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04 - abr

Malária – Sintomas: Febre palúdica

Categoria(s): Biologia, Imunologia, Infectologia

Malária – sintomas

 

Paludismo ou Maleita

 

A malária, também conhecida como paludismo ou maleita, é uma parasitose causada por um protozoário do  gênero Plasmodium. Apesar de as mais de cem espécies deste gênero, somente Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale infectam o homem, sendo as duas primeiras espécies as mais importantes.

Sintomatologia

Febre palúdica – O ciclo de febre da malária, chamada de febre palúdica, é característica da malária e se apresenta de acordo com o ciclo do parasita e do estado imunológico do hospedeiro.

  • Fase do período de infecção – A fase sintomática inicial, denominado período de infecção, caracterizada por mal-estar, cansaço e mialgia (dores musculares).
  • Fase do ataque paroxístico – O ataque paroxístico inicia-se com calafrio, acompanhado de tremor generalizado, com duração de 15 minutos a 1 hora.
  • Fase febril – Na fase febril, a temperatura pode atingir 41°C. Esta fase pode ser acompanhada de cefaléia, náuseas e vômitos. É seguida de sudorese intensa.
  • Fase de remissão – A fase de remissão caracteriza-se pelo declínio da temperatura (fase de apirexia). A diminuição dos sintomas causa sensação de melhora no paciente.

Estado de Febre Intermitente – Após o paciente passar por todas as fases da febre palúdica descrita acima, novos episódios de febre podem acontecer em um mesmo dia ou com intervalos variáveis, caracterizando um estado de febre intermitente. Os sinais e sintomas podem evoluir para formas graves e complicadas, dependendo da resposta imunológica do organismo, aumento da parasitemia e espécie de plasmódio.

Tipos de febre palúdica

  1. Febre terçã (ciclo de 48 horas) maligna – Causada pelo P. falciparum que é o mais patogênico, e pode causar a morte se não diagnosticado e tratado precocemente, principalmente em pessoas em sua primeira infecção.
  2. Febre terçã (ciclo de 48 horas) benigna -  Causada pelo P. vivax,  raramente produz infecções fatais, mas tem uma ampla distribuição mundial sendo a espécie mais prevalente na maioria das regiões malarígenas fora do continente africano. P. ovale é responsável por outra forma de febre terçã benigna, mas está restrito ao continente africano.
  3. Febre quartã (ciclo de 72 horas) – Causada pelo P. malariae que apesar de ser encontrado no mundo todo, apresenta uma distribuição muito pontual.

 Transmissão

A transmissão é feita por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo Plasmodium. Os vetores são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno, porém em menor quantidade em algumas horas da noite. Não há transmissão direta da doença de pessoa a pessoa. Raramente pode ocorrer a transmissão por meio de transfusão de sangue contaminado ou do uso compartilhado e seringas contaminadas.

 Referência:

SUCEN – Superentindência de Controle de Endemias – Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Malária. [on line]

http://www.cremerj.org.br/publicacoes/145.PDF

 

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03 - abr

Malária – Existe uma vacina para a doença?

Categoria(s): Avanços da Medicina, Farmacologia e Farmácia, Gastroenterologia, Imunologia, Infectologia

Malária

 

Existe uma vacina para a doença?

A melhor medicação e prevenção contra uma determinada doença é a vacina, pois ela estimula das nossas próprias defesas imunológicas. Mas para seu perfeito funcionamento devemos conseguir criar um anticorpo contra um antígeno específico do agente causador da doença, como exemplo, para o bacilo tetânico, bacilo da tuberculose, etc.

As dificuldades para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a malária residem no fato de que não se pode assegurar que a imunidade celular e humoral sejam capazes de impedir a infecção. Os antígenos parasitários variam nas diferentes fases do ciclo evolutivo dos plasmódios, de modo que anticorpos específicos para antígenos de uma fase podem não proteger contra antígenos de outra fase do desenvolvimento dos parasitos.

Imunidade adquirida

Em áreas com endemicidade, a população exposta consegue adquirir uma imunidade que desenvolve-se lentamente, após muitos anos de exposição à doença e vários episódios maláricos. A imunidade adquirida é parcial, e não impede a infecção mesmo em indivíduos expostos por longo tempo à doença. Nestes casos o que ocorre é uma infecção assintomática com baixa parasitemia sanguínea.

Antígenos dos plasmódios

Na membrana de superfície dos parasitos são expressas proteínas altamente polimórficas e antigenicamente variáveis, que parecem estar relacionadas com a resposta imune adquirida. Já, os antígenos internos liberados no momento da ruptura dos esquizontes são parcialmente conservados entre as espécies de plasmódios e parecem estar relacionados com a sintomatologia e a patologia da malária. 

Muitos são os antígenos que se constituem em alvo para o desenvolvimento de uma vacina, incluindo proteínas do esporozoíto (CSP) e do merozoíto (MSP-1). A interação entre o esporozoíto e o hepatócito ocorre através de uma proteína denominada circumsporozoíta, que recobre a superfície do parasito.

Em P. vivax, a invasão do eritrócito pelo parasito é realizada por meio de um antígeno da superfície da hemácia denominado fator Duffy e por meio de proteínas do parasito que promovem a ligação com os reticulócitos.

Em P. falciparum a ligação se processa por meio da glicoforina A presente na célula hospedeira e de antígenos do parasito, como o antigeno EBA 175. A invasão do eritrócito pelo merozoíto ocorre em 20 segundos. Este se liga ao glóbulo vermelho através de sua região apical, promovendo deformações na hemácia e penetrando na mesma por um processo semelhante à endocitose. A hemácia invaginada cria um vacúolo parasitóforo, onde o merozoíto se aloja. Então o merozoíto perde roptrias, micronemas e membrana e dá origem ao trofozoíto.

Em conclusão ainda não temos um vacina eficaz contra a malária. Portanto, o prevenção é evitar o contato com os mosquitos transmissores com medidas preventivas

 

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02 - abr

Malária – Tratamento

Categoria(s): Imunologia, Infectologia

Malária – Tratamento

 

Tratando pelo ciclo humano da parasitose

O tratamento da malária visa atingir o parasito em pontos-chaves de seu ciclo evolutivo no homem. O gráfico ilustra os pontos de ação dos medicamentos.

  1. Destruição das forma latentes do parasita (hipnozoitos)  no ciclo tecidual das espécies P. vivae e P. ovale – evitar recaidas tardias.
  2. Interrupção da esquizogonia sanguínea – responsável pela patogenia e manifestação clínica da doença.
  3. Impedir o desenvolvimento de forma sexuadas dos parasitos (gametócitos).

malaria tratamento

 

O ministério da Saúde do Brasil, por intermédico de uma política nacional de medicamentos para tratamento da malária, orienta a terapêutica e distribui os medicamentos necessários para o tratamento, de acordo com seu manual. Ao médico que está assistindo ao paciente cabe orientar o dignóstico e encaminhar o mesmo para um posto do SUS – Sistema Único de Saúde.

Lembramos que o diagnóstico de certeza da infecção só é possível pela demonstração do parasito – exame da gota espessa ou esfregaço delgado – ou de antígenos – testes imunocromatográficos -  relacionados no sangue periférico do paciente.

Medicamentos

P. vivax e P. ovale – Cloroquina  e Primaquina.

P, falciparum – Artesunato e Mefloquina.

 

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22 - mar

Dores nas mãos – Artrite reumatóide

Categoria(s): Fisioterapia, Imunologia, Inflamação, Reumatologia geriátrica, Semiologia Médica

Dores nas mãos – Artrite reumatóide

 

Sinovite articular

artroses das mãosA artrite reumatóide (AR) é uma doença sistêmica que atinge 1% da população adulta e se caracteriza principalmente por poliartrite simétrica crônica e erosiva, tendo o diagnóstico eminentemente clínico.

As manifestações clínicas envolvem principalmente a membrana sinovial das articulações. A membrana sinovial sadia possui uma a duas camadas de células da linhagem fibroblástica e algumas da linhagem macrofágica, embebidas numa matriz extracelular. Na AR, a membrana sinovial apresenta vasos neoformados e grande quantidade de células inflamatórias (Linfócitos T CD4+, Linfócitos B e células dendríticas). Este tecido recebe o nome de pannus e é característico da AR. Este é o substrato da dor e e inflamação articular.

As manifestações sistêmicas são: astenia, anorexia e perda de peso. As alterações extra-articulares, como tenossinovites, nódulos subcutâneos, linfonodopatias, alterações oftálmicas, serosites, miosites, parotidite, fibrose pulmonar intersticial, vasculite cutâneo-visceral e anemia. A pior complicação da AR é a vasculite que geralmente ocorre nas extremidades inferiores, e indica mau prognóstico.

Diagnóstico

Em suas fases iniciais, existe uma considerável dificuldade na identificação de elementos clínicos e radiológicos típicos. Apesar de sua baixa especificidade (35%) e sensibilidade (50%) tem sido utilizado a dosagem do fator reumatóide IgM (FR) como meio de diagnóstico nas fases iniciais. Nos últimos anos, surgiram novos exames com melhor valor preditivo para o diagnóstico, como anticorpos contra filagrina/profilagrina e peptídeo citrulinado cíclico (CCP) com sensibilidade em torno de 70% e especificidade acima de 90%.

Embora com sua etiologia ainda seja desconhecida, avanços significativos têm sido feitos no esclarecimento da patogênese da AR. Há, certamente, fatores desencadeantes dos processos imunológicos e inflamatórios e uma evidente participação genética, principalmente em relação ao HLA-DR4.

 Tratamento

Na fase inicial da AR – os antiinflamatórios não hormonais (AINH) continuam amplamente indicados. Se, por volta de um mês, os sintomas persistem, devem ser associadas drogas de ação lenta, conhecidas também como drogas de base na AR, os antimaláricos (hidroxicloroquina ou difosfato de cloroquina), metotrexato, sulfassalazina, sais de ouro, D-penicilamina, azotioprina e ciclosporina, sendo que estes medicamentos são utilizados nas fases crônicas da doença.

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25 - dez

Leucemias – Leucemia Linfocítica Crônica (LLC)

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Hematologia geriátrica, Imunologia, Infectologia

Leucemia Linfocítica Crônica

A Leucemia Linfocítica Crônica ( LLC) é o tipo de câncer sangüíneo  mais comum em adultos. A maioria das pessoas com LLC estão acima de 50 anos de idade, resulta de dano genético adquirido no DNA de uma única célula na medula óssea. As células doentes substituem a medula óssea normal com um crescimento incontrolável de blastos (células iniciais da linhagem) de características linfoides.

Muitos pacientes com LLC fazem o diagnóstico após um check-up de rotina, quando, durante o exame físico, é encontrado um nódulo linfático (íngua) ou baço aumentado, ou quando o hemograma mostra um número de linfócitos (seta na figura) mais alto que o normal. Pode haver perda de peso e presença de infecções recorrentes na pele, na urina, nos pulmões e em outros locais.

As células linfáticas das LLC vivem mais do que linfócitos normais. Com o passar do tempo, estas células ficam em maior número do que as células sangüíneas saudáveis no sangue, nos nódulos linfáticos e na medula, causando aumento dos nódulos linfáticos, do baço ou ambos, causado pela invasão das células doentes nesses órgãos.

Diagnóstico

O diagnóstico da Leucemia Linfóide Crônica é feito por meio do exame de sangue (hemograma). Para confirmação do diagnóstico é necessária avaliação medula óssea ( mielograma), ou biópsia de medula ósseo com os exames de imunofenotipagem* e citogenética**.

*Imunofenotipagem – A imunofenotipagem pode mostrar se a LLC começou com um dos subtipos de linfócito: célula B ou célula T. A célula B é mais comum.

**Citogenética – A citogenética avalia as normalidades cromossômicas das células blásticas auxiliando na classificação da doença e no planejamento do tratamento.

Tratamento

Muitas pessoas com LLC possuem uma LLC de baixo-risco, ou seja,  não apresentam sintomas por muitos anos, com pequena ou nenhuma mudança em suas rotinas diárias. A esses pacientes o mais importante é convece-lo da não necessitadade de medicação oncológica e somente acompanhamento médico regular. À medida que o tempo passa, os resultados dos exames e dos testes laboratoriais irão ajudar o médico a decidir sobre quando iniciar o tratamento.

Critérios para início do tratamento
Número de células LLC está mais alto do que estava o exame anterior
Número de células normais está mais baixo do que estava o exame anterior
Nódulos linfáticos aumentaram desde a última consulta
Baço aumentou desde a última consulta

Formas de tratamento

1. Quimioterapia: é um tratamento com drogas que danificam as células cancerígenas. Algumas drogas são ministradas via oral, outras drogas são ministradas através da veia.
2. Imunoterapia: é um tratamento que usa as próprias defesas do organismo para combater a LLC. A terapia de anticorpo monoclonal é um tipo de imunoterapia.
3. Transplante de células tronco hematopoéticas (TCTH): é um tratamento para restituir as células saudáveis da medula óssea de um paciente.
4. Radioterapia: é um tratamento com raios de alta-energia. A radioterapia não é um tratamento comum para LLC.
5. Esplenectomia: é a retirada cirúrgica do baço, tipo de cirurgia usado em um pequeno número de pacientes com LLC. Se o baço estiver muito aumentado com muitas células doentes, pode causar desconforto e baixar as contagens de células sangüíneas a níveis perigosos (fenômeno do hiperesplenismo).

Referências

Rai, KR et al. Clinical staging of chronic lymphocytic leukemia. 1975 Blood,1975;46: 219.

Dameshek, W. Chronic lymphocytic leukemia- an accumulative disease of immunologically incopetent lymphocytes. Blood, 1967;29: 566, 1967.

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