Emoção
Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *
* Poetisa Paulista
Mulher
Ponto de partida,
Decisão garantida,
oportunidade de criação,
Mulher doação!
Extrema vaidade,
consome-se em saudade,
Chora de emoção,
Mulher coração!
Pensamento forte,
Só não dribla a morte…
Sexo frágil,
Mulher ágil!
Sentimento constante,
Muda de humor em instante,
Atitudes cautelosas,
Mulheres maravilhosas!
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Emoção
Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *
* Poetisa Paulista
Boa Esperança (Minas Gerais)
Paisagens exuberantes e um povo hospitaleiro,
onde até a tristeza chora de alegria
a amizade paira em cada sorriso,
e abrigam as raízes de um povo nobre brasileiro.
Preservam a natureza dando-nos a esperança de um futuro melhor.
Semeam “Boa Esperança” em terras produtivas,
Fonte de vida e de riquezas naturais,
Entrelaçam sonhos, pensamentos e encantos,
Rendem-se apenas ao cansaço dos trabalhos braçais.
Guardiã das nascentes d’água,
Conserva a beleza em seus recantos…
O colorido das matas, as quedas d’água e as cores das borboletas,
causam efeitos originais.
“Boa Esperança” é moldura viva,
que enfeita e engrandece
o lindo Estado de Minas Gerais!
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Emoção
Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *
* Poetisa Paulista
Sonhos e trapos…
Sou um andarilho de pés nus,
de peito rasgado pelo sofrimento,
cabelos desalinhados pelo vento.
Sou um menino quase barbado,
um tanto violentado e sem sentimento.
Sou um ser apagado da sociedade,
um delinquente discriminado e valente.
Um menino sem sonhos e sem vaidade.
Estou desfigurado,
um menino em trapos,
que dorme em papelão puído.
Sou nada que me respeitem,
vagabundo, favelado,
rejeitado no meu canto poluído.
Não tenho cultura muito menos faculdade,
deste mundo fui excluído,
com tão pouca idade.
Nasci e fui abandonado,
no banco da praça largado.
As cores da minha vida foram apagadas,
com os chicotes das madrugadas.
Não sinto os sabores,
nem o calor de um abraço amigo.
Minha pele tem cicatrizes,
que não foram eu que fiz.
Se quer um mundo mais humano,
não cometa mais engano
ajude um menino de rua,
ser um pouco mais feliz!
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Emoções
Colaboradora: Dalva Saudo *
* Poetisa Paulista
Como nevoa densa
meus olhos estavam nublados, marejados
por lágrimas quentes… amargas.
Com dificuldades enxergavam
o gotejar da chuva mansa,
numa mágoa contínua
embaçando vidros do coletivo veículo.
A paisagem lá fora se escondera.
Chuva e lágrimas não paravam de cair.
Ambas suavizavam limítrofes sofrimentos,
Atenuando, diluindo ressentimentos.
Chuva e choro brotavam sufocadas,
Cada qual extravasando sua dor
Na esperança no amanhã… de terra e alma lavadas.
Pássaros em revoadas,
Olhos claros, que admirariam novas paisagens
em close…
que nasceriam coloridas em novas viagens
do ônibus 212.
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Emoção
Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *
* Poetisa Paulista
Sabedoria
Acreditava que sabia tudo,
Que a liberdade
era sair por aí sem ter compromissos.
Que felicidade
era ter sempre um novo amor,
Que fartura
era ter alimento na mesa todos os dias.
Que sonhos
era realizar nossos objetivos.
Que vida
era respirar e ver a luz do dia.
Até que o vento varreu minhas idéias,
e não acreditava mais em nada.
Então descobri que a FÉ
é o caminho da sabedoria,
e nos conduz para algo maior.
E também, que a FÉ
começa quando termina a obsessão.
A sabedoria nasce simples,
num simples gesto de doação.
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