Arquivo de Ginecologia geriátrica





21 - jun

Transtorno da Excitação Sexual Feminina (FSAD)

Categoria(s): Ginecologia geriátrica, Psicologia geriátrica, Sexualidade e DST

sexualidadeTranstorno da Excitação Sexual Feminina

 

Female Sexual Arousal Disorder (FSAD)

Inicialmente visto como um problema principalmente psicológico, nos últimos anos, a disfunção sexual feminina (FSD), tem sido reconhecida como um problema generalizado com aspectos fisiológicos que são tratáveis.

Estudos nos EUA mostraram que 43 % das mulheres têm algum tipo de disfunção sexual, e um dos tipos mais comumente relatados é uma desordem excitação sexual feminina (FSAD).

Transtorno da Excitação Sexual Feminina (FSAD)

FSAD é definida como a incapacidade persistente ou recorrente de alcançar ou manter a resposta de lubrificação à excitação sexual até a conclusão da atividade sexual. Este distúrbio de excitação é caracterizada pela falta de lubrificação vaginal; diminuição da sensibilidade do clitóris e dos lábios; diminuiu ingurgitamento do clitóris e dos lábios; ou diminuição da excitação sexual e emoção. Quando estes sintomas causam sofrimento pessoal significativo para as mulheres afetadas, é feito o diagnóstico de FSAD , esse pode ocorrer apesar adequada, intensidade e duração da estimulação sexual

FSAD é experimentada por cerca de 20 por cento de mulheres adultas, destas três quartos apresentam-se na menopausa. As Pesquisa indicaram que:

  1. 33% mulheres relatam a falta de interesse sexual
  2. 25% não experimentam o orgasmo
  3. 20 % referem dificuldades de lubrificação
  4. 20% não encontram sexo prazeroso

Causas de FSAD

  • Procedimentos cirúrgicos, como a histerectomia pode afetar mudanças no fluxo de sangue, o que pode causar uma falta de sensibilidade e excitação sexual.
  • A histerectomia, com ou sem ooforectomia (remoção dos ovários), também podem afetar psicologicamente como a mulher se sente sobre si mesma sexualmente.
  • A diminuição dos níveis de estrogénio associada com a menopausa pode tornar a vagina seca e fina, mesmo fazendo com que ela fique inibida.
  • Certos medicamentos, como contraceptivos orais, anti-hipertensivos e antidepressivos, pode impactar a função sexual e o libido; Mulheres que tomam estes medicamentos pode reportar uma diminuição na excitação, aumento da secura vaginal e aumento da dificuldade em atingir o orgasmo.
  • Fatores psicológicos, como stress questões, depressão e relacionamento podem causar ou contribuir para FSAD.
  • Outras causas incluem certas doenças crônicas como o diabetes, as escolhas de estilo de vida, como tabagismo e danos trauma ou nervo cirúrgico para a região pubiana.

Diagnóstico

O diagnóstico de FSAD é baseado em uma história clínica detalhada (sexual, médica, ginecologia e psicossocial), exame físico e entrevistas psicológicas, o que pode ajudar a determinar se o problema é físico ou psicológico.

Tratamento

A terapia de reposição de estrogênio resulta em alguma melhora da sensibilidade do clitóris, aumento da libido e menos dor durante a relação sexual. Os terapeutas sexuais e psicólogos podem ajudar a melhorar a comunicação entre os parceiros para ajudar a melhorar o ato de sexo, incluindo a relação preliminares, e falar sobre sexo.

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19 - abr

Câncer: Radioterapia – Indicações da braquiterapia

Categoria(s): Avanços da Medicina, Câncer - Oncogeriatria, Gastroenterologia, Ginecologia geriátrica, Urologia geriátrica

Radioterapia

Indicações da braquiterapia

Braquiterapia

A braquiterapia envolve a colocação de fontes radioativas no tumor ou intra-cavitária, como útero, esôfago ou intersticial (dentro do próprio tumor) no caso do carcinoma de próstata.

Características radioativas

Nas braquiterapias são utilizadas fontes radioativas emissores de radiação gama de baixa e média energia, encapsuladas em aço inox ou em platina, com atividade da ordem de dezenas de Curies. Os isótopos mais utilizados são Iridium-192, Césio-137, Radio-226. As fontes são colocadas próximas aos tumores, por meio de aplicadores, durante cada sessão de tratamento. Sua vantagem é afetar mais fortemente o tumor, devido à proximidade da fonte radioativa, e danificar menos os tecidos e órgãos próximos.

Cuidados na aplicação

Devem ser manipuladas por técnicos bem treinados e oferecem menor risco que a Bomba de Cobalto-60. Os pacientes não podem se deslocar da clínica, portando estas fontes, pois podem causar acidentes em outras pessoas. Assim, a manipulação e a guarda destas fontes devem ser seguras e cuidadosas. Durante a aplicação, a fonte emite radiação de dentro do paciente e, assim, o operador e outras pessoas não devem permanecer por muito tempo, próximas. Após a retirada da fonte, nada fica radioativo.

Braquiterapia Intracavitária

A braquiterapia intracavitária é a colocação de fontes radioativas em cavidades naturais do corpo como útero, vagina, cavidade nasal, rinofaringe, através de aplicadores especiais. Esse porcedimento é feito ambutarorialmente, usando alta taxa de radiação (Iridium-192), aplicada em minutos, não necessitando do paciente ficar internado. Esse tipo de tratamento é indicado para tumores endobronquiais recorrentes, tumores do duto biliar e câncer do esôfago.

BraquiterapiaBraquiterapia por implantes permanentes

Essa braquiterapia é a inserção de fontes radioativas diretamente dentro dos tecidos tumorais. Esta técnica é muito utilizada nos tumores da próstata (figura), com o uso de sementes radioativas de Iodo-125, Paladio-103. Também pode ser utilizada em associação com a radioterapia externa nos tumores não operáveis.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais  associados a braquiterapia incluem contusões no local da aplicação, inchaço, sangramento, corrimento ou desconforto na região implantada. Estes geralmente desaparecem dentro de poucos dias após a conclusão do tratamento. Os pacientes também podem se sentir cansado após o tratamento.

Tratamento de braquiterapia de colo do útero ou câncer de próstata pode causar sintomas urinários agudos e transitórios, tais como retenção urinária, incontinência urinária ou dor ao urinar (disúria). Também podem ocorrer aumento de freqüência de evacuações, diarréia, constipação ou pequeno sangramento retal.

A maioria dos efeitos secundários a braquiterapia pode ser tratada com medicamentos ou através de mudanças na dieta, e geralmente desaparecem com o tempo (normalmente uma questão de semanas).

Referência:

Ministério da Ciência e Tecnologia. CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), CNEN NN -3.01. Diretrizes básicas de proteção radiológica, Brasilia; 2005.

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17 - abr

Galactorréia – Produção de leite fora do período de amamentação

Categoria(s): Biologia, Dicionário, Endocrinologia geriátrica, Gerontologia, Ginecologia geriátrica, Semiologia Médica

Galactorréia – Produção de leite fora do período de amamentação

 

Dicionário

Durante a gravidez se verifica hiperplasia das células produtoras de prolactina da hipófise com resultante aumento do hormônio prolactina responsável pela produção de leite. Sob determinadas condições a mulher pode apresentar a produção de leite fora do período de amamentação. Esse fato recebe o nome de galactorréia ou galatorreia.

LactaçãoA porção anterior da hipófise (adenohipófise) produz o hormônio prolactina (Produtor do leite materno) e a porção posterior da hipófise (neurohipófise) produz o hormônio oxitocina (produz a secreção do leite pelos ductos mamários ao estimular as células mioepitelias das glândulas mamárias).

O excesso de produção do hormônio prolactina pode aparecer nos casos de tumores da glândula hipófise, os prolactinomas ou como efeito colateral de alguns medicamentos como os antieméticos e os procinéticos.

Prolactinomas – Dentre os tumores hipofisários se destacam os adenomas secretores de prolactina ou prolactinomas que, quando atingem maiores dimensões, podem apresentar-se como massas que ocupam a cela túrcica, levando à compressão de estruturas adjacentes como a hipófise, seio cavernoso e nervos ópticos. São classificados em microprolactinomas (diâmetro < 10 mm), os quais representam a grande maioria dos prolactinomas, e macroprolactinomas (diâmetro > 10 mm), que determinam sinais e sintomas específicos como elevada taxa de prolactina, cefaléia crônica, distúrbios visuais, sendo ainda causa comum de disfunção sexual e reprodutiva, disfunção menstrual além da galactorreia.

Tratamento – Tanto os micro como os macroprolactinomas respondem bem aos agonistas dopaminérgicos como a bromoergocriptina e a cabergolina. Foi documentado que a bromocriptina é capaz de reduzir os níveis de prolactina, bem como a massa tumoral e a cabergolina é frequentemente sugerida como primeira escolha para o tratamento dos prolactinomas por sua excelente tolerabilidade e posologia conveniente.

Antieméticos – Antieméticos e estimuladores da motilidade gastrointestinal (procinéticos) têm sua melhor indicação nos casos de síndrome do desconforto pós-prandial .

A metoclopramida é um antagonista dopaminérgico em nível central e periférico, parecendo também possuir efeitos tipo colinérgicos. Efeitos adversos, contudo, como ansiedade, fraqueza, sonolência, inquietação, sintomas extrapiramidais, galactorreia e ginecomastia, muitas vezes limitam o uso crônico.

Referências:

Nomikos P, Buchfelder M, Fahlbusch R. – Current management of prolactinomas. J Neurooncol 2001 Sep 54(2): 139-50.

Molitch ME. – Medical management of prolactin-secreting pituitary adenomas. Pituitary 2002 5(2): 55-65.

Bronstein MD. – Prolactinomas and Pregnancy. Pituitary 2005 8:31-38.

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14 - mar

Dieta – Síndrome pré-menstrual (SPM)

Categoria(s): Endocrinologia geriátrica, Gerontologia, Ginecologia geriátrica, Nutrição

 Síndrome pré-menstrual

 

Orientação dietética


Colaboradora:

Beatriz Carvalho Vida da Silva

Nutricionista

Sumário
O controle dietético da síndrome pré-menstural tem por objetivo evitar o descontrole do sistema serotoninérgico causado pela oscilação dos níveis hormonais dos estrógenos e da progesterona, bem como, minimizar os sintomas desagradáveis da síndrome.

De acordo com  a manifestação principal, a SPM pode ser definida em quatro grupos. Através da caracterização de cada grupo podemos instituir um dieta visando a melhora dos sintomas principais de cada pessoa.

Grupo 1. predomina ansiedade, irritabilidade ou tensão nervosa;
Grupo 2. predomina edema, dores abdominais, mastalgia e ganho de peso;
Grupo 3. predomina cefaléia, podendo ser acompanhada por aumento de apetite, desejo de doces, fadiga, palpitação e tremores;
Grupo 4. predomina quadro depressivo é preponderante, com insônia, choro fácil, esquecimento e confusão.

A teoria mais aceita para explicar o mecanismo fisiopatológico da síndrome pré-menstrual é a oscilação anormal nos níveis dos estrógenos e da progesterona, no ciclo menstrual, atuando sobre a função serotonina, em mulheres mais sensíveis, levando às manifestações da clínicas da síndrome.

Cuidados dietéticos gerais

Linhaça dourada – A linhaça é a maior fonte alimentar de lignanas, um fitoesteróide que “imita” a ação do estrógeno. A lignana é muito importante na menopausa, quando as taxas desse hormônio são baixas, sendo ela um importante agente natural no controle da SPM. A lignana “engana” os receptores de estrógeno e se acopla a eles. Tratando-se de um óleo vegetal natural, os fitoesteróides têm uma ação fraca em relação ao estrógeno, não tendo ação negativa sobre o tecido mamário.

As mulheres que possuem restrição ao uso sementes em sua alimentação, podem utilizar as sementes em farelos ou farinhas – Colocar 1 colher de sobremesa no iogurte, nas vitaminas de frutas ou por cima do arroz.

Magnésio – O consumo de alimentos ricos em magnésio, como leguminosas (feijão, soja, lentilha e ervilha), vegetais de folha verde escura (agrião, espinafre, rúcula entre outros), nozes e grãos de cereais integrais (aveia, granola, arroz, farinha de trigo integral, entre outros) ajuda no controle dos sintomas intestinais e humor.

Sódio – O controle do teor de sódio ajuda a impedir a retenção de líquidos. Assim, quantidades reduzidas de sódio na dieta diminui o inchaço, a irritabilidade e a distenção abdominal.

Triptofano – O triptofano é um aminoácido envolvido na produção da serotonina, neurotransmissor que proporciona a sensação de bem estar e auxilia no combate à depressão. Alguns alimentos ricos em triptofano são: grão de bico, lentinha, nozes, castanha, soja, banana, abacate.

Os alimentos devem ser consumidos diariamente e de preferência na parte da manhã para que o seu efeito possa ser sentido durante o dia.

Cuidados por grupo

Grupo 1. predomina ansiedade, irritabilidade ou tensão nervosa.
Neste grupo, alimentos ricos em triptofano como: grão de bico, lentinha, nozes, castanha, soja, banana, abacate, são bastante úteis por produzir serotonina, neurohormônio envolvido no controle da tensão nervosa, irritabilidade e ansiedade.

Grupo 2. predomina edema, dores abdominais, mastalgia e ganho de peso.
Neste grupo o farelo de aveia é um alimento importante, pois possue uma fibra chamada beta-glucana que contibui para diminuir a fermentação intestinal, que está aumentada nesse período, além das vitaminas do complexo B que contribuem para melhorar as dores nas pernas, caimbras nas panturilhas, irritabilidade e insônia. Usar duas colheres de sopa em sucos, vitaminas de frutas ou saladas de frutas.

Grupo 3. predomina cefaléia, podendo ser acompanhada por aumento de apetite, desejo de doces, fadiga, palpitação e tremores.
Está comprovada que a deficiência de uma substância, a serotonina, é a grande causadora da ansiedade e depressão. Alguns alimentos estimulam a síntese se serotonina, responsável pela sensação de bem-estar, e podem ajudar no controle do estresse e das emoções. Como a síntese de serotonina depende de triptofano, alimentos ricos em triptofano como: grão de bico, lentinha, nozes, castanha, soja, banana, abacate, são importantes no tratamento desta forma de síndrome pré-menstrual, diminuindo a compulsão por doces e aumento do apetite.

As frutas como banana, melancia e manga produzem a saciedade, diminue a vontade de doces e é ótima forma de acrescentar farelo de aveia ou linhaça

Grupo 4. predomina quadro depressivo é preponderante, com insônia, choro fácil, esquecimento e confusão.
Os alimentos do grupo 1 são importantes nos quadros depressivos. Porém, para manter os níveis de serotonina altos e evitar a oscilação de fornecimento de açúcar ao cérebro os acúcares refinados devem ser evitados e substituídos por farinhas integrais nos pães e massas. Comer cereais integrais pela manhã também ajuda a manter os níveis de serotoninas altos.

 

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13 - mar

Síndrome pré-menstrual – Cuidados alternativos

Categoria(s): Endocrinologia geriátrica, Gerontologia, Ginecologia geriátrica, Plantas medicinais, Psicologia geriátrica

Síndrome Pré-menstrual

 

Cuidados alternativos

 

Uma vez confirmado o diagnóstico, modificações no estilo de vida, suplemento de cálcio, vitamina B12 e Viter agnus castus (Chasteberry) são opções não farmacológicas.

Algumas medidas gerais podem ser úteis para aliviar os quadros mais leves, como a atividade física e atividades relaxantes, como dança e Yoga, uso de roupas leves, ter repouso suficiente, alimentação leve e variada, menor ingestão de sódio e água, visando reduzir a retenção hidrossalina.

 Viter agnus castus (Chasteberry) é uma erva nativa do Mediterrâneo que age na glândula pituitária inibindo a secreção do FSH (hormônio folículo estimulante) e promovendo a secreção de LH (hormônio luteinizante). Esse feito estimulatório leva ao aumento da produção de progesterona e normaliza a relação progesterona/estrogênio, diminuindo os efeitos da síndrome pré-menstural.

 

 

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   Orientação dietética

Referências:

Silva CML, Gigante DP, Carret MLV, Fassa AG. Population study of premenstrual syndrome. Rev. Saúde Pública. 2006;40(1):47-56.

Valadares GC, Ferreira LV, Correa Filho H, Silva MAR. Transtorno disfórico pré-menstrual revisão: conceito, história, epidemiologia e etiologia. Rev. psiquiatr. clín. 2006;33(3):117-23.

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