Arquivo de Oftalmologia geriátrica





12 - jul

Alergia ocular – Ceratoconjuntivite vernal

Categoria(s): Imunologia, Oftalmologia geriátrica

Conjuntivite alérgica

 

ALERGIACeratoconjuntivite vernal

Aproximadamente 20% da população geral tem alguma forma de alergia ocular e uma significante parte apresenta manifestações oculares, como: prurido e a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, secreção mucóide, fotofobia (sensibilidade aumentada à luz), sensação de corpo estranho no olho. As conjuntivites são classificadas em conjuntivite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica perene, ceratoconjuntivite atópica, ceratoconjuntivite vernal e conjuntivite papilar gigante.

A ceratoconjuntivite vernal é uma doença da infância com maior prevalência no sexo masculino e em áreas de clima quente. Divide-se em duas formas: tarsal e límbica. Na tarsal, além dos sintomas clássicos da conjuntivite alérgica, observam-se papilas arredondadas e hipertrofiadas na conjuntiva tarsal. A forma límbica caracteriza-se pela presença no limbo de infiltrado gelatinoso, amarelo acinzentado, espesso e opaco, com neovascularização superficial e periférica. Os pacientes com ceratoconjuntivite vernal e atópica têm prurido intenso levando à coçadura freqüente.

Ceratocone – O ceratocone é uma ectasia de córnea bilateral, não-inflamatória, e com incidência aproximada de 1: 2000 na população geral. Pode ser observado em várias condições clínicas como: a ceratoconjuntivite vernal, ceratoconjuntivite atópica, Síndrome de Down, degeneração de Leber, retinite pigmentosa e doenças do colágeno. O papel da coçadura crônica dos olhos tem sido enfatizado na patogênese do ceratocone.

Tratamento

O tratamento da ceratoconjuntivite atópica e vernal envolve os mesmos agentes utilizados na conjuntivite alérgica, assim como pulsoterapia com esteróides.

Referências:

Ono SJ, Abelson MB. Allergic conjunctivitis: Update on pathophysiology and prospects for future treatment. J Allergy Clin Immunol 2005; 115: 118-22.
 
Stahl JL, Barney NP. Ocular allergic disease. Curr Opin Allergy Clin Immunol 2004; 4:455-59.

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09 - jul

Alergia ocular – Ceratoconjuntivite atópica

Categoria(s): Imunologia, Oftalmologia geriátrica

Conjuntivite alérgica

 

ALERGIACeratoconjuntivite atópica

Aproximadamente 20% da população geral tem alguma forma de alergia ocular e uma significante parte apresenta manifestações oculares, como: prurido e a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, secreção mucóide, fotofobia (sensibilidade aumentada à luz), sensação de corpo estranho no olho. As conjuntivites são classificadas em conjuntivite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica perene, ceratoconjuntivite atópica, ceratoconjuntivite primaveril e conjuntivite papilar gigante.

A ceratoconjuntivite atópica é uma inflamação crônica, bilateral da pálpebra e conjuntiva associada à dermatite atópica. Inicia-se geralmente entre 20 e 50 anos de idade, sem predileção por raça, sendo mais freqüente no sexo masculino. O sintoma primário é o prurido intenso da pálpebra, região periorbitária e conjuntiva, lacrimejamento, queimação, fotofobia, visão turva e presença de muco viscoso. São comuns a presença de papilas na conjuntiva tarsal e nódulos gelatinosos com ou sem pontos de Trantas (pequenos pontos brancos compostos de eosinófilos levan- do à opacificação na junção esclero-córnea)

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05 - jul

Alergia ocular – Conjuntivite alérgica perene

Categoria(s): Imunologia, Oftalmologia geriátrica

Conjuntivite alérgica perene

 

ALERGIAhiperemia conjuntival

Aproximadamente 20% da população geral tem alguma forma de alergia ocular e uma significante parte apresenta manifestações oculares, como: prurido e a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, secreção mucóide, fotofobia (sensibilidade aumentada à luz), sensação de corpo estranho no olho. As conjuntivites são classificadas em conjuntivite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica perene, ceratoconjuntivite atópica, ceratoconjuntivite vernal e conjuntivite papilar gigante.

Conjuntivite Alérgica Perene

Nesse tipo de alergia, os sintomas costumam durar o ano todo. Ao contrário dos alérgenos do ambiente externo à casa, esses indivíduos apresentam maior problema em relação aos alérgenos encontrados no interior do domicílio. Exemplos: ácaros da poeira doméstica, baratas, fragmentos de pele morta de animais.

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02 - jul

Alergia ocular – Conjuntivite Alérgica Sazonal

Categoria(s): Imunologia, Inflamação, Oftalmologia geriátrica

Conjuntivite alérgica sazonal

 

ALERGIAhiperemia conjuntival

Aproximadamente 20% da população geral tem alguma forma de alergia ocular e uma significante parte apresenta manifestações oculares, como: prurido e a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, secreção mucóide, fotofobia (sensibilidade aumentada à luz), sensação de corpo estranho no olho. As conjuntivites são classificadas em conjuntivite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica perene, ceratoconjuntivite atópica, ceratoconjuntivite vernal e conjuntivite papilar gigante.

Conjuntivite Alérgica Sazonal • Geralmente os sintomas da conjuntivite alérgica sazonal duram curto período de tempo. Durante a primavera, a pessoa pode se sentir incomodada, pela presença do pólen proveniente de árvores, e durante o verão, pelo pólen das gramas. De maneira geral, os sintomas resolvem-se durante outros períodos do ano, principalmente no inverno.

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28 - jun

Alergia ocular – Conjuntivite alérgica

Categoria(s): Cuidador de idosos, Emergências, Farmacologia e Farmácia, Imunologia, Inflamação, Oftalmologia geriátrica, Semiologia Médica

Conjuntivite alérgica

 

ALERGIAhiperemia conjuntival

Aproximadamente 20% da população geral tem alguma forma de alergia ocular e uma significante parte apresenta manifestações oculares, como: prurido e a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, secreção mucóide, fotofobia (sensibilidade aumentada à luz), sensação de corpo estranho no olho. As conjuntivites são classificadas em conjuntivite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica perene, ceratoconjuntivite atópica, ceratoconjuntivite vernal e conjuntivite papilar gigante.

Fisiopatologia

A conjuntivite alérgica é uma alteração da conjuntiva caracterizada por reação de hipersensibilidade do tipo I e/ou IV. Na reação alérgica, ocorre liberação de células Th2, que estimulam a produção de imunoglobulinas E (IgE). As IgE, por sua vez, são ligadas às membranas de basófilos e mastócitos das conjuntivas oculares e nas pálpebras. Os mastócitos destes tecidos, quando ativados, liberam mediadores da inflamação pré-formados em seus grânulos e mediadores recém sintetizados de suas membranas celulares através da cascata do ácido aracdônico causando as manifestações clínicas da alergia.

No exame citológico da conjuntiva em pacientes com alergia conjuntival observa-se eosinófilos com freqüência que varia de 20-80% dependendo do momento em que a amostra for colhida, do tempo de manifestação alérgica e da freqüência de repetição do exame citológico.

Microbiota da conjuntiva de olhos

A microbiota da conjuntiva de olhos normais foi estabelecida no início do século XIX. Foi comprovada a existência de bactérias aeróbias ou facultativas e questionada a presença de bactérias estritamente anaeróbias no saco conjuntival. Os agentes mais comumente encontrados são o Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus aureus, Corynebacterium spp e Propionibacterium acnes.

Estudos biológicos mostram um crescimento maior de bactérias, como as citadas acima, nas amostras conjuntivais colhidas dos pacientes alérgicos, o que provavelmente pode ser explicada pela maior manipulação dos olhos provocada pelo ato de coçar, que deve transportar bactérias do meio externo e anexos oculares para o saco conjuntival.

Tratamento

  • Tratamento de primeira linha – Controle ambiental e de exposição a alérgenos e o uso de lágrimas artificiais.
  • Tratamento de segunda linha – Uso tópico de anti-histamínicos, estabilizadores de membranas de mastócitos e drogas de ação múltipla.
  • IMPORTANTE – Anti-inflamatórios não hormonais tópicos e vasoconstrictores não são recomendados.
  • Terceira linha de tratamento – Corticosteroides tópicos foram estabelecidos como tratamento para casos graves de ceratoconjuntivite.
  • Não é consenso o uso sistêmico de corticosteróides e imunossupressores.

Veja maisPapel protetor do filme lacrimal

Referências:

Brody JM, Foster CS. Vernal conjunctivitis. In: Pepose JS, Holland GN, Wilhelmus KR, editors. Ocular infection & immunity. St Louis: Mosby; 1996. p. 367-75.

McGill JI, Holgate ST, Church MK, Anderson DF, Bacon A. Allergic eye disease mechanisms. Br J Ophthalmol 1998;82:1203-14.

Campos MSQ, Sato EH, Nose W, Mos EN, Santos MAA. Microbiota anaeróbica do saco conjuntival humano normal. Arq Bras Oftalmol. 1989;52(6):193-5.

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