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07 - fev
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Síndrome da fadiga crônica e a Mitocôndria |
Categoria(s): Biogeriatria, Biologia, Fisioterapia, Nutrição |
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Mitocôndria e as doenças
As mitocôndrias são bactérias tipo Eubacterium que se estabeleceram dentro de células eucarióticas nucleadas primitivas e durante 1 bilhão de anos tiveram parte de seus gens incoporados ao genes nucleares da célula hospedeira. As rickettsias são seus os parentes mais próximos que ainda existem na natureza. As Rickettsias são bactérias parasitas intracelulares com um genoma de 1,1 pares de megabase que causam o tifo e a febre maculosa das montanhas rochosas.
As mitocôndrias são constituidas de compartimentos delimitados por membranas, um dentro do outro, separados por um espaço. A membrana interna delimita a matriz e a membrana extgerna fornece canais para a passagem de móleculas com menos de 5.000 D, necessárias para a síntese de ATP (adenosina trifosfato) nossa fonte energética.
A mitocôndria é o principal local da célula de conversão de energia em ATP, recebe intermediários químicos produtivamente energéticos de duas principais vias metabólicas: a glicose e a oxidação dos ácidos graxos. As duas vias alimentam o ciclo do ácido cítrico de reações que produzem energia na matriz mitocondrial. Existem 5 complexos protéicos na membrana mitocondrial os os elétrons perdem energia enquanto se movem ao longo da via de transporte.
- Complexo I – NADH: ubiquinona oxidorredutase
- Complexo II – succinato: ubiquinona redutase
- Complexo III – Citocromo bc1
- Complexo IV – Citocromo oxidase
- Complexo V – ATP sintetase
Veja o vídeo com a animação de todos os complexos atuando nas membranas mitocondriais
Como citamos acima as mitocôndrias são as nossas usinas energéticas, sem as quais nossas células não funcionam adequadamente. Cada célula do organismo contém inúmeras mitocôndrias, cada uma dessas organelas conte em seu interior cerca de 2 a 10 moléculas de DNA. Quando em uma mesma célula coexistirem DNA mitocondrial normal e anormal teremos um quadro denominado: Heteroplasma, porem se existir uma unanimidade nos danos mitocondriais desta célula, teremos um quadro denominado : Homoplasma. Esta última situação corresponde a maioria das mutações.
Estudos mostram que em tecidos envelhecidos normalmente aparecem pequenas quantidades de deleções do DNA mitocondrial. A deleção mais freqüentemente estudada no envelhecimento humano é a deleção de 4,9 Kb, denominada de deleção comum devido a sua prevalência na população de pacientes, porém outras deleções também podem se acumular durante o envelhecimento. Os mecanismos para o acúmulo dessas deleções no processo de envelhecimento ainda são desconhecidos, mas o mecanismo mais aceita é o de um erro no pareamento de bases durante a replicação do DNA mitocondrial. A lesão oxidativa desse DNA também aumenta com a idade, sugerindo que esses dois mecanismos possam estar associados nas deleções do envelhecimento.
A síndrome da fadiga crônica e a fibromialgia podem apresentar como uma de suas etiologias as mutações do DNA mitocondrial. Estas patologias apresentam desgastes físicos muito grandes devido à deficiência na produção e utilização de energia. Este fator pode contribuir para patologias neurovegetativas como Doença de Parkinson na idade avançada e Alzheimer.
Referência
MITOMAP
A human mitochondrial genome database
Tags: Ciclo do ácido cítrico, DNA mitocondrial, Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson, Heteroplasma, Homoplasma, Mitocôndria, NADH-ubiquinona oxidorredutase, Síndrome da Fadiga Crônica (SFC), ubiquinol-citocromo c redutase
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