10 - set
  

Cálculos biliares

Categoria(s): Emergências, Gastroenterologia




Cálculos biliares

O principal componente dos cálculos biliares é o colesterol em combinações variáveis com sais de cálcio e bilirrubina. Os cálculos com pigmentação marrom-enegrecida são constituídos de saida de cálcio de bilirrubina e ocorrem principalmente nos pacientes com doenças hepática em estágio final e as doenças hemolíticas como talassemia e anemia falciforme. Algumas populações têm uma maior prevalência de cálculos biliares sugerindo fator genético na sua causa, porém não pode-se descartar uma característica alimentar desse grupo.

As pessoas obesas que emagrecem rapidamente, como nos casos de cirurgia bariática, tem maior propenção a desenvolver cálculos biliares, assim como a idade avançada (40% das mulheres com mais de 60 anos), níveis baixos de HDL colesterol e niveis elevados de colesterol total e triglicérides. Uso de pílulas anticoncepcionais e estrogenioterapia.

Sintomatologia – A maioria dos paciente com cálculos biliares não referem nenhum sintomais e os mesmos são achados em exames radiológicos e de ultra-som abdominal realizados por outros motivos.

Os cálculos biliares podem apresentar dor de variável intensidade no quadrante superior direito do abdome, podendo irradiar-se para a escápula e ombro direito e intolerância a alimentos gordurosos.

A colecistite (inflamação da vesicula biliar) é a complicação temida que resulta em uma urgência terapêutica com abdominal intensa, febre, toxemia, náuseas e vômitos. Cálculos que estiverem alojados ou transitando nos ductos biliar comum, cístico ou pancreático pode levar a quadros de colangite ou pancretite  aguda.

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Tratamento – Cálculos biliares assintomáticos não devem ser tratados, por que a maioria permanece assintomática e não estão associados com complicações biliares ou neoplasias. Ao longo do tempo a morbidade do tratamento é maior que a morbidade dos cálculos assintomáticos.

A retirada da vesícula biliar (colecistectomia) por cirurgia eletiva laparoscópica é reservada para os 15% dos casos que desenvolvem sintomas. O tratamento clínico com ácidos biliares e/ou litotripsia são menos efetivos que cirurgia e são indicados para os cálculos sintomáticos em pacientes com alto risco anestésico-cirúrgico, ou que recusam a cirurgia.

Dietas – Não existe nenhuma dieta eficaz para o tratamento da litíase biliar.

Referência:

Ransohoff DF, Gracie WA – Treatment of gallstones. Ann Inter Med. 1993;119:606-619.

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