Arquivo de 29/jul/2012





29 - jul

Doença de Parkinson atinge cerca de 200 mil pessoas no Brasil.

Categoria(s): Enfermagem, Fisioterapia, Gerontologia, Neurologia geriátrica, Notícia, Nutrição, Psicologia geriátrica, Terapeuta ocupacional

Doença de Parkinson atinge cerca de 200 mil pessoas no Brasil.

A doença de Parkinson é uma afecção degenerativa do sistema nervoso central que progride lentamente em uma condição crônica. Essa doença não tem causa conhecida e raramente atinge pessoas com menos de 50 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 4 milhões de pessoas em todo mundo sofrem da doença de Parkinson. No Brasil, estimativas da Associação Brasileira de Parkinson (ABP), mostram que cerca de 200 mil pessoas tenham a doença e que, ano a ano, vinte novos casos são diagnosticados para cada 100.000 pessoas, sem distinção de sexo.

Essa doença se caracteriza por tremores, rigidez muscular, diminuição da mobilidade e alterações posturais. O comprometimento da memória, a depressão. Essa anomalia se desenvolve principalmente pela perda de neurônios de uma área específica do cérebro, chamada substância negra, diminuindo a produção da dopamina e alterando os movimentos não voluntários.

Os primeiros sinais da doença são os tremores ou a perda da mímica facial associados a diminuição do piscar, olhar fixo e lentidão de movimentos. A voz pode se tornar monótona, a pele, principalmente a facial, fica lustrosa e seborréica. Ele ainda lembra que a marcha fica cada vez mais lenta e difícil, aumentando a freqüência de quedas e fraturas. Outra característica postural é que os braços ficam encolhidos e o tronco inclinado. Em casos avançados, pode haver um aumento na velocidade da marcha para não cair (festinação) ou então o paciente pode ficar parado (congelado) com dificuldade de iniciar um movimento.

O tratamento é baseado no uso de medicamentos, fisioterapia, fonoaudióloga, psicoterapia e sobre tudo no apóio da familia. Em alguns casos, recomenda-se a cirurgia. É importante lembrar a necessidade de tomar cuidado com medicamentos que desencadeiam ou pioram a síndrome  como alguns remédios para a depressão.

Referências:

parkinson

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29 - jul

Síndrome carcinoide do intestino delgado – Tumores Neuroendócrinos (TNE)

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Endocrinologia geriátrica, Gastroenterologia

Síndrome carcinoide

Os tumores carcinóides são incluídos em um grupo maior de neoplasias, os carcinomas neuroendócrinos ou apudomas. Esses tumores apresentam, em comum, a capacidade de captação, metabolismo e produção de aminas e polipeptídeos biologicamente ativos, como serotonina, histamina, prostaglandina, bradicinina, calicreína e hormônios como o ACTH – hormônio adrenocorticofrófico.

A maior parte desses tumores é originada a partir de células endócrinas ou enterocromafins encontradas na mucosa gastrointestinal. Daí a ocorrência em qualquer parte do tudo digestivo, aproximadamente 24% de todos os tumores neuroendocrinos, mais precisamente em apêndice (50%), e íleo terminal (25%). No intestino delgado os tumores neuroendócrinos ocorrem no íleo distal dentro de 60 cm da válvula ileocecal e a incidência aumenta com a proximidade ao ceco. Esses tumores se apresentam na pessoas entre os 60-70 anos de idade com sintomas de dor abdominal ou obstrução intestinal. A figura ilustra um tumor na região do jejuno em A histologia normal e B a histologia displásica das células tumorais.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico é baseado nos sintomas de flushing e diarréia. As manifestações cutâneas relatadas são: flushing, pelagra, quadro esclerodermiforme, telangectasias e metástases cutâneas. O flushing ocorre em quase todos os casos (90%) e geralmente é restrito às regiões de face, pescoço e tronco superior. O 5-HIIA na urina de 24 horas (metabólito da serotonina) é marcador laboratorial importante com especificidade de 88%.Exames radiológicos tais como ultrasonografia de abdômen, tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia são utilizados no diagnóstico e estadiamento do tumor, uma vez que é freqüente o comprometimento hepático metastático na apresentação da síndrome carcinóide clássica.

A obstrução intestinal tem sido reconhecida como característica deste tumor pela infiltração mesentérica, provocando uma intensa reação fibrótica que resulta em isquemia intestinal. Os TNE do intestino delgado frequentemente são múltiplos e frequentemente causam metástases para linfonodos ou para o fígado. A taxa de sobrevida de 5 anos em pacientes com metástase hepática é aproximadamente 40%, enquanto a sobrevida global é de 65%.

Aspectos clínicos particulares da síndrome – O quadro clínico na síndrome carcinóide resulta da interação das diversas substâncias secretadas e de seus respectivos metabólitos na circulação sistêmica. A síndrome clínica é infreqüente nos tumores de intestino anterior e posterior uma vez que raramente secretam serotonina. Em contrapartida, os carcinóides de intestino médio freqüentemente secretam níveis elevados de serotonina e manifestam a síndrome carcinóide clássica.O flushing é atribuído por alguns autores a taquicininas, embora não existam até o momento evidências diretas dessa relação causal. Alguns aspectos clínicos peculiares do flushing carcinóide podem sugerir o sítio primário do tumor, de intestino anterior é caracteristicamente cianótico, prolongado e acomete principalmente a face e o pescoço, enquanto no de intestino médio são características as máculas eritematosas, de curta duração. A diarréia, por sua vez, parece estar relacionada à presença de serotonina. O quadro cutâneo pelagróide decorre da deficiência secundária de niacina em virtude da utilização de até 60% do triptofano da dieta pelo tumor para síntese de serotonina (5-HT) e de seu metabólito urinário, o 5-HIIA. Os casos de esclerodermia associados ao tumor carcinóide apresentavam acometimento sacral e ausência do fenômeno de Raynaud.

Tratamento – Atualmente, a remoção cirúrgica do tumor consiste na primeira escolha terapêutica, tanto com finalidade curativa como paliativa. O uso de análogos da somatostatina, como o octreotide, é muito eficaz no controle dos sintomas na síndrome carcinóide, especialmente de flushing e diarréia. A somatostatina inibe a liberação de diversos hormônios, como insulina, glucagon, gastrina, secretina e hormônio do crescimento. Além disso, regula secreção exócrina e glandular, neurotransmissão e contratilidade de músculo liso.

Referência:

Kulke MH, Mayer RJ. Carcinoid tumors. N Engl J Med. 1999;340:858-68.

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