Arquivo de Contos e Poemas

21
Mar

 Poemas de Silvia Trevisani - Rascunho

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

RASCUNHO

Revirando as gavetas dos meus pensamentos,
encontrei alguns rascunhos amassados,
riscados, e outros destruídos pelo tempo.
Eram momentos intensos e corações dilacerados.

Desamassei alguns riscos de ilusão,
mas as dobras formaram cicatrizes imensas,
que marcaram profundamente minha vida,
em noites de ternuras intensas.

Encontrei algumas folhas em branco,
que o tempo se encarregou de apagar
Foram noites de amor sem importância,
que a memória não fez questão de guardar.

De repente um rascunho amarelado pelo tempo,
dobrado e guardado em lugar seguro,
fez-me de sobressalto o coração disparar.

Era um rascunho importante, que não passei a limpo,
ficou ali esperando um momento,
que eu tivesse tempo para viver e amar.

Veja Também:
Poemas da Silvia Trevisani - Pensamento
Poemas de Silvia Trevisani - Uma rua quase nua
Poemas da Silvia Trevisani - Telhadinho de vidro
Poemas de Silvia Trevisani - Medo de amar
Poemas da Silvia Trevisani - PASSINHOS (Poesia Infantil)
Poemas da Silvia Trevisani - Não acordei

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



18
Mar

 Poemas da Eneida - Limites

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoções

Colaboradora: Eneida Tagliolatto *

* Poetisa Paulista

Ser humano

Feliz é o ser humano que se emociona ao ver num pequenino óvulo fecundado, o mistério sendo desvendado, e nesse mistério está ele mesmo: “O ser humano”.

Limites

A criança ama com pureza, é sincera, não conhece a inveja, a ambição, o preconceito. É assim exatamente por ainda não conhecer o lado humano mais feio e cruel.
Dentro de sua inocência ela não conhece regras, limites. Ela às vezes comete coisas que precisam ser controladas, limitadas.

A vida por si só já é limite

Como tudo na vida tem limites, cabe a nós pais colocarmos rédeas nesses pequeninos seres. Mas devemos fazê-lo com precaução. Somente limitar naquilo que possa causar mal a si próprio, ou a seu semelhante.

A vida por si só já é limite

Nossas crianças precisam aprender que a vida social é como o chicote do domador. Esse chicote às vezes é estalado com línguas ferinas. Cada vez que estala, o seu objetivo, nada mais é do que nos amedrontar, intimidar; fazendo com isso uma limitação de espaço, de sobrevida. Mas as crianças também precisam saber que nessa vida social não só o chicote é usado para limitar. Nós poetas, prosadores, contistas usamos nossa imaginação para mostrar um limite ou como driblar a vida e passar dos limites, mas tudo com seriedade, honestidade e suavidade.
Não pensamos se vão estalar ou não o chicote de línguas ferinas, apenas escrevemos, mas se por acaso esse chicote estalar, querendo nos domar, em vez de arreganharmos nossas garras e dentes, apenas viramos uma página em branco e a preenchemos com sonhos e esperanças, porque:

A vida por si só já é limite

Veja Também:
Poemas da Eneida - Sou o que sou
Poemas da Eneida - Cotidiano Cruel
Poemas de Eneida - Miséria miserável
Poemas da Eneida - Solidão
Poemas da Eneida - Felicidade; Inteira amor
Poemas da Eneida - Simplesmente adeus

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



18
Mar

 Epidauro - Asclépio e Hipócrates

Categoria(s): Contos e Poemas, Gerontologia

Por que Contos e Poemas?

Epidauro - Epidauro era uma cidade da Grécia antiga, situada na Argólida, às margens do Mar Egeu e célebre pelo santuário de Asclépio (Esculápio na mitologia romana), deus da Medicina, que atraía doentes de todo o mundo. Seu teatro ao ar livre está bem conservado. Era um dos maiores de seu tipo e de seu tempo, possuía uma acústica considerada perfeita para a época. Epidauro foi a “Meca” da medicina por milênios e somente perdeu a sua hegemonia após ser destruída por um terremoto, durante o domínio dos romanos.

epidauro

Nos templos destinados a Asclépio realizavam-se rituais de cura. Os mais famosos ficavam em Epidauro, Cnidos, Cós, Atenas, Cirene e Pérgamo.

Quando tratamentos feitos por médicos leigos falhavam, as pessoas procuravam auxílio nesses santuários. O tratamento era constituído de banhos, jejum e poesias.

Poções eram empregadas para relaxar e adormecer os doentes. As curas deveriam acontecer durante o sono do paciente, que, ao acordar, deveria relatar seus sonhos.

Antes da saída do templo, o doente fazia oferendas em dinheiro ou objetos de valor e deixava registro de sua cura numa placa a ser exposta na entrada do templo, para divulgar os sucessos alcançados.

A serpente – até hoje emblema médico – era presença obrigatória nesses santuários, pois, ao mesmo tempo, significava uma divindade subterrânea e poder de renovação da vida, traduzido pela troca periódica da pele que nela se processa (o médico tem de estar em constante renovação de seu aprendizado – educação continuada).

A medicina na grécia antiga

A medicina grega, baseada na mitologia, associava cura a diversas divindades. Não apenas Apolo, Ártemis, Atenas e Afrodite, mas também os deuses do “submundo” eram capazes de curar ou evitar doenças. culto a Asclépio evoluiu dessas entidades.

Asclépio - De acordo com a lenda, Asclépio é filho do deus Apolo com uma jovem terrestre, Coronis. Durante a gravidez, Coronis trai Apolo com um homem e é morta pelo deus. No entanto, ele salva o filho, tirando-o de seu ventre. Logo depois de ser tirado de sua mãe, Asclépio é levado por Apolo até Magnésia, confiado ao centauro Quíron, fosse tutor e seu professor na arte de curar. Quíron era o mais sábio dos centauros e um excelente cirurgião (daí o termo quirúrgico ou cirúrgico). Asclépio possuía duas filhas que o auxiliavam na arte de curar: Panacéia – versada em conhecimentos sobre todos os remédios da terra, capaz de curar qualquer doença humana (a palavra panacéia é utilizada hoje em dia para significar “o que cura tudo”) - e Hígia (ou Higéia) – responsável pelo bem-estar social, pela manutenção da saúde e prevenção das doenças, cuidava da higiene e da saúde pública (deriva dela o termo hígido = o que é sadio). Seu filho Telesphoros representava a recuperação do enfermo.

Asclépio, segundo a lenda, adquiriu um conhecimento tão grande que se tornou capaz de ressuscitar os mortos. Plutão, o deus dos infernos, pediu a Zeus que o matasse, pois estava despovoando seus domínios. Zeus atendeu a seu pedido e feriu com um raio o filho de Coronis. Depois, para consolar Apolo, seu pai, colocou-o no céu, onde forma parte da constelação da Serpente.

Asclépio é representado geralmente com um bastão de viajante, envolto por uma serpente - símbolo da adivinhação entre os gregos e acólito de todas as divindades médicas. Há diversos animais associados a ele: serpente, cão, cabra e galo.

A arte da cura - “Curava a uns com as doces palavras da magia (Contos, poemas e música), a outros oferecia poções eficazes, ou lhes aplicava ervas em torno de seus membros, ou cortava o mal com o ferro, para devolver-lhes a saúde.”

Hipócrates -Hipócrates (460 a.C.), considerado pai da medicina, era filho e neto de médicos, aprendeu medicina com os mesmos, na então famosa Escola de Cós. Substituiu os deuses pela observação clínica de seus pacientes. Foi idealizador de um modelo ético e humanista da prática médica. Criou métodos de diagnóstico, baseado na inquirição (filosofia) e raciocínio (lógica).

As descrições de Hipócrates costumavam ser precisas e objetivas. Escreveu diversas obras (a ele atribuiu-se 72 textos e 42 histórias clínicas). As obras éticas e o juramento do médico, usado até os dias de hoje, fazem parte do chamado Corpo Hipocrático (Corpus Hippocraticum). Dentre suas obras mais famosas, destacam-se: Sobre as Epidemias (descreve doenças como pneumonia, tuberculose e malária); Sobre Ares, Águas e Lugares (tratado sobre saúde pública e geografia médica); Sobre a Dieta (alerta para a importância de uma dieta equilibrada e saudável).

Aforismos de Hipócrates - Hipócrates descreve sua experiência cotidiana por meio de 400 provérbios, como “A vida é tão curta, a arte demora tanto a aprender, a oportunidade vai logo embora, a experiência engana e o julgamento é difícil” e “A doença extrema requer curas extremas”.

Veja Também:
Sem artigos relacionados.

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



16
Mar

 Contos do Bié - Diabetes? Coitado do compadre!

Categoria(s): Contos e Poemas

Sabedoria

Colaborador: Gabriel Araújo dos Santos *

* Poeta Mineiro

                  Cheguei a casa pouco mais de oitos horas da noite.
                  Meu padrinho, junto com a esposa D. Zezé haviam acabado de despedir-se de meu pai, que continuava desanimado, as dores no corpo, especialmente nas pernas.
                  Na manhã seguinte o compadre apareceu de novo, agora acompanhado de dois médicos, o Dr. Carlos Vieira, e um outro que via de passagem pela cidade, hospedado em sua casa.  
                  Abriram uma das bandas da janela do quarto em penumbra, modo clarear o ambiente. 
                  Meu pai ficou todo sem jeito, meio sem graça diante daqueles médicos tão bem vestidos, chegados assim de surpresa. 
                  Não imaginava fosse tão grave seu estado de saúde. 
                  O primeiro a examiná-lo foi o Dr. Carlos.  O outro fez quase os mesmos exames de toque, mas nenhuma pergunta. Ao notar a presença do urinol debaixo do catre, o Dr. Carlos me pediu que o pegasse e levasse à janela.
                  Ficou a examinar o líquido, franziu a testa e deu sinal para que o colega também olhasse aquilo. Perguntou se era apenas urina ou se havia sido jogado resto de chá ou outra substância. “Sim - falou meu pai – joguei aí um resto de chá de fubá”. 
                  O Doutor mandou que eu lavasse bem o urinol, e que nenhum outro líquido fosse ali depositado, mas somente a urina de meu pai. E de quatro em quatro horas, de posse de uma tira de taquara, remexesse o liquido e prestasse atenção se tomaria aspecto de água com fubá. E fosse à casa dele, ou ao hospital, dar notícia de minha experiência, a partir da manhã de terça-feira. 
                  Despediram-se sem nada receitar a meu pai, e meu padrinho saiu com eles. Acompanhei-os de longe, e quando ganharam a rua fiquei a observá-los pela fresta da janela e a ouvir parte do diálogo entre eles.
                  - O que o senhor achou, Dr. Carlos?  - perguntou meu padrinho.
                  - Amanhã, depois que o menino me levar a notícia da urina, posso afirmar com toda certeza o que acomete seu compadre. Por enquanto, não posso dar o diagnóstico, mas tudo leva a crer que esteja com uma diabetes bastante adiantada.
                  - Diabetes? Coitado do compadre!
                  - Isso mesmo, o Carlos tem razão!  Nem precisaria fazer o teste da urina, mas que é, é! - completou o colega. 
                  -E tem cura, Doutor?
                  -Depende de muitos fatores: alimentação, repouso, sossego e remédio. E tem um outro, mais importante que todos.
                  Virou um pouco a cabeça e dirigiu o olhar ao colega.
                   Meu padrinho, afoito, perguntou qual era o outro.
                  - Fé, Antônio, fé em Deus e em Nossa Senhora!
                  - Ah, isso ele tem, e muita, graças a Deus!
                  - Então ele vai ficar bom, finalizou o Dr. Carlos.
                  
                                                                    -
                 
                   Passava das sete e meia da manhã quando me encontrava em frente à portinhola de acesso ao jardim da residência do Dr. Carlos, localizada no Largo da Igreja.
                  Ele e o colega conversavam tranqüilos lá em cima no alpendre, e vez por outra consultavam o livro aberto sobre a mureta do recinto, como a tirar dúvida a respeito do que estavam a discutir.   Quando me viu, o Dr. Carlos deu sinal para eu subir.  Meio arredio, fui subindo as escadas, encarando com timidez os dois “doutores” lá em cima, elegantemente trajados com terno de “gasemira”, colete e gravata, barba feita e os cabelos bem penteados.
                  - Então, menino, fez como recomendei?
                  - Sim, senhor, do jeito que o senhor mandou. 
                  - E aí, como ficou a urina ao mexer com a varinha dentro do urinol? 
                  - Parecia um chá de fubá - respondi firme.
                  - Foi assim sempre, ou uma ou outra vez?
                  - Não, doutor, sempre que eu ia lavar o urinol eu mexia com uma taquarinha e ficava do jeito que estou falando.
                   - Era só urina ou seu pai jogou sobra de algum chá lá dentro?
                   - Não, só urina mesmo.
                   - Não há mais dúvida, Carlos - falou o colega - o diagnóstico está correto.
                   - Pode ir! – falou o Dr. Carlos. .
                   Quando eu ganhava a rua, me chamou de volta, e de onde estava me pediu para dizer a meu pai e a meu padrinho que à tarde passaria em casa.
                  Segui pela Rua do Quenta-Sol, onde morava meu padrinho. Estava para montar o Banjo, cavalo marchador, e ir para o “Suassuí Pequeno”.
                   Pedi-lhe a bênção e passei o recado do Dr. Carlos. Que eu dissesse a meu pai que à noite passaria por lá.  Em disparada, acabei de subir a Rua do Quenta-Sol, dobrei à esquerda, e ao passar em frente à casa do Seu Carlos Amantino, sua esposa, D. Cândida, estava no alpendre. Quando me viu, quis saber notícias do compadre. Mandou dizer a meu pai que à noite iria vê-lo.
                   Passei todos os recados a meu pai, e de imediato peguei a caixa do engraxate e fui direto para o Hotel Didi.
                 O carro cinema estava estacionado e ainda não se esgotara a curiosidade do povo do lugar em ficar a admirar o que continuava sendo uma grande novidade.
                 Ao me aproximar, observei já estarem ali outros meninos que, como eu, faziam o mesmo serviço.
                Zé Buraco, filho de Saul, muito brincalhão, veio me dizer que eu chegara tarde e que os outros meninos já  haviam engraxado os sapatos dos “cinemistas”. Enquanto estava a explicar-llhe que eu ainda devia umas engraxadas ao “Doutor”, este assomou à porta e deu sinal para ir até ele. Parei aos pés da escada e fiquei a olhá-lo postado lá em cima, aquela figura imponente, respeitável, digna de um “Doutor”.  Ao ver minha indecisão em entrar no corredor, fez um rápido gesto com a mão, já me indicando o local onde estava a cadeira de palhinha.  Nisso, chegou Didi, que para minha surpresa me deu  um tapinha na cabeça, e sorridente falou que se eu seguisse os passos de meu pai,  iria longe. Aproveitou para saber como meu pai estava de saúde e se havia melhorado. Senti-me confortado pelo modo como me tratou e pelo interesse em relação à saúde de meu pai. 
                  Incrível como a notícia corria, e mais incrível ainda a solidariedade entre as pessoas. Mas, quanto ao Didi, fiquei em dúvida sobre a sinceridade de seu ato. Teria sido para agradar ao “Doutor”, de quem eu era o engraxate preferido? 
                  Naquela manhã o “Doutor” calçava outra bota, tão grã-fina quanto à outra. Terminado o serviço, chegou Luthero, o chofer, que tomou assento na cadeira. 
                  A exemplo do colega, também usava bota. Fiquei radiante, feliz da vida. Fiz as contas e ficariam faltando apenas duas engraxadas de bota para completar os cinco mil Réis.  O “Doutor” foi até o refeitório, de onde voltou com umas rosquinhas, a tecer elogios ao seu sabor. Luthero provou e falou o mesmo. Terminada minha empreitada, Luthero indagou quanto era.  Meio sem graça, comecei por lhe explicar que não era nada, pois estava devendo umas engraxadas ao “Doutor”, mas este interveio e disse que o que ele tinha pago estava já liquidado, e que eu cobrasse as engraxadas daquela manhã. Os olhos arregalados, sem condições de dizer qualquer palavra ante aquela inusitável situação, cada um deles, já sabedor de quanto era o serviço, colocou uma prata de um mil Réis em minhas mãos sujas de tinta e de graxa, acrescidas de mais algumas rosquinhas.
                De repente, o “Doutor” me tomou de volta as rosquinhas, mandando que antes de come-las eu devia lavar as mãos.
                Encaminhou-me a um corredor à esquerda do refeitório, e ali fiz certinho o que me ordenara. De volta ao corredor, as mãos limpas e enxugadas, me devolveu as rosquinhas, das quais comi duas, e as outras, guardadas na algibeira,  levei para casa,  oferecidas a meu pai, junto com as duas pratas de um mil Réis.

Veja Também:
Diabetes Mellitus - Prevalência no Brasil
Diabetes Mellitus - Alterações na pele
Estudo de caso - Diabetes com hipoglicemia pós-prandial
Diabetes insipidus
Relacionamento médico e paciente
Estudo de caso - Hipernatremia

Comentários (3)     Indique esse artigo Indique esse artigo



14
Mar

 Contos de Silvia Trevisani - Momento de Fé

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

MOMENTO DE FÉ

Existem momentos na vida em que procuramos por todos os lados e não encontramos a saída.
O pensamento cansado busca a claridade, mas logo percebemos que estamos caindo no fundo do poço.
Olhamos apreensivos os semblantes das pessoas e o que vemos são olhares desconfiados e frios.
É o momento em que estamos caminhando numa espécie de corda bamba. Se mantivermos o equilíbrio seguiremos em frente, se fraquejarmos a queda é fatal.
Esses momentos sempre vêm acompanhados de outros e outros, nos enchendo de desespero e falta de otimismo.
Ao acordar, não tive nenhum motivo para levantar e caminhar, a não ser o peso da responsabilidade na minha consciência, que me impediu de desistir.
Com muita dificuldade caminhei até o jardim e consegui mais uma vez olhar para cima, ainda estava escuro e as estrelas se despediam do céu.
Postei minhas mãos, mas fiquei parada por alguns instantes, sem dizer ou pensar em nada, só observando. As lágrimas brotaram em meus olhos, da mesma forma que brotam agora.
Neste momento, lembrei-me de tantos motivos que havia ao meu redor para me fazer feliz, e um alívio se apoderou de mim fazendo-me prosseguir a jornada. “Nada como um dia após o outro para nos renovar”. Eu sempre digo isso às pessoas, porque não acreditar?
Sei que não resolvi todos os meus problemas, outras dificuldades aparecerão e também não sei o que farei. Mas com toda a certeza não serão maiores que as minhas condições de suportá-las e vencê-las.
Se desistisse ou me entregasse ao desespero, estaria decepcionando a Deus, que confiou que eu fosse bastante forte para seguir em frente.
As respostas às minhas aflições vêm de uma forma especial. De dentro de mim!
No mundo só encontro desafios, mas as respostas nascem da minha alma e da minha FÉ.

Veja Também:
Poemas da Silvia Trevisani - Pensamento
Poemas de Silvia Trevisani - Uma rua quase nua
Poemas da Silvia Trevisani - Telhadinho de vidro
Poemas de Silvia Trevisani - Medo de amar
Poemas da Silvia Trevisani - PASSINHOS (Poesia Infantil)
Poemas da Silvia Trevisani - Não acordei

Comentários (2)     Indique esse artigo Indique esse artigo



Paginas (37): « First ... « 18 19 20 21 22 23 24 [25] 26 27 28 29 30 31 32 » ... Ultima »