10 - maio
  

Úlcera cutânea nas pernas – Úlceras isquêmicas

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Enfermagem, Nutrição




Úlceras cutâneas nas pernas


UlcerasDermatoses no idoso – parte 3

Úlceras isquêmicas

Acredita-se que 1,5 %  da população  da  3ª  idade,  apresenta  algum  tipo de úlcera (ferida) nas pernas, o que  representa um problema considerável em saúde pública. Para o diagnóstico correto e classificação do tipo de úlcera faz-se necessário um bom exame clínico, seguido de exames laboratoriais objetivos, avaliação por imagem, como dopller específicos (dopller colorido) de vasos (artérias ou veias  dos  membros  inferiores).  Só após esta etapa, deve-se iniciar o tratamento, através de medicações sistêmicas, curativos especializados e outras medidas.

As úlceras isquêmicas decorrem de uma deficiência da nutrição tecidual, devido ao problema circulatório periférico. Representam aproxidamente, 25 %  de todas as úlceras de membros inferiores.

As úlceras (feridas) isquêmicas em pernas, são devidas à defeito ou deficiência na nutrição tecidual da pele, ou seja não há um aporte suficiente de circulação arterial em determinada região dos membros inferiores. Para fins de compreensão, podemos dividí-las em 5 tipos:
1) úlceras hipertensivas  (Úlcera de Martorell)
2) úlceras por arterosclerose (envelhecimento das artérias)
3) úlceras por outras arteriopatias  (como Doença de Bueger, Doenca de Raynaud, etc)
4) úlceras dos diabéticos
5) úlceras de decúbito

ulcera4Aspecto dermatológico

De um modo geral,geralmente situam-se no terço médio das pernas, são dolorosas, bordas bem demarcadas ou em saco-bocadas ou seja com bordas rentes. Iniciam-se com área apresentando aspecto de cianose ou lividez da pele e em seguida por ocorrer necrose da pele e o surgimento da úlcera.

Tratamento

A primeira medida é o combate à causa básica ou seja a correção da causa da úlcera; se há hipertensão arterial, tratamento da arterosclerose arterial ou insuficiência arterial (casos de Trombo-angeíte obliterante ou doença de Buerger – figura ao lado), correção do diabetes mellitus e nos casos de úlceras de decúbito, correção da área de atrito ou seja diminuir a compressão excessiva cutânea em pacientes acamados.

Outras medidas:  Uso de medicações como vasodilatadores (vasogard , fludilat, etc), limpezas e curativos ou debridamentos corretos dos tecidos desvitalizados, antibióticos se há infecção secundária, analgésicos, etc. 

IMPORTANTE – Nesses casos está contra-indicado, o uso de Bota de Unna, pois com certeza, seu uso diminuirá a circulação arterial e nutrição tecidual.

Prevenção

A prevenção é feita com a correção da causa básica, auxílio de equipe multi-disciplinar para trabalhar com o paciente;
realizando os curativos bem feitos , uso de colchões apropriados (colchões de água ou outro material), etc.  Atenção para a proibição de uso de meias compressivas (como kendall, venosan, etc)

Dieta

Alimentos que devem ser evitados: o setor de nutrição pode atuar com eficácia nesta parte (equipe multi-disciplinar), evitando os
alimentos de acordo com as comorbidades existentes (como hipertensão, diabetes, taxas altas de colesterol ou triglicérides, etc)

Referências:

– Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.
– Maffei,  FH.  Doenças Vasculares Periféricas;   ED. Guanabara-Koogan.

 

 

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Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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