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Fratura da coluna vertebral – Tratamento cirúrgico

Categoria(s): Emergências, Ginecologia geriátrica, Otorrinolaringologia geriátrica, Reumatologia geriátrica




Fratura da coluna vertebral – Tratamento cirúrgico

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a osteoporose é o segundo maior problema de saúde pública, sendo uma doença silenciosa e mal diagnosticada, apesar de afetar milhões de pessoas no mundo. Com o aumento da incidência do envelhecimento a osteoporose tem aumentado significativamente em todos os países, com isso os riscos de fraturas na coluna vertebral.

Estima-se que 20% das mulheres com mais de 75 anos  apresentem fraturas vertebrais. Estudos demonstram o aumento do risco de fraturas vertebrais quando há uma perda de 10% da massa óssea na coluna. Porém, estes cálculos de freqüência em relação às fraturas vertebrais são subestimados porque essas fraturas são assintomáticas. Estudos recentes das deformidades compressivas da coluna vertebral indicam que um terço das mulheres com mais de 65 anos têm uma ou mais fraturas vertebrais, com cerca de 33% devido a quedas; de 10 a 20% seriam por levantar um peso; e 50% teriam causa espontânea. A estimativa é de que na coluna ocorram 30% das fraturas osteoporóticas. A incidência de fraturas aumenta 10 vezes nos homens e 20 vezes nas mulheres com idades entre 60 e 90 anos.

As fraturas vertebrais causam fortes dores nas costas, diminuição da altura e posição “corcunda”. A mortalidade por fraturas vertebrais é bastante baixa, porém essas fraturas ou deformidades crônicas se arrastam por muitos anos e oferecem um grande risco tanto para novas fraturas, como também para a saúde geral dos idosos.

Diagnóstico

Segundo os critérios da OMS o exame densitometria óssea deve ser realizado para avaliação da coluna lombar, pois o melhor local para se avaliar risco de fratura da coluna. Para acompanhamento dos resultados dos tratamentos, recomenda-se a realização da densitometria em intervalos de 12 a 24 meses. Reduções vertebrais de mais de 50% requerem avaliação por tomografia computadorizada.

Assista o vídeo que ilustra os tratamentos cirúrgicos da fratura da coluna.

A maioria das fraturas vertebrais não necessita de cirurgia, mas se o paciente apresentar deficiência neurológica, instabilidade, progressão da deformidade ou dor intensa e refratária, é necessário considerar a intervenção, que pode ser convencional ou por vertebroplastia percutânea (VP). A VP é o reforço ósseo vertebral com cimento acrílico, usando polimetilmetacrilato (PMMA).

Veja – Fraturas vertebrais – Preenchimento vertebral

Referências:

ARAÚJO, D.V.; OLIVEIRA, J.H.A.; BRACCO, O.L. Custo da Fratura Osteoporótica de Fêmur no Sistema Suplementar de Saúde Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, v. 49, n. 6, Dezembro/2005. [on line]

BRASIL. Ministério da Saúde estuda incidência da osteoporose masculina. acesso em 29/01/2004. [on line]

FARIAS, F. A. B. Prevalência de Osteoporose, Fraturas Vertebrais, Ingestão de Cálcio, e Deficiência de Vitamina D em Mulheres na Pós-Menopausa. 2003. Tese [Doutorado em Ciências]. Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública – Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. [on line]

FERNANDES, C.E.; MELO, N.R.; WEHBA, S.; MACHADO, R.B. Osteoporose Pós-Menopáusica. [on line]

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