04 - jun
  

Câncer de pâncreas – Glucagonoma

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Gastroenterologia




Câncer de pâncreas – Glucagonoma

 

Tumor das ilhotas de Langerhans

Neuroendocrinos

Glucagonoma é um tumor muito raro de células das ilhotas de Langerhans do pâncreas, o que leva a um excesso de hormônio glucagon no sangue.

O glucagonoma é um tumor neuroendócrino raro que causa a produção excessiva de hormônio glucagon pelas células alfa das ilhotas de Langherans. Além da superprodução de glucagon, observa-se nesta patologia a presença de aumento dos níveis de glicose sanguínea, devido à ativação de processos anabólicos e catabólicos, incluindo os processos de gliconeogênese e lipólise, respectivamente. Também ocorre um aumento de lipídios na corrente sanguínea, em consequência da lipólise (quebra de gordura). Em resultado à alta produção de glucagon, ocorre diminuição dos níveis de aminoácidos sanguíneos, anemia, diarréia e perda de peso.

Sintomas

O excesso de glucagon produz uma aumento exagerado de glicose no sangue causando sintomas semelhantes aos do diabetes mellitus descompensado, ou seja: hiperglicemia, intolerância à glicose (o organismo tem dificuldade em quebrar os açúcares), sede excessiva, micção freqüente e volumosa, boca inflamada e seca, língua saburrosa, diarréia, perda de peso não intencional, erupção cutânea no abdômen, rosto, nádegas, pés. O diagnóstico pode ser suspeitado pelo nível alto de glicemia, e confirmado com ressonância magnética do pâncreas. Na maioria dos casos, o câncer já se espalhou para o fígado, quando é feito o diagnóstico.

O tumor secretor de glucagon pelas células alfa pancreáticas podem ser associados com  eritema necrolítico migratório, diarréia, diabetes, glossite. perda de peso, má absorção, e anemia.

Tratamento

A cirurgia para remover o tumor é o tratamento preferido, pois este tipo de tumor, geralmente, não responde bem à quimioterapia. Se o tumor está localizado apenas no pâncreas e a cirurgia para removê-lo é bem-sucedida, os pacientes têm uma sobrevida de 85%, em 5 anos.

Referência:
Dal Coleto, Cassio C. et al. Eritema necrolítico migratório associado à síndrome glucagonoma: descrição de um caso. Rev. Hosp. Clin. [online]. 2001, vol.56, n.6, pp. 183-188.

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