Arquivo de Cuidador de idosos





28 - jun

Alergia ocular – Conjuntivite alérgica

Categoria(s): Cuidador de idosos, Emergências, Farmacologia e Farmácia, Imunologia, Inflamação, Oftalmologia geriátrica, Semiologia Médica

Conjuntivite alérgica

 

ALERGIAhiperemia conjuntival

Aproximadamente 20% da população geral tem alguma forma de alergia ocular e uma significante parte apresenta manifestações oculares, como: prurido e a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, secreção mucóide, fotofobia (sensibilidade aumentada à luz), sensação de corpo estranho no olho. As conjuntivites são classificadas em conjuntivite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica perene, ceratoconjuntivite atópica, ceratoconjuntivite vernal e conjuntivite papilar gigante.

Fisiopatologia

A conjuntivite alérgica é uma alteração da conjuntiva caracterizada por reação de hipersensibilidade do tipo I e/ou IV. Na reação alérgica, ocorre liberação de células Th2, que estimulam a produção de imunoglobulinas E (IgE). As IgE, por sua vez, são ligadas às membranas de basófilos e mastócitos das conjuntivas oculares e nas pálpebras. Os mastócitos destes tecidos, quando ativados, liberam mediadores da inflamação pré-formados em seus grânulos e mediadores recém sintetizados de suas membranas celulares através da cascata do ácido aracdônico causando as manifestações clínicas da alergia.

No exame citológico da conjuntiva em pacientes com alergia conjuntival observa-se eosinófilos com freqüência que varia de 20-80% dependendo do momento em que a amostra for colhida, do tempo de manifestação alérgica e da freqüência de repetição do exame citológico.

Microbiota da conjuntiva de olhos

A microbiota da conjuntiva de olhos normais foi estabelecida no início do século XIX. Foi comprovada a existência de bactérias aeróbias ou facultativas e questionada a presença de bactérias estritamente anaeróbias no saco conjuntival. Os agentes mais comumente encontrados são o Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus aureus, Corynebacterium spp e Propionibacterium acnes.

Estudos biológicos mostram um crescimento maior de bactérias, como as citadas acima, nas amostras conjuntivais colhidas dos pacientes alérgicos, o que provavelmente pode ser explicada pela maior manipulação dos olhos provocada pelo ato de coçar, que deve transportar bactérias do meio externo e anexos oculares para o saco conjuntival.

Tratamento

  • Tratamento de primeira linha – Controle ambiental e de exposição a alérgenos e o uso de lágrimas artificiais.
  • Tratamento de segunda linha – Uso tópico de anti-histamínicos, estabilizadores de membranas de mastócitos e drogas de ação múltipla.
  • IMPORTANTE – Anti-inflamatórios não hormonais tópicos e vasoconstrictores não são recomendados.
  • Terceira linha de tratamento – Corticosteroides tópicos foram estabelecidos como tratamento para casos graves de ceratoconjuntivite.
  • Não é consenso o uso sistêmico de corticosteróides e imunossupressores.

Veja maisPapel protetor do filme lacrimal

Referências:

Brody JM, Foster CS. Vernal conjunctivitis. In: Pepose JS, Holland GN, Wilhelmus KR, editors. Ocular infection & immunity. St Louis: Mosby; 1996. p. 367-75.

McGill JI, Holgate ST, Church MK, Anderson DF, Bacon A. Allergic eye disease mechanisms. Br J Ophthalmol 1998;82:1203-14.

Campos MSQ, Sato EH, Nose W, Mos EN, Santos MAA. Microbiota anaeróbica do saco conjuntival humano normal. Arq Bras Oftalmol. 1989;52(6):193-5.

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05 - abr

Malária – Prevenção

Categoria(s): Cuidador de idosos, Infectologia, Programa de saúde pública

Malária

 

Como prevenir?

Prevenção para viajantes

Medidas de prevenção individual: uso de
mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas,
roupas que protejam pernas e braços, telas em
portas e janelas, uso de repelentes.

Medidas de prevenção coletiva: drenagem,
pequenas obras de saneamento para eliminação de
criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens  dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento  da moradia e das  condições de trabalho, uso racional da terra.

Programas coletivos de quimioprofilaxia não têm sido adotados devido à resistência do P. falciparum à cloroquina e outros antimaláricos, à toxicidade e custo mais elevado de novas drogas.

Quimioprofilaxia

Em situações especiais, como missões militares, religiosas, diplomáticas e outras, em que haja deslocamento para áreas maláricas dos continentes africano e asiático, recomenda-se entrar em contato, com os setores responsáveis pelo controle da malária,
nas secretarias municipais e estaduais de saúde, e do Ministério da Saúde, para uso de quimioprofilaxia con drogas antimaláricas.

Referência:

Portal da saude

 

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21 - fev

Surdez no idoso – Qual o papel da família?

Categoria(s): Cuidador de idosos, Gerontologia, Gerontotecnologia, Otorrinolaringologia geriátrica

Surdez no idoso – Qual o papel da família?

 

No Brasil mais de 15 milhões de idosos têm problemas de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 40% reconhecem a doença. A falta de informação e o preconceito fazem com que a maioria demore até 6 anos para tomar uma providência, escondendo o seu problema. O maior dilema do surdo acontece em casa. Com o tempo quem tem problemas deixa de freqüentar a mesa da família e a sala de televisão. No idoso, a presbiacusia* constitui-se um dos mais importantes fatores de desagregação social, onde observamos a depressão, tristeza, solidão e isolamento.

A família do idoso deve incentivá-lo a continuar fazendo as atividades do dia a dia e sempre deixar que ele participe das conversas e rotina da casa. Nunca o deixe isolado, ou constrangido.

 

 

 

Dicas que ajudam  a melhorar a convivência familiar:

  • Fale pausadamente e olhe de frente para a pessoa. A leitura labial ajuda a entender as palavras.
  • Fale pouco mais alto.
  • Não grite e nem fale de costas para o idoso.
  • Se a pessoa não compreender bem, repita o que foi dito empregando palavras diferentes. Isso aumenta a chance de compreensão.
  • Não fale gritando de outros aposentos da casa.
  • Incentive o uso de fones de ouvido para ouvir melhor a televisão e aparelhos de som.
  • Instale alarmes luminosos para a campainha da casa e do telefone.
  • Se houver indicação médica de aparelhos auditivos, estimule a usá-lo.
  • Deixe que o idoso escolha um modelo de aparelho auditivo do seu gosto.

 

* Presbiacusia – A surdez do idoso é chamada de presbiacusia e ocorre como consequência normal e fisiológica do envelhecimento de todos os componentes do sistema auditivo que vão da cóclea  (órgão sensitivo da audição), até ao cérebro.

 

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01 - jan

Queimadura – Primeiros socorros

Categoria(s): Cuidador de idosos, Emergências, Enfermagem, Programa de saúde pública, Saúde Geriátrica

Queimados – Primeiros socorros

 

Os finais de ano são cercados de muita alegria, com mesa farta e fogos de artifício iluminando o céu. Este quadro alegre pode ser destruído quadros angustiantes de queimadura em vários graus. Os idosos compreendem um grupo de risco alto para queimaduras devido à sua menor capacidade de reação e às limitações físicas peculiares à sua idade. Já para as dona-casa, os casos mais frequentes de queimaduras estão relacionados às várias situações domésticas (como cozimento de alimentos, riscos diversos na cozinha, acidentes com botijão de gás etc.). No sentido de ajudar neste sentido transcrevemos as informações da SBQ- Sociedade Brasileira de Queimaduras

Primeiro socorro:

Em caso de acidente envolvendo queimaduras, o primeiro cuidado é extinguir a fonte de calor, ou seja, impedir que permaneça o contato do corpo com o fogo, líquidos e superfícies aquecidas, entre outras causas do acidente. Em seguida, procure lavar o local atingido com água corrente em temperatura ambiente, de preferência por tempo suficiente até que a área queimada seja resfriada. Também é importante buscar o auxílio de um profissional de saúde no posto de atendimento mais próximo do local do acidente, para que sejam tomadas as providências necessárias para o sucesso da recuperação e também para evitar o agravamento da lesão.

Se não houver Posto de Saúde nas proximidades, deve-se acionar os serviços de socorro do SAMU e do Corpo de Bombeiros ou procurar uma Emergência hospitalar.

Os contatos pra ligação gratuita são: SAMU 192 e BOMBEIROS 193.

Cuidados:

  • Não passe no local atingido nenhum produto ou receita caseira. Qualquer substância que seja passada sobre a pele queimada vai irritá-la. Há também o alto risco de infecção por bactérias, fungos e vírus presentes nesses produtos, já que a barreira natural do organismo – a pele – está danificada.
  • Não passe nenhuma pomada no local atingido. A pele fica extremamente sensível após uma queimadura e as pomadas, ainda que adquiridas em farmácias, machucam ainda mais as células cutâneas e podem irritar a pele e gerar infecções.
  • Não tente estourar as bolhas provocadas pela queimadura. Elas se manifestam nas queimaduras de segundo grau e devem ser manuseadas apenas por um profissional especializado. Ou seja, não devem ser rompidas, estouradas ou mesmo esvaziadas com uma agulha.
  • Ao retirar esse curativo natural em casa, o ferimento estará exposto a instrumentos possivelmente contaminados e pode infeccionar.Se houver necessidade de cobrir o ferimento a caminho do serviço de Saúde, o indicado é envolvê-lo num pedaço de pano limpo.
  • Tecidos ou materiais que grudam no ferimento, como o algodão, devem ser evitados.
  • O paciente queimado não deve retirar a roupa que estiver usando, ainda que houver sido atingida pelo fogo. O ideal é molhar a vestimenta e permanecer assim até a chegada ao pronto-socorro, para evitar que as bolhas estourem e que a pele seja arrancada.
  • Outro cuidado é retirar acessórios, como pulseiras e anéis, pois o corpo incha naturalmente após uma queimadura e esses objetos podem ficar presos.

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05 - dez

Memória – Demência: Orientação Preventiva e Terapêutica

Categoria(s): Cuidador de idosos, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Gerontologia, Neurologia geriátrica, Nutrição

Memória – Demência: Orientação Preventiva e Terapêutica

Nos consultórios médicos é freqüente a queixa de perda de memória tanto entre os idosos como nos adultos jovens. Quando uma pessoa vai ao médico com queixa de palpitações, o exame do eletrocardiograma permite um diagnóstico comprobatório da afirmativa do paciente, mas quando a queixa é “memória fraca” não existe uma aparelho que determina quanto isso é verdade. Então esta é uma área com amplas possibilidades de atuação do psicólogo, seja no diagnóstico, avaliação, reabilitação e, sobre tudo, nos programas de prevenção.

Alguns fatores são potencialmente modificaveis pela atuação médica, como isquemias cerebrais leves, hipertensão arterial, o diabetes, o álcool, o fumo e o engajamento em atividades físicas e mentais. Muitos hábitos prejudiciais e comportamentos de risco preveníveis merecem uma atuação enérgica e participativa em conjunto de várias áreas a saúde como médica, enfermagem, nutrição, psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, educação física e, principalmente, dos cuidadores. O trabalho conjunto destes profissionais pode contribuir na otimização dos processos de mudança de comportamentos, alteração de hábitos e adesão ao programa de recuperação da memória, fatores fundamentais à promoção da saúde e qualidade de vida. A visão atual de alguns profissionais de apenas administrar um medicamento para a memória, mostra o quanto estes estão distantes da realidade terapêutica.

A vinda o paciente ao consultório médico mostra a sua necessidade e vontade de melhorar,  fatores que devem ser aproveitados como um campo fértil para as mudança de conceitos e paradigmas, como elementos importantes na prevenção e adesão de comportamentos saudáveis, na percepção de suporte social, nas estratégias de enfrentamento a eventos estressantes e no ajustamento pessoal. Ou seja, pode-se considerar como possibilidade de intervenção no trabalho com idosos na comunidade no sentido de favorecer a adesão de comportamentos saudáveis e no engajamento de atividades sociais, educacionais e de lazer.

Referências:

Almeida OP. Queixa de problemas com a memória e o diagnóstico de demência. Arquivos de Neuropsiquiatria, v. 56(3-A):412-418,1998.

Scazufca M et al. Investigações epidemiológicas sobre demência nos países em desenvolvimento. Revista de Saúde Pública, v. 36(6):773-778, 2002.

Souza JN.; Chaves EC. O efeito do exercício de estimulação da memória em idosos saudáveis. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 39(1):13-19, 2005.

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