Úlceras na perna – Bota de Unna
Úlceras de estase venosa – Tratamento
Bota de Unna
A bota de Unna é uma bandagem semi-rigida impregnada com óxido de zinco, desenvolvida em 1883, por Paul Gerson Unna, um dermatologista alemão, utilizada ns úlceras de estase venosa.
Deve ser aplicada semanalmente por médico ou enfermeiro com o pé a um ângulo de 90º com o tornozelo. Deve ser trocada semanalmente ou mais freqüentemente, caso a úlcera seja muito exsudativa. Caso contrário, pode ficar saturada com o exsudato da ferida e produzir odor extremamente desagradável. Além disso, caso a aplicação não seja feita de forma correta, pressões anormais podem ser exercidas e prejudicar a circulação, levando a necrose da pele, novas ulcerações e até mesmo gangrena.
Tags: Úlcera varicosa, Bota de Unna, Varizes
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Semiologia médica
Sinal de Lhermitte
O pescoço além de fornecer suporte à cabeça, apresenta grande mobilidade, característica que o torna mais vulnerável às lesões, como as distensões e contraturas musculares. Com o envelhecimento surgem as doenças degenerativas como a osteoartrose, estenose do canal vertebral e a doença degenerativa discal afetam as funções da coluna. A osteoartrose é doença articular comum que causa deterioração progressiva da cartilagem e a formação óssea reacional chamada osteófito ou “bico de papagaio” causando limitação de movimento e dor. Assim as hérnias discais, a espondilose cervical, a esclerose múltipla e os processo tumorais da coluna cervical alta produzem o sinal de Lhermitte que é a parestesia (formigamento) irradiado para os braços e pernas ou dor em “descarga elétrica” ao longo da coluna e das pernas por ocasião da flexão do pescoço.
História da Medicina – Foi Jacques Jean Lhermitte (1877 – 1959), neurologista e neuropsiquiatra francês, que fez a correlação do sinal com a desmielinização do cordão posterior da medula cervical, mas o fenômeno foi descrito anteriormente por Pierre Marie e Chatelin (1917).
Tags: Cervicalgia, Esclerose Múltipla, Osteoartrose, Sinal de Lhermitte
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Semiologia médica
Teste de Trendelenburg
Este teste criado pelo médico alemão Friedrich Trendelenburg
(1844-1924) avalia o músculo glúteo médio. O músculo glúteo médio estabiliza a pelve, impedindo o infradesnivelamento da pelve no lado oposto a contração muscular durante a fase de oscilação da marcha (Figura). Essa manobra é realizada solicitando ao paciente em pé que flexione o quadril e o joelho de um lado com enquanto se observa o nível das cristas ilíacas. O teste é positivo quando ocorre a queda da pelve para o lado não apoiado, o que significa insuficiência do glúteo médio do lado oposto. Esta queda pode ser observada também durante a marcha. Geralmente, o indivíduo compensa essa queda inclinando o tronco para o lado oposto para permitir a elevação do membro.

Tags: Teste de Trendelenburg
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Opinião sobre o caso clínico: Cirrose Hepática – Cirrose biliar
Esta categoria de artigos se presta para o fórum de casos clínicos propostos pelos internautas com dúvidas sobre condutas diagnósticas e terapêuticas. Os colegas internautas poderão deixar opinião a respeito do assunto na sessão comentários.
A imagem é do médico Oskar Minkowski fisiologista e patologista germânico nascido em Aleksotas, Rússia, hoje Kaunas, na Lituânia, que demonstrou que o fígado era o responsável para produção de bilis e o local de formação do ácido úrico (1884). Estudou em Königsberg, Freiburg, e Strassburg, principalmente como um estudante de Bernhard Naunyn (1839-1935). Foi assistente e colaborador de Naunyn na clínica médica de Königsberg (1882-1892), recebendo seu doutorado em medicina em Königsberg (1881) e foi habilitado como Privatdozent também em Königsberg (1885). Ensinou medicina na Universidade de Estrasburgo (1882-1904), como professor (1888) e professor de Ausserordentlicher em Strassburg (1891). Depois foi professor em Colônia (1904-1905), onde ele assumiu a chefia do departamento de medicina interna (1900). Foi ordinarius e diretor da clínica médica em Greifswald (1905-1909) e em Breslau (1909-1926). Pesquisou a base bioquímica da diabetes e provou que diabetes resultava da supressão da substância pancreática (1884-1889). Aposentado, morreu em Wiesbaden.

Interpretação clínica
- Senhora de 62 anos veio a consulta com lesões cutâneas, pruriginosa, que surgiram há 1 semana. Passou pomada de anti-alérgico, por conta própria, sem melhora. Ao exame físico mostra hiperpigmentação da pele, xantelasma e hepatoesplenomegalia.
- Exames laboratoriais – Albumina 3,6 g/dL; bilirrubina total 1,3 mg/dL; fosfatase alcalina 2120 U/L; aspartato de aminotransferase (AST) 78 U/L; alanina aminotransferase (ALT) 98 U/L e anticorpo anti-mitocondrial (AMA) positivo 1:2560.
- Ultrassonografia abdominal mostrou hepatoesplenomegalia e cálculos biliares, mas não há dilatação dos canalículos biliares.
- A biópsia hepática mostrou infiltrado portais linfocitários, número reduzido de ductos biliares e cirrose, indicando o diagnóstico de cirrose biliar primária.
Veja – cirrose biliar primária
Como agir nesse caso?
Tags: Cirrose, Cirrose biliar primária, Cirrose hepática, Hepatite
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Opinião sobre o caso clínico
Esta categoria de artigos se presta para o fórum de casos clínicos propostos pelos internautas com dúvidas sobre condutas diagnósticas e terapêuticas. Os colegas internautas poderão deixar opinião a respeito do assunto na sessão comentários. A imagem é do médico pediatra inglês Samuel Jones Gee (13 September 1839 – 3 August 1911) que em 1888, publicou a primeira descrição moderna da doença celíaca e postulou a importiancia do controle dietético.

Samuel Jones Gee entrou no hospital do University College como uma estudante de Medicina em 1857 e graduou a Universidade de Londres de M.D. em 1861. Trabalhou como um cirurgião no hospital do University College e subseqüentemente no hospital para crianças doentes. Transformou-se um membro da Royal College of Physicians em 1865, do ano onde obteve seu doutorado em 1870. Inicialmente Gee era responsável do departamento de dermatologia, mas em 1870 transformou-se assistente no departamento de anatomia e de 1872-1878 era conferente na anatomia patológica. Tranformou-se um médico no hospital de St Bartholomew em 1878 e desse ano até 1893 militou na medicina.
Caso clínico
Senhora de 45 anos, caucasiana, apresenta-se com queixa de diarréia com fezes volumosas e “gordurosas”(esteatorréia), as fezes parecem ficar boiando no vaso sanitário com coloração amarela brinhante. Acompanha o quadro, distensão abdominal, edema e letargia. Este quadro a acompanha a alguns anos, mas se tornou mais intenso nos últimos meses.
Tags: Doença celíaca, Esteatorréia
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