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Imunologia – Anticorpos monoclonais no tratamento do câncer

Categoria(s): Avanços da Medicina, Biogeriatria, Biologia, Câncer - Oncogeriatria, Enfermagem, Farmacologia e Farmácia, Imunologia




Anticorpos monoclonais no tratamento do câncer

No início do século XX, o médico alemão Paul Ehrlich formulou o conceito de “bala mágica” par designar medicações que teriam a capacidade de atacar agentes patogênicos sem produzir efeitos deletérios em tecidos normais. Somente no início deste século com o melhor conhecimento da biologia é que está sendo possível  desenvolver a chamada “bala mágica”.

As “balas mágicas” dirigida contra as células tumorais são os anticorpos monoclonais, produzidos em laboratório, podem ser moléculas de imunogobuias de origem exclusivamente murina, mista murina e humana (os chamados anticorpos quiméricos) ou, mais recentemente, moléculas cuja sequência de aminoácidos é aquela encontrada em seres humanos, com apenas uma pequena parte de sequencia de origem murina (os anticorpos humanizados).

O primeiro anticorpo aprovado para uso clínico no câncer foi o rituximab, um anticorpo monoclonal quimérico que reconhece a molécula CD20, presente na superfície de células linfóides de linhagem B de diversos tipos de linfomas não-Hodgkin, entre eles o linfoma folicular e o linfoma difuso de grandes células. Assim, a ligação do rituximab à molécula de CD20 ativa mecanismos imunológicos que levam à destruição das células tumorias.

Assista o vídeo da animação que mostra como os anticorpos e os macrófagos destroem os agentes nocivos.

A animação começa mostrando hemacias e leucócitos normais fluindo através da corrente sanguínea. Em seguida, um único patógeno aparece lentamente movendo-se para o seu destino na superfície de um leucócito. As extensões tubulares do agente patogênico são proteínas de superfície que os patogenos utilizam para ligar-se às proteínas de superfície correspondentes de um leucócito. A animação continua com mais patógenos ligando-se ao leucócito, tornando-a ineficaz.
A ação do sistema imunológico é feita com anticorpos em forma de Y (figura) que começam a atacar o agente patogênico fazendo a ligação nas suas proteínas de superfície que os agentes patogênicos utilizam para ancorar no leucócito. Os anticorpos acabam por bloquear completamente o patógeno para em seguir o macrófago, aparece na tela para engolir e digerir o patógeno.


Referência
:
www.nucleusinc.com

Ponder BAJ. Cancer genetics. nautre 2001;411:336-341

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