Arquivo de 8/ago/2012





08 - ago

Linfoma – Linfoma de Hodgkin clássico: Imunologia – Linfócitos B

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Hematologia geriátrica, Imunologia

Linfoma de Hodgkin clássico: Linfócitos B

O linfoma de Hodgkin clássico (LHc) é uma neoplasia linfoproliferativa sólida que pode ser originada a partir de apenas um linfonodo (gânglio linfático) isolado ou de uma cadeia de linfonodos de um mesmo sítio anatômico. Caracteriza-se morfologicamente pela presença da célula de Reed-Sternberg (RS) em um processo celular de aspecto inflamatório. A célula RS é, portanto, essencial para o diagnóstico histopatológico do LHc, porém não é patognomônica desta doença, pois pode ser encontrada em outras patologias, como na mononucleose infecciosa.

O marcador imunológico CD 20 uma fosfoproteína transmembrana não-glicosilada de 35kD, com funções de canal de cálcio. Ele está envolvido na regulação da ativação, proliferação e diferenciação dos linfócitos B. O CD 20 é um antígeno primariamente associado a linfócitos B, sendo expresso em linfócitos pré-B medulares e linfócitos B maduros, mas não sendo expresso em plasmócitos.

Os linfócitos B têm como função própria, a produção de anticorpos contra um determinado agressor. Anticorpos são proteínas denominadas de imunoglobulinas que exercem várias atividades de acordo com o seu isotipo (IgG, IgM, IgA). Estes anticorpos realizam diversas funções como : opsoninas, ativadores de complemento, neutralizadores de substâncias tóxicas, aglutinação, neutralização de bactérias e destruição de células tumorais (apoptose).

O tratamento quimioterápico do LHc é um dos grandes triunfos da medicina no século XX. O LHc tornou-se um dos melhores exemplos de neoplasia curável, quando abordada corretamente. O LH é curável em mais de 90% dos casos.

Assista o vídeo sobre a destruição da célula maligna por apoptose por ação de anticorpo-monoclonal contra o marcador CD20 e ação do sistema de complemento.

Referências:

Diehl V, Thomas RK. RE D. Hodgkin lymphoma – diagnosis and treatment. Lancet. v. 5, p. 19-26, 2004.

Donnelly, GB. et al. Increased treatment failure in patients with CD 20 positive classic Hodgkin’s disease. Blood. v. 94, p. 598, 1999.
Yung L, Linch, D. Hodgkin’s lymphoma. Lancet. v. 361, p. 943-51, 2003.

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08 - ago

Zinco – Papel no organismo humano

Categoria(s): Biologia, Bioquímica, Medicina ortomolecular, Nutrição

Terapia Antioxidante – Zinco

O zinco atua na síntese das proteínas, melhora a imunidade, o olfato, o paladar e atua junto com o cobre no papel antioxidante e nas cicatrizações. A carência de zinco abre espaço para infecções. Mais de 70 enzimas necessitam do zinco para seu funcionamento, em especial as do sistema imunológico. O zinco atua no metabolismo dos carbohidratos. O pâncreas dos diabéticos possui apenas 25% do valor de zinco, assim como está reduzido nos pacientes com leucemia e nos fígado dos pacientes com cirrose alcoólica.

A absorção, secreção e reabsorção do zinco ocorre no intestino delgado. O zinco é secretado na luz intestinal junto com a bilis, com o suco pancreático e também pelos enterócitos (células que revestem o intestino).

FONTES – A principal fonte de zinco são as ostras frescas. Também pode ser encontrado nos ovos, carnes, pão integral, gengibre e peixes.

DEFICIÊNCIA – Sua deficiência acarreta perda de apetite, falta de paladar e atraso no crescimento.

No sistema reprodutor masculino a carência de zinco provoca diminuição das taxas das testosterona e inibição da espermatogênese. No sistema reprodutor feminino a carência do zinco é responsável por distúrbios na síntese e excreção do hormônio folículo estimulante (FSH) e do hormônio luteinizante (LH), provocando aumento do número de abortos, pré-eclâmpsia e toxemia gravídica.

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