Arquivo de 3/jul/2012





03 - jul

Saúde Bucal no Brasil – Programa Brasil Sorridente

Categoria(s): Gerontologia, Notícia, Odontologia geriátrica, Programa de saúde pública, Saúde Geriátrica, Sociologia

Saúde Bucal no Brasil

O estado de saúde de uma população é medido pelos elementos dentários como o número de cáries e a presença das doenças periodontais. Segundo dados da pesquisa mundial de Saúde Bucal no Brasil, divulgada pela Fio Cruz, o País concentra 15,5 milhões de brasileiros totalmente sem dentes. Entre as mulheres acima de 50 anos, este índice chega a ser mais assustador, 56%. Um diagnóstico publicado no ano passado pelo Ministério da Saúde revelou que quase 80% da população apresenta doenças gengivais. O problema se agrava na população mais idosa, onde cerca de três em cada quatro pessoas acima de 65 anos já nem possuem mais os dentes.

A prestação de serviços públicos de saúde bucal no Brasil, historicamente, caracterizava-se por ações de baixa complexidade, na sua maioria curativas e mutiladoras, com acesso restrito. A grande maioria dos municípios brasileiros desenvolvia ações para a faixa etária escolar, de 6 a 12 anos, e gestantes. Os adultos e os idosos tinham acesso apenas a serviços de pronto atendimento e urgência, geralmente mutiladores. Isso caracterizava a odontologia como uma das áreas da saúde com extrema exclusão social. Segundo o Levantamento Nacional de Saúde Bucal – SB Brasil – concluído em 2003 pelo Ministério da Saúde, 13% dos adolescentes nunca haviam ido ao dentista, 20% da população brasileira já tinha perdido todos os dentes e 45% dos brasileiros não possuíam acesso regular a escova de dente.

A implementação da Política Nacional de Saúde Bucal – Programa Brasil Sorridente, em março de 2004, significou um marco na mudança do foco da atenção em saúde bucal, visando avançar na melhoria da organização do sistema de saúde como um todo e propondo um modelo que dê conta da universalidade, integralidade e equidade, princípios tão caros a quem lutou pela implantação do Sistema Único de Saúde no Brasil.

Embora grande parte desse quadro seja originário da situação financeira que inviabiliza a visita e tratamento com dentista, outra importante parcela de responsabilidade está na falta de conhecimento de informação da população, que desconhece cuidados mínimos para manter a boa higienização da boca e assim evitar o desenvolvimento de doenças. O problema da saúde bucal dos idosos passa pelos profissionais que os assistem. Muitas vezes preocupados com a saúde de uma forma geral esquece de fazer uma boa verificação do estado de saúde dos dentes e da boca.

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03 - jul

Lesão ocular – Celulite orbitária

Categoria(s): Emergências, Infectologia, Oftalmologia geriátrica

Infecção ocular

Celulite orbitária

A celulite orbitária o processo infeccioso dos tecidos orbitários (figura), de etiologia bacteriana, viral ou fúngica. O agente etiológico, geralmente, alcança a órbita por contigüidade, a partir dos seios paranasais, da própria face (infecção cutânea) ou da orofaringe. Na grande maioria dos casos, as celulites orginam-se das sinusites. As celulites podem aparecer sob a forma de abscesso subperiósteo, abscesso orbitário e celulite difusa como na figura. Os sintomas são de quadro infeccioso com febre alta, taquicardia, quadro toxêmico, dor no globo ocular e eliminação de pus.

Diagnóstico – Além da anamnese e do exame físico, a tomografia computadorizada tem importância fundamental no diagnóstico da celulite orbitária, ao mostrar, claramente, a localização e a extensão do processo infeccioso, permitindo não só a classificação como o estadiamento da evolução do quadro. Os principais microrganismos envolvidos no processo são: Staphilococus (S. aureus, S.epidermides), Streptococus, Diphteroides, E. coli e Pseudomonas, nas crianças é frequente H.influenzae.

Tratamento – A partir hipótese de celulite orbitária de origem bacteriana, tratamento deve ser imediato com antibioticoterapia endovenosa, para evitar a progressão da infecção e complicações neurológicas, potencialmente letais como: abscesso cerebral, trombose de seio cavernoso. A melhora geral do quadro infeccioso se deve dar em 48-72 hs, após o início do tratamento, caso contrário deve-se suspeitar da formação de abscesso orbitário com provável indicação de dredrenagem cirúrgica da órbita.

Referências:

Harr DL; Quencer RM; Abrams GW. Computed tomography and ultrasound in the evaluation of orbital infection and pseudotumor. Radiology 142: 395-401, 1982.

Clary RA; Cunninghan MJ; Eavey RD. Orbital complications of acute sinusitis: comparison of computed tomography scan and surgical findings. Ann Otol Rhinol Laryngol 101: 598-600, 1992.

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