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Carotenóides – Licopeno
Categoria(s): Bioquímica, Ortomolecular, Plantas medicinais |
Ortomolecular
Licopeno
O licopeno é um carotenóide natural, um pigmento vermelho encontrado em muitas frutas e vegetais, como o tomate vermelho, a uva rosada e o melão. Sua estrutura química é semelhante ao betacaroteno existente na cenoura. O licopeno possui duas ligações duplas a mais e anéis abertos, o que lhe confere poderosas propriedades antioxidantes. O betacaroteno possui 2 anéis nos gupos finais da molécula.
Assim como o betacaroteno, o licopeno é transportado no sangue humano por meio de lipoproteínas principalmente LDL. A principal função da LDL é fornecer colesterol para as células, ao fazer isso, também fornece licopeno e betacaroteno. os maiores níveis de licopeno são encontrados no fígado, seu principal local de armazenamento e em dois pequenos órgãos: os testículos e a glândula adrenal.
O tecido adiposo tem pouca quantidade de carotenóides, porém devido o seu grande volume pode ser considerado importante fonte de armazenamento.
O licopeno faz parte dos chamados alimentos funcionais, cuja ação terapêutica se dá em conjunto com micronutrientes.
Os micronutrientes melhoram a imunidade mediada por células e reduz o estresse oxidativo. A suplementação de vitamina E em idosos bem nutridos saudáveis aumenta a proliferação de linfócitos e resposta de hipersensibilidade tardia, assim como diminui a formação de prostaglandinas imunossupressoras. A vitamina C regenera a forma antioxidante da vitamina E, sendo importante na destruição dos patógenos (bactérias e virus) pelos neutrófilos.
Nos idosos, a suplementação de micronutrientes (vitaminas e sais minerais) aumenta o subgrupo de células T e a atividade das células natural killer (NK). Tem sido observado que os idosos institucionalizados sofrem de carência de vitaminas, particularmente cianocobalamina, folato e piridoxina, assim como zinco, que os deixa mais propensos a infecções. O uso de antioxidantes (vitamina A, C, E, alfa e betacaroteno, critoxantina, licopeno, luteína e zeaxantina) e de vitaminas B (tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina, cobalamina e folatos) diminuem o risco de infeções, sobre tudo, pneumonias comunitárias.
As evidências encontradas contribuíram para reforçar a hipótese de que o consumo habitual e moderado de vinho tinto, que contém substanciosa quantidade de licopeno, pode prevenir ou reduzir o risco de desenvolver a DAC por combater o excesso de radicais livres.
Veja – A aterosclerose e o vinho tinto – Compostos fenólicos
Terapêutica:
Cápsulas com 5 a 10 mg, 1 a 2 vezes ao dia
Referências:
Ferreira, A.L.A. e Matsubara, L.S. – Radicais livres: conceitos, doenças relacionadas, sistema de defesa e estresse oxidativo. Rev. Assoc. Med. Bras., jan./mar. 1997, vol.43, no.1, p.61-68. ISSN 0104-4230.
Lima, VLAG, Melo, EA, Maciel, MIS et al. – Fenólicos totais e atividade antioxidante do extrato aquoso de broto de feijão-mungo (Vigna radiata L.). Rev. Nutr., jan./mar. 2004, vol.17, no.1, p.53-57. ISSN 1415-5273.
Lycopene [on line]
Tags: anti-oxidante, radicais livres
Calêndula ou Malmequer – Calendula officinalis
Envelhecimento do sistema imunológico




