Arquivo de Plantas medicinais

01
Jun

 Alecrin - Rosmarinus officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos

Rosmarinus oficinalis

O alecrin tem o aspecto de um pequeno pinheiro; suas folhas verde-sombra são estreitas e em forma de agulha, sua forma é baixa e reforçada, cheia de vigor. Atinge quase a altura de um homem. No começo da primavera ele se cobre de um véu de flores delicadas, agrupadas em falsa espiga na ponta dos brotos. Durante o verão mediterrâneo, esse verão longo e seco, a planta se acha consolidada e quase rígida. O perfume que exala é ígneo, mas severo, fortificante da consciência e reconfortante. Poder-se-ia dizer que este perfume é queimante e salino, mas ao mesmo tempo, algo que lembra a solenidade dos incensos.

O Alecrim habita as costas montanhosas da Espanha, da Itália, da França mediterrânea, da Iuguslávia, da Grécia, da Ásia Menor e ilhas mediterrâneas. Sua paisagem preferida é a mata do mediterrâneo - um emaranhado espinhoso quase impenetrável, principalmente quando está próximo do mar. É também conhecido pelo nome de “Rosmarinus” que lembra a denominação latina “ros marinus” - “rosa do mar”. Para os romanos esta planta simbolizava o amor e a morte e por isto era plantada próximo à soleira das portas das casas. A igreja católica também o usava nos seus rituais, queimando-o como incenso.

O Alecrim é cortado a cada três anos para a obtenção da essência (óleo etérico) que é destilada. Sua qualidade difere segundo as estações e segundo o ano. O clima e o solo determinam a qualidade de sua essência. Sua flor produz um mel excelente.

Durante a antiguidade, o Alecrim era muito mais utilizado no serviço religioso do que na terapia, como ornamento ritual das divindades e dos seres humanos. A Idade Média descobriu suas virtudes curativas. Ao mesmo tempo, numerosos usos populares o colocaram em destaque: batismos, casamentos, enterros. Atravessou os Alpes e se tornou uma planta de ornamento nos parques e jardins. A alecrin tem sido usado, tanto para decorar as casas, como para temperar os alimentos.

A análise química revela que o Alecrim possui muitos óleos etéricos, substâncias amargas, taninos, etc. O Alecrim ativa os processos sanguíneos. A anemia, as menstruações insuficientes e as perturbações da irrigação sanguínea são favoravelmente influenciadas.

Um sistema nervoso fortemente desgastado pelo trabalho intelectual se torna melhor graças ao impulso dos processos construtivos do Alecrim. Mas o Alecrim é sobretudo um remédio para combater o Diabetes mellitus.

Referência:

Herbario [on line]

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31
Mai

 Beladona - Atropa belladona

Categoria(s): Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Atropa belladona L.


Planta com caule ramificado, formando um vasto tufo suportado por uma gigantesca raiz cónica. O caule tem folhas alternas, ovais e moles. Na axila das folhas aparecem flores campanuladas, pedunculadas, castanho-avermelhadas, que depois se transformam em bagas negras.

A beladona cresce na Europa à beira das florestas, nos escombros e lugares abandonados. Toda a planta é extremamente venenosa e são conhecidos casos de envenenamentos mortais em crianças que confundem as bagas da beladona com as do mirtilo.

A mitologia grega refere que Atropos era, das três Parcas, aquela que tinha por função cortar o fio da vida. A palavra atropos significa inelutável. Os Romanos utilizavam o suco das bagas para dilatar a pupila do olho realçando sua beleza, daí derivando o nome específico belladonna, bela dama, dado à planta.

Colhe-se as folhas ou a raiz. São secadas à temperatura de 30ºC. As partes ativas contêm 1% de alcalóides derivados do tropano (hiosciamina, atropina), ácido atrópico, beladonina e escopolamina.

As preparações galênicas obtidas pela indústria farmacêutica (extrato, tintura), tal como os alcalóides isolados, relaxam os músculos lisos (espasmolíticos), reduzem as dores das cólicas urinárias e da vesícula biliar, aliviam as crises de asma (antiasmático). São igualmente usados para reduzir os suores noturnos dos tuberculosos.

O efeito da atropina (dilatação da pupila ocular) é utilizado nos exames oftalmológicos.

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30
Mai

 Óleo de primula - Primula veris

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos

Primula veris

A Primula veris e Primula vulgaris têm uma longa história de uso como ervas medicinais. A mais antiga é a recomendação de Plinio para paralisia, gota e reumatismo, e de Culpeper para a cura de feridas. Primula veris era conhecida como erva da paralisia e raiz artrítica, por causa de seu uso difundido, datando desde os tempos medievais, para condições que envolvem espasmos, cãibras, paralisia e dores reumáticas. Culpeper também prescreveu as flores, misturadas com nutmeg, para “todas as debilidades da cabeça”, e se referiu ao uso das folhas em cosmética “por nossas damas da sociedade para aumentar a beleza e tratar rugas da pele, sardas e manchas devido ao sol-ardente”.

O gênero Primula inclui aproximadamente 400 espécies de plantas que ocorrem principalmente em áreas temperadas e montanhosas do hemisfério do norte. A Primula veris é encontrada na Europa e Ásia ocidental e Primula vulgaris na Europa, Ásia do norte e no Cáucaso. Elas medram nas margens dos caminhos e também se adaptam bem em gramados. Devem ser cultivadas separadamente para evitar hibridação. Muitas prímulas são cultivadas como ornamentais, para uma variedade de ambientes que incluem locais úmidos como bordas de lagos e locais secos como jardins de pedras.

A Primula veris é uma planta herbácea perene com uma roseta de folhas sustentada por um curto rizoma e uma densa rede de raízes fasciculadas. No princípio da Primavera, aparece uma haste nua com uma umbela de flores amarelas. A primavera cresce nos prados, nas pastagens e nas florestas da Europa e da Ásia. É cultivada nos jardins, tanto na sua forma selvagem como em numerosas formas hortícolas. É uma espécie protegida em certos países.

Para fins terapêuticos, colhe-se a flor, que é secada suavemente, em camadas finas, de preferência num secador, a menos de 40.C. Nas culturas hortícolas ou nos campos, colhe-se por vezes também o rizoma e as raízes.

As flores contêm pigmentos flavônicos (quercitina), também saponinas e salicilatos (como na aspirina). As raízes são relativamente ricas em primulasaponina, com um composto açucarado (aglícono) chamado primulagenina A e B, ácido glicurônico e outras substâncias. Ambas as drogas são fortemente expectorantes, sedativas, relaxa espasmos e ligeiramente diuréticas. São usadas como adjuvantes em caso de inflamação das vias respiratórias superiores (bronquite crônica ou aguda), tosse seca, tosse aguda, artrite, insônia, enxaqueca e inquietude (especialmente em crianças).

A indústria farmacêutica fabrica extratos, infusões e gotas de óleo de prímula. Este medicamento não deve ser dado durante gravidez ou para pacientes sensíveis a aspirina ou tomando remédios anti-coagulantes.

Até que as Primulas ficassem bastante raras neste século, por perda de hábitat e hábitos de cultivo, as flores eram colhidas a cada primavera para fazer um vinho que era, em grande parte, usado como um sedativo e calmante dos nervos.

Ambas as espécies tem componentes semelhantes que podem ser usados alternativamente; estes incluem saponinas que tem um efeito expectorante e salicilatos (como na aspirina). Hoje Primula veris é a mais amplamente usada.

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29
Mai

 Valeriana - Valeriana officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais, Psicogeriatria

Fitoterápicos

Valeriana officinalis

Planta possuindo uma enorme raiz e um curto rizoma, que dá origem a um caule anguloso com folhas opostas e penatissectas. O caule termina num corimbo de pequenas flores brancas ou avermelhadas. O fruto é um aquênio com coroa. A espécie está difundida na Europa, Ásia e América. É uma planta medicinal muito antiga, como é recordado pelo seu nome científico, derivado do latim valere, ter saúde.

A valeriana é cultivada nos campos. No segundo ano, são arrancadas as raízes, que são limpas, lavadas rapidamente (sem pelar nem raspar), cortadas, se necessário, e postas a secar brevemente, a 35°C no máximo. É somente ao secar que a raiz adquire o seu odor penetrante, que perturba os gatos mesmo à distância.

A raiz seca contém 0,5 % a 1 % de óleo essencial rico em pineno e canfeno, alcalóides, ésteres de ácidos orgânicos, ácido valérico e isovalérico, taninos e sucos amargos.

Os remédios à base de valeriana atenuam a irritabilidade nervosa, as perturbações cardíacas de origem nervosa e as cãibras. São usados em caso de depressão nervosa, fadiga, esgotamento intelectual e insônia crônica. Emprega-se freqüentemente o extrato alcoólico que é um sedativo do sistema nervoso.

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Melissa - Melissa officinalis
Calêndula ou Malmequer - Calendula officinalis
Lavanda - Lavandula officinalis
Insônia nos idosos - Tratamento farmacológico
Peônia - Paeonia officinalis
Hipericina - Hypericum perforatum

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28
Mai

 Cannabis sativa - Canhamo

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos

Cannabis sativa

Planta herbácea anual com caule áspero, ereto, apresentando folhas palmadas. É uma planta dióica. As flores estaminadas formam paniculas muito poliníferas. As flores pistiladas aparecem nas axilas das folhas. A polinização depende do vento. O fruto é um aquênio cinzento-esverdeado e brilhante (em baixo). A espécie, originária da índia, é cultivada nas regiões quentes como planta têxtil, oleaginosa, medicinal e narcótica.

É o cânhamo indiano que contém a mais elevada taxa de substâncias medicinais e narcóticas, chamadas haxixe. O cânhamo indiano é cultivado industrialmente no Oriente, na Índia e no México.

O haxixe é uma substância resinosa, de odor forte, segregada pelas glândulas situadas nas folhas superiores e nas inflorescências femininas. Colhe-se sacudindo as plantas precisamente antes da floração. Serve para preparar medicamentos calmantes do sistema nervoso, utilizados no tratamento de depressões nervosas, nervosismo excessivo, esgotamento, enxaquecas, tosse asmática e também para anestesias locais em medicina dentária.

É também um estupefaciente poderoso cujo consumo no estado natural ou fumado produz efeitos narcóticos acompanhados de alucinações.

As cimeiras do cânhamo, isto é, os caules, são cortadas secas e podem também servir para preparar alimentos. Misturadas com tabaco, são fumadas sob o nome de marijuana.

Todas as espécies de cânhamo contêm longas e sólidas fibras que sempre serviram para fabricar cordas, cordéis e têxteis. As sementes contêm até 35 % de um óleo sicativo.

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