Arquivo de Contos e Poemas

29
Fev

 Poemas de Silvia Trevisani - Pai

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

PAI

Pedaço de um todo…
Amor incondicional…
Indivisível e sobrenatural…

Olhe Pai!
Olhe em sua volta…
Sinta no ar a felicidade bailar…
E em todos os seus sentidos
Sinta a força do meu amor.

Ouça Pai!
Ouça o som desta música…
Hoje sou eu que vou falar…
Você já viveu a se doar,
Tente apenas entender a minha voz.

Perdoe-me Pai!
Faltam-me as palavras…
Este nó em minha garganta
Prende a minha respiração…
E as lágrimas afloram
Junto com a emoção,
De tê-lo como “Meu Pai”.

Eu não te escolhi para ser meu Pai…
Mas tu me escolheste para ser teu filho.

Pai!
Peço ao Pai nosso que estás no Céu…
Que te proteja aqui na terra,
Para que permaneça entre nós
Compartilhando desse AMOR
que aprendi contigo!

Veja Também:
Poemas da Silvia Trevisani - Pensamento
Poemas de Silvia Trevisani - Uma rua quase nua
Poemas da Silvia Trevisani - Telhadinho de vidro
Poemas de Silvia Trevisani - Medo de amar
Poemas da Silvia Trevisani - PASSINHOS (Poesia Infantil)
Poemas da Silvia Trevisani - Não acordei

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



26
Fev

 Poemas da Eneida - Tributo à Élen Rosana

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoções

Colaboradora: Eneida Tagliolatto *

* Poetisa Paulista

Eu, pouco mais que uma menina,
numa noite encantada,
trouxe a esse mundo,
uma criança linda e delicada.

Minha menina chegou.
Chegou, trazendo com ela,
algo novo em minha vida.
Tão suave e tão singela.

Carreguei-a mais tempo em meu ventre,
sem saber como ela era.
Menos tempo ficou aqui,
deixou-me apenas a primavera.

Nunca me chamou de mãe,
pois partiu sem dizer adeus.
E eu fiquei chorando e rezando,
pedindo ajuda de Deus.

Depois disso, mais filhos vieram.
Preencheram meu colo e meu tempo,
e até hoje me chamam de mãe.
Ganhando com isso, muito alento.

Mas tenho esperança na vida eterna,
onde nada se declina.
Onde posso te encontrar, então eu digo:
“Até um dia, minha menina”.

Veja Também:
Poemas da Eneida - Sou o que sou
Poemas da Eneida - Cotidiano Cruel
Poemas de Eneida - Miséria miserável
Poemas da Eneida - Solidão
Poemas da Eneida - Felicidade; Inteira amor
Poemas da Eneida - Simplesmente adeus

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



24
Fev

 Contos do Bié - Minha viagem à Lua

Categoria(s): Contos e Poemas

Sabedoria

Colaborador: Gabriel Araújo dos Santos *

* Poeta Mineiro

MINHA VIAGEM À LUA

Já vi muita gente brincar com os acontecidos alheios, e até fazem uso deles para escrever alguma coisa, dando uma de bom e criativo escritor.
Um articulista muito conhecido aqui da cidade e região fez isso comigo, o que me deixou intrigado, pois não sei como chegaram  até ele os detalhes do sucedido com a minha pessoa. Como que a banalizar o acontecido, deu ao artigo o título: “O Homem que foi pra Lua”.  Quando li o artigo, não agüentei e escrevi a ele:
“Sr. João, desta vez foi demais! Parece que você está brincando com minhas lembranças, e que até sabe o que se passou comigo. Nunca me lembro de haver contado a pessoas fora das minhas intimidades o que naqueles idos envolveu a minha pessoa. Aliás, é a primeira vez que toco neste assunto, coisa muito minha. Nem meus filhos, nem minhas netas estão a par disso, e minha mulher, esta sim, mas não tão profundamente em sua totalidade, porque infelizmente ela não acredita no que vou contar, um sucedido verdadeiro:
Minha mulher esperava o terceiro filho, que já tínhamos um casal. Ia nascer em setembro. Em fins de julho de 1969 me deu um trem esquisito, uma coisa muito mais forte que a mais forte das saudades. Não sei explicar. Trem doido. E falei: “mulher, estou doidinho para ir a Minas, preciso rever minha terra”. Ela respondeu: “Marido, outro dia mesmo você veio de lá, seus parentes aqui estiveram…” Mas eu insistia que queria ir lá.     Não propriamente até à cidade, mas ao pico do Itambé, que conhecia desde menino ainda, inúmeras vezes tendo ido até à sua grimpa em companhia de meu pai. Depois, na juventude, não saía de lá, que me parecia um lugar à parte no mundo, como que sagrado. Teve jeito não, uma coisa me puxava pra lá. Fui sozinho, que o estado interessante de minha mulher se adiantava cada dia mais. Mas fui assim mesmo. Ah, não conto nada! Nunca uma alegria tão grande se apossou de mim quando principiei por escalar o dito cujo Pico. Logo na primeira trilha rezei três vezes: São Bento Água Benta, Jesus Cristo no Altar, arreda bicho mau para o filho de Deus passar. Depois de mais de doze horas de caminhada alcancei o cume, uma enormidade de altura, aquilo de dar vertigem!
Veio a noite, um frio medonho, sô.  Além da pequena fogueira para me aquecer, lancei mão dos inúmeros cobertores que levara comigo. Armei a trempe, fervi água e daí a pouco estava pronto o chá de mulungu. Tive uma noite tranqüila repleta dos mais belos sonhos – uma das inúmeras propriedades do mulungu é predispor a quem o ingere a ter lindos sonhos.   De manhã, ao raiar do dia, acordei bem disposto. A Lua ainda reinava absoluta, e parecia que toda a paz que ali havia jorrava dela aos borbotões. Quando vi, uma sombra enorme se fez na clareira onde eu me achava, e um cavalo belo e fogoso, todo branco e montado por um senhor de vestes estranhas estacou a poucos metros de mim. Por incrível  que pareça encarei sua presença com a maior naturalidade. E o cavalo relinchava forte e decidido, e, sapateando sempre,  sacudia a longa e abundante cauda. O cavaleiro, em trajes que eu até então só vira nas revistas, nos livros de reza e nas fitas de cinema, desceu e veio a mim, quando reparei que também trazia uma grande e pesada espada, e na cabeça um capacete que rebrilhava a todo instante. E ele, em me vendo só a reparar a Lua, me perguntou se eu queria ir até lá.  Abanei a cabeça, e, antes que pronunciasse a confirmação, já me vi espaço afora, grudado na cintura do estranho e as pernas a açambarcarem  as espáduas largas e musculosas do belo animal que silente voava rumo à Lua. Isso mesmo! Estávamos indo à Lua! Em lá chegando, a primeira coisa que experimentei foi a mais bela e triste visão do mundo… Tinha hora me dava a tentação de não mais voltar, tal a vontade de ficar eternamente admirando a beleza do planeta Terra. Mas, enfim, eu deixara família, e meu terceiro filho ia nascer. Não ficou só nisso. Ponderou o cavaleiro que muito havia ainda na Terra por fazer, e que eu ainda ia conhecer muita gente boa, e que nem tudo estava perdido, era só esperar, e ver acontecer. Perguntei-lhe porque se ausentara naqueles dias, ao que me respondeu que alguns intrusos ali chegaram, e como o gênio dele e de seu cavalo era muito esquentado, resolveu tornar à Terra, de onde tinha sido exilado por conta de umas briguinhas com uns dragões malvados, mas que o tempo dele estava vencendo, e que muito em breve retornaria ao nosso convívio. Já era tarde, uma banda da Terra  escurecia, e em parte da Lua ainda era dia. Me deu sono, mesmo sem chá haver tomado. Tranqüilo foi o regresso à Terra. Triste foi o retorno do cavaleiro à Lua, depois de me ter deixado  lá no Pico do Itambé e de mim se despedir.
Daí, virei lunático. Dizem aqui em casa, e alguns dos poucos e bons amigos que tenho, que vivo a olhar o céu. Não olho o céu, olho a Lua, pois é lá que ele está, meu amigo Jorge montado no seu cavalo inquieto e rinchador”.

Veja Também:
Contos de Mardegam - Bernardo Ermitão
Contos do Bié - O Jardim e a Literatura
Contos do Mardegam - Somos a Doença
Contos do Bié - Nhá Tuca*
Poemas do Silas Corrêa -
Contos de Silvia Trevisani - O que vejo da minha janela

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



22
Fev

 Poemas da Silvia Trevisani - A força de um homem

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

A FORÇA DE UM HOMEM

A força de um homem se mede pela emoção:

De amar o teu próximo como a ti mesmo; amar de uma maneira única e sem distinção de raça, cor ou sexo.

De sentir a beleza da vida nas pequenas coisas. O calor num simples aperto de mão.
Vibrar com a beleza de uma imensa cascata ou se emocionar com um fio d’água que brota de uma pequena nascente.

De ver nas lágrimas de uma criança a carência de amor maternal, ou simplesmente a dor da fome, e tomar qualquer atitude por menor que seja.

De querer que o mundo seja governado com justiça e emoção e por alguns instantes “parar” e fazer uma oração…

De chorar quando ler nas primeiras páginas e em primeira mão, que existem pessoas morrendo de sede e de fome num país rico e fértil, e imagens de mães desconsoladas por não terem o alimento para saciar a fome dos seus filhos.

De parar e tentar mudar a cara deste país, começando por criar metas e projetos que possam solucionar os problemas na suas origens.

De orar e acreditar que estes simples gestos farão a diferença num mundo cheio de corrupção, violência e fome…
Mas existem chances, alternativas e muita sede de vida.

A força de um homem se mede pela atitude e pela dignidade de ser.

Veja Também:
Poemas da Silvia Trevisani - Homem do campo
Poemas da Silvia Trevisani - Brava Gente Brasileira
Poemas da Silvia Trevisani - Pensamento
Poemas de Silvia Trevisani - Uma rua quase nua
Poemas da Silvia Trevisani - Telhadinho de vidro
Poemas de Silvia Trevisani - Medo de amar

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



19
Fev

 Poemas da Eneida - Sou o que sou

Categoria(s): Contos e Poemas

Sabedoria

Colaboradora: Eneida Tagliolatto *

* Poetisa Paulista

SOU O QUE SOU!

Sou o que sou!
Uma criança assustada,
Que treme de medo.
Medo de ser humilhada.

Sou o que sou!
Uma adolescente complexada,
Que sente anseios.
Anseios de ser libertada.

Sou o que sou!
Uma noiva apaixonada,
Que torna-se mulher.
Mulher na madrugada.

Sou o que sou!
Uma mãe preocupada,
Que ama seus filhos.
Filhos e mais nada.

Sou o que sou!
Uma avó respeitada,
Que seus netos beija.
Beija e não pede nada.

(E agora, o que sou?)
Sou o que sou!
Uma mulher frustrada,
Que teve seus sonhos.
Sonhos que se perderam na estrada.

Veja Também:
Poemas da Eneida - Cotidiano Cruel
Poemas de Eneida - Miséria miserável
Poemas da Eneida - Solidão
Poemas da Eneida - Felicidade; Inteira amor
Poemas da Eneida - Simplesmente adeus
Poemas da Eneida - Olé

Comentários (2)     Indique esse artigo Indique esse artigo



Paginas (37): « First ... « 20 21 22 23 24 25 26 [27] 28 29 30 31 32 33 34 » ... Ultima »