Arquivo de Plantas medicinais

15
mar

 Carotenóides – Licopeno

Categoria(s): Bioquímica, Ortomolecular, Plantas medicinais

Ortomolecular

Licopeno

uvasO licopeno é um carotenóide natural, um pigmento vermelho encontrado em muitas frutas e vegetais, como o tomate vermelho, a uva rosada e o melão. Sua estrutura química é semelhante ao betacaroteno existente na cenoura. O licopeno possui duas ligações duplas a mais e anéis abertos, o que lhe confere poderosas propriedades antioxidantes. O betacaroteno possui 2 anéis nos gupos finais da molécula.

Assim como o betacaroteno, o licopeno é transportado no sangue humano por meio de lipoproteínas principalmente LDL. A principal função da LDL é fornecer colesterol para as células, ao fazer isso, também fornece licopeno e betacaroteno. os maiores níveis de licopeno são encontrados no fígado, seu principal local de armazenamento e em dois pequenos órgãos: os testículos e a glândula adrenal.

O tecido adiposo tem pouca quantidade de carotenóides, porém devido o seu grande volume pode ser considerado importante fonte de armazenamento.

O licopeno faz parte dos chamados alimentos funcionais, cuja ação terapêutica se dá em conjunto com micronutrientes.

Os micronutrientes melhoram a imunidade mediada por células e reduz o estresse oxidativo. A suplementação de vitamina E em idosos bem nutridos saudáveis aumenta a proliferação de linfócitos e resposta de hipersensibilidade tardia, assim como diminui a formação de prostaglandinas imunossupressoras. A vitamina C regenera a forma antioxidante da vitamina E, sendo importante na destruição dos patógenos (bactérias e virus) pelos neutrófilos.

Nos idosos, a suplementação de micronutrientes (vitaminas e sais minerais) aumenta o subgrupo de células T e a atividade das células natural killer (NK). Tem sido observado que os idosos institucionalizados sofrem de carência de vitaminas, particularmente cianocobalamina, folato e piridoxina, assim como zinco, que os deixa mais propensos a infecções. O uso de antioxidantes (vitamina A, C, E, alfa e betacaroteno, critoxantina, licopeno, luteína e zeaxantina) e de vitaminas B (tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina, cobalamina e folatos) diminuem o risco de infeções, sobre tudo, pneumonias comunitárias.

As evidências encontradas contribuíram para reforçar a hipótese de que o consumo habitual e moderado de vinho tinto, que contém substanciosa quantidade de licopeno, pode prevenir ou reduzir o risco de desenvolver a DAC por combater o excesso de radicais livres.

Veja – A aterosclerose e o vinho tinto – Compostos fenólicos

Terapêutica:

Cápsulas com 5 a 10 mg, 1 a 2 vezes ao dia

Referências:

Ferreira, A.L.A. e Matsubara, L.S. – Radicais livres: conceitos, doenças relacionadas, sistema de defesa e estresse oxidativo. Rev. Assoc. Med. Bras., jan./mar. 1997, vol.43, no.1, p.61-68. ISSN 0104-4230.

Lima, VLAG, Melo, EA, Maciel, MIS et al. – Fenólicos totais e atividade antioxidante do extrato aquoso de broto de feijão-mungo (Vigna radiata L.). Rev. Nutr., jan./mar. 2004, vol.17, no.1, p.53-57. ISSN 1415-5273.

Lycopene [on line]

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Calêndula ou Malmequer – Calendula officinalis
Envelhecimento do sistema imunológico

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08
jun

 Arnica – Arnica montana

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos
Arnica montana

A arnica é uma planta herbácea perene que possui um rizoma subterrâneo e um caule ereto, ramificado e glanduloso, terminado por um capítulo de flores amarelas. As folhas da roseta terrestre são ovais, aplicadas contra o solo; as folhas do caule são lanceoladas, opostas e inseridas no local dos nós. O fruto é um aquênio negro munido de penugem. A arnica cresce nas montanhas européias e norte-americanas, mas começa a ser muito rara como espontânea, e é por isso protegida em numerosos países.

Toda a planta tem valor farmacêutico. Colhe-se sobretudo a flor, mas freqüentemente também o rizoma. A flor deve ser colhida sem o disco e sem invólucro: são apanhadas apenas as flores tubulosas e liguladas. Os rizomas são limpos e secados rapidamente. Os capítulos contêm vestígios de óleo essencial, carotenóides, um suco amargo, a anircina, uma saponina, o arnidiol, esteróis, a isoquercetina, o astragadol, etc.

O rizoma contém taninos, até 6,3 % de óleo essencial e resina. Ambas as partes têm uma ação estimulante, e mesmo irritante, sobre as mucosas gástrica e intestinal, assim como uma ação irritante sobre os rins.

A arnica tem igualmente efeitos benéficos sobre a circulação sanguínea e a atividade cardíaca, sob a condição de ser prescrita e dosada por um médico. Emprega-se sobretudo um extrato alcoólico, a tintura de arnica.

Esta tintura era muito apreciada antigamente para tratar as feridas, como desinfetante e cicatrizante. Decocções e infusões de arnica entram também na composição de gargarejos, banhos e pensos.

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05
jun

 Orégano – Origanum vulgare

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos

Origanum vulgare

O orégano produz a impressão de ser uma variante mais rústica da manjerona.

O orégano cresce espontaneamente na Europa e se estende até a Ásia. Ele atravessa pois os Alpes. Um pouco mais alta que a manjerona, sua inflorescência com flores rosas se separa do aparelho foliar de maneira bastante acentuada. O orégano se contenta com solos pobres e encostas bastante acentuadas ou as bordas das florestas. A agricultura o faz desaparecer.

O orégano tem em comum com a manjerona as atividades fortificantes, aquecedoras e estimulantes. É empregado nos distúrbios uterinos, dismenorréia, e amenorréia.

O orégano é sudorífico, dissolve as estagnações no domínio do fígado e da veia porta.

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04
jun

 Peônia – Paeonia officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos

Paeonia officinalis

Peônia da família das Ranunculáceas. Uma lenda grega conta que Peon, o terapeuta divino, curou Plutão, o Deus do mundo subterrâneo, com a raiz desta planta.

Esta planta tem como habitat o Sul dos Alpes; ela habita os declives claros e os pequenos bosques. Não se pode negar a influência de inchaço, a influência edematosa do elemento aquoso que confere algo de rústico ao seu porte robusto, apesar de suas folhas serem muitas vezes pesadas, atingindo um contorno triangular. Sua flor se infla com força; a princípio ela possui cinco pétalas, mas o elemento foliar predomina de maneira a transformar os estames em um número variável de pétalas suplementares, tal como ocorre na Rosa.

A partir da folha, esta planta se torna mais esticada e mais configurada do que as outras Ranunculáceas até agora examinadas. O ar, a luz e o calor conferem um perfume à flor, fato que é bastante raro nessa família. As Ranunculáceas não permitem que as forças do calor as penetrem; elas só permitem tal efeito para amadurecer seus frutos. A Peônia ultrapassa um pouco esse limite.

A raiz também merece ser examinada. Ela se incha em um tubérculo semelhante à raiz do nabo e produz um leve aroma, o que é algo incomum nessa família.

A atividade terapêutica da Peônia se dirige à organização líquida (rins e bexiga), pois o elemento líquido é dominado por essa planta.

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03
jun

 Calêndula ou Malmequer – Calendula officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos

Calendula officinalis

As calêndulas são originárias da Europa meridional. São cultivadas atualmente como planta ornamental e medicinal. Neste último domínio, são preferidas as variedades de capítulo denso, cor de laranja menos intenso, contendo uma elevada taxa de substâncias ativas.

Aspecto ornamental – Os seus maravilhosos capítulos cor de laranja-vivo desabrocham continuamente desde o Verão até ao Outono. As folhas inferiores são espatuladas, as caulinares lanceoladas, sésseis e alternas. Os capítulos terminais são compostos de flores tubulosas estéreis e de flores liguladas férteis. O fruto é um aquênio curvo coberto de asperidades (em baixo à direita).

Aspectos medicinais – A análise química aponta: óleos etéricos, muitos corantes da família dos carotenos (caroteno, licopeno e xantofila), substâncias amargas na erva e na flor, saponina, fitosterina, um pouco de ácido salicílico e mucilagens.
Contêm uma calendulassaponina-ácido-triterpenóide, outros glicosídeos ou calendulosídeos, sucos amargos e um óleo essencial. São usadas para estimular a atividade hepática, a secreção biliar e também para atenuar os espasmos gástricos ou intestinais. Os seus efeitos são, portanto, espamolíticos e colagogos.

Em aplicações externas, a decocção, a tintura ou a pomada de calêndulas é aconselhada para as feridas rebeldes, escaras, úlceras nas pernas, inflamações purulentas e erupções cutâneas.

A indústria cosmética emprega as calêndulas para amaciar a pele, para banhos e aplicações locais, pois são um excelente cicatrizante. A cor viva alaranjada das pétalas secas é muitas vezes aproveitada para melhorar o aspecto de outras substâncias medicinais.

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