Arquivo de Cuidador de idosos





26 - set

Dietas – Renal crônico

Categoria(s): Cuidador de idosos, Gerontologia, Nefrogeriatria, Nutrição

Orientação dietética

Dieta para Renal Crônico: Medidas gerais

Autores:

Antonio Carlos Leitão de Campos Castro
Armando Miguel Junior

Local da realização

Instituto de Medicina Metabólica
2004

Sumário
O controle dietético do renal crônico tem por objetivo restringir o consumo de proteínas como o propósito de diminuir o ônus de proteínas do rim e retardar o progresso da doença renal. Limitar sódio, que pode melhorar o controle da pressão sanguínea e evitar o acúmulo de líquido. O potássio que não é excretado de maneira efetiva pode acumular-se e ocasionar arritmia cardíaca perigosa.

Fontes alimentícias

Esta dieta deve controlar a quantidade de proteína, sódio e potássio.

As quantidades controladas de cada um destes nutrientes se baseiam nos níveis sangüíneos de potássio, sódio e uréia de cada paciente, bem como também no equilíbrio dos líquidos, a capacidade de eliminação da creatinina e a pressão sanguínea. Se os níveis sanguíneos indicam a necessidade de ajustar ao consumo de cálcio e fósforo, mudam-se então as quantidades permitidas na dieta. A restrição dos líquidos só é feita nos pacientes que acumulam grandes quantidades.

Cuidados dietéticos

Uma dieta baixa em proteínas pode ter deficiências de alguns dos aminoácidos essenciais, vitaminas como niacina, tiamina e riboflavina, minerais de fósforo, ferro e cálcio.

Em casos de insuficiência renal avançada, a dieta mal orientada pode conduzir a desnutrição,portanto só deve ser implementada sob supervisão de uma nutricionista.

Recomendações

Proteínas

As dietas baixas em proteínas podem prevenir ou mesmo atrasar o avanço de alguns tipos de doença renal. A quantidade de proteínas que pode consumir a pessoa se baseia no bom funcionamento dos rins e na quantidade de proteína que se requer para manter uma boa saúde. A quantidade de proteínas permitidas na dieta é determinada verificando-se os níveis sanguíneos de proteínas e de seus resíduos metabólicos. A quantidade de proteína sugerida numa dieta baixa em proteína é de 0,6 g/kg por dia.

Síndrome nefrótica

Em pacientes que estão perdendo grandes quantidades de proteína na urina os nefrologistas recomendam uma restrição moderada de 0,8g/kg por dia.As avaliações laboratoriais podem deve conter a creatinina, a albumina e o nitrogênio ureico do sangue.

Sódio

O controle do teor de sódio ajuda a impedir a retenção de líquidos. As quantidades reduzidas de sódio na dieta também ajudam a controlar a hipertensão arterial e a insuficiência cardíaca congestiva, por ventura existente.

Potássio

O controle do consumo diário de potássio para ajudar a prevenir tanto a hipocaliemia (que raras vezes é um problema para pessoas com doença renal), bem como a hipercaliemia (que é um problema comum em pessoas com doença renal).

Nesta dieta deve também controlar o fósforo mineral. Quando diminui a quantidade de fósforo devido ao consumo reduzido de produtos lácteos e outros alimentos ricos em fósforo, é necessário fornecer suplementos de cálcio para prevenir a doença óssea. Os suplementos de vitamina D também podem ajudar a controlar o equilíbrio de cálcio e fósforo no corpo.

Líquidos

Durante a insuficiência renal, diminui a quantidade de urina que produz o corpo. A quantidade de líquido recomendada diariamente se baseia na quantidade de urina produzida num período de 24 horas. Outros aspectos são: o nível de retenção de líquidos, o nível de sódio na dieta, o uso de diuréticos e a presença ou ausência de insuficiência cardíaca congestiva.

As pessoas com doença renal são mais propensas à doença cardiovascular, pelo que se recomenda uma dieta que tenha maioria de calorias provenientes de carbohidratos complexos. As calorias das gorduras devem ser de gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas. O consumo diário de calorias deve ser o adequado para manter o estado nutricional da pessoa num nível ótimo e evitar uma descomposição do tecido corporal. O peso, a condição nutricional e hídrica da pessoa com insuficiência renal devem se controlada com regularidade, em muitos casos diariamente.

Vitaminas e oligoelementos

Os suplementos vitamínicos são muito individualizados e estão sujeitos a diversas restrições na dieta, ao grau de insuficiência renal. Os requerimentos de vitaminas liposolubles (A, D, E e K) satisfazem-se, usualmente, por meio da dieta. Pode que seja necessário um suplemento de vitamina D, decisão que o médico deve tomar para cada caso. O consumo de vitaminas hidrossolúveis é, com freqüência, adequado até que o paciente começa o tratamento com diálise.

Os minerais que devem ser controlados são o cálcio, o ferro e o magnésio. O suplemento de cálcio recomendado é de 1.000 a 1.500 miligramos por dia. O suplemento de ferro se baseia nas necessidades de cada pessoa. Não se recomenda o suplemento de magnésio porque pode causar um aumento nos níveis de magnésio numa pessoa com doença renal. Pelo geral, prescrevem-se suplementos de ferro já que os pacientes com insuficiência renal avançada também apresentam anemia severa.


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19 - mai

Desnutrição no idoso – Parte 3. Recomendações nutricionais

Categoria(s): Cuidador de idosos, Nutrição

Resenha

A base do envelhecimento e das doenças

Colaboradora: Angela Terezinha de Favari Fornari *

* Nutricionista e pós-graduada do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

3 – RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS

As alterações psicológicas, sociais e as questões econômicas relacionadas com o envelhecimento afetam de uma ou outra forma a alimentação e/ou a fisiologia da nutrição através da modificação da dieta, do padrão alimentar e do estado nutricional do indivíduo. Devido a variações na capacidade de ingerir, digerir, absorver e utilizar esses nutrientes, não é fácil estabelecer as necessidades nutricionais desta população (MUÑIZ, MARTINEZ e COS BLANCO, 2004).

De acordo com Matos faltam “informações referentes aos efeitos do envelhecimento sobre as necessidades nutricionais dificultando a avaliação da ingestão adequada de muitos nutrientes”. Segundo essa autora, as poucas pesquisas desenvolvidas sobre o tema, assim como a grande variabilidade entre os dados encontrados sobre as necessidades energéticas nesse grupo, associadas à diversidade de níveis de atividades físicas dos idosos, tornam incompletas e variáveis as evidências científicas sobre as necessidades energéticas para essa população.

As recomendações nutricionais visam indicar qual a quantidade mínima de nutrientes seria adequada para maioria das pessoas em seu ambiente usual, sem traumas ou doenças. Para o idoso, as recomendações geralmente são adaptadas a partir das recomendações obtidas para crianças e adultos jovens (MARCHINI, FERRIOLLI, MORIGUTI, 1998).

A Organização Mundial de Saúde (OMS, apud MATOS, 2005) recomenda valores de 1,51 vezes o gasto energético basal para a estimativa da necessidade energética total, porém as necessidades calóricas basais da pessoa com mais de sessenta anos estão, em média, diminuídas e associadas com menor atividade física sendo que, geralmente, esse grupo etário se caracteriza por menor massa protéica magra e aumento relativo da gordura corporal. Portanto, acredita-se que 30 kcal/kg/dia sejam suficientes para a manutenção dos gastos calóricos da pessoa idosa, em atividade regular (MARCHINI, FERRIOLLI, MORIGUTI, 1998).
Muñiz, Martinez e Cos Blanco (2004) salientam que aportes menores que 1.500 kcal/dia sugerem risco de baixa ingestão de micronutrientes, o que não permite atender às requisições nutricionais diárias.

Nos Estados Unidos, desde 1941 as recomendações nutricionais (Recommended Dietary Allowances – RDAs) são estabelecidas pelo Food and Nutrition Board/National Research Council, sendo que, em 1990, a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) analisou as recomendações nutricionais e as adaptou à população brasileira. Porém, a partir de 1997 o Food and Nutrition Board e o Institute of Medicine deram início ao desenvolvimento de um conjunto de valores de referência para ingestão de nutrientes (Dietary Reference Intakes – DRIs), a serem utilizados no planejamento e avaliação de dietas de populações saudáveis visando substituir as RDAs publicadas anteriormente (FRANCESCHINI, PRIORE, EUCLYDES, 2002).
Proteínas

De acordo com Matos (2005), o organismo de um idoso saudável apresenta entre 60 a 70% do conteúdo protéico dos adultos jovens, sugerindo menor necessidade de proteína dietética. A autora lembra que as necessidades protéicas aumentam em relação à gravidade e duração da maioria das principais doenças crônicas que aparecem na terceira idade.
As RDAs estimam que 0,8g/kg de peso/dia de proteínas sejam apropriados para adultos (MARCHINI, FERRIOLLI, MORIGUTI, 1998), porém Muñiz, Martinez e Cos Blanco (2004) recomendam entre 1-1,25 g/kg e ressaltam a necessidade de que as proteínas sejam de alto valor biológico, especialmente se o idoso apresentar anorexia.
Franceschini, Priore e Euclydes (2002, p. 7) esclarecem que, “entre os fatores que determinam a qualidade da proteína da dieta, destacam-se, além do perfil de aminoácidos, a digestibilidade, a relação protéico-energética e os teores de minerais e vitaminas”.

Lipídeos

Segundo Sachs (2002), as proteínas contribuem com 10 a 20% do total de energia diária, e o restante (80 a 90%) deve ser distribuído entre gorduras e carboidratos. Marchini, Ferriolli e Moriguti (1998) lembram que, apesar de a quantidade de energia fornecida por 1g de gordura ser igual a 9 kcal, alimentos muito gordurosos podem não ser boas fontes de minerais e micronutrientes, e sugerem que cerca de 30-40% da energia total não protéica deve ser obtida da ingestão de gordura. Muñiz, Martinez, Cos Blanco (2004) definem que entre 7 a 10% devem ser de gordura saturada, até outros 10% de gordura poliinsaturada e o restante para gordura monoinsaturada.

Carboidratos e fibras

De acordo com Marchini, Ferriolli e Moriguti (1998) recomenda-se aos idosos maior ingestão de hidratos de carbono complexos (fibras). O consumo de fibras junto com uma ingesta hídrica adequada previne a constipação, favorece um melhor controle da glicemia e do colesterol e reduz o risco de algumas neoplasias. Entretanto o maior consumo de tais carboidratos podem prejudicar o consumo de minerais como zinco, cálcio, ferro e magnésio.
Para os idosos, os carboidratos devem constituir a maior fonte energética da dieta, uma vez que dietas pobres em carboidratos são inapropriadas por favorecerem o aparecimento de transtornos metabólicos importantes. O aporte de carboidratos deve constituir no mínimo 50% do valor calórico total e a quantidade mínima diária indispensável deve ser de 150g; já as fibras devem oscilar entre 20 a 35g diários (MUÑIZ, MARTINEZ, COS BLANCO, 2004).

Vitaminas e minerais

Em idosos, as necessidades de minerais, oligoelementos e vitaminas são maiores em relação às dos jovens adultos. Alguns dos micronutrientes em especial podem ter sua absorção diminuída, como por exemplo a vitamina B12 e o ácido fólico (GOENA, 2001).
Novaes et al. (2005) esclarecem que as deficiências de alguns elementos traços e de vitaminas podem estar associados ao decréscimo na função imune e que essa disfunção pode ser prevenida ou retardada por intervenção dietética. Alguns estudos recentes demonstram que uma pequena suplementação fisiológica de micronutrientes melhora a imunidade e diminui o risco de infecção no idoso.
As frutas e verduras são consideradas como principais fontes de muitas vitaminas e minerais, que atuam no desenvolvimento e bom funcionamento de todas as partes do corpo, como os olhos, sangue, ossos, gengivas e pele, entre outros. Recomenda-se consumir ao menos 5 porções diárias para manter um fluxo constante de grande quantidade e variedade de antioxidantes (PRODIA, 2001).

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14 - mai

Envelhecimento – Parte 1. Modificações gerais

Categoria(s): Cuidador de idosos, Demografia, Gerontologia, Programa de saúde pública, Sociologia

Envelhecimento

As modificações decorrentes da senescência

Colaboradora: Angela Terezinha de Favari Fornari *

* Nutricionista e pós-graduada do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Projeções demográficas estimam que em 2025 o Brasil deverá alcançar a marca de 33 milhões de pessoas idosas (KALACHE, VERAS, RAMOS, 1987; WHO, 2002). Como o processo natural de envelhecimento envolve muitos transtornos tanto de ordem psíquica, física e social, usualmente inter-relacionados, com repercussões nas condições de saúde e nutrição do idoso, é necessário obter informações nutricionais referentes a este grupo, para começar a avaliar sua problemática específica e enfrentar os desafios da pesquisa no campo de nutrição e envelhecimento (OLIVEIRA et al, 2006; SANTOS e JAHN, 2006).

Nos idosos assume especial relevância a definição de saúde da Organização Mundial de Saúde: “aquele estado em que existe uma situação ótima de bem estar físico, mental e social e não somente ausência de enfermidade”, ou seja, a saúde dos idosos se apóia nestes quatro pilares: ausência de doença, independência física, bem-estar psíquico e boa cobertura social (SERRA REXACH e CUESTA TRIANA, 2007).

O envelhecimento é um processo natural que submete o organismo a diversas alterações anatômicas e funcionais. Essas mudanças são progressivas e ocasionam efetivas reduções na capacidade funcional, desde a sensibilidade do paladar até os processos metabólicos do organismo (FREITAS et al., 2002).

Com o fato de os idosos viverem maior tempo, podem tornar-se mais vulneráveis a aquisição de patologias crônico-degenerativas, que tendem a gerar dependência funcional, bem como econômica. O envelhecimento também gera alterações funcionais que podem comprometer vários órgãos, entre os quais o acometimento dos padrões de postura e de equilíbrio, expondo-os às quedas (SANTOS e JAHN, 2006).

Hoyl (2000) esclarece que, à medida que envelhecemos ocorre uma diminuição fisiológica normal e um aumento na prevalência de algumas patologias, porém muitas dessas ocorrências que se pensava serem próprias do envelhecimento hoje se sabe serem doenças e, somente as alterações que estão presentes em todos os indivíduos que envelhecem e que evoluem com a idade é que representam o envelhecimento propriamente dito. Esse autor apresenta as seguintes características do envelhecimento:
-    Universal: próprio de todos os seres vivos;
-    Irreversível: diferentemente das enfermidades, não pode ser detido nem revertido;
-    Heterogêneo e individual: cada espécie tem uma velocidade característica de envelhecimento, porém a velocidade de diminuição funcional varia enormemente de indivíduo a indivíduo e de órgão a órgão numa mesma pessoa;
-    Deletério: leva a uma perda de função progressiva. Diferencia-se do processo de crescimento e desenvolvimento nos quais a finalidade é alcançar o amadurecimento da função;
-    Intrínseco: Não é devido a fatores ambientais modificáveis. Embora se observe uma aumento progressivo na expectativa de vida, a sobrevida máxima do ser humano alcança cerca de 118 anos.

Mudanças biológicas

Embora o passar do tempo seja o mesmo para todo o corpo humano, nem todos os órgão sofrem seus efeitos da mesma forma. Esses efeitos costuma ter um caráter universal, progressivo e em muitos casos irreversível.

É muito comum, ocorrerem distúrbios cardiovasculares, pulmonares, gastrintestinais, geniturinários, hematológicos, músculos-esqueléticos, endócrinos e metabólicos, doenças infecciosas, distúrbios neurológicos, psiquiátricos, cutâneos, oculares e do sono no idoso, o que resulta em mudanças significativas em sua vida, levando-o até mesmo ao isolamento. Esse quadro de alterações pode resultar em perda de função, que, sem intervenção adequada e em tempo hábil, causa a institucionalização precoce dos idosos. Desse modo são primordiais a promoção e a atenção à saúde ao idoso, de maneira que englobe medidas preventivas, restauradoras e reabilitadoras (IORIS apud NORONHA, 2007).

Alterações metabólicas

A energia mínima necessária para manutenção da vida, chamado metabolismo basal, diminui entre 10 a 20% entre os 30 e 75 anos, devido à menos massa muscular. Embora a absorção de hidratos de carbono não se altere até idades muito avançadas, a intolerância a lactose ocorre freqüentemente devido a diminuição da atividade da lactase. A incidência de diabetes aumenta e, muitas vezes, relacionada ao sobrepeso. A concentração plasmática de colesterol se modifica variando com a idade e o sexo, tendendo a diminuir progressivamente a partir dos 70 anos. No metabolismo das proteínas, o músculo perde importância para o fígado e o intestino. Em geral pode-se afirmar que o turnover protéico está aumentado na pessoa idosa (PALLAS, 2002). O peso global do fígado diminui e a capacidade de metabolização hepática é menor provocando alteração na farmacocinética de muitas drogas. A excreção de sai biliares também diminui com conseqüências na digestão. Tanto o pâncreas endócrino quanto o exócrino sofrem mudanças, com uma grande parte do tecido funcional substituída por tecido fibroso, provocando conseqüências tanto na digestão quanto na produção de insulina (GEIS, 2003)

Alterações na estatura e peso corporal

A partir dos 60 anos há uma diminuição progressiva da altura, podendo perder-se 1 cm ou mais pode década. Esta diminuição relaciona-se com a curvatura da coluna vertebral (lordose ou cifose) e o achatamento das vértebras. Por outro lado, o peso corporal que aumentou progressivamente até os 40-50 anos, se estabiliza e, a partir dos 70 anos começa a diminuir gradativamente (PALLÀS, 2002).

A porcentagem de gordura corporal aumenta e, enquanto no adulto fica em torno de 15% do peso corporal, em um idoso pode chegar a 25-30%, sendo que sua distribuição também se altera, com diminuição da gordura subcutânea e das extremidades e com maior concentração na região abdominal. Estas alterações podem estar relacionadas com a menor atividade física e a mudanças hormonais.

Diminuição da água corporal

De acordo com Kamimura et al. (2002) a massa tecidual humana pode ser dividida em dois grupos: massa gorda, composta pela gordura corporal, e massa magra, livre de gordura e constituida por proteínas, água intra e extracelular e conteúdo mineral ósseo. Em um adulto jovem, a água corporal total representa até 70% do peso corporal, porém, nos idosos, esta proporção diminui entre 10 1 15%, principalmente em decorrência da redução da água intracelular pela perda de massa muscular (PERIS e LESMES, 2007).

Referências:

FREITAS, E. V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Kogan, 2002.

GEIS, Pilar P. Atividade Física e saúde na terceira idade: teoria e prática. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.

HOYL, Trinidad M. Teorías del proceso de envejecimiento. Envejecimiento Biológico. In: MARIN, Pedro P.; ESPINOLA, Homero G. (ed.) Manual de Geriatria y Gerontologia año 2000. Escuela de Medicina Pontifícia Universidad Católica de Chile.

KALACHE, A.; VERAS, R.P.; RAMOS, L.R. O envelhecimento da população mundial. Um desafio novo. Rev. Saúde Públ., S. Paulo, v. 21, p. 200-210, 1987.

KAMIMURA, Maria A.; BAXMANN, Alessandra; SAMPAIO, Lilian R. et al. Avaliação Nutricional. In: CUPPARI, Lilian. Guia de nutrição: nutrição clínica no adulto. Barueri: Manole, 2002. p. 71-109.

NORONHA, Fabiana B. Sarcopenia. 2007. Monografia (Pós-Graduação em “Saúde e Medicina Geriátrica”) – Faculdades Integrada Metropolitanas de Campinas, Campinas.

OLIVEIRA, Giovani M.; MENEZES, Honório S.; SCHUH, Alexandre; URMESBACH, Carmem B.; KILPP, Débora. O estado nutricional do idoso institucionalizado no Lar Moriá. Arquivos Médicos. v. 9, n. 1, p. 7-18, mai., 2006.

PALLÀS, Mercê C. Importancia de la nutrición en la persona de edad avanzada. Barcelona: Novartis, 2002.

PERIS, Garcia.; LESMES, Breton. Composición corporal. In: PLANAS, Mercè (Coord.). Valoración nutricional en el anciano: Recomendaciones prácticas de los expertos en geriatría y nutrición. Documento de Consenso. Sociedad Española de Nutrición Parenteral y Enteral (SENPE), Sociedad Española de Geriatría y Gerontología (SEGG), Novartis. 2007.

SANTOS, Alessandra R.; JAHN, Alice C. Envelhecimento humano e distúrbios do equilíbrio: estudo em grupo de idosos institucionalizados. Arquivos Médicos da Universidade Luterana do Brasil (ULBTA), v. 9, n. 1, p. 19-31, mai. 2006.

SERRA REXACH, José A.; CUESTA TRIANA, Federico. Valoración Geriátrica Integral. In: PLANAS, Mercè (Coord.). Valoración nutricional en el anciano: Recomendaciones prácticas de los expertos en geriatría y nutrición. Documento de Consenso. Sociedad Española de Nutrición Parenteral y Enteral (SENPE), Sociedad Española de Geriatría y Gerontología (SEGG), Novartis. 2007.

WHO – World Health Organization, Tufts University. Keep fit for life: meeting the nutritional needs of older persons. Geneva: World Health Organization; 2002. Disponível em http://www.who.int/nutrition/publications/olderpersons/en/index.html. Acesso em 24/08/2008.

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09 - mar

Memória: Dúvidas a respeito. 9ª Parte – Habitação: Como agir

Categoria(s): Avanços da Medicina, Cuidador de idosos, Gerontologia, Gerontotecnologia, Neurologia geriátrica, Terapeuta ocupacional

Esclarecimentos

A casa comum é uma verdadeira armadilha para o idoso demente, apesar de estar vivendo nela há muitos anos é contém estruturas extremamente perigosas, que necessita se removida e adaptada para o bem viver do idoso. Nesse contexto, o terapeuta ocupacional é um profissional que analisando estas estruturas pode sugerir as melhor formas de adapta-las ou remove-las. Atualmente os gerontólogos estão preocupados em conscientizar sobre os ambientes amigáveis que evitam os riscos de queda e fraturas, tanto no ambiente domiciliar como públicos. Existem congressos sobre utensílios adaptados para os idosos, a chamada Gerontotecnologia, que ajudam a adaptar a casa para a sua independência.

161. Como entender o momento da arquitetura atual em relação aos idosos, especialmente os dementes?

  • As nossas casas evoluem e envelhecem conosco, criamos o quarto do bebê e devemos criar o quarto do idoso. O quarto do bebe dura alguns anos até transforma-lo no quarto das crianças e mais alguns anos no quarto do adolescente. O quarto do idoso demente deve ter a mesma previsão da expectativa de vida do idoso com demência, entre 5 e 20 anos. Na verdade a expectativa de vida do idoso demente, dependerá da pluripatologia que esse idoso apresenta (diabetes, hipertensão arterial, cardiopatia, osteoporose, artroses, etc).
  • As nossas casas atuais estão cheias de obstáculos, não só para o idoso demente, mas para todos de um forma geral, temos casas com dois pisos, escadas, garagens, adegas, dispensas, subsolos, piscinas, jardins, salas em desníveis, excessos de luminárias, de aparelhos eletrônicos, vários banheiros, suítes, etc. Criar um espaço livre dos riscos é um trabalho extremamente difícil, diante de todas estas modernidades.

162. Quais os potencias riscos para os idosos?

  • Os idosos de uma forma geral estão sujeitos a sofrer com:
  1. Quedas
  2. Alucinações
  3. Intoxicações
  4. Queimaduras
  5. Cortes e contusões
  6. Afogamento
  7. Asfixia

163. Quais os pontos da casa com risco para os idosos dementes?

  1. Áreas de circulação
  2. Banheiro e Box de chuveiro
  3. Sanitários
  4. Fogão
  5. Dispensa de alimentos
  6. Área de serviços
  7. Cesta de remédios

164. Como deve ser os espaços de circulação?

  • Os espaços de circulacão deve ser bem iluminados e livre de móveis, vasos e tapetes. As paredes devem ser livres com cor branca ou neutra e conter barra corrimão. Evite papéis de parede, quadros e plantas (podem causar alucinações).
  • O ideal e eleger um área da casa para o idoso habitar. Exemplo, nas casas com dois pisos, procure adaptar parte da área térrea para o idoso.
  • As escadas são extremamente perigosa e devem ser fechadas, com cercas protetoras. Corrimão e fitas anti-derrapantes ajudam, mas deve-se evitar que o demente subam e desçam as escadas sozinhos.

165. Como dispor os móveis?

  • O espaço de circulação deve estar livre de mesinhas ou estantes baixas, especialmente as com vidros.
  • As quinas agudas dos móveis, causadoras de ferimentos, devem ser protegidas com protetores de quina, que podem ser comprados nas casas especializadas.

166. Como sinalizar os cômodos da casa?

  • Os dementes costumam se perder na própria casa e ficam ansiosos por não achar o quarto ou o banheiro. Coloque sinalizações nestes locais.
  • Alguns idosos costumam levantar-se a noite e devanear pela casa, deixe uma luz de emergência acessa durante a noite, para ele localizar o quarto e o banheiro.

167. Como deve ser o banheiro e o box de chuveiro?

  1. Escolha um banheiro somente para o idoso demente e faça as adaptações necessárias.
  2. Retire a tranca da porta do banheiro, o idoso pode, eventualmente, trancar-se dentro do banheiro, dificultando sua remoção em caso de necessidade. Instale a porta do banheiro abrindo para fora.
  3. Mantenha o piso do banheiro sempre seco.
  4. Coloque pisos anti-derrapante. Estrado de madeira pode ser uma boa opção.
  5. Deixe uma cadeira de plástico resistente para utilizar no banho com o idoso sentado.
  6. Instale chuveirinho (A queda de água do chuveiro pode simular chuva deixando o idoso temeroso e ansioso).
  7. A porta do box deve ser ampla e fechada com cortina de plástico semitransparente. Evite usar cortina estampada, o idoso pode sentir-se com medo. Não são raros os casos de pessoas sofrer queda no box e seu corpo travar a porta dificultando sua retirada.
  8. Instale barras fixas no box e ao lado do vaso sanitário.
  9. Evite banhos quentes e muito demorados (estes desengorduram a pele e retiram a defesa natural). Aplique hidratante logo após o banho.

168. O uso do vaso sanitário?

  • Esta é uma atividade básica que deve ser mantida individualizada por mais longo período possível. Muitas pessoas sente-se constrangidas quando alguém a acompanha nesse momento.
  • A primeira evidência de que a capacidade de executar essa atividade está prejudicada são: perda da urina a caminho do banheiro, indicando incontinência urinária, e roupa íntima suja, indicando limpeza incompleta após evacuar.
  • Nos banheiros com vaso sanitário e bidê, este último deve ser retirado, pois pode confundir o idoso. Caso não seja possível remover o bidê, coloque sobre este uma tampa difícil de remover.
  • Faça um adaptação com equipamentos especiais na borda da vaso sanitário, regulando a altura para que o idoso não fique em uma posição muito baixa ao sentar-se.

169. O uso do vaso sanitário deve ser agendado?

  • Sim, o idoso demente esquece de ir ao banheiro, ficando com a urina e intestino presos. Programe uma visita ao banheiro, criando uma rotina, mesmo quando não tenha manifestado vontade de urinar.
  • Uma possível escala de visitas regulares ao banheiro:
  1. Primeira coisa a fazer ao se levantar;
  2. Logo após o almoço;
  3. Após a soneca da tarde;
  4. Logo após o jantar;
  5. Antes de deitar-se

170. Riscos da evacuação?

  • A evacuação pode ser um ato de risco para o idoso demente, A força ao evacuar pode gerar o chamado reflexo de Valsalva, ocasionando queda da pressão e desmaio ao levantar-se rapidamente. Por isso, é necessário barra fixa de apoio junto ao vaso sanitário (figura acima).

171. Que cuidados tomar na cozinha?

  • Esta é a parte mais perigosa da casa pelas altas possibilidades de acidentes. Sendo conveniente que o demente fique longe desta área. Deixar o gás ligado e risco de incêndio: Esquecer o fogo aceso e queimar a comida é fato comum no idosos na fase inicial da doença. O risco de intoxicações com fumaça e gás é grande. Assim, como queimaduras extensas.

172. Algumas vovós estavam acostumadas com a cozinha, como impedi-las de continuar a fazer a própria comida?

  • Lidar com esta situação é bastante complexa. Impedi-la causará agressividade e desobediência. O melhor é assisti-la durante a execução de tarefas mínimas, com comidas previamente preparadas.
  • Instale um timer no fogão.
  • Deixe fósforos e acendedores fora do alcance dos pacientes.

173. Como cuidar com os aparelhos eletrodomésticos?

  • Os aparelhos devem estar desconectados da rede elétrica, em especial aqueles com lâminas cortantes.

174. Como acondicionar os objetos cortantes como facas e tesouras?

  • Os objetos cortantes devem ser colocados em gavetas providas de trava de segurança, que podem ser adquiridas nas casa especializadas.
  • Pequenos objetos como alfinetes, botões, agulhas e moedas (que podem ser engolidos ou aspirados), devem ser guardados em local seguro.

175. Onde guardar os produtos de limpeza?

  • Os produtos de limpeza devem ser guardados em um armário com trinco ou chave. Compre os produtos de limpeza em pequena quantidade e nunca os deixe fora do armário. O risco do idoso ingerir um desses produtos e se intoxicar é muito grande.

176. Como administrar os medicamentos?

  • Deixe a mão apenas os medicamentos em uso e em quantidade suficiente para o dia. O restante do medicamento em uso e os em uso eventual (xaropes, pomadas, antialgicos,etc) devem ficar guardado no local específico e bem protegido. Se o paciente não tiver os medicamentos à vista o risco de ingeri-los acidentalmente é mais difícil. Lembre-se, ao administrar o medicamento observe se o paciente de fato engoliu-o.

177. Como deve ser o vestuário?

  • Apesar do idoso demente apresentar dificuldades cada vez maiores em vestir-se, deve-se encorajá-lo a continuar vestindo-se sozinho, dando, porém, tempo suficiente para fazê-lo. Deixe as peças de roupa já separadas e em ordem para serem vestidas. Ajuda muito as roupas folgadas de cores claras, com elásticos ou com velcro, evitando-se roupas apertadas e com muitos botões.

178. Como instruir o demente vestir uma calça ou um sapato?

  • O acompanhante deve ensinar ao idoso como fazer estas tarefa, para que ele não se sinta “inválido” ou “dependente”. Deve procurar uma posição segura e confortável, sentando-se em uma cadeira ou na beirada da cama. Nunca curvar-se para vestir a calça ou calçar meias ou sapatos. Nunca usar banquinhos, já que são muito instáveis.
  • Evite chinelos (procure usar mocassim) e roupas com muitos acessórios (cintos). Vista a roupa de acordo coma temperatura do dia. Indique os trajes a serem usados, mas apresente opção de escolha.
  • Os chinelos podem ser perigosos, sendo fácil de enroscar nos tapetes, degraus e causar queda nos idosos. Ao levantar à noite, é preferível o idoso andar descalço a tentar usar um chinelo para ir ao banheiro.

179. Como deve ser a cama do idoso demente?

  • Nos estágios iniciais da doença a cama deve ser normal, de preferência cama de casal, com colchão semi-ortopédico, forrado com plástico (mesmo para os idoso em uso de fraldas geriátricas). É muito importante usar um carpete espesso ao redor da cama, pois em caso de queda tem uma proteção.
  • Nas fases avançadas da doença o ideal é utilizar cama hospitalar.
  • A posição de dormir também é importante. Procure incentivá-lo a dormir de lado, com travesseiro entre as pernas, pois protege a coluna e facilita a respiração.

180. O uso de ar condicionado e ventiladores é permitido?

  • Sim, como também umificadores, porém estes equipamentos devem ficar em local estratégico, onde o idoso não possa mexer e que o ar não fique diretamente sobre ele.

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08 - mar

Memória: Dúvidas a respeito. 8ª Parte – Comportamento: Como agir

Categoria(s): Cuidador de idosos, Gerontologia, Neurologia geriátrica, Terapeuta ocupacional

Esclarecimentos

Cuidar de um familiar com demência é difícil e extremamente desgastante. A pessoa designada para dar os cuidados para o demente, além de lidar com todos os problemas médicos, financeiros e legais, se vê obrigado a contornar comportamentos alterados e ainda manter-se calmo. As informações sobre a evolução da doença e dos tratamentos disponíveis auxiliam nessa árdua tarefa. Entretanto, mesmo recebendo todas as informações o familiar pode sentir-se só, despreparado e conflitado. Por isso, os familiares precisam receber apoio e suporte para cuidar desses pacientes, para que eles próprios não fiquem doentes.

Os questionamentos a seguir norteiam a atuação nos casos de desvios do comportamento do demente.

Demência frontotemporal – (DFT) -

Em 1892 Arnold Pick descreveu a demência associada à atrofia circunscrita no lobo temporal esquerdo acompanhada de depósitos argentofílicos intranucleares (inclusões ou corpos de Pick). Na atualidade a demência frontal ou frontotemporal é constituida de varias formas demenciais. Apesar de rara, o quadro clínico da demência frontal e frontotemporal, chama atenção pelas suas caracteristicas como: distúrbios afetivos; distúrbios do comportamento; distúrbios da fala e preservação da orientação espacial e das praxias.

A instalação dessa demência se dá de forma insidiosa e progressiva. Precocemente ocorre declínio das condutas sociais interpessoais, dificuldade do controle da conduta pessoal, indiferença emocional e perda do insight.

Essses pacientes apresentam distúrbios do cuidado e higiene pessoal, rigidez e inflexibilidade mental, distratibilidade e impersistência, alteração da dieta e hiperoralidade, comportamento perseverativo e esterotipado, comportamento de utilização.

Ocorre alteração da linguagem espontânea (a fala fica econômica, fica prensada, sem espontaneidade), esterotipias de linguagem, ecolalia, mutismo e perseveração.

Com estas característica é fácil entender que este tipo de demência ocasiona muitos conflitos familiares, onde o paciente agindo sem consciência dos fatos passa a tomar atitudes incoerentes (alterações precoces da personalidade). Como no início da doença os distúrbios amnésticos (memória), sinais somáticos e neurológicos (acinesia, rigidez, tremores, oscilação pressórica, incontinências urinária e/ou fecal) não aparecem, esses pacientes são tratados como portadores de distúrios psiquiátricos, retardando o diagnóstico preciso da doença.

As questões a seguir indicam como agir nos casos de distúrbios das atividades da vida diária  (banho, troca de roupa, uso do sanitário) e as atividades intrumentais (arrumar a própria cama, atender telefone, anotar recados, controlar finanças, etc).

141. Cuidando com o dinheiro?

  • O paciente demente pode ter um obsessão por controlar o próprio dinheiro, pois este fato lhe dá o status de independência, sobre tudo para os homens. Tentar suprimir o acesso da pessoa ao dinheiro pode não ser uma boa decisão.

142. Como controlar o dinheiro?

  • o demente costuma fazer “esconderijos” para guardar o seu dinheiro, quando o descobrir, deixe como esta, ele sempre vai utilizar o mesmo esconderijo, caso contrário, procurará outro esconderijo para essa finalidade.

143. Como agir quando o idoso diz que perdeu o dinheiro?

  • Procure acalmá-lo e diga que vai ajudar a procurar, mesmo que isso tenha ocorrido na “rua”. Isso faz com que ele se sinta mais confortável. Nunca o repreenda, pois ele, certamente, já está em conflito pela perda do dinheiro.

144. Como agir com as contas bancárias?

  • O idoso demente é incapaz de administrar a sua conta bancária, porém não quer deixar de ir ao banco para retirar o seu dinheiro. Converse com o gerente e proponha uma solução, como do idoso receber o envelope de dinheiro (em notas pequenas, para ele o volume de dinheiro é mais significativo que o valor) junto a um caixa especial, que você previamente abasteceu. Assim, ele vai sentir-se dono da situação.
  • Do ponto de vista legal informe-se junto a um advogado como proceder para poder administrar os bens do idoso demente.

145. Como agir quando o idoso perde objetos pessoais?

  • O fato do idoso perder objetos pessoais ou não saber onde guardou determinadas coisas, o deixa ansioso, irritado e preocupado. Para que isso ocorra com menor frequência devemos estabelecer locais bem definidos para o idoso guardar os objetos, estimulando-o a seguir uma rotina para realizar as atividades mais frequentes. Evitar que o idoso tenha muitos objetos pessoais é uma boa norma. Faça cópia de documentos importantes, óculos e chaves. Lembre-se de que idéias de desconfiança ou de “roubo” são comuns. Não discuta!

146. O idoso pode tomar banho sozinho?

  • Sim, com todo banheiro adaptado para esse fim. A porta não deve ser fechada, apenas encostada. Se ele aceitar ajuda, execute uma rotina para o banho como: molhar-se, ensaboar-se, enxaguar-se e secar-se. Nas fases avançadas o banho se tornará um ato mais dependente.
  • Estruturalmente o box do banheiro deve ser amplo, com porta larga (o suficiente par entrar um cadeira de roda) com piso antiderrapante e com barras de apoio para a mão. Deve ter um banquinho para ajudar na limpeza dos pés.

147. Como deve ser o banho?

  • O banho deve ter em um horário fixo, com água morna e sabão neutro. O Banho de banheira não é recomendado pelo risco de queda. Os produtos higiênicos (hidratantes, cremes, loções, shampoo, condicionador) devem ser neutros, anti-alérgicos.

148. Como agir quando não quer tomar banho?

  • Inicialmente identifique a causa dessa recusa.
  1. Ela é exclusivamente com o banho, ou não
  2. A recusa se dá com determinada pessoa?
  3. Com determinado horário?
  4. Com o ato do banho?
  • identifique e procure corrigir o problema, pois o ato do banho serve para proceder uma exame clínico do idoso, pontos dolorosos, machucados, escaras, etc.
    Dê uma esponja para o paciente segurar, enquanto você lava as partes que ele se esquece de lavar. Isso evita ansiedade.

149. Quais os possíveis problemas que podem levar a recusa ao banho?

  • A recusa ao banho pode ser causada pela dificuldade de relacionamento com a pessoa que está auxiliando no banho, como pessoa de sexo oposto, ríspida ou muito insistente. (Diante de uma recusa inicial, proponha outra atividade e depois novamente convide-o para o banho). Presença de espelhos do banheiro, pode assustar o idoso, dando a impressão que alguém o está observando no banho. A própria água caindo do chuveiro pode ser um fator de pavor ao banho, nesse caso use o chuveirinho e vai lavando parte por parte do corpo.

150. Como cuidar do banho no paciente acamado?

  • O banho no paciente acamado deve ter um técnica de enfermagem para não provocar ferimentos. Por isso, o cuidador deve assistir como uma enfermeira procede ao banho para depois executá-lo adequadamente.

151. Como lidar com os cheiros desagradáveis dos idosos acamados?

  • Cheiros desagradável dos pacientes incontinentes podem infestar todo o quarto ou a área da casa. Existem duas dicas que ajudam a controlar o problema: 1. Adicione suco de tomate na água do banho para remover os mais pertinentes odores do corpo; 2. use amaciante em humificadores.

152. Que cuidados tomar com o idoso que perambula pela casa?

  • A casa é o local onde ocorre os maiores acidentes e quedas. Essa deve conter o mínimo de móveis, deixando espaços amplos e arejados. A perambulação é um comportamento no qual o idoso caminha por longos períodos ou continuadamente, enquanto está acordada. As razões para a perambulação são variáveis, como executar tarefas que estava habituado com ir ao trabalho, ao supermercado, a casa do amigo etc.

153. Como orientar a vizinhança sobre as dificuldades dos idosos?

  • Inicialmente analise os arredores da casa, as ruas com tráfego intenso oferecem grande perigo. Converse com os vizinhos sobre os problemas que o idoso demente está passando e como agir se ele encontrar-se perdido. A quem avisar e como reconduzi-lo a casa.
  • Caso more em edifício, exponha o problema e avise a todos os porteiros que a pessoa não pode sair desacompanhada.
  • Providencie uma plaqueta de metal com um número de telefone para contato, que deverá ser colocada em uma pulseira ou corrente para ser usada em torno do pescoço.

154. Como evitar a “fuga” de casa?

  • Muitas vezes o demente procura sair da casa para atividades que ele tinha anteriormente como ir ao trabalho, a casa do amigo, etc. Travas colocadas na parte alta ou baixa da porta manIem a porta segura e geralmente não são percebidas pelo demente. O quintal deve ser protegido por cercas altas e firmes. Os vãos abertos em escadas devem ser fechados.

155. Como agir na repetições de assuntos ou perguntas?

  • Apesar de ser algo irritante para os familiares e cuidadores, pense que isso está ocorrendo devido os déficts da memória e à insegurança do paciente. Aja transmitindo segurança, dizendo que você está cuidando para que tudo corra bem. Tente distraí-lo falando sobre outro assuntos.

156. Confusão súbita – O que pode ser?

  • O demente por si só já apresenta um certo grau de desorientação, porém em determinadas situações ocorre um agravamento da confusão mental, constituindo a encefalopatia metabólica. Esse fato pode ser decorrente de distúrbios do açúcar (hiperglicemia, hipoglicemia), hiponatremia (baixa de sódio sanguíneo), infecções urinárias ou respiratórias e principalmente intoxicação por medicamentos.

157. Como a emoção interage com a memória?

  • Na anatomia da memória estão envolvidos os canais sensoriais (terminações nervosas, visão, audição, gustação, etc) que se comunicacão com o sistema líbico via córtex cerebral. O sistema límbico é um estrutura complexa localizada profundamente no cérebro, bilateral e simétrica, composta pelos tubérculos mamilares, fornix, giro denteado e hipocampo, a qual mantém conexões com várias estruturas  corticais e subcorticais no cérebro (reponsáveis pelo componente extralímbica da memória). Este sistema está  implicado nos mecanísmos do humor, da motivação e da emoção. Estas estruturas mostram quão complexas são a vias da memória e suas implicações quando perdidas, estando as emoções diretamente ligada as funções de fixação de fatos e ações (estímulos positivos e estímulos negativos). Quem não se lembra do cheiro do bobo que a vovó fazia e todas as boas recordações da época.

158. Agressividade

  • A agressividade pode se dar como uma acentuação de traço prévio de personalidade ou como mudança em relação ao comportamento anterior. Esse comportamento agressivo pode ser decorrente de dor ou desconforto mau-definido, ou ainda, sintoma de encefalopatia metabólica. Algumas infecções, como cistites, otites, sinusites, etc podem se manifestar pela agressividade.

159. O que é o fenômeno do pôr-do-sol?

  • É muito comum as alterações do comportamento  (agitação, delírium, alucinações, fobias) na segunda metade da tarde, em geral próximo ao anoitecer. Nesse horário costuma ocorrer uma piora da confusão mental. Não está claro por que alguns idosos apresentam este tipo de comportamento. Já foi sugerido que talvez ele seja decorrente de uma alteração de ritmos biológicos, ou do fato da  luz declinante do final do dia ser acompanhada por sombras, o que facilitaria as alucinações e ilusões. Também sugeriu-se que o chegar da noite provoque no idoso o medo pela insegurança de ficar sozinho e vir a precisar de alguém por algum motivo.

160. Como cuidar do fenômeno do pôr-do-sol?

  • Quando a luz do dia começar a diminuir, acenda as luzes da casa. Isso diminui a formação de sombras e torna a passagem do dia para a noite menos marcada. Em determinados casos existe a necessidade de utilizar medicamentos, que devem ser administrados em horário calculado para que haja efeito pleno o horário em que as alterações do “fenômeno do pôr-do-sol” costumam iniciar.

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