Arquivo de Cuidador de idosos





04 - nov

Letargia

Categoria(s): Cuidador de idosos, Enfermagem, Neurologia geriátrica, Psicologia geriátrica, Semiologia Médica, Terapeuta ocupacional

Letargia

No quadro clínico de letargia o paciente apresenta-se imóvel, com os braços e pernas flácidos e pendentes, a respiração e o pulso ficam praticamente imperceptíveis. É um estado de sonolência, mas facilmente despertável. Não está conciente de alguns fatos do ambiente ou não interage de forma apropriada com a pessoa que o está acompanhando, porém, torna-se completamente ciente ao ambiente e interage apropriadamente com pequeno estimulo.

Letargia lúcida – Algumas pessoas que sofreram algum estresse emocional reagem de forma letárgica e, apesar da inércia absoluta, tudo percebe e compreende, mas se encontra totalmente impossibilitado de reagir de qualquer forma. Por motivo da atividade psíquica conservada durante esse estado letárgico, dá-se o nome de letargia lúcida.

Diagnóstico diferencial – Torpor, coma, choque

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03 - nov

Falta do apetite nos idosos – Papel da saliva

Categoria(s): Cuidador de idosos, Enfermagem, Fonoaudiologia, Gastroenterologia, Gerontologia

Falta do apetite nos idosos – Papel da saliva

A saliva é uma mistura homogênea de secreções produzidas principalmente pelas glândulas salivares e pelas glândulas bucais menores, que desenham uma função dupla: participação no processo de digestão e facilitação da deglutição dos alimentos.

A saliva é um líquido claro, viscoso, alcalino (pH entre 6 e 7), que contém em sua composição: 95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. Além disso, também apresenta dois tipos de secreção protéica: uma secreção serosa e rica em ptialina, que contribui para digestão do amido; outra secreção mucosa, que contém mucina, elemento lubrificante que facilita a mastigação e a passagem do bolo alimentar pelo esôfago através da deglutição.

A cada minuto se secreta uns 0,5 ml de saliva, exceto durante o sono, quando a secreção é escassa. A saliva desempenha um papel importante na manutenção dos tecidos bucais, uma vez que exerce um efeito de limpeza arrastando substâncias alimentares e microorganismos patogênicos que se não fossem removidos, contribuiriam com o surgimento de cáries dentais, infecções e deterioração dos tecidos. Além disso, ela também possui enzimas proteolíticas e anticorpos protéicos que destroem as bactérias bucais.

A saliva é produzida e secretada por três pares de glândulas, as glândulas salivares menores (glândulas subliguais), que são glândulas dispersas em toda a camada de epitélio que reveste o palato , os lábios , as bochechas , as tonsilas e a língua, secretam apenas muco com a função de conservar a umidade da mucosa oral ; e as glândulas salivares maiores (parótidas e submandibulares), que estão localizadas fora das paredes da cavidade oral. As glândulas mais ativas são as submandibulares e as menos ativas são as sublinguais. Estas glândulas têm características exócrinas e são constituídas por ácinos seromucosos e mucosos, sendo estimuladas pelo sistema nervoso autônomo e pelos hormônios vasopressina e aldosterona.

A saliva também contribui para a degustação. Ela contém substâncias que permite saborear melhor os alimentos, por excitar os receptores do gosto na língua. O sabor da saliva varia de uma pessoa para outra e isso, por sua vez, modifica o sabor do alimentos. Por exemplo, uma saliva com baixo teor de sódio faz com que qualquer comida pareça muito mais salgada do que quando a saliva tem maior teor de sódio.

A composição da saliva é influenciada por diversos fatores, como exercício físico, desidratação e infecções, como mostra na figura uma parotidite viral.

Referências:

PALLÀS, Mercê C. Importancia de la nutrición en la persona de edad avanzada. Barcelona: Novartis, 2002.

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09 - ago

Depressão – Como a família pode auxiliar no tratamento?

Categoria(s): Conceitos, Cuidador de idosos, Gerontologia, Psicologia geriátrica

Depressão – Orientações aos familiares

EnxaquecaCom auto ajuda e colaboração da famí­lia.

O que o paciente pode fazer:
- Ter paciência com ele mesmo, sobretudo na fase inicial do tratamento, quando pode levar um certo tempo(de 2-4semanas) para começar a melhorar.
– Confiar na aliança terapêutica com seu médico, executando suas recomendações.

O que a família pode fazer para auxiliar o paciente:
– Apoiá-lo durante o seu sofrimento, proporcionando carinho, compreesão e paciência, sobretudo nas fases iniciais do tratamento.
– Aceita-lo, respeitando sua realidade e evitando procurar possíveis causas e meios imediatos de solucioná-las.
– Conscientizar-se que a cura da depressão não depende da vontade do indivíduo. Conselhos do tipo “vá distrair-se” ou ” você tem que se esforçar para melhorar” são ineficientes, sendo algumas vezes, até prejudiciais.
– Auxiliá-lo a cumprir as recomendações do médico.

 

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05 - ago

Depressão – Quais os sintomas?

Categoria(s): Conceitos, Cuidador de idosos, Psicologia geriátrica

Depressão – Sintomas

Enxaqueca

A depressão pode muitas vezes surgir, sem uma causa aparente. Atualmente o diagnóstico de depressão não envolve necessariamente a presença de uma determinada causa, mas sim a intensidade do sofrimento. É a chamada depressão maior, que se manifesta pela presença, intensidade, frequência e duração dos sintomas físicos e psíquicos, são eles:

Humor deprimido
Perda do interesse e prazer pelas coisas
Perda de peso
Insônia
Cefaléias
Fadiga
Sentimento de culpa e ruína
Dificuldade de concentração
Idéias de morte
Ansiedade e agitação

 

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04 - jan

Fragilidade – O que é?

Categoria(s): Conceitos, Cuidador de idosos, DNT, Gerontologia

Orientações
Editorial

Idosa

Fragilidade é o estado de redução da reserva dos diversos sistemas fisiológicos determinada pelo efeito combinado do envelhecimento biológico, condições crônicas e abuso (tabagismo, alcoolismo) ou desuso (sedentarismo), priva os idosos de uma “margem de segurança” e aumenta a susceptibilidade às doenças e à incapacidade. Com a idade ocorre o declínio de em média 50% da capacidade vital pulmonar e do fluxo sangüíneo renal entre os 30 e 80 anos de idade. Em condições limítrofes de equilíbrio, eventos simples como uma infecção respiratória podem desencadear conseqüências em outros sistemas como a descompensação de insuficiência cardíaca e insuficiência renal, elevando a mortalidade.

No estado de fragilidade é comum observar manifestações atípicas de doenças comuns, como sintomas respiratórios predominando na apresentação clínica da pielonefrite ou ausência de dor e sinais de irritação peritoneal em pacientes com apendicite, determinando dificuldades adicionais ao diagnóstico e agravando o prognóstico.

Por serem tão comuns na população idosa, algumas condições foram denominadas “gigantes da geriatria”: virtualmente qualquer agravo à saúde do idoso pode se manifestar como – ou determinar – o surgimento de instabilidade postural e quedas, incontinências, demência, delirium, imobilidade e depressão.

Por outro lado, a freqüência com que estes diagnósticos deixam de ser firmados deu origem a outro termo, o “fenômeno do iceberg”, que alerta para a grande proporção de condições clínicas ocultas, ou “submersas”.

A abundância de diagnósticos incorretos ou mesmo corretos não raro provoca outros problemas comuns em pacientes idosos como o uso inadequado de drogas e a polifarmácia.

Referência:

BUCHNER, D.M. & WAGNER, E.H. Preventing frail health. Clin. Geriatr. Med., 8:1-17, 1992

KALACHE, A.; VERAS, R.P.; RAMOS, L.R. O envelhecimento da população mundial: um desafio novo. Rev. Saúde Pública, 21:200-10, 1987.

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