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14 - mai

Úlcera cutânea nas pernas – Úlceras Neurotróficas

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Enfermagem, Infectologia, Inflamação

Úlceras cutâneas – Úlceras Neurotróficas


Dermatoses no idoso – parte 3

Ulceras

As úlceras neurotróficas, são as mais raras e um grande exemplo, são as úlceras que ocorem nos pacientes portadores de hanseníase, em que há comprometimento de nervos como o tibial posterior (responsável pela sensibilidade das plantas dos pés). Logicamente, nesses casos, há total anestesia da pele ou seja as feridas são indolores. As pessoas a adquirem após traumatismos, queimaduras ou outras noxas.

 

Referências:

- Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.
- Maffei,  FH.  Doenças Vasculares Periféricas;   ED. Guanabara-Koogan.

 

 

Veja mais sobre úlceras   Úlceras varicosas >>
Aspectos gerais e classificação   Úlceras isquêmicas >>
    Úlceras neurotróficas>>

 

Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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10 - mai

Úlcera cutânea nas pernas – Úlceras isquêmicas

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Enfermagem, Nutrição

Úlceras cutâneas nas pernas


UlcerasDermatoses no idoso – parte 3

Úlceras isquêmicas

Acredita-se que 1,5 %  da população  da  3ª  idade,  apresenta  algum  tipo de úlcera (ferida) nas pernas, o que  representa um problema considerável em saúde pública. Para o diagnóstico correto e classificação do tipo de úlcera faz-se necessário um bom exame clínico, seguido de exames laboratoriais objetivos, avaliação por imagem, como dopller específicos (dopller colorido) de vasos (artérias ou veias  dos  membros  inferiores).  Só após esta etapa, deve-se iniciar o tratamento, através de medicações sistêmicas, curativos especializados e outras medidas.

As úlceras isquêmicas decorrem de uma deficiência da nutrição tecidual, devido ao problema circulatório periférico. Representam aproxidamente, 25 %  de todas as úlceras de membros inferiores.

As úlceras (feridas) isquêmicas em pernas, são devidas à defeito ou deficiência na nutrição tecidual da pele, ou seja não há um aporte suficiente de circulação arterial em determinada região dos membros inferiores. Para fins de compreensão, podemos dividí-las em 5 tipos:
1) úlceras hipertensivas  (Úlcera de Martorell)
2) úlceras por arterosclerose (envelhecimento das artérias)
3) úlceras por outras arteriopatias  (como Doença de Bueger, Doenca de Raynaud, etc)
4) úlceras dos diabéticos
5) úlceras de decúbito

ulcera4Aspecto dermatológico

De um modo geral,geralmente situam-se no terço médio das pernas, são dolorosas, bordas bem demarcadas ou em saco-bocadas ou seja com bordas rentes. Iniciam-se com área apresentando aspecto de cianose ou lividez da pele e em seguida por ocorrer necrose da pele e o surgimento da úlcera.

Tratamento

A primeira medida é o combate à causa básica ou seja a correção da causa da úlcera; se há hipertensão arterial, tratamento da arterosclerose arterial ou insuficiência arterial (casos de Trombo-angeíte obliterante ou doença de Buerger – figura ao lado), correção do diabetes mellitus e nos casos de úlceras de decúbito, correção da área de atrito ou seja diminuir a compressão excessiva cutânea em pacientes acamados.

Outras medidas:  Uso de medicações como vasodilatadores (vasogard , fludilat, etc), limpezas e curativos ou debridamentos corretos dos tecidos desvitalizados, antibióticos se há infecção secundária, analgésicos, etc. 

IMPORTANTE – Nesses casos está contra-indicado, o uso de Bota de Unna, pois com certeza, seu uso diminuirá a circulação arterial e nutrição tecidual.

Prevenção

A prevenção é feita com a correção da causa básica, auxílio de equipe multi-disciplinar para trabalhar com o paciente;
realizando os curativos bem feitos , uso de colchões apropriados (colchões de água ou outro material), etc.  Atenção para a proibição de uso de meias compressivas (como kendall, venosan, etc)

Dieta

Alimentos que devem ser evitados: o setor de nutrição pode atuar com eficácia nesta parte (equipe multi-disciplinar), evitando os
alimentos de acordo com as comorbidades existentes (como hipertensão, diabetes, taxas altas de colesterol ou triglicérides, etc)

Referências:

- Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.
- Maffei,  FH.  Doenças Vasculares Periféricas;   ED. Guanabara-Koogan.

 

 

Veja mais sobre úlceras   Úlceras varicosas >>
Aspectos gerais e classificação   Úlceras isquêmicas >>
    Úlceras neurotróficas>>

 

Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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29 - abr

Vômitando sangue – Como agir

Categoria(s): Conceitos, Emergências, Enfermagem, Gastroenterologia

Vômitando sangue – Como agir

 

Entendendo a gravidade da situação

Uma das visões mais contundentes é assistir uma pessoa vômitando sangue. Os filmes exploram esta imagem sempre que algum personagem sofre um ato violento, mesmo que o trauma tenha sido em algum local do corpo que certamente não causa hemorragia no trato gastrointestinal, como exemplo trauma região posterior do abdomen (região lombar).

Em geral, a hemorragia digestiva alta, que causa o vômito sangüinolento, ocorre em aproximadamente 100 casos por 100 mil adultos/ano. As ulcerações pépticas (úlcera do estômago ou duodeno) representam cerca de 50% a 60% de todos os casos de hemorragia digestiva alta, com melhora espontânea em cerca de 80% dos pacientes. Nos últimos trinta anos os índices de morbidade (6%) e mortalidade ( 7%) desta emergência não melhorou mesmo com os avanços da terapêutica medicamentosa e endoscópica.

Tratamento

A correta abordagem terapêutica dessa hemorragia digestiva está diretamente relacionada não somente a sua causa, mas também a sua intensidade. Para se avaliar a intensidade da hemorragia, pode-se utilizar o critério estabelecido pelo Colégio Americano de Cirurgiões, Grau I (Taquicardia) = 15% de perda; Grau II (Hipotensão postural) = 20 a 25% de perda; Grau III (Hipotensão supina, oliguria) = 30 a 40% de perda; Grau IV (Obnubilação, colapso cardiovascular) = mais de 40% de perdas.

A endoscopia digestiva alta é procedimento padrão para a identificação da causa da hemorragia e, em muitas ocasiões, para a sua efetiva terapêutica. Esse exame deverá ser realizado junto ao leito do paciente e tão logo ocorra o reestabelecimento das condições hemodinâmicas. Quando executado dentro das primeiras 24 horas da ocorrência da hemorragia, seu nível de eficácia poderá chegar a 95%. Para controle de sangramento ou de procedimento endoscópico, esse exame poderá ser repetido tantas vezes quantas forem necessárias.

Causas

As causas principais de hemorragia digestiva alta são:

  1. Varizes do esôfago e fundo gástrico;
  2. Síndrome de Mallory-Weiss;
  3. Úlceras de esôfago;
  4. Esofagite;
  5. Úlceras pépticas gástricas;
  6. Úlceras pépticas duodenais;
  7. Úlcera de Dieulafoy em fundo gástrico;
  8. Gastrite erosiva;
  9. Neoplasia do esôfago;
  10. Neoplasia do estômago;
  11. Úlceras isquêmicas.

Assista o vídeo endoscópico de um caso de múltiplas úlceras gástricas – imagens elevadas e amareladas

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25 - abr

Dispepsia – Causa orgânica: Desconforto gástrico

Categoria(s): Enfermagem, Gastroenterologia, Inflamação

Dispepsia

 

Entendendo os sintomas dispépticos de origem orgânica

DISPEPSIA

Os pacientes portadores de um quadro dispéptico decorrente de gastrites agudas ou crônicas apresentam desconforto gástrico com sensação de empaxamento pós-prandial.

Gastrites agudas - As agudas são causadas por toxinas alimentares ou ação de agentes patogênicos, como o rotavírus. A sensação é de plenitude gástrica e dores no epigástrico algumas horas após a alimentação, por vezes ocorre azia, arrotos chocos e cefaléia. Quando a causa é infecciosa surge mal-estar geral, febre e cólicas abdominais, acompanhando o quadro dispéptico.

Gastrites crônicas – Nas gastrites crônicas existe uma inflamação e alteração das células da musosa gástrica, ocorre pontos de hiperemia e hemorragia. Nos exames histológicos observa-se infiltrado inflamatório crônico (predomínio linfo-monocitário). O paciente queixa-se de um digestão lenta, flatulência, dores vagas no abdome superior, arrotos chocos e empaxamento gástrico. Pode ocorrer anemias do tipo megaloblástica (carência de vitamina B12) ou ferro priva (carência de ferro e ácido fólico) por atrofia da mucosa gástrica.

Úlceras pépticas – As úlceras pépticas, gástricas ou duodenais, têm como fatores etiopatogênicos considerados, infecção pelo Helicobacter pylori, uso de antiinflamatórios não-hormonais, uso de ácido acetilsalicílico, e situações de estresse. Para a gastrite erosiva, acrescentam-se causas metabólicas, como o que acontece na insuficiência renal. As pessoas portadoras de úlcera péptica gástrica frequentemente têm concomitante gastrite. Nos ulcerosos duodenais há hipercloridria, azia, pirose (refluxo gastroesofágico), intolerância a alimentos ditos secretagogos como: banana, sardinha, depumados e sobretudo café e cigarro. Geralmente são pessoas ansiosa, estressadas e competitivas consigo e com as pessoas do seu convívio social próximo.

Câncer gástrico – O câncer gástrico, geralmente, produz acloridria (falta de produção de ácido clorídrico pelo estômago) e gastrite atrófica. Os sintomas dispépticos são imprecisos e vagos e o que faz suspeitar do diagnóstico é a idade (acima de 50 anos), emagrecimento inexplicável, arrotos chocos, inapetência, intolerância a carnes e dores na região do epigástrio.

Veja mais – Câncer do estômago

<< O que é dispepsia?   Quais as causa da dispepsia? >>

 

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24 - abr

Dispepsia – Quais as causas?

Categoria(s): Enfermagem, Gastroenterologia

Dispepsia

 

Entendendo as causas

DISPEPSIA

Dispepsia é um termo médico amplo de um transtorno digestivo ocasionado por doenças que altere por via reflexa a função digestiva, ocasionando a sensação que o estômago não funciona bem, com dores abdominais, desconforto gástrico, flatulência (gases e arrôto), plenitude gástrica (sensação de empaxamento), náuseas, enjoo e vômitos.

Os sintomas da dispepsia* estão relacionados com alterações da motricidade, secreção, tensão das paredes e do interior do estômago, vias biliares e condutos pancreáticos. Assim, a dispepsia não é propriamente um sintoma, mas uma reunião de sintomas combinados entre si. Apesar de não existe a necessidade de um doença do estômago para ocorrer a dispepsia, o que existe é uma reação funcional exagerada aos diversos estímulos do sistema nervoso entérico. As inúmeras doenças e disfunções que podem ser causadora da dispepsia podem ser classificadas didáticamente em:

1. Orgânicas

  1. Gastrites agudas – Medicamentosas; alimentares; tóxicas e alcoólicas;
  2. Gastrites crônicas – Avitaminoses e anemias
  3. Úlceras pépticas -
  4. Neoplasias gástricas – Carcinomas; sarcomas; Linite plástica
  5. Infecções - H. Pylori. e parasitoses – Tênias, Giardíase, Ascaridíase, Estrogiloidíase

2. Funcionais

  1. Disfunção gástrica
  2. Gastroparesia
  3. Vagotomias cirúrgicas
  4. Cirurgias gástricas
  5. Megaestômago

3. Reflexas

  1. Colecistites
  2. Colites
  3. Apendicites
  4. Pancreatites
  5. Litíares renal
  6. Ginecopatias
  7. Cistites
  8. Cardiopatias isquêmicas ou infecciosas
  9. Tireodiopatias
  10. Gravidez
  11. Focos infecciosos
  12. Meningites; mielites; encefalites; epilepsia

4. Psíquicas

  1. Neuroses
  2. Distonias vegetativas
  3. Ansiedade
  4. Estresse

* Pepsia – significa digestão dos alimentos no estômago, feita principalmente graças à ação da pepsina. Logo, dispepsia é uma disfunção na digestão dos alimentos.

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