Arquivo de Odontologia geriátrica





30 - jan

Prebióticos – Frutooligossacarídeos (FOS)

Categoria(s): Enfermagem, Gastroenterologia, Infectologia, Nutrição, Odontologia geriátrica

Prebióticos – Frutooligossacarídeos (FOS)

 

Prebióticos – prebióticos são açucares (carboidratos), que não são digeríveis no intestino, e que são fermentados pelas bifidobactérias, como fonte de carbono para o seu crescimento. Estes polímeros de sacarose (açucares) são conhecidos como frutooligossacarídeos (FOS), inulina e lactulose.

Para ser classificado como prebiótico, o alimento deve:
• ter resistência a digestão, hidrólise e fermentação no estômago;
• ser seletivamente fermentada por um ou um número limitado de bactérias potencialmente benéficas ao cólon;
• alterar a composição da colônia microbiana do intestino, levando a uma vida mais saudável.

Frutooligossacarídeos (FOS) – Os frutooligossacarídeos (FOS) são oligossacarídeos de ocorrência natural em, principalmente, produtos de origem vegetal e muito utilizado na industria alimentícia.

FOS é o nome comum dado  a oligômeros de frutose que são compostos de 1-kestose (GF2), nistose (GF3) e frutofuranosil nistose (GF4) , em que as unidades de frutosil (F) são ligadas na posição beta- 2,1 da sacarose. Os FOS podem ser produzidos por dois processos, onde o grau de polimerização desses FOS varia entre 1 e 7 unidades de frutosil: O primeiro processo se dá por hidrólise enzimática de inulina – Este processo ocorre amplamente na natureza, e esses oligossacarídeos podem ser encontrados em uma grande variedade de plantas (mais de 36 mil), mas principalmente em alcachofras, aspargos, beterraba, chicória, banana, alho, cebola, trigo, tomate. Também podem ser encontrados no mel, açúcar mascavo, em tubérculos, como o yacon, e em bulbos, como os de lírios vermelhos. O segundo processo ocorre por reação enzimática de transfrutosilação em resíduos de sacarose, e consiste tanto de cadeias lineares como de cadeias ramificadas de oligossacarídeos, com grau de polimerização variando entre 1 e 5 unidades de frutosil. Este dois processos são utilizados na industria alimentícia.

Propriedades dos frutooligossacarídeos (FOS)

Como prebióticos, a incorporação de FOS na dieta ou uma suplementação intensificam a viabilidade e adesão de bactérias benéficas (Acidophillus, Bifidus e Faecium) no trato gastrointestinal, mudando a composição de sua microbiota. Ao mesmo tempo, bactérias patogênicas incluindo Escherichia coli, Clostridium perfringens e outras têm sido inibidas. Os FOS possuem características específicas na prevenção de cáries dentárias, redução nos níveis séricos de colesterol total e lipídeos, além de atuarem como estimulantes do crescimento de bifidobactérias no trato digestivo.

A ingestão de FOS, em doses de 12,5g dia-1 por 3 dias (doses clinicamente toleradas), produzi efeitos significativos de queda na contagem das bactérias anaeróbicas totais nas fezes, queda de pH, atividade de nitroredutases, azoredutases e beta glucoronidases, queda nas concentrações de bile ácida e esterol neutro, ou seja, leva ao aumento da colonização de bifidobactérias.

Referências:

Gibson, G.R. et al. Selective stimulation of bifidobacteria in the human colon by oligofructose and inulin. Gastroenterology, Cambridge, v.108, n.4, p. 975 – 982, 1995.

Izzo, M.; Niness, K.R. Formulating nutrition bars with inulin and oligofructose. Cereal Foods World, Malvern, v.46, n.3, p.102–106, 2001.

Passos LML, Park YK. Frutooligossacarídeos: implicações na saúde humana e utilização em alimentos. Ciência Rural, Santa Maria, v.33, n.2, p385-390, 2003 [on line]

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21 - jan

Insônia/Ronco – Aparelhos Intra Orais (AIO)

Categoria(s): Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Odontologia geriátrica

Insônia/Ronco – Aparelhos Intra Orais (AIOs)

 Os Aparelhos Intra Orais (AIOs) foram desenvolvidos na década de 80 junto com os aparelhos de pressão positiva, são dispositivos utilizados na cavidade oral durante o sono com o objetivo de prevenir o colapso entre os tecidos da orofaringe e da base da língua, reduzindo assim os eventos obstrutivos. Utilizados amplamente nos pacientes com diagnóstico de ronco e síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutivas do sono. Ao médico cabe indicar o tratamento mais adequado e caso seja indicado um AIO, o paciente deverá ser consultado por um dentista. É um dispositivo de controle e não de cura, portanto é de uso indefinido.

Os aspectos anatômicos constituem fatores de risco, como por exemplo:
– Hipertrofia adeno amigdaliana;
– Micrognatia (queixo pequeno);
– Retrognatia maxilar ou mandibular;
– Macroglossia (Língua grande);
– Atresia maxilar com mordida cruzada e palato ogival.

Os AIO vem sendo muito empregado por ser um tratamento simples e não invasivo. Em 1979 foi utilizado pela primeira vez como forma de tratamento para SAHOS em criança. Em 1982, foi desenvolvido o aparelho para uso adulto em material plástico arredondado com função de succionar a língua (Tongue Retaining Device). Hoje há duas modalidades do aparelho em uso: Os reposicionadores mandibulares e os retentores linguais.

Existe ainda o OPAP, que é uma combinação de AIO com CPAP, utilizado em casos onde se procura reduzira pressão do CPAP que se torna muito desconfortável para o paciente.

As indicações e contra-indicações foram reforçadas com base na literatura mundial. Quanto à eficácia,costumam ser mais eficazes quanto menor o IAH, mas estudos maiores precisam ser realizados, pois há escassez de estudos na área dos AIO.

Retentores linguais: Aparelhos que se adaptam ao arco posterior e inferior, posicionando a mandíbula, com objetivo de aumentar o espaço entre a base da língua e a parede posterior da orofaringe para desobstruir a passagem do ar. Aprovado para uso em ronco primário, mas tem sido utilizado em apnéia leve, com boa eficácia principalmente associado à terapia comportamental.

Reposicionadores Mandibulares: Objetivo é também aumentar o espaço entre a base da língua e a parede posterior e desobstruir a passagem do ar. Existem vários modelos e são os rígidos não ajustáveis e os ajustáveis que permite o avanço mandibular progressivo com expansores, causando menores danos à articulação mandibular e aos músculos faciais.

Objetivo do uso dos aparelhos: Diminuir o ronco primário e o IAH , melhorando a saturação de oxi-hemoglobina. Indicação para SAHOS moderada e grave, quando não há adesão no tratamento com CPAP. Contra indicado em doenças periodontais.

Efeitos colaterais – Salivação, desconforto, pressão sobre os dentes, dor muscular forte, desajustes oclusais.

Referências:

Tufik, S. Medicina e Biologia do Sono; Instituto do sono SP:cap.20-26; pag.240-305: ed. Manole, 2008

I CONSENSO BRASILEIRO DE RONCO E APNEIA DO SONO,2000. In:Sociedade Brasileira do Sono.[on line]

Alfredo, C. Neto, L. T. Consulta Geib; Sono e Envelhecimento. Ver. Psiquiatria. RS, 25(3):453-465, set/dez.2003

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13 - dez

Análises Clínicas – Quimioluminescência

Categoria(s): Bioquímica, Dicionário, Odontologia geriátrica, Oftalmologia geriátrica

Análises Clínicas – Quimioluminescência

 

Quimioluminescência é um tipo de reação química, que ao se processar gera energia luminosa. Durante uma reação química, os reagentes se transformam em estados intermediários eletronicamente excitados, e ao passarem para um estado de menos excitado, liberam a energia absorvida na forma de luz.

O composto químico Luminol, é um dos representantes mais conhecidos da quimioluminescência. Quando em contato
com o sangue, por exemplo, utiliza o ferro da hemoglobina como catalisador para a reação de liberação de luz. Esse composto é muito usado em perícia criminal, quando se quer investigar a presença de vestígios de sangue em uma cena de crime. Mesmo que o local tenha sido limpo, o luminol evidencia a presença do sangue.

Luminol – O luminol (C8H7O2N3), composto em pó feito de nitrogênio, hidrogênio, oxigênio e carbono. Os criminalistas misturam o pó de luminol com um líquido contendo peróxido de hidrogênio (H2O2) – conhecido como água oxigenada – e um hidróxido (OH-) e despejam o liquido em um borrifador. O peróxido de hidrogênio e o luminol são os principais agentes da reação química, mas para que produzam um brilho forte, precisam de um catalisador para acelerar o processo. A mistura detecta a presença desse catalisador, no caso o ferro contido na hemoglobina.

Nos laboratórios de análises clínicas os hormônios, drogas e microorganismos podem ser identificados por testes colorimétricos. Nesses métodos utilizam-se de anticorpos ligados a um marcador luminescente (cromógeno) que pode ser o próprio luminol ou mais modernamente derivados de acridina, sistema avidina-biotina. A fluoresceína, também, é largamente utilizada na determinação de bromo e iodo, formando os compostos: eosina (coloração rosa) e eritrosina (coloração rosa-arroxeado), respectivamente.

A eosina, é usada como um “corante microscópico”, colorindo um grupo de leucócitos existentes no sangue, os eosinófilos. A eritrosina, tem amplo uso na coloração de alimentos e em dentifrícios indicadores de placa bacteriana.

 Uso da quimioluminescência em oftalmologia  – A fluoresceína é usada para verificação da superfície da córnea, para encontrar irregularidades. Uma gota deste corante especialmente formulado para uso seguro nos olhos é pingado diretamente no olho pigmenta toda a córnea. Quando uma luz azul é colocada sobre o olho, a fluoresceína faz a córnea normal brilhar. Se houver qualquer irregularidade, um oftalmologista experiente pode facilmente enxergá-la.

Referências:

Sun, W. C.; Gee, K. R.; Klaubert, D. H.; Haugland, R. P., Synthesis of Fluorinated Fluoresceins. Journal of Organic Chemistry 1997, 62, (19), 6469-6475.

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14 - ago

Dor de cabeça – Cefaléia cérvico-facial crônica – Síndrome de Eagle

Categoria(s): Fisioterapia, Fonoaudiologia, Odontologia geriátrica, Oftalmologia geriátrica, Ortopedia geriátrica, Otorrinolaringologia geriátrica

Resenha

Síndrome de Eagle

A Síndrome de Eagle é uma possível explicação para as dores complicadas no rosto, pescoço, garganta, mandíbula e que são causadas pelo crescimento da apófise estilóide do osso temporal, ou por um ligamento estilohióideo ossificado (o que significa que se tornou osso) na base do crânio na direção do osso hióide (perto de cordas vocais ). Este ligamento é considerado alongado quando atinge mais de 2,5 cm de comprimento e é sintomático que é chamado de Síndrome de Eagle. Estas anomalias pode comprimir um número de diferentes nervos / veias / artérias e pode, assim, causar uma variedade de problemas de dor nas áreas de inervadas, principalmente na garganta, rosto e pescoço.

É difícil diagnosticar (que leva um 3D CT-scan, porque ressonância magnética e raio-X simplesmente não ver estas estruturas). Porque é tão difícil de diagnosticar porque os médicos e poucos sabem o que procurar, é muitas vezes são mal diagnosticados.

Sintomas – Pacientes com sensação de cabeça “vazia” e sintomas de dor no pescoço pode levar a um diagnóstico diferencial amplo. Uma facilmente esquecida, mas importante causa de dor crônica é a Síndrome de Eagle (ES). A partir de 1937, Dr. Watt Eagle publicou uma série de artigos que descrevem uma constelação de sintomas associados com um processo estilóide alongado. Esta síndrome que leva seu nome está associado com duas apresentações clássicas. A primeira, que o otorrinolaringologista é mais familiarizado, é dor de garganta irradiando para o ouvido em um paciente pós-tonsilectomia. A segunda apresentação, e menos conhecido, é uma dor latejante constante ao longo de tanto os internos ou externos distribuições das artérias carótidas. Os sintomas dependem de uma variedade de fatores, incluindo o comprimento e a largura do processo estilóide, o ângulo e a direcção do seu desvio e do grau de ossificação.

Síndrome de Eagle Clássica – Pós tonsilectomia – Trauma dos tecidos moles durante tonsilectomia pode causar a formação de osso, levando a um processo estilóide alongado ou ossificada ligamento. Ossificação normalmente aparece a partir de 2 a 12 meses após o trauma. Assim, esse tipo da síndrome de Eagle geralmente ocorre  em pacientes após tonsilectomia (retirada das tonsilas palatinas), embora também possa ocorrer depois de qualquer outro tipo de cirurgia da faringe. Uma massa palatável pode ser observado na fossa amigdalina, sua palpação, por vezes, exacerba os sintomas de dor de ouvido, dor no pescoço estendendo-se para a cavidade oral e  região maxilar. Outros sintomas pode ser referidos pelo paciente como: disfonia, disfagia, odinofagia, dor de garganta persistente, sensação de corpo estranho na faringe, trismo doloroso, vertigem e zumbido.

A dor é também observada quando virar a cabeça ou estendendo a língua.A manobrada de virar a cabeça, bocejar também podem desencadear os sintomas, particularmente aqueles com enxaqueca semelhante. Outros sintomas podem incluir dor língua em geral, uma sensação de aumento da salivação, alterações no paladar, alterações vocais, dor nos membros superiores, tórax e dor da articulação temporomandibular, parestesia facial, espasmo da faringe, desencadeada pelo movimento da tosse, da mandíbula, tonturas, ou sinusite. Todos estes sintomas são atribuídos à irritação dos nervos cranianos V, VII, IX ou X, todos os quais estão situados muito perto do processo estilóide.

Síndrome de Eagle artéria carótida-apófise estilóide. Nesta forma da síndrome da artéria carótida-estilo, o processo estilóide alongado desviar-se ligeiramente do seu sentido normal podendo invadir o território da artéria carótida interna ou externa, estimulando o nervo simpático do plexo que acompanha a artéria e causar dor. A estimulação da artéria carótida interna provoca dor ao longo da artéria, que é, por vezes acompanhada de dor no olho e cefaléia parietal. Estes sintomas podem resultar em diagnósticos errados, como cefaléia em salvas ou enxaqueca. Os sintomas podem incluir também afasia, distúrbios visuais, fraqueza ou até mesmo episódios de síncope. Estimulação da artéria carótida externa provoca dor facial, principalmente na área sob os olhos.

Diagnóstico – O diagnóstico de síndrome Eagle se baseia em quatro parâmetros:
(1) manifestações clínicas
(2) palpação digital do processo na fossa amigdalina
(3) achados radiológicos e
(4) teste de infiltração de lidocaína. Durante o exame clínico, a manobra de infiltração  de anestésico (lidocaína) é na região da fossa amigdalina onde do processo estilóide é palpável diminuem a sensibilidade local o resultado do teste é considerado positivo.

A digitalização em 3D-TC é considerada o padrão ouro no diagnóstico radiológico de Síndrome de Eagle. Ele fornece uma medida precisa do comprimento e angulação do processo estilóide. É importante notar que um processo estilóide alongado não significa necessariamente Eagle, pois  a maioria dos indivíduos que apresentam anomalia anatômica não apresenta sintomas. Além disso, embora um processo alongada encontra-se bilateralmente na maioria dos casos, os pacientes tipicamente exibir sintomas unilaterais. Também é de notar que a ocorrência da síndrome se correlaciona com a duração do processo de estilóide, a sua largura e angulação.

Tratamento
– O tratamento é cirúrgico por meio de cervicotomia alta, e retirado um fragmento da apófise estilóide, de ambos os lados.

Anatomia da região da apófise estilóide – A apófise estilóide é uma projeção óssea alongada, cilíndrica e pontiaguda que se origina ântero-medialmente ao processo mastóideo. O seu comprimento varia de 2 a 3 cm, servindo como ponto de origem (inserção) para os músculos estilohióide, estiloglosso e estilofaríngeo. O nervo facial emerge posteriormente, a partir do forame estilomastóideo, e passa lateralmente através da glândula parótida. Medialmente à apófise estilóide encontramos a veia jugular interna, os nervos cranianos glossofaríngeo, vago, acessório e a artéria carótida interna. Medialmente à ponta da apófise temos o músculo constritor superior da faringe e a fáscia faríngo-basilar, adjacente à fossa amigdaliana. Lateralmente encontramos a artéria carótida externa. O ligamento estilo-hióide se estende da apófise estilóide ao corno menor do osso hióide.

Referências:

Eagle WW. Elongated styloid process. Report of two cases. Arch Otolaryngol 1937;25:584-7.

Gossmann JR, Fla H, Tarsitano JJ. The styloid-stylohyoid syndrome. J Oral Surg 1977;35:555-60.

Tiago RSL, Marques Filho MF, Maia CAS, Santos OFS – Síndrome de Eagle: avaliação do tratamento cirúrgico. Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.68 no.2 São Paulo Mar./Abr. 2002 [on line]

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22 - jul

Teleangiectasia – Síndrome de Osler-Rendu-Weber

Categoria(s): Angiologia Geriátrica, Odontologia geriátrica

Resenha

Síndrome de Osler-Rendu-Weber

A Síndrome de Osler-Rendu-Weber também conhecida como telangiectasia hemorrágica hereditária é uma doença genética com transmissão autossômica dominante, que se caracteriza por estreitamento das paredes das veias com ruptura de telangiectasias planas ou levemente elevadas na pele e mucosas, o que provoca lesões purpúricas na pele e hemorragias no nariz, boca, genitália e outros órgãos, bem como estômago e duodeno. Ocasionalmente pode haver telangiectasias disseminadas de diversas vísceras como fígado, pulmões, trato gastrointestinal.

Além dos locais já citados, essa dermatose pode atingir ainda os lábios, fossas nasais, face, orelha, língua, mãos, pés, unhas, tórax, pulmão, fígado e comprometer sistema nervoso central. O reconhecimento da doença ocorre, porém, pela lesão bucal (figura).

Tratamento – O tratamento é com cauterização das lesões sangrantes.

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