18 - jan
  

Insuficiência cardíaca – Avaliação dos parâmetros metabólicos

Categoria(s): Bioquímica, Cardiogeriatria, Enfermagem, Fisioterapia




Insuficiência cardíaca – Parâmetros metabólicos

Durante as últimas décadas o exercício físico vem sendo sistematicamente recomendado por proporcionar melhora da capacitação física dos pacientes com insuficiência cardíaca. A ergometria tornou-se então um dos métodos diagnósticos não invasivos de melhor relação custo-benefício nos candidatos a programas de condicionamento físico e as variáveis hemodinâmicas e metabólicas que mostram importantes dados na avaliação da performance cardiovascular do paciente, sobretudo nos idosos.

 

Variáveis metabólicas

a. Consumo periférico de oxigênio (VO2)
É a quantidade de oxigênio utilizada pelo corpo em metabolismo aeróbico, medida em litros/minuto ou ml/min/kg. Depende da capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue, definido pelo débito cardíaco, e da capacidade de utilização periférica, definida pela diferença arteriovenosa de oxigênio de tal forma que: “VO2 = débito sistólico x freqüência cardíaca x diferença arterio-venosa (diferença A-V) periférica.

Como o débito sistólico e a diferença A-V periférica variam em margem relativamente estreita, esgotando rapidamente suas reservas, o VO2 depende em grande parte da freqüência cardíaca, com a qual guarda relação linear, o que permite que ele seja estimado por extrapolação a partir da curva de FC.

O VO2 máximo define o limite da capacidade funcional do sistema aeróbico e caracteriza-se pela não elevação do consumo,a despeito de novos incrementos da carga de trabalho.

O consumo mínimo de oxigênio de um indivíduo sentado, em repouso, é estimado em 3,5 ml/min/kg e eqüivale a 1 MET, unidade utilizada para definir o gasto calórico das atividades físicas.

b. Capacidade funcional aeróbica (CFA)
A capacidade funcional aeróbica poderá ser classificada de acordo com o VO2 máximo em “muito fraca, fraca, razoável, boa e excelente.

c. Déficit funcional aeróbico (DFA)
O DFA é expresso em valores percentuais a partir da equação:“DFA= (VO2 máximo previsto – VO2 máximo estimado) x 100/VO2 máximo previsto.

d. Consumo de oxigênio pelo miocárdio (MVO2)
Definido pelo produto “débito coronário x diferença A-V coronária de O2”. Constitui outra forma de expressão do trabalho cardíaco. Na prática, costuma ser estimado por equações teóricas, sendo a Hellerstein a mais utilizada.
MVO2 = duplo produto x 0,0014-6,3 ml O2/100g.VE.min

Referências:

1. Alfieri R.G. – Exercício Físico – Editorial. Arq. Bras de Cardiol. 55(4):221-222; 1990.

2. Consenso Nacional de Ergometria. Arq. Bras. Cardiol. 65(2):189–211; 1995.

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