03 - maio
  

Úlcera cutânea nas pernas – Aspectos gerais e classificação

Categoria(s): Angiologia Geriátrica, Dermatologia geriátrica




Úlcera cutânea nas pernas

Aspectos gerais e Classificação


Ulceras

Admite-se que 1,5 % da população da 3ª idade, apresenta algum tipo de úlcera (ferida) em membros inferiores , o que representa um número considerável em saúde pública.

Para um perfeito diagnóstico e classificação do tipo de úlcera faz-se necessário um bom exame clínico, seguido de exames laboratoriais eletivos, e  exames de imagens como dopller específicos (dopller colorido) de vasos (artérias ou veias dos membros inferiores). Só após esta etapa, o tratamento pode ser eficiente, através de medicações sistêmicas, curativos especializados e outras medidas.

A ulceração deve ser observada quanto a localização, forma, borda, fundo, secreção, consistência, profundidade e condições dos tecidos vizinhos. Com esses cuidados, pode-se estabelecer se a úlcera está condicionada a processo vascular, infeccioso, parasitário ou a outros fatores coadjuvantes, isolados ou associados.

Ulcera-isquemicaNos Estados Unidos têm sido desenvolvidos alguns sistemas que auxiliam os profissionais nesse processo de avaliação e facilitam a tomada de decisão sobre os procedimentos e recursos a serem utilizados. Entre eles, vários trabalhos relatado e difundido a utilização do sistema Red/Yellow/Black – RYB, proposto para classificação de feridas que cicatrizam por segunda intenção.

Classificação pelo Sistema RYB

O RYB assim classifica as feridas:
As vermelhas (Red) – incluem sítios doadores de enxertos, feridas pós-debridamento, feridas crônicas em cicatrização, em que predomina o tecido de granulação e novo epitélio. Nesse tipo de ferida, o objetivo do tratamento é favorecer o ambiente úmido, proteger os tecidos neoformados e prevenir a infecção;
As amarelas (Yellow) – normalmente apresentam exsudato fibroso e seus tecidos são moles, desvitalizados; elas podem estar colonizadas, o que favorece a instalação de infecção. Nesse tipo de ferida o objetivo é identificar adequadamente a presença ou não de infecção e, neste último caso, promover o debridamento dos tecidos desvitalizados e estancar a infecção, preferencialmente por meio de terapia sistêmica;
As pretas (Black) – apresentam necrose tecidual, com desnaturação e aumento de fibras colágenas, e conseqüentemente formação de escara espessa, cuja coloração pode variar entre castanho, marrom e preto (figura). Nesse tipo de ferida, devido à presença do tecido necrótico, o objetivo é remover o tecido necrosado com a máxima brevidade, por meio do debridamento cirúrgico.

De um modo geral, há 3 modalidades de úlceras (feridas) em membros inferiores :

A) as causadas por insuficiência venosa crônica (devido à varizes internas ou externas)
B) as causadas por isquemia (má nutrição dos tecidos)
C) as determinadas por problemas neurotróficos

Referências:

– Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.
– Maffei,  FH.  Doenças Vasculares Periféricas;   ED. Guanabara-Koogan.

 

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Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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