Arquivo de Contos e Poemas

03
Out

 Contos da Silvia Trevisani - Acróstico cidadão

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

ACRÓSTICO CIDADÃO

Cada olhar, um reflexo e uma virtude,

Indicando os direitos e deveres de cada cidadão…

Decidir por cumpri-los com atitude,

Avaliando os fatos com precisão.

Diretrizes, crescimento e prosperidade,

Ainda que os recursos sejam fracos

Não discriminando nem por sexo nem por idade,

Intensificando os projetos e desafiando os “ratos”,

Assim se faz a riqueza da Nação.

União, aliança, pacto e junção…

Melhoram a vida da população!

Dignidade, justiça e soberania,

Integram os povos e as nações

Resultado de um dever cumprido

Envolvem sentimentos e emoções

Imperiosos são os deveres do povo nato,

Travando um desequilíbrio íntimo,

O cidadão só quer seus direitos de fato.

Deveres, obrigações, precariedade, educação…

Essa revolta do povo é mais que indignação…

Tráfico, crime, suborno e corrupção…

O povo faz uma parte, e qual é a parte da nação?

Direitos e deveres são para todos.

Onde há quem “fura a fila”, dá margem para a projeção.

Sem ordem não há progresso e nem projeto cidadão.

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29
Set

 Poemas da Dalva Saudo - Girassol

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoções

Colaboradora: Dalva Saudo *

* Poetisa Paulista

GIRAS     SOL     GIRA     TORNAS     SOL

Gira girassol, gira… em direção ao sol energizado,

Que Ilumina e renova  a vida, crisófilo dourado!

Para sobreviver do Astro Rei ao nascer,

Vá  gi    ran    do…  gi   ran   do

Tornassol a brilhar, embelezando ar

Encantando o meu viver!

Vá…     gi   ran   do         gi      ra      sol!

Gire em torno da estrela de grandeza maior,

Não com inveja para lhe roubar a luz,

Mas…para abrilhantar

Ah girassol!  Ao desfolhar,

Bem     me     quer       mal     me     quer,

Meu anseio de desejo, você vai adivinhar!!!

Vejo o seu meigo olhar me namorando…

E eu…lhe desfolhando!

Você…    NÃO    mal    me    quer!

Bem     me      quer      bem      me     quer!

Com esse essencial musicAL

VOCÊ  SEM   PRE   É…BEM   ME   QUER!

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28
Set

 Contos do Bié - O Meu Padrinho

Categoria(s): Contos e Poemas

Sabedoria

Colaborador: Gabriel Araújo dos Santos *

* Poeta Mineiro

Passava das cinco horas da tarde quando meu padrinho parou à porta de nossa casa. Apeou do “Banjo”, enrolou a ponta do cabresto na cabeça da sela, e o animal ficou ali, quieto, como se amarrado estivesse. Sonolento, a cauda vez por outra a balançar, paciente, aguardava o retorno do cavaleiro.

Nisso, chegou o Dr. Carlos. Foram para o quarto onde meu pai repousava.  Quando soube do longo repouso que deveria fazer, meu pai quase chorou de desgosto, pois como deixar de trabalhar, se havia quatro filhos cujo sustento dependia exclusivamente de sua labuta? E os remédios?  Até que os medicamentos não custavam lá essas coisas. E a alimentação especial?  O padrinho me chamou de lado e mandou que eu fosse urgente a sua casa e falasse à sua esposa, D. Zezé, para ir urgente à nossa casa.

D. Zezé procurava acalmar meu pai, a lhe dizer que tudo se resolveria. e que logo iria vê-lo passar à frente de sua casa para o  trabalho.

Mas a preocupação maior de meu pai centrava em como sustentar a família durante o tempo de repouso. Além do mais havia a despesa forçada com o aluguel da casa e outros gastos mais.

Os três, o Dr. Carlos, meu padrinho e a esposa ouviam atentos tudo que ele dizia.  “Se a preocupação maior é essa, falou o padrinho, tire logo isso da cabeça, homem!”.   “Isso mesmo, seu João - continuou D. Zezé - não precisa ficar esmorecido não, bobo, porque de sua comida cuido eu, e Antônio resolve o caso da moradia, não é?” - completou, dirigindo-se ao marido.

-É isso mesmo, João. Vai depender de você concordar. Temos aquela casa ao lado da nossa, que vai ser desocupada pelo Pedro Cezar em uma semana. Faremos uns consertinhos rápidos de que está precisando, e, se não fizer questão, mude para lá.

- E será que vou poder pagar o aluguel que você quer?

- Que é isso compadre, é para você morar lá o tempo que quiser, como se a casa fosse sua, sem se falar em aluguel! Além do mais, vai ficar perto da gente, e assim podemos cuidar melhor de você e também deste menino.

Tomou-me pela cintura e me fez chegar bem a ele, numa demonstração de que me queria como a um filho.
D Zezé, emocionada, discretamente deixou o quarto.

Dr. Carlos, a que tudo assistira, passou as costumeiras recomendações a meu pai.

- João, pelo que acabo de presenciar, vejo um bom motivo para sua melhora. Como já lhe disse, doce, nem sonhar. O feijão é para ser cozido em panela de ferro, comido em bago-bago, sem ser machucado, com tempero normal. Arroz, só de pilão, do vermelho. Leite, pode tomar à vontade, sem se esquecer das gotas de iôdo que lhe receitei.  Não é para ir à venda escutar os noticiários da guerra nem de coisa nenhuma. Esqueça o que está acontecendo lá no estrangeiro! Seu menino já sabe rezar?

Antes que meu pai se pronunciasse, me apressei em responder.

- Sei, sei uma porção de rezas!

- Então reze muito e peça a Deus para curar seu pai.

Despediu-se e foi saindo.

Quando descia o degrau da porta da rua, se lembrou de falar mais alguma coisa.

- Daqui uns quinze dias faz aquele teste da urina e vai lá em casa ou no hospital  me avisar. Sabe quando é  daqui a quinze dias?

Minha irmã mais velha, que ao lado de D. Zezé escutara a recomendação, prometeu anotar o dia e providenciar o teste.

D. Zezé, ao se despedir deixou claro que minha obrigação, já a partir do dia seguinte, seria ìr à sua casa pegar a alimentação de meu pai. Que eu não precisava levar nenhuma vasilha, que ela providenciaria tudo.

Meu padrinho ainda demorou alguns instantes a conversar com meu pai, agora bem menos esmorecido depois daquele apoio.

Fiquei a pensar que o mundo todo podia ser daquele jeito, com pessoas tão boas a se interessar pela gente. E me lembrava das notícias da guerra, que Seu Virgolino dizia dos homens sem coração que matavam velhos e doentes.

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26
Set

 Poemas da Silvia Trevisani - Rimas e Ruas

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

RIMAS E RUAS**

No silêncio que permeia

a visível silhueta

das mentes e das poesias,

clama a voz do futurista,

do jornalista, do cronista e

do soldado raso.

Mestre das línguas

atiradas aos quatro ventos

num derramamento lírico.

Lua que veste a noite

com as asas de Vênus.

Rua emudecida e nua

que cobriu o poeta

com o véu da madrugada.

Mente reta e correta,

das rimas e das ruas

de nossa Campinas.

Berço esplêndido e vital

que o tornou o homem

Guilherme de Almeida.

Homem poeta

Poeta príncipe

Príncipe imortal.

** poesia ” Rimas e Ruas”,  foi classificada na Biblioteca
Adir Gigliotti, em homenagem ao ” Berço de  Guilherme de Almeida “,
nossa querida Campinas

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22
Set

 Poemas da Dalva Saudo - Recadinho: Procuro um Bom Dançarino

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoções

Colaboradora: Dalva Saudo *

* Poetisa Paulista

RECADINHO
PROCURO UM BOM DANÇARINO

Quero um jovem bem malhado, barriguinha tanquinho,
E… que seja no samba gracioso e fogoso
Para me fazer sambar bem gostoso!
Quero um jovem que me faça requebrar numa expressão corporal
Que relembre o carnaval,
E que não tenha no salão alguém que dance tão legal!
Quero um jovem que me faça requebrar no samba rock,
Samba de gafieira, e principalmente no sambão.
Que os passos compassados tenham imaginação, empolgação,
E que os olhares de admiração, sigam todos em nossa direção!
Gosto de transparecer, aparecer e acontecer com muito brilho
No meio da multidão.
Fico me imaginando dançando com um negão ou um brancão,
Sentindo-me a princesa do salão.
Com o pensamento ilimitado, também fico sonhando,
Dançando com Carlinhos de Jesus
Na rede globo de televisão no domingão do Faustão.
Vou usar de charme e sedução, plantar na mente e determinar,
Para encontrar esse príncipe lunar que me faça brilhar,
E realizar minha paixão de dança de salão.
Quero que todos perguntem:
– Onde você achou esse gatão?
Que sambão hein?
Quero! Não é bolero, nem lero-lero. Quero mesmo é samba no pé
E dançar até!!!
Fazer uns rodopios… e cair nos braços do negão!
Que tesão!!!!

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