Arquivo de 19/jul/2012





19 - jul

Amor e desejo sexual – Localizada suas regiões no cérebro

Categoria(s): Neurologia geriátrica, Notícia, Psicologia geriátrica, Sexualidade e DST

Amor e desejo sexual – Localizada suas regiões no cérebro

O estudo, que incluiu também as universidades neurocientistas Sycaruse University of West Virginia, EUA e do Hospital Universitário de Genebra, na Suíça, analisou 20 estudos que estudaram a atividade cerebral de amor e desejo sexual. Os participantes foram submetidos a estudos com ressonância magnética funcional (RMf) para analisar a atividade cerebral enquanto assistia a imagens eróticas ou olhava para a fotografia da pessoa que amavam.

A investigação descobriu duas estruturas cerebrais específicas, a ínsula e o corpo estriado, responsáveis pelo desejo sexual e amor. A ínsula é uma porção do córtex cerebral que está localizado em uma área entre o lobo temporal e lobo frontal. O corpo estriado está localizado nas proximidades, na parte frontal do cérebro.

De certa forma, essas duas áreas agem de forma diferente. Por exemplo, a área que é ativada pelo desejo sexual também é ativa com outras coisas que produzem prazer, como a comida. Mas a área do corpo estriado que é ativado por amor, é uma estrutura mais complexa e está na mesma área do cérebro da dependência de drogas.

O corpo estriado, constituído pelo putâmen e pelo núcleo caudado, a porção anterior (ventral) do corpo estriado está relacionada com a função emocional e contribui para o aprendizado, já a porção posterior (dorsal) relaciona-se com a coordenação de impulsos motores. Assim, danos sofridos nessa estrutura, podem levar a incoordenação motora como ocorre na Doença de Parkinson. A região ventral do corpo estriado também recebe o nome de estriado ventral ou núcleo accumbens.

O sistema límbico é um conjunto de estruturas cerebrais que controlam as emoções humanas  incluindo o comportamento, a atenção, o humor, a memória, o prazer e a dependência química.

 

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19 - jul

Alteração da personalidade – Encefalite límbica paraneoplásica

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Genética médica, Neurologia geriátrica, Pneumologia geriátrica, Semiologia Médica

Síndrome paraneoplásica: Alteração da personalidade

 

Na sua forma clássica, a encefalite límbica se apresenta com o desenvolvimento rápido de irritabilidade, depressão, distúrbios do sono, crises convulsivas, alucinações e perda de memória a curto prazo

 

Encefalite límbica – O termo encefalite límbica se refere à encefalite do lobo temporal e frequentemente de outras estruturas límbicas. A encefalite é um diagnóstico patológico que deveria ser feito apenas após confirmação tecidual, por autópsia ou por biópsia cerebral. Entretanto, na prática, a maioria dos pacientes é diagnosticada se apresentar quadro clínico sugestivo (febre, cefaléia, rebaixamento do nível de consciência, evidência de inflamação no cérebro, tais como aumento dos glóbulos brancos (pleocitose) no líquido cefalorraquidiano ou inflamação na neuroimagem, especialmente se o agente causador da doença não for identificado. Assim, a encefalite límbica é caracterizada pelo comprometimento de memória recente, crises parciais complexas do lobo temporal e sintomas psiquiátricos. Os achados típicos da RM são sinais de anormalidade nos lobos temporais mais sem reforço na fase contrastada.

Quadro inicial da encefalite límbica é semelhante a depressão ou ansiedade e marcado desinteresse social, apatia e alterações da personalidade. Apresenta déficit importante de memória recente, perda progressiva do nível de consciência, agitação psicomotora, quadros de psicose ou delirium. É considerada um síndrome paraneoplásica onde encontramos o anticorpo associado  ANNA-1 (anti-Hu), estando relacionado com Câncer de Pulmão (oat cell = células pequenas)  e linfoma.

Teste sorológico Anti-Hu ou Anti-Anna 1 – neuronopatia sensorial paraneoplásica

Esse exame deve ser solicitado em todos os pacientes com neuronopatia sensorial aguda ou crônica, principalmente se houver ataxia da marcha e história de tabagismo. O câncer mais comumente associado é o de pequenas células do pulmão. Um resultado negativo não exclui a possibilidade de câncer subjacente.

Encefalite associada ao anticorpo anti – Ma2

A encefalite associada ao anticorpo anti – Ma2 afeta o sistema límbico, o diencéfalo ou porção superior do tronco encefálico. Além do quadro clínico de encefalite límbica, os pacientes podem apresentar sintomas hipotalâmicos e rigidez grave, hipocinesia e limitação de movimentação vertical do olhar. Até 30% dos pacientes respondem ao tratamento do tumor, comumente testicular, e à imunoterapia. Outros anticorpos encontrados em pacientes com encefalite límbica são o anti -B R serina/treonina quinase 2 e o anti – adenilato quinase 5.

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