

Fibrose de fáscia palmar

artroses das mãos

A doença foi inicialmente descrita por Baron G. Dupuytren, é caracterizada por uma lesão nodular fibrosante na fáscia palmar que evolui para faixas fibrosas e se irradia distalmente para o quarto e quinto dedos, posteriormente para o terceiro e segundo. Os dedos ficam contraídos pelas faixas enrijecidas.

É mais comum em homens de meia-idade e idosos, podendo ser associada ao alcoolismo, a fatores genéticos e certas doenças inflamatórias crônicas e metabólicas, como no diabetes mellitus.

Inicia-se como um nódulo palmar sem contratura, evoluindo progressivamente para cordões e bandas espessadas da fáscia. Nos estágios avançados, nota-se contraturas e atrofia dos músculos das mãos e até mesmo de antebraços. Os pacientes normalmente referem diminuição da mobilidade dos dedos acometidos e algumas vezes dor local.

Deve-se fazer diagnóstico diferencial da Contratura de Dupuytren de alterações por deformidade congênita, cicatriz pós-traumática, contratura por imobilização, contratura isquêmica de Volkman e tenossinovite.

Tratamento

O tratamento depende inteiramente da severidade dos achados. Calor local, ultra-som e infiltração com corticosteróide podem ser benéficos no estágios iniciais. O procedimento cirúrgico, fasciotomia palmar, deve ser levado em consideração quando houver comprometimento funcional ou deformidade progressiva.

Referências:

Kapoor A, Sibbitt WL – Contractures in diabetes mellitus: the syndrome of limited joint mobility. Semin Arthritis Rheum 18: 168-80, 1989.

Starkman HS, Gleason RE, Rand LI et al – Limited joint mobility of the hand in patients with diabetes mellitus: relation to chronic complications. Ann Rheum Dis, 45: 130-5, 1986.

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24 - mar

Dores nas mãos – Tenossinovite de DeQuervain

Categoria(s): Fisioterapia, Ortopedia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Dores nas mãos – Tenossinovite de DeQuervain

 

Lesão por atividades repetitivas das mãos

artroses das mãos

 

A Tenossinovite de DeQuervain é uma tenossinovite estenosante do abdutor longo do polegar ou extensor curto do polegar pode resultar de atividades repetitivas ou de trauma direto, que envolva movimentos de pinçamento do polegar e dedo indicador associado ao movimento do punho.

Sintomas

O paciente refere dor à palpação e, ocasionalmente, apresenta edema sobre o estilóde radial.

Tratamento

O tratamento inclui uso de órtese para repouso do punho, infiltração com corticosteróide e uso de antiinflamatório não hormonal (AINH).

 

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23 - mar

Dores nas mãos – Síndrome do Túnel do Carpo

Categoria(s): Fisioterapia, Neurologia geriátrica, Ortopedia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Dores nas mãos – Síndrome do túnel do carpo

 

Compressão do nervo mediano – Formigamento nas mãos

artroses das mãos

 

A Síndrome do túnel do carpo resulta da compressão do nervo mediano em sua passagem pelo túnel do carpo.

Sintomatologia

O quadro clínico mais típico se caracteriza por dor noturna em queimação que acorda o paciente, incitando-o a sacudir vigorosamente a mão, acompanhada de parestesias nos dedos de inervação sensitiva do nervo mediano, afetando o polegar, o segundo e terceiro dedos e metade radial do quarto dedo.

Tratamento

Para o tratamento da síndrome do túnel do carpo nos casos leves, a utilização que órtese no período noturno que mantenham o punho em posição neutra desempenha papel básico. O paciente deve ser orientado a evitar as atividades que determinem constante flexão do punho. Quando o tratamento clínico falha, a descompressão cirúrgica do túnel do carpo por liberação do ligamento transverso do carpo deve ser realizada.

Referências:

Werner RA, Andary M. Carpal tunnel syndrome:pathophysiology and clinical neurophysiology. Clin Neurophysiol 2002; 113: 1373-81.

Karolczak APB, Vaz MA, Freitas CR, Merlo ARC. Síndrome do Túnel do Carpo. Rev. bras. fisioter.2005, Vol.9 (2):117-122. [on line]

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21 - mar

Dores nas mãos – Lesão por Esforço Repetitivo (LER)

Categoria(s): Fisioterapia, Ortopedia geriátrica, Programa de saúde pública, Terapeuta ocupacional

Dores nas mãos – Lesão por Esforço Repetitivo (LER)

 

Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT).

artroses das mãosO homem é o produto de três características fundamentais: um grande cérebro, a postura ereta e as mãos multifuncionais. Assim, a mão é o principal instrumento por meio do qual o homem atua e transforma o mundo à sua volta. Para cumprir esse papel, a mão apresenta uma estrutura complexa, responsável por atividades que requerem precisão e fazem com que ela esteja sujeita a lesões que podem levar à dores e incapacidade funcional.

O trabalho repetitivo pode ocasionar lesões agudas e crônicas no sistema musculoesquelético das mãos produzindo dores limitantes às suas funções do dia-a-dia. Estes distúrbios constituem a chamada lesão por esforço repetitivo (LER) e o distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT).

O esforço repetitivo pode produzir dois tipos de lesão: a causada de forma aguda, que pode ser traumática ou por instalação de fadiga muscular, que ocorre quando o nível de força aplicada é baixo, mas considerado acima da capacidade adaptativa do sistema muscular, e as lesões crônicas são consequências de sobrecargas musculoesqueléticas a longo prazo.

Uso do computador

O computador, o video-game e o telefone celular mudaram nossas vidas, porém com alto custo para as nossas mãos. Posturas estáticas e atividade muscular sustentada têm sido referidas como as mais importantes contribuições para as lesãoes nas mãos, entre usuários de computadores,em razão do fato de as atividades exercidas não estarem relacionadas a cargas pesadas, mas com cargas leves ou moderadas, porém repetitivas.

Fisiopatologia da lesão

Algumas evidências têm apontado para o acometimento de um tipo de fibra muscular em pacientes com DORT, sugerindo uma relação com a proporção de fibras musculares rápidas e lentas. Em indivíduos com mialgia foram encontradas fibras rápidas danificadas (sugerindo dano mitocondrial) no músculo trapézio superior, fibras lentas também danificadas, mas em maior quantidade, e níveis reduzidos de adenosina trifosfato (ATP) e adenosina difosfato (ADP). A hipótese de aumento na incidência de fibras lentas e de atrofia de fibras rápidas pode ser decorrente de uma resposta muscular à circulação prejudicada. Essa hipótese tem suporte no reduzido conteúdo de ATP e ADP na mialgia.

Fadiga de Baixa Freqüência (FBF)

Uma nova visão sobre o desencadeamento dos DORTs foi proposta como sendo relacionada a um tipo especial de fadiga chamado fadiga de baixa freqüência (FBF), que parece acometer as fibras de contração lenta (ou tipo I).

Estudo científicos tem mostrado uma relação entre movimentos repetitivos e a instalação de FBF. Durante um dia simulado de trabalho foi observada a existência de FBF em exercícios repetitivos de flexão de punho, sendo que o índice de FBF se mostrou abaixo dos níveis de controle 16 horas após encerrado o dia simulado de trabalho, demonstrando que a FBF ainda estava presente no início do segundo dia. O acúmulo da FBF no dia seguinte pode ser prejudicial e, após cinco dias, podendo resultar em sobrecarga sobre os tecidos, fator de risco para o estabelecimento dos DORTs das mãos.

Tratamento

Órteses – A indicação de órteses é uma das formas mais eficazes de tratamento da lesão de repetição e seu princípio está baseado na redução dos movimentos extremos da articulação do punho. A prescrição desse equipamento está indicada em casos moderados, com pequeno bloqueio de condução nervosa. Deve ser usado sempre à noite e durante o trabalho.

Fisioterapia – A associação de exercícios fisioterápico com a administração de medicamentos, como antiinflamatórios não esteróides, diuréticos, vitamina B6 têm surtido bons resultados no controle da doença.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças relacionadas ao trabalho:manual de procedimentos para os serviços de saúde. Brasília, Ministério da Saúde, 2001.

Barr AE, Barbe MF. Pathophysiological tissue changes associated with repetitive movement: a review of the evidence. Phys Ther 2002; 82: 173-87.

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21 - nov

Dor no joelho – Cirurgia do ligamento

Categoria(s): Avanços da Medicina, Fisioterapia, Ortopedia geriátrica

Dor no joelho – Cirurgia dos ligamentos

Avanços da Medicina

 Idoso e festa

Observa-se que o segmento mais idoso da população brasileira sofreu um rápido aumento a partir dos anos 60, quando começou a crescer em ritmo bem mais acelerado do que as populações adultas e jovens. De 1970 até hoje, o peso da população idosa sobre a população total passou de 3% para 8% e esse percentual deve dobrar nos próximos vinte anos. Isto em virtude do aumento da expectativa de vida por ocasião do nascimento, que passou de 61,7 anos em 1980, para 69 anos nos dias atuais, a base da pirâmide populacional vem se estreitando nas últimas décadas. E existe ainda a expectativa de uma intensificação desse processo de envelhecimento populacional. Estima-se que a partir de meados do próximo século, a população brasileira com mais de 60 anos será maior que a de crianças e adolescentes com 14 anos ou menos.

O processo de envelhecimento traz consequências tanto para o desempenho físico dos indivíduos, como psicossocial, apresentando características como a diminuição da força, da capacidade aeróbia, da capacidade funcional, isolamento social, aumento da incidência de doenças crônico-degenerativas, etc. Assim, a prática de atividade física é um fator importante para retardar e diminuir os efeitos biológicos do envelhecimento. A prática de atividade física produz aumento da flexibilidade, da força muscular, colaborando para melhora da realização de atividades de rotina, e promovendo ganho na auto-estima, diminuição do risco de depressão e aumento da interação social, gerando melhora também nos fatores psicológicos do envelhecimento.

Apesar de todos os benefícios da prática de atividades físicas existe um risco de lesões, sobretudo quando se pratica atividades físicas competitivas. Uma das articulações mais atingidas são os joelhos, onde a rutura de ligamentos pode levar a graves consequencias, com dor e limitação dos movimentos. As cirurgias convencionais não são bem toleradas pelos idosos, sobre tudo nos que apresentam muitas patologias. O processo de reabilitação geralmente é longo e o pavor psicológico de nova queda produz um efeito do medo pós-trauma. A medicina buscando novos métodos terapêuticos apresenta um técnica pouco invasiva e emprego de materias altamente resistentes que permitem uma breve recuperação articular impedindo a atrofia muscular da perna afetada pela limitação dos movimentos.

Knee-T-Nol™ é uma prótese feita de filamentos super-elásticos de Nitinol. Isto proporciona a resistência mecânica necessária para a tensão, enquanto permite que a flexão e de torção. A utilização de ligas de Nitinol impede fenômenos comuns, tais como a fadiga, a deformação, que foram encontrados nos materiais anteriormente utilizados. O Nitinol é seguro e comprovado como uma liga implantável para uso médico. Os filamentos são fixados nas extremidades do fêmur e da tíbia, utilizando dispositivos de fixação padrão, tais como botões, alfinetes corticais cruzadas ou parafusos. Estes tipo de procedimento cirúrgico permite um reduzido período de cicatrização e dor. Melhora cinética de reabilitação e resultado estético.

Referências:

CARVALHO, J. A. M.; GARCIA, R. A. O envelhecimento da população brasileira: um enfoque demográfico. Caderno de Saúde Pública, v.19. n. 3, p. 725-733, mai-jun/2003.

CONTE, E. M. T.; LOPES, A. S. Qualidade de vida e atividade física em mulheres idosas. Revista Brasileira de Ciências do Desenvolvimento Humano, Passo Fundo, p.65-75, jan./jun. 2005.

BENEDETTI, T. R. B. e col. Atividade física e estado de saúde mental de idosos. Revista de Saúde Pública, v. 42, n., p.302-307, 2008.

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