07 - ago
  

Anti-oxidante – Resveratrol

Categoria(s): Cardiogeriatria, Farmacologia e Farmácia, Medicina ortomolecular




Terapia antioxidante

 

uvasParadoxo francês – A população francesa consome 7,6 vezes mais vinho do que a população norte americana. Possui elevados índices de tabagismo, sedentarismo e, especialmente, alto consumo de gordura saturada, três conhecidos fatores de risco para doença arterial coronariana (DAC). Apesar disso, esta população apresenta apenas um terço da incidência destas doenças em relação à população americana, fato este que ficou conhecido como “o paradoxo francês”. As evidências encontradas contribuíram para reforçar a hipótese de que o consumo habitual e moderado de vinho tinto pode prevenir ou reduzir o risco de desenvolver a DAC.

As uvas e seus derivados, como vinho e sucos, são ótimas fontes naturais de antioxidantes, particularmente os vinhos tintos, pelo seu alto teor de polifenóis, ou compostos fenólicos, como o resveratrol que comprovadamente possuem atividade antioxidante.

O resveratrol composto polifenólico encontrado em uvas frescas, suco de uva e vinho, é produzido pela casca das uvas em resposta à exposição fúngica. O resveratrol protege o sistema cardiovascular por inibir: a formação de óxidos de colesterol – produtos da oxidação das lipoproteínas de baixa densidade, ou LDL-colesterol; a agregação plaquetária; a síntese de eicosanoides pró-aterogênicos; migração e proliferação de celulas musculares lisas vasculares e promover o relaxamento vascular.

As propriedades antiinflamatórias do resveratrol se manifestam como inibição: da expressão da molécula de adesão celular vascular (VCAM-1); do ICAM-1 adesão de monócitos às células endoteliais; da síntese de Fator de necrose tumoral (TNF-alfa) e IL-1-beta induzida por lipopolissacarídeos e a inibição de IL-6 dos monócitos.

Modificações dietéticas são geralmente sugeridas para fins preventivos e terapêuticos em uma ampla gama de condições. Por exemplo, tem-se observado que os compostos fenólicos têm a capacidade de reduzir ou reverter o desenvolvimento de alterações carcinogênicas na mucosa intestinal, oferecendo assim um profilático e, por vezes, um meio terapêutico contra carcinomas colorrectais. No entanto, quando se avalia a eficácia de uma determinada intervenção na dieta, tais como uma dieta rica em compostos fenólicos, a eficácia da microbiota produzidos metabolitos do composto original tem de ser avaliada, juntamente com a eficácia do composto de origem em si. Russell et al.  demonstraram que o potencial anti-inflamatório dos metabolitos fenólicos é muitas vezes reduzida em comparação com os compostos originais. Consequentemente, a composição do indivíduo microbiota e sua capacidade de biotransformam compostos nutricionais com significado medicinal potencial deve ser considerado quando recomendando intervenções dietéticas.

Referências:

Aggarwal BB, Kumar A, Bharti AC. Anticancer potential of curcumin: preclinical and clinical studies. Anticancer Res 23: 363–398, 2003.

Russell WR, Scobbie L, Chesson A, Richardson AJ, Stewart CS, Duncan SH, Drew JE, Duthie GG. Anti-inflammatory implications of the microbial transformation of dietary phenolic compounds. Nutr Cancer 60: 636–642, 2008.

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