Arquivo de Inflamação





16 - jul

Alergia ocular – Conjuntivite papilar gigante

Categoria(s): Emergências, Imunologia, Inflamação

Conjuntivite papilar gigante

ALERGIA


hiperemia conjuntival

Aproximadamente 20% da população geral tem alguma forma de alergia ocular e uma significante parte apresenta manifestações oculares, como: prurido e a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, secreção mucóide, fotofobia (sensibilidade aumentada à luz), sensação de corpo estranho no olho. As conjuntivites são classificadas em conjuntivite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica perene, cérato-conjuntivite atópica, cérato-conjuntivite primaveril e conjuntivite papilar gigante.

Sintomatologia

CPGNa conjuntivite papilar gigante observa-se uma reação papilar do tarso superior, com formação de papilas, com ou sem inflamação da córnea, que levam o paciente a desenvolver diferentes graus de intolerância ao uso das lentes, alegando aumento de sua mobilidade, coceira, fotofobia, ardor, secreção branca, queda da visão e, nos casos mais graves, desenvolvimento de ptose (queda das pálpebras). A manifestação dos primeiros sintomas pode ocorrer meses ou anos depois do início do uso das lentes de contato. Durante a fase inicial, o exame da conjuntiva palpebral pode revelar-se normal ou apenas com discreta vermelhidão. O diagnóstico é feito a partir do estudo da história do paciente e dos sinais físicos encontrados.

Etiologia

Um dos problemas mais freqüentes relacionado ao uso das lentes de contato é a alergia; isto é, a reação do olho contra algo que o está agredindo. Nas fases avançadas da alergia a produção de muco é tal que a lente se torna opaca, desconfortável e extremamente móvel sobre a córnea. A conjuntiva palpebral fica vermelha e inchada, com a vascularização normal oculta; as papilas aumentam em número e tamanho.

tratamento

O melhor tratamento para a conjuntivite papilar gigante é prevenir o seu aparecimento. As consultas periódicas ao oftalmologista – no mínimo, uma vez por ano – são imprescindíveis. O aprendizado sobre limpeza, conservação e troca das lentes é fundamental.

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02 - jul

Alergia ocular – Conjuntivite Alérgica Sazonal

Categoria(s): Imunologia, Inflamação, Oftalmologia geriátrica

Conjuntivite alérgica sazonal

 

ALERGIAhiperemia conjuntival

Aproximadamente 20% da população geral tem alguma forma de alergia ocular e uma significante parte apresenta manifestações oculares, como: prurido e a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, secreção mucóide, fotofobia (sensibilidade aumentada à luz), sensação de corpo estranho no olho. As conjuntivites são classificadas em conjuntivite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica perene, ceratoconjuntivite atópica, ceratoconjuntivite vernal e conjuntivite papilar gigante.

Conjuntivite Alérgica Sazonal • Geralmente os sintomas da conjuntivite alérgica sazonal duram curto período de tempo. Durante a primavera, a pessoa pode se sentir incomodada, pela presença do pólen proveniente de árvores, e durante o verão, pelo pólen das gramas. De maneira geral, os sintomas resolvem-se durante outros períodos do ano, principalmente no inverno.

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28 - jun

Alergia ocular – Conjuntivite alérgica

Categoria(s): Cuidador de idosos, Emergências, Farmacologia e Farmácia, Imunologia, Inflamação, Oftalmologia geriátrica, Semiologia Médica

Conjuntivite alérgica

 

ALERGIAhiperemia conjuntival

Aproximadamente 20% da população geral tem alguma forma de alergia ocular e uma significante parte apresenta manifestações oculares, como: prurido e a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, secreção mucóide, fotofobia (sensibilidade aumentada à luz), sensação de corpo estranho no olho. As conjuntivites são classificadas em conjuntivite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica perene, ceratoconjuntivite atópica, ceratoconjuntivite vernal e conjuntivite papilar gigante.

Fisiopatologia

A conjuntivite alérgica é uma alteração da conjuntiva caracterizada por reação de hipersensibilidade do tipo I e/ou IV. Na reação alérgica, ocorre liberação de células Th2, que estimulam a produção de imunoglobulinas E (IgE). As IgE, por sua vez, são ligadas às membranas de basófilos e mastócitos das conjuntivas oculares e nas pálpebras. Os mastócitos destes tecidos, quando ativados, liberam mediadores da inflamação pré-formados em seus grânulos e mediadores recém sintetizados de suas membranas celulares através da cascata do ácido aracdônico causando as manifestações clínicas da alergia.

No exame citológico da conjuntiva em pacientes com alergia conjuntival observa-se eosinófilos com freqüência que varia de 20-80% dependendo do momento em que a amostra for colhida, do tempo de manifestação alérgica e da freqüência de repetição do exame citológico.

Microbiota da conjuntiva de olhos

A microbiota da conjuntiva de olhos normais foi estabelecida no início do século XIX. Foi comprovada a existência de bactérias aeróbias ou facultativas e questionada a presença de bactérias estritamente anaeróbias no saco conjuntival. Os agentes mais comumente encontrados são o Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus aureus, Corynebacterium spp e Propionibacterium acnes.

Estudos biológicos mostram um crescimento maior de bactérias, como as citadas acima, nas amostras conjuntivais colhidas dos pacientes alérgicos, o que provavelmente pode ser explicada pela maior manipulação dos olhos provocada pelo ato de coçar, que deve transportar bactérias do meio externo e anexos oculares para o saco conjuntival.

Tratamento

  • Tratamento de primeira linha – Controle ambiental e de exposição a alérgenos e o uso de lágrimas artificiais.
  • Tratamento de segunda linha – Uso tópico de anti-histamínicos, estabilizadores de membranas de mastócitos e drogas de ação múltipla.
  • IMPORTANTE – Anti-inflamatórios não hormonais tópicos e vasoconstrictores não são recomendados.
  • Terceira linha de tratamento – Corticosteroides tópicos foram estabelecidos como tratamento para casos graves de ceratoconjuntivite.
  • Não é consenso o uso sistêmico de corticosteróides e imunossupressores.

Veja maisPapel protetor do filme lacrimal

Referências:

Brody JM, Foster CS. Vernal conjunctivitis. In: Pepose JS, Holland GN, Wilhelmus KR, editors. Ocular infection & immunity. St Louis: Mosby; 1996. p. 367-75.

McGill JI, Holgate ST, Church MK, Anderson DF, Bacon A. Allergic eye disease mechanisms. Br J Ophthalmol 1998;82:1203-14.

Campos MSQ, Sato EH, Nose W, Mos EN, Santos MAA. Microbiota anaeróbica do saco conjuntival humano normal. Arq Bras Oftalmol. 1989;52(6):193-5.

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14 - mai

Úlcera cutânea nas pernas – Úlceras Neurotróficas

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Enfermagem, Infectologia, Inflamação

Úlceras cutâneas – Úlceras Neurotróficas


Dermatoses no idoso – parte 3

Ulceras

As úlceras neurotróficas, são as mais raras e um grande exemplo, são as úlceras que ocorem nos pacientes portadores de hanseníase, em que há comprometimento de nervos como o tibial posterior (responsável pela sensibilidade das plantas dos pés). Logicamente, nesses casos, há total anestesia da pele ou seja as feridas são indolores. As pessoas a adquirem após traumatismos, queimaduras ou outras noxas.

 

Referências:

- Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.
- Maffei,  FH.  Doenças Vasculares Periféricas;   ED. Guanabara-Koogan.

 

 

Veja mais sobre úlceras   Úlceras varicosas >>
Aspectos gerais e classificação   Úlceras isquêmicas >>
    Úlceras neurotróficas>>

 

Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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27 - abr

Dispepsia – Causa reflexa: Dores abdominais

Categoria(s): Emergências, Gastroenterologia, Infectologia, Inflamação

Dispepsia

 

Entendendo os sintomas dispépticos de origem reflexa

DISPEPSIA

Inflamação da vesícula biliar (colecistite) e cálculos biliares são causas frequentes de dispepsia e tem como fato relevante a presença de gosto amargo na boca, especialmente pela manhã.

As doenças e discinesias biliares representam patologias que alteram reflexamente o funcionamento gástrico.

Colelitíase ou Colecistite aguda ou crônica em especial com cálculos é a principal representante da dispepsia reflexa com quadro de dores abdominais localizadas na região do lado superior direito (região do hipocôndrio direito). A intolerância alimentar – frituras, gorduras, chocolates – as náuseas matutinas e flatulência, diarréias e constipação ajudam a compor o quadro clínico de colecistite calculosa. O quadro agudo acompanha de quadro toxêmico, febre, mal estar geral e dor a palpação na região do hipocôndrio direito (Ponto de Murphy). O estudo ecográfico do abdomen auxilia no diagnóstico.

Veja mais – Cálculos biliares

Colecistite aguda acalculosa (CAA) é a inflamação aguda da vesícula biliar na ausência de pedras geralmente ocorre nas pessoas que são submetidos a grandes cirurgias, infecções extremamente graves, queimados ou traumatismos extensos. Outros problemas comumente relacionados são diabetes, câncer, transplante de medula, vasculites, embolias (principalmente gordurosa), AIDS e insuficiência cardíaca grave. Assim, este evento não apresenta a dispepsia reflexa como ponto principal.

Discinesia biliar

VesículaO termo mais aceito na atualidade é distúrbio funcional da vesícula biliar, produz sintomas de dor abdominal, geralmente após refeições colecinéticas (especialmente alimentos gordurosos). Os sintomas se dão pelo não funcionamento adequado da vesícula biliar, que acomete cerca de 8% dos homens e 21% das mulheres que tem dor na parte superior direita do abdômen com ultrassonografia normal.

A dor geralmente se dá em episódios (ou crises) que são espaçados e não diários, é intensa e dura pelo menos 30 minutos, geralmente obrigando o paciente a acordar, parar suas atividades ou refeição e muitas vezes a procurar ajuda médica imediatamente. Dor superior a 6 horas de duração chama a atenção para colelitíase e suas complicações. A dor não melhora com postura, posição, evacuação ou antiácidos.

Não se sabe exatamente o que causa esta disfunção. Dentre as diversas teorias propostas, as mais aceitas são o depósito de cristais na bile (fase anterior à formação de pedras) ou que a discinesia da vesícula biliar esteja relacionada com distúrbios dos hormônios que controlam o esvaziamento da bile, a contração da vesícula biliar ou do esfíncter de Oddi que controla a saída de bile para o intestino (duodeno).

Tratamento – O tratamento inicialmente é clínico com mudança do padrão alimentar, evitando-se alimentos gordurosos e refeiçnoes copiosa, principalmente no jantar. Medicação sintomática auxilia no controle clínico. Nos casos de difícil controle pode-se optar por tratamento cirúrgico, com remoção da vesícula biliar.

Referência:

Ransohoff DF, Gracie WA – Treatment of gallstones. Ann Inter Med. 1993;119:606-619.
Westphal JF, Brogard JM – Biliary tract infections: a guide to drug treatment. Drugs 1999;57:81-91.
Carpenter HA – Bacterial and parasitic cholangitis. Mayo Clinic proc. 1998;73:473-478.

<< O que é dispepsia?   Quais as causa da dispepsia? >>

 

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