Arquivo de Especialidades Médicas





01 - set

Especialiadades médicas – Educação Física no Brasil

Categoria(s): Especialidades Médicas, Gerontologia, Saúde Geriátrica

Educação Física no Brasil e os idosos

Segundo os dados do Censo de 2010 a expectativa de vida do brasileiro aumentou 25,4 anos nos últimos 50 anos (1960 a 2010). A expectativa que era de 48 anos passou para 73,4 anos. A população que mais cresceu foi a dos idosos acima de 65 anos que era de 2,7% em 1960 e atualmente é de 7,4%. Porém, este ganho no tempo de vida tem um custo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas já são as principais causas de morte no mundo, s quais foram atribuídas 35 milhões de óbitos em 2005, e se essa tendência for mantida, elas deverão responder por 73% dos óbitos no ano 2020.

Portanto, considerando-se que a população mundial está envelhecendo e as doenças crônicas são altamente prevalentes nos idosos, se nossos gestores em saúde, sejam eles públicos ou privados, não investirem seriamente em ações de promoção e prevenção da saúde, os custos dessas enfermidades ficarão impossíveis de serem pagos pela sociedade.

Assim, as evidências mostram que o campo da prevenção é um ponto fundamental a ser abordado e que precisa ser aprofundado medida que os programas de saúde pública são implementados e avaliados em cada contexto específico. Programas bem-sucedidos são aqueles que adotam um modelo multidimensional e incorporam diversos níveis de ação, como políticas nacionais, ações comunitárias e melhoria do acesso aos serviços de saúde e aumento da resolubilidade. Neste contexto os Profissionais de Educação Física serão parte fundamental na prevenção da invalidez e recuperação das pessoas com sequelas.

Gostariamos de externar nossa gratidão e prestar justa homenagem a estes profissionais.

 

História da profissão – Na década de 1950 os profissionais de educação física tinham a formação para atuarem prioritariamente em unidades escolares, os cursos universitários eram exclusivamente de licenciatura e os currículos voltados essencialmente formação de profissionais para atuarem no ensino formal. Eram chamados de Professor de Educação Física, nome muitas vezes utilizado até os dias de hoje a despeito de atualmente serem denominados Profissionais de Educação Física e Desportos.

Regulamentação da profissão – A História da regulamentação da profissão de Educação Física no Brasil, pode ser dividida em três fases: a primeira relacionada aos profissionais que manifestavam e/ou escreviam a respeito desta necessidade, sem contudo desenvolver ação nesse sentido; a segunda na década de 80 quando tramitou o projeto de lei relativo regulamentação sendo vetado pelo Presidente da República. E a terceira vinculada ao processo de regulamentação aprovado pelo Congresso e promulgado pelo Presidente da República em 01/09/98, publicado no Diário Oficial de 02/09/98.

Referência:
CONFEF – Conselho Federal de Educação Física [on line]

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14 - mar

Especialiadades médicas – Urologia geriátrica: Urogeriatria

Categoria(s): Especialidades Médicas, Urologia geriátrica

Especialidades médicas: Urologia geriátrica

A urologia – especialidade que estuda e cuida do trato urinário de homens e mulheres e do sistema reprodutor masculino – foi uma das primeiras áreas da medicina a separar-se da cirurgia geral, devido s suas particularidades no diagnóstico e tratamento. Estima-se que existam cerca de dois mil urologistas no Estado de São Paulo, e, destes, 1.347 integram a Sociedade Brasileira de Urologia.

A primeira reunião de urologistas e cirurgiões brasileiros ocorreu em 3 de maio de 1926, visando criar uma entidade que regulamentasse a especialidade no país. Nascia, então, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), sediada na cidade do Rio de Janeiro.

A parte da urologia que cuida das afecções urinárias dos idosos é a urogeriatria, assim como a que cuida das afecções que acomete as crianças a uropediatria.

História

Apesar de ter sido reconhecida como especialidade médica somente no século 19, na Europa, vestígios históricos de tratamentos urológicos foram encontrados nas mais antigas civilizações. Os egípcios, hindus, assírios e chineses praticavam pequenas cirurgias, sobretudo nos genitais, por motivos religiosos (circuncisão), penais (castração) ou com finalidades terapêuticas. É, contudo, com Hipócrates (séc. V aC.), e posteriormente com Galeno (séc. II dC), que se estabelecem os preceitos e a prática da medicina e se descrevem numerosas afecções, entre elas, algumas de foro urológico, baseando-se em agrupamentos de sintomas e numa correta observação da urina.

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21 - nov

Especialiadades médicas – Enfermagem

Categoria(s): Especialidades Médicas

Dicionário

A enfermagem, inicialmente era praticada por freiras que prestavam assistência por caridade aos doentes e miseráveis nas santas casas, portanto, os cuidados prestados aos pacientes eram de cunho religioso, não tendo assim nenhum embasamento científico, mas apenas empírico. A assistência era realizada sem o uso de uma metodologia de trabalho para orientar suas ações, conforme as necessidades surgiam s decisões eram tomadas. A enfermagem ao longo do tempo vem se desenvolvendo, tornando uma profissão honrada, digna, técnica e científica, e para isto, passando por várias fases desde os tempos das civilizações mais antigas, onde as pessoas que prestavam cuidados aos doentes o faziam apenas por caridade.

A partir do séculos XIX, com FLORENCE NIGHTINGALE, iniciou-se um modelo assistencial estruturado no trabalho executado com os soldados durante a guerra da Criméia. Florence já se baseava em uma assistência holística, do corpo humano, tendo um olhar dimensional do ser.

A enfermagem hoje é uma área que está voltada também para bases cientificas, fato que Florence já fazia em seus cuidados como higienização, isolamento, na época. Porém, desde o início, algumas dificuldades foram encontradas como o desconhecimento dos sintomas, das necessidades básicas alteradas e da nomenclatura destas necessidades, dentre outros motivos. O processo de enfermagem por ter origem nas práticas de atenção ao doente, possui fases interdependentes e complementares e quando realizadas concomitantemente resultam em intervenções satisfatórias para paciente (Foschiera e Viera, 2004).

Atualidade

A American Nurses Association (ANA) definiu enfermagem, em 1995, como “o diagnostico e tratamento das respostas humanas saúde e doença”. Dentro da área de pesquisa em enfermagem do cuidado, seguimos os processos fisiológicos e fisiopatológicos, como: conforto, dor e desconforto, saúde-doença, tomadas de decisões e escolhas, orientações sobre os cuidados do corpo humano e o ambiente, processo do nascimento, crescimento, desenvolvimento e morte, e também sistema ambientais.

A enfermagem é uma atividade e uma ciência relacionada ao cuidado do ser humano, individual ou coletivo, porem, de modo integral e holístico, atuando sempre na promoção, proteção, recuperação, e na reabilitação do individuo, respeitando os preceitos éticos e legais. Essa profissão hoje tem uma autonomia própria editada pelo Conselho Internacional de Enfermagem, designada por Classificação Internacional para a pratica de Enfermagem, guiando enfermeiros na formação de diagnósticos de enfermagem, planejamento das intervenções e avaliações dos resultados aos cuidados prestados. Ainda esta com padronização do manual em diagnósticos de enfermagem North American Nursing Diagnosis Association (NANDA), listados com suas caracteristicas definidoras e seus fatores relacionados.

Papel da enfermagem

O enfermeiro é um profissional qualificado de nível superior, responsável pela promoção, prevenção, recuperação, e reabilitação dos indivíduos a quem comete os cuidados, seja individual, coletivo ou comunitário. Estando apto para atuar nas áreas da saúde assistencial, administrativa, ou gerencial. Ainda dentro da área, encontramos pessoas capacitadas como, auxiliares e técnicos de enfermagem, possuindo funções especificas designadas pelo enfermeiro. Contudo, a figura principal e central relacionado aos serviços e atuações profissionais de atenção á saúde é o paciente. Este, variando de individuo para individuo, pode depender de vários cuidados, e necessidades, tendo a enfermagem que identificar e tomar medidas que aliviem seu sofrimento. Para certos indivíduos/pacientes algumas necessidades básicas são essenciais para manter a satisfação pessoal e quando há limitações para a realização dessas práticas diárias, o paciente necessita de cuidado mais próximos.

Referências:

 

Aires, M; Paz, AA.; Perosa, C.T. O grau de dependência e características de pessoas idosas institucionalizadas. Revista Bras. De ciências do Envelhecimento Humano, Passo fundo, 79-91-jul./dez.2006.

Diogo, MJ; Delboux. O papel da enfermeira na reabilitação do idoso. Revista latino-am.enfermagem, Ribeirão Preto,v.8,n.1,p.75-81,jan. 2000

Foschiera, F; Viera, C S – O diagnóstico de enfermagem no contexto das ações de enfermagem: percepção dos enfermeiros docentes e assistenciais. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 06, n. 02, p.189-198, 2004. Disponível em www.fen.ufg.br

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08 - abr

Especialiadades médicas – Médico de Família: Medicina de Família e Comunidade

Categoria(s): Enfermagem, Especialidades Médicas, Fisioterapia, Fonoaudiologia, História da medicina, Programa de saúde pública

Especialidades médicas: Médico de família

A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é a especialidade do atendimento básico ao paciente. Com o conhecimento sustentado pela clínica médica, pediatria e ginecologia e obstetrícia, ela é voltada para o atendimento criança, ao idoso, gestante, etc. Na maioria dos casos, o profissional integra as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), que somam 31 mil em todo o país

História

As primeiras iniciativas do gênero, no Brasil, surgiram na segunda metade da década de 1970, com os primeiros programas de Residência em Medicina Geral Comunitária (MGC) do país. A especialidade é reconhecida desde 1981 pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Como ainda não havia um campo de atuação fortalecido, durante os anos 1980 e 1990, a especialidade atuou sob críticas e enfrentou muitas adversidades. Após a realização do 1º Congresso Luso-Brasileiro de MGC em 2000, voltou a ganhar força e, um ano depois, passou a ser denominada Medicina de Família e Comunidade, devido sua forte atuação na Estratégia Saúde da Família.

Estratégia Saúde da Família (ESF) – Estratégia Saúde da Família (ESF) está em funcionamento desde 1994, e é um modelo assistencial realizado por meio de equipes multiprofissionais, que atende a um determinado número de famílias de uma área delimitada, além de desenvolver outras ações de saúde. Seu gerenciamento fica a cargo dos municípios. Em 2010 a ESF possuia 31 mil equipes em todo o Brasil.

Referência:

Jornal do CREMESP

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01 - abr

Especialiadades médicas – Otorrinolaringologia

Categoria(s): Avanços da Medicina, Especialidades Médicas, História da medicina, Otorrinolaringologia geriátrica

Especialidades médicas

Fundada em 21 de novembro de 1978, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABOR) – posteriormente, Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) – é a entidade que representa os otorrinolaringologistas brasileiros. A sociedade conta com 4,6 mil sócios e é responsável por regulamentar, fiscalizar e promover o ensino e a pesquisa da área.

História

A referência mais antiga sobre a especialidade foi encontrada nas tumbas médicas da planície de Saqqara, no Egito. Trata-se do desenho de uma traqueostomia, datado de, aproximadamente, 3.600 anos a. C. Vestígios de tratamentos otológicos foram encontrados nos Papiros de Ebers, também no Egito, em aproximadamente 1.500 a. C.

A escola médica italiana de Bologna, comandada por Marcelo Malpighi, foi responsável por grandes avanços na área de otologia. Antonio Maria Valsalva, um dos alunos de Malpighi, dissecou mais de 1 mil cabeças humanas e escreveu o Tractarus de aure humana, no qual descreve a desarticulação da cadeia ossicular como causa da surdez.

Leonardo da Vinci foi responsável pela descrição das estruturas nasais, em 1489, mas seus desenhos só foram encontrados no início do século XX. Outro fator que impulsionou as áreas de diagnóstico e cirurgia foi a criação da endoscopia, em 1806, pelo médico alemão Phillipp Bozzini.

Referência:

JORNAL DO CREMESP N. 278

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