18 - abr
  

Câncer – Nova visão da célula cancerosa

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Conceitos, Genética médica




Célula cancerosa – Uma nova visão

 

Oncogenética

Célula Cancerosa – Uma célula normal pode sofrer alterações no ácido desoxirribonucleico (DNA) contido no núcleo. É o que chama-se mutação genética. É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula. Assim, as células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os proto-oncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.

As células cancerosas são estruturalmente e funcionalmente anomalas, crescendo de forma desordena e de forma extremamente rápida, sem nenhum controle. Quando estudamos um tecido canceroso observamos que os núcleos das células são grandes e hipercorados ( seta A) em constante divisão celular(seta B) e com muitos núcleos (seta C). Totalmente diferente do tecido normal. Pelas característica das células tumorais o patologista pode afirmar onde o câncer se originou, mas existem casos em que as células são tão indiferenciadas que não se descobre qual o local de sua origem, isto acontece nos tumores extremamente malígnos.

Características genéticas

mapa-geneticoA medicina estuda a muitos anos o comportamento das células cancerosas e procura determinar quando as células normais passaram a agir como célula cancerosa, são as chamadas lesões pré-cancerosas. Este fato é muito importante pois quando o tratamento é realizado nesta fase a cura para o câncer é muito mais eficaz e menos traumática para a pessoa. Certamente as células cancerosas, inicalmente, se modificaram geneticamente, e o tumor é resultante da expressão de um gene modificado por agentes internos como perda capacidade imunológica ou externos como infecções, poluição, irradiação, etc.

A cada semana, novos genes são associados a síndromes hereditárias e novas síndromes de predisposição ao câncer são descritas. Assim, a identificação de genes expressos por tumores vem sendo cada vez mais aplicável na prática clínica. E além da classificação dos tumores por suas características histopatológicas, a expressão de proteínas (por imunohistoquímica) e os métodos moleculares (pCR, sequenciamento, FISH, microarray) trouxeram para o presente a possibilidade do uso rotineiro de detecção de mutações genéticas, amplificações e fusões gênicas dos tumores com relevância clínica.  A figura ao lado mostra o mapa genômico de uma linhagem tumoral, onde os segmentos definidos no contorno representam os cromossomos, e as linhas que interligam os cromossomos representam as fusões intra ou intercromossômicas. Um crescente número de agentes terapêuticos direcionados a alvos específicos nas células tumorais vem sendo desenvolvido, revolucionando a forma como se tratam diferentes tipos de câncer, tendo como alvo mutações e/ou vias genéticas. Vários estudos demonstraram que a seleção de pacientes com base em características genéticas presentes no tumor identifica aqueles indivíduos que mais se beneficiarão do uso desses agentes. Com a crescente complexidade da rede de interações de vias genéticas e dos mecanismos de escape biológicos dos tumores, será necessário desenvolver uma forma abrangente de se compreender o espectro de alterações genéticas distintas do câncer. Só assim será possível traçar estratégias personalizadas voltadas para subgrupos de pacientes com maior chance de obter benefício com um tratamento específico ou combinado

 

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