03 - jul
  

Lesão ocular – Celulite orbitária

Categoria(s): Emergências, Infectologia, Oftalmologia geriátrica




Infecção ocular

Celulite orbitária

A celulite orbitária o processo infeccioso dos tecidos orbitários (figura), de etiologia bacteriana, viral ou fúngica. O agente etiológico, geralmente, alcança a órbita por contigüidade, a partir dos seios paranasais, da própria face (infecção cutânea) ou da orofaringe. Na grande maioria dos casos, as celulites orginam-se das sinusites. As celulites podem aparecer sob a forma de abscesso subperiósteo, abscesso orbitário e celulite difusa como na figura. Os sintomas são de quadro infeccioso com febre alta, taquicardia, quadro toxêmico, dor no globo ocular e eliminação de pus.

Diagnóstico – Além da anamnese e do exame físico, a tomografia computadorizada tem importância fundamental no diagnóstico da celulite orbitária, ao mostrar, claramente, a localização e a extensão do processo infeccioso, permitindo não só a classificação como o estadiamento da evolução do quadro. Os principais microrganismos envolvidos no processo são: Staphilococus (S. aureus, S.epidermides), Streptococus, Diphteroides, E. coli e Pseudomonas, nas crianças é frequente H.influenzae.

Tratamento – A partir hipótese de celulite orbitária de origem bacteriana, tratamento deve ser imediato com antibioticoterapia endovenosa, para evitar a progressão da infecção e complicações neurológicas, potencialmente letais como: abscesso cerebral, trombose de seio cavernoso. A melhora geral do quadro infeccioso se deve dar em 48-72 hs, após o início do tratamento, caso contrário deve-se suspeitar da formação de abscesso orbitário com provável indicação de dredrenagem cirúrgica da órbita.

Referências:

Harr DL; Quencer RM; Abrams GW. Computed tomography and ultrasound in the evaluation of orbital infection and pseudotumor. Radiology 142: 395-401, 1982.

Clary RA; Cunninghan MJ; Eavey RD. Orbital complications of acute sinusitis: comparison of computed tomography scan and surgical findings. Ann Otol Rhinol Laryngol 101: 598-600, 1992.

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