Arquivo de Gerontologia





10 - fev

Zumbido e surdez nos idosos

Categoria(s): Fonoaudiologia, Gerontologia, Otorrinolaringologia geriátrica

Resenha

Segundo o serviço de estatística do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (National Institute of Health) existe alta prevalência na população adulta que procura esta instituição: perda auditiva (13% dos casos), zumbido (17%) e tontura (42%), principalmente em indivíduos idosos. A maior prevalência em idosos seria devido à alta sensibilidade dos sistemas auditivo e vestibular a problemas clínicos situados em outras partes do corpo humano e ao processo de deterioração funcional destes sistemas com o envelhecimento.

zumbidoZumbido (tinnitus) é a sensação de ruído leve, moderado ou severo no ouvido, perto do ouvido ou à distância, em alguma outra parte da cabeça. Os ruídos podem ser de vários tipos (chiado, assobio, barulho de chuva, estalos etc.).

O zumbido não é uma doença em si, mas sintoma de alguma lesão ou desordem no sistema auditivo.Há mais de 200 doenças relatadas que podem causar o zumbido e é fundamental saber identificar as causas de cada caso. Primeiro ataca-se as causas do problema. Nos casos em que é provocado por colesterol alto ou excesso de cafeína no organismo, por exemplo, a eliminação da origem, em geral, resolve a questão. Mas quando as causas são tratadas e o zumbido persiste, pode indicar uma lesão definitiva nos órgãos internos responsáveis pela audição e o problema deve ser tratado mais diretamente.

A perda auditiva (surdez, hipoacusia, disacusia etc.), que pode acompanhar o zumbido é relatada pelo paciente como diminuição leve, moderada ou severa de sua capacidade de ouvir e pode estar associada a dificuldade para entender o que se fala, intolerância a sons, pressão no ouvido, distorção da sensação sonora ou déficit de atenção.

Tanto a perda auditiva como o zumbido podem ser uni ou bilaterais. Estes sintomas são decorrentes de afecções da orelha externa, orelha média, labirinto ou ramo coclear do VIII nervo (sistema auditivo periférico) ou de localização central (núcleos, vias e inter-relações no sistema nervoso central).

Diagnóstico

Os pacientes com perda auditiva, zumbido, tonturas e manifestações associadas devem ser, obrigatoriamente, submetidos a testes para a avaliação da audição e do equilíbrio corporal. A seleção dos testes a serem realizados depende da história clínica dos doentes.

A avaliação tem o objetivo de confirmar ou informar a lesão auditiva e/ou vestibular, localizar o lado lesado, definir se a lesão é periférica, central ou mista, caracterizar o tipo e a intensidade da lesão auditiva e/ou vestibular, auxiliar na identificação do agente etiológico, estabelecer o prognóstico e acompanhar a evolução com o tratamento.

Avaliação audiológica

A audiometria e a imitanciometria são os testes audiológicos básicos que formam o perfil audiológico, primeiro procedimento para a avaliação clínica das alterações da audição.

A avaliação da audição é subjetiva: o paciente informa se está ouvindo ou não os estímulos acústicos em diversas intensidades, nas freqüências de 250 a 8.000 Hz (por via área) e de 500 a 4.000 Hz (por via óssea).

1. A audiometria analisa quantitativamente o que o paciente escuta, o que ele entende do que se fala e detecta alterações auditivas correspondentes a problemas do ouvido externo e/ou médio (perdas auditivas condutivas), do ouvido interno, do VIII nervo e das vias auditivas (perdas neurossensoriais). Quando problemas do ouvido externo e/ou médio estão presentes simultaneamente com disfunções do ouvido interno, temos uma perda mista. A intensidade leve, moderada, severa ou profunda pode ser caracterizada em cada ouvido isoladamente. A audiometria inclui testes de reconhecimento de fala (discriminação vocal), limiar de reconhecimento de fala (SRT) e limiar de detecção de voz (LDV).

O tipo de perda auditiva mais comum em pacientes idosos é o neurossensorial, por lesão do ouvido interno ou do nervo coclear.

2. A imitanciometria ou impedanciometria avalia as condições da orelha média e da tuba auditiva à timpanometria na ausência de perfuração da membrana timpânica, os reflexos do músculo estapédio ipsi e contralaterais, que, quando precoces, sugerem afecção coclear e a fadiga do reflexo estapédico, que indica lesão retrococlear. As alterações à imitanciometria também são freqüentes em idosos.

3. Testes audiométricos avançados- Alterações dos testes audiométricos avançados são mais freqüentes em pacientes idosos do que em qualquer outra faixa etária. Constituem testes audiométricos avançados, a audiometria de altas frequências, as otoemissões acústicas, a electrococleografia, a audiometria de tronco encefálico, os potenciais auditivos de média latência, os testes de processamento auditivo central e os potenciais cognitivos (P300).

4. Os potenciais cognitivos (P300) medem a velocidade de processamento cerebral, integrando a audição com outras atividades cerebrais. Permite a caracterização do grau de envelhecimento cerebral, acompanhar a evolução de diversos problemas clínicos de cunho geriátrico, neurológico, psiquiátrico e fonoaudiológico.

Orientação terapêutica

A adequada orientação terapêutica depende essencialmente da precisão do diagnóstico sindrômico, topográfico e etiológico. O tratamento etiológico, quando a causa é identificada, é fundamental, mas pode ser insuficiente para resolver o problema auditivo e/ou vestibular.

Na grande maioria dos casos é possível reconhecer um agente etiológico para a perda auditiva, o zumbido e/ou a tontura e, em muitos deles, é possível instituir uma terapêutica específica.

Diversos medicamentos, cirurgias, próteses auditivas, reabilitação auditiva, correção de erros alimentares e modificação de hábitos são opções para o tratamento em casos com zumbido e perda auditiva.

Os medicamentos normalmente utilizados atuam sobre os neurotransmissores, diminuindo a transmissão das informações nervosas. Eles fazem com que o indivíduo tenha uma menor percepção dos estímulos auditivos e assim perceba menos o zumbido. Entretanto, parte dos pacientes, que não é sensível aos medicamentos, necessita de um retreinamento auditivo ou habituação.

Terapias especializadas, chamadas “retreinamento” auditivo ou “habituação“, e o uso de medicamentos têm conseguido bons resultados contra o zumbido.

Habituação – Segundo especialistas, 80% das pessoas que têm zumbido não se atormentam com ele devido a um fenômeno natural chamado “habituação”: o estímulo sonoro é recebido, mas é bloqueado na entrada do cérebro. Isso acontece normalmente com todo mundo e é uma estratégia criada pelo organismo para não perder a concentração, em função dos ruídos indesejáveis. Os 20% dos pacientes que têm zumbido e se incomodam não viveram o processo natural de “habituação” e terão como tratamento uma “habituação” induzida. Esse tratamento, se inicia com uma orientação sobre o problema. “Esses pacientes precisam ser orientados porque o zumbido lhes traz muitos medos: o medo de que seja um tumor, que seja uma alucinação, que ele cause surdez ou vá aumentando até ele não agüentar mais”.

O retreinamento se baseia no princípio de que o indivíduo que tem zumbido deve evitar o silêncio. O paciente acopla um pequeno aparelho que se encaixa atrás da orelha, que fica emitindo um som em baixo volume (mais baixo do que o som do zumbido), monótono e constante, como um barulho de chuva, por exemplo. Esse aparelho estimula o processo de habituação, fazendo com que o zumbido vá sendo progressivamente barrado no cérebro. O tratamento leva 18 meses em média. Depois dele, o aparelho não é mais necessário e a percepção do zumbido é alterada.

Não podemos esquecer que o diagnóstico e o tratamento dos quadros clínicos de surdez, zumbido, tontura e sintomas associados freqüentemente requer uma equipe médica interdisciplinar, com a participação ativa de mais de um especialista em diferentes campos da medicina ou áreas afins: otorrinolaringologista ou otoneurologista, fonoaudiólogo, clínico geral ou geriatra, cardiologista, neurologista ou neurocirurgião, psicólogo ou psiquiatra, ortopedista, reumatologista, fisiatra etc. Assim, o Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido (GAPZ) foi criado para proporcionar a troca de experiências entre portadores de zumbido e para fornecer informações atualizadas aos participantes na forma de palestras.

Referências

Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido – GapzCampinas [on line]

Fundação Otorrinolaringologia [on line]

Ganança, M.M.; Caovilla, H.H.; Munhoz, M.S.; Silva, M.L.G.; Frazza, M.B.; Ganança, F.F., Ganança, C.F. – “Labirintites” no Idoso: Diagnóstico Laboratorial. Atualidades em Geriatria, 2(13): 8-10, 1997

Munhoz, M.S.L.; Silva. M.L.G.; Ganança, M.M.; Caovilla, H.H.; Frazza, M.B. – Perda Auditiva no Idoso. Parte I – Sinopse dos Principais Quadros Clínicos. Atualidades em Geriatria, 3(16): 20-4, 1998.

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09 - fev

Delírio nos idosos

Categoria(s): Emergências, Gerontologia, Neurologia geriátrica, Psicologia geriátrica

Resenha

Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jove Motti

DeliriumO delírio (Delirium), também conhecido como estado confusional agudo, ou síndrome cerebral orgânica, é uma das mais freqüentes emergências geriátricas, tanto nos hospitalizados, como os que dão entrada pelo pronto-socorro.

Estima-se que cerca de 10% dos pacientes acima de 64 anos que chegam aos serviços de urgência podem ter Delírio, e até 80% dos casos não são reconhecidos e diagnosticados. Muitas vezes sendo confundido com depressão, demência ou psicose.

O Delírio é caracterizado por um quadro agudo ou seja de início súbito, flutuante, secundário a uma doença cerebral primária ou a uma doença sistêmica. É caracterizado por uma disfunção mental global com distúrbio de consciência, principalmente redução da percepção do ambiente e incapacidade de manter a atenção.

Manifestações associadas incluem desorganização do ciclo sono – vigília, comprometimento da memória e da função intelectual, com atividade motora elevada ou reduzida.

O Delírio pode ser a única manifestação clínica de um infarto, pneumonia, septicemia, distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos, por isso a importância do seu diagnóstico, da causa base, para efetuar um bom tratamento, com menos custos para a sociedade e principalmente para o paciente, diminuindo a taxa de morbimortalidade.

Os pacientes idosos com quadros de confusão mental agudo apresentam períodos mais longos de internação, além de declínio funcional e maior risco de institucionalização.

 

Referência:

Imagem – Dilirium Viktor Koen, 1997

Small AS, Mayeux R – Cap.1. Delirium e demência In Merritt – Tratado de Neurologia.

Rômulo LC – Delirium no paciente idoso. Psiquiatria na prática médica – UNIFESP

Kitner, D. Estado Confusional Agudo–Delirium, Kitner, In – Emergências em Clínica Médica, cap.14

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06 - fev

População Brasileira e as Doenças Crônicas

Categoria(s): Demografia, DNT, Gerontologia

Editorial

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), para países em desenvolvimento, onde a expectativa de vida é menor, considera-se como idoso, indivíduos com mais de 60 anos. Embora a grande maioria dos idosos seja portador de pelo menos uma doença crônica, nem todos ficam limitados, e muitos levam uma vida perfeitamente normal com suas enfermidades controladas.Um idoso com uma ou mais doenças crônicas pode ser considerado saudável se comparado a um outro com as mesmas doenças porém sem controle, com seqüelas decorrentes e incapacidades associadas.

O aumento da população acima de 65 anos e o crescimento concomitante da proporção de indivíduos idosos em relação a população geral representam uma mudança significativa nos padrões demográficos nos paises desenvolvidos a em muitos “em desenvolvimento”. O Brasil se enquadra neste perfil, experimentando nos últimos anos o envelhecimento da população. Este fato vem trazendo serias conseqüências em nível social, econômico a da saúde. Nos EUA, 12% da população a maior de 65 anos de idade (dados do ano 2000).

O segmento que cresce mais rápido e o de pessoas acima de 75 anos. Estes 12% ocupam 33% do tempo do medico a usam 25% das medicações prescritas. Além disso, são responsáveis por 40% das admissões hospitalares. A previsão para os próximos 20 anos é um aumento de idosos atingindo 18% do total da população, com grande impacto econômico social. No Brasil, 5,85% da população é maior de 65 anos (IBGE 2000 – Veja o gráfico). No período de 1950 a 2025, o número de idosos no país deverá aumentar em 15 vezes, enquanto o restante da população em 5 vezes (Projeções da Organização Mundial de Saúde, OMS). O país ocupará o 6.° lugar no mundo quanto ao contingente de idosos, alcançando 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, em 2025.
População Brasileira
As doenças crônicas são as principais causas de morte no mundo, às quais foram atribuídas 35 milhões de óbitos em 2005, quase 60% da mortalidade mundial e 45,9% da carga global de doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se essa tendência for mantida, elas deverão responder por 73% dos óbitos e 60% da carga de doenças no ano 2020.

Nos países das Américas e no Caribe, as doenças crônicas chegam a ser a causa de 75% dos óbitos, sendo que as doenças cardiovasculares (DCV) são responsáveis por aproximadamente 30% das mortes, cujos principais fatores de risco são a hipertensão arterial, o tabagismo, o colesterol elevado, a obesidade, os hábitos alimentares não-saudáveis e o sedentarismo. Em 2000, estimativas indicaram que, nesses locais, a prevalência da hipertensão variou de 14% a 40% entre indivíduos na faixa de 34 a 64 anos, perfazendo um total de 140 milhões de hipertensos. Estimaram-se também, nas Américas e no Caribe, cerca de 35 milhões de pessoas com diabetes e calcula-se que serão 64 milhões até o ano de 2025. Essas duas condições acarretam um aumento constante na prevalência de DCVs, em particular a doença isquêmica do coração e o acidente vascular cerebral (AVC), bem como insuficiência renal, cegueira, entre outras.

A rápida ascensão das doenças não-transmissíveis representa um grande desfio para o setor de saúde em relação ao desenvolvimento global. Em países desenvolvidos já se reconhecem, há décadas, as ameaças dessas doenças, sendo cada vez mais preocupante a sua predominância nos países em desenvolvimento.

Na tentativa de modificar os comportamentos de risco, as intervenções inicialmente eram direcionadas apenas para os indivíduos. No início dos anos 1970, os programas de prevenção das doenças crônicas já começaram a tomar forma de projetos de intervenções comunitárias, que continuaram a se intensificar na década seguinte. Assim foram implementados alguns projetos sobre essas doenças, através da redução concomitante dos fatores de risco comuns.

As evidências obtidas mostram que o campo da prevenção é um ponto fundamental a ser abordado e que precisa ser aprofundado à medida que os programas são implementados e avaliados em cada contexto específico.

Programas bem-sucedidos são aqueles que adotam um modelo multidimensional e incorporam diversos níveis de ação, como políticas nacionais, ações comunitárias e melhoria do acesso aos serviços de saúde e aumento da resolubilidade.

Considerando-se que a população mundial está envelhecendo e as doenças crônicas são altamente prevalentes nos idosos, se nossos gestores em saúde, sejam eles públicos ou privados, não investirem seriamente em ações de promoção e prevenção, os custos dessas enfermidades ficarão impossíveis de serem pagos.

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30 - jan

Capacidade funcional – Atividades de vida diária (AVDs)

Categoria(s): Enfermagem, Fisioterapia, Gerontologia, Programa de saúde pública

Conceitos

A capacidade funcional (CF) do idoso é definida pela ausência de dificuldades no desempenho de certos gestos e de certas atividades da vida cotidiana. Os conceitos fazem parte de um sistema de Classificação Internacional de Comprometimento, Incapacidades e Desvantagens (ICIDH) da World Hearth Organization (WHO).

O comprometimento se relaciona aos aspectos orgânicos, é a perda ou alteração das estruturas ou funções sejam elas psicológicas ou fisiológicas. A incapacidade é a falta ou limitação de uma habilidade, que resulta de um comprometimento, para realizar uma atividade rotineira. A desvantagem seria um prejuízo social resultante do comprometimento e da incapacidade.

Os instrumentos mais conhecidos para avaliar a capacidade funcional são: Índice de Katz, índice de Kenny, índice de Barthel, Medida de Independência Funcional (MIF) e escala de atividades instrumentais de vida diária (AIVD) de Lawton.

As atividades de vida diária (AVDs) compreendem aquelas atividades que se referem ao cuidado com o corpo das pessoas (vestir-se, fazer higiene, alimentar-se), as atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) são as relacionadas com atividades de cuidado com a casa, familiares dependentes e administração do ambiente (limpar a casa, cuidar da roupa, da comida, usar equipamentos domésticos, fazer compras, usar transporte pessoal ou público, controlar a própria medicação e finanças).

Em 1969, Lawton e Brody elaboraram uma escala para avaliar a AIVD (atividades instrumentais de vida diária), com oito atividades: uso de telefone, fazer compras, preparo de refeição, fazer faxina, lavar roupa, usar meio de transporte, tomar medicações e controle financeiro. Os itens são classificados quanto à assistência, à qualidade da execução e à iniciativa.

Todas estas “ferramentas” que medem a capacidade funcional, nos auxiliam a classificar e adequar os processo terapêuticos para os idosos e, também. propor programas governamentais de apoio ao idoso.

Referência:

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia [on line]

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28 - jan

Violência e abuso contra o idoso

Categoria(s): Gerontologia, Sociologia

Editorial

A Rede Internacional para a Prevenção do Abuso ao idoso (Action on Elder Abuse-AEA) define abuso como “um ato único ou repetido, ou a falta de uma ação apropriada, que ocorre no âmbito de qualquer relacionamento onde haja uma expectativa de confiança, que cause mal ou aflição a uma pessoa mais velha”.

Os maus tratos aos idosos ocorrem em famílias de todos os níveis sociais. Sua escalada aumenta quando estas famílias enfretam problemas econômicos e desorganização social. Uma forma bastante comum de violência (especialmente contra mulheres) é o abuso com os seguintes fatores sociais: negligência (exclusão social e abandono); violação (dos direitos humanos, legais e médicos) e privação (de escolhas, decisões, financeira e respeito).

O idoso necessita, mais que qualquer outro cidadão, o apoio social adequado, pois sem este ocorre o rompimento de laços pessoais, solidão e interações conflituosas com maior fonte de estresse e depressão. O isolamento social e a solidão na velhice são fontes e conseqüência dos abusos e maus tratos, estando ligados a um declínio da saúde física e mental.

Idosos frágeis ou que vivam sozinhos são particularmente vulneráveis a crimes como furto ou agressão. Este tipo de crime, geralmente, são realizados por pessoas da família ou conhecidos da vítima, e a denuncia nem sempre ocorre, pelo medo que a vítima tem de sofre represálias por parte do agressor.

Estudo de mestrado realizado pela Gaioli, CCLO em 2002, utilizando-se de Boletim de Ocorrência nas Delegacias de Polícia na Cidade de Ribeirão Preto (São Paulo – Brasil) mostrou que os maus-tratos no domicílio ocorreram com maior freqüência entre idosos do sexo masculino (58,6%), com idade média de 75 anos. Da amostra analisada, (45,2%) eram casados e foram agredidos por familiares como filhos, netos, genros e noras (47,1%). A maioria (57,4%) dos idosos não recorreu ao atendimento médico e serviços de saúde.

As instituições públicas e privadas que combatem este tipo de crime têm dificuldades em levar adiante os processos, expondo o idosos a novas agressões e abusos. Em todas as culturas, normalmente, os abusos são pouco denunciado. Combater e reduzir os maus tratos ao idoso requer uma abordagem multi e interdissiplinar, envolvendo não somente os médicos, mas toda a sociedade.

Referência:

Gaiolli, CCLO – Ocorrência de maus tratos em idoso no domicílio (Teste de Mestrado – USP) [on line]

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