Arquivo de 26/jul/2012





26 - jul

Benzeno – O Mocinho e o Vilão da era moderna

Categoria(s): Biologia, Câncer - Oncogeriatria, Farmacologia e Farmácia, Hematologia geriátrica, Programa de saúde pública

Benzeno – O Mocinho e o Vilão da era moderna

O Benzeno é tóxico e causador de leucemia e outros tumores, dependendo da quantidade e do tempo de exposição. Os trabalhadores dos setores petroquímico e de siderurgia, que lidam diretamente com a substância são os mais afetados, e a maioria das pesquisas avaliou especificamente este públicos. Porém, Nos refrigerantes, o benzeno surge da mistura do ácido benzóico com a vitamina C. Nos refrigerantes normais esse processo não ocorre por causa do açúcar, que inibe a reação química, mas os refrigerante light ou diet cítrico que não contém açucar acaba por ter alta concentração de benzeno. Foi o que a Associação de Consumidores Proteste, em 2009, apontou em uma analise 24 amostras de diversos refrigerantes e mostrou a presença de benzeno em sete delas.

No Brasil, não existe limite de benzeno para os refrigerantes. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) prevê valor somente para a água potável, de 5 ppb (partes por bilhão) ou 5 microgramas por litro. As indústrias de refrigerantes Coca-Cola, Schincariol e Ambev comprometeram-se a reduzir a quantidade de benzeno em suas bebidas ao máximo de 5 ppb (partes por bilhão) apartir de 2017. Até lá continuaremos tomando refrigerantes com um pouco mais de benzeno.

O benzeno é uma das matérias-primas mais utilizadas no mundo, largamente empregado na fabricação de plásticos, borrachas, adesivos e também como solvente em combustíveis derivados do petróleo. Portanto, presente na fumaça dos automóveis. Na fumaça de cigarro também existe benzeno.

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26 - jul

Dor de cabeça – Cefaléia da arterite temporal

Categoria(s): Doença de causa desconhecida, Inflamação, Neurologia geriátrica, Oftalmologia geriátrica

Cefaléia

Arterite temporal

A arterite temporal pode ocasionar cefaléia, dor no couro cabeludo, perda da visão, claudicação da mandíbula ou tosse, além da dor e nódulos nas artérias temporais. A vascularização da cabeça explica os sintomas causados pela arterite temporal.

A arterite de células gigantes (arterite temporal) é uma arterite sistêmica granulomatosa necrotizante relativamente comum em pessoas de meia-idade e idosos. O diagnóstico deve ser considerado em qualquer pessoa com idade acima dos 50 anos que apresente cefaléia, polimialgia reumática e perda súbita da visão. A cefaléia é o sintoma mais frequente, mas outras manifestações da arterite pode ocorrer. A dor pode pode irradiar-se para o pescoço, face, gengivas e mandíbula. A polimialgia reumática ocorre em 40% dos casos, e a perda da visão em 15%. Se não tratada a arterite temporal pode ocasionar amaurose (cegueira) em até 40% dos pacientes.

No exame físico devemos realizar um minunciosa estudo das artérias da cabeça, pescoço, dorso e braços, com apresença de flacidez, aumento da artéria, sopros ou trombose.

Cegueira – Quando não tratada metade dos pacientes evolui com cegueira, devido ao acom,metimento da artéria oftálmica e de seus ramos, sendo que neuropatia isquêmica do nervo óptico causda pela arterite temporal é a principal causa da cegueira rapidamente progressiva na pessoa idosa.

Diagnóstico – A biópsia da artéria afetada é importante para confirmar o diagnóstico e deve ser realizada antes de iniciar o tratamento com glicocorticóides. O início do tratamento deve ser sem demora, evitando-se assim, as graves complicações com perda da visão e acidente vascular cerebral. As alterações inflamatória podem persistir por até 4 semanas do início do tratamento.

Veja também – Estudo de caso: Polimialgia e Cefaléia

Referências:

Hunder GG – Giant cell arteritis and polymyalgia rheumatica. Med Clin North Am 1997;81:195-219.

Swannell AJ – Polymyalgia rheumatica and temporal arteritis: diagnosis and management. BMJ 1997;314:1329-1332.

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